Ano 79 - nº. 1489

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Editorial

A luta para impor uma visão liberal de mundo

Em 9 de maio, ocorreu na Zona Sul do Rio de Janeiro mais uma passeata em favor da legalização da maconha. Seria mais uma passeata inócua como as demais realizadas ano passado, verdadeiros fiascos. O problema é que desta vez a referida passeata contou com o apoio do membros da cúpula do governo federal.

Carlos Minc, ministro do Meio Ambiente, não só participou da manifestação nas ruas do Rio como discursou em favor da legalização da droga e afirmou ainda que, mesmo não podendo estar presentes, compartilham da mesma visão e empenho dele em favor da legalização da maconha o ministro da Saúde, José Gomes Temporão; o ministro da Justiça, Tarso Genro; e o ministro dos Direitos Humanos, Nimário Miranda. Sim, é isso mesmo que você leu: segundo o ministro do Meio Ambiente, os ministros da Saúde, Justiça e Direitos Humanos estarão empenhados, dentro do que lhes for possível, para que essa proposta absurda ganhe eco e se transforme em realidade.

Era só o que faltava. O governo federal já defende oficialmente a liberalização do aborto, a legalização do “casamento” homossexual, a profissionalização da prostituição, a criminalização da chamada “homofobia” e já promove, via Sistema Único de Saúde (SUS) – ou seja, com dinheiro público –, a mudança de sexo para quem quiser. Agora, como se não bastasse tudo isso, membros da cúpula do governo se dizem empenhados na legalização de drogas?

É importante deixar claro que o governo Lula tem tido várias virtudes, entre elas a manutenção do modelo econômico do presidente que o antecedeu, o que garantiu ao país o crescimento que precisa até pouco antes de explodir a crise econômica mundial. Apesar da crise, é quase certo, segundo especialistas, que o Brasil e os demais países emergentes sofram menos e voltem logo a se recuperarem, situação bem diferente do que experimentarão, por exemplo, Europa e Estados Unidos, onde os estragos foram imensamente maiores e a recuperação deve ser muito mais lenta.

Porém, apesar de o governo atual ter se conduzido bem na área econômica e em outras situações pontuais, em algumas outras áreas está se comportando de forma preocupante, como no caso das propostas acima mencionadas. E com isso não se está dizendo que o governo anterior, nessa área, foi melhor. Não! FHC e sua base também eram condescendentes com essas propostas, porém o atual governo radicalizou-as, foi além, dedicou-se à luta para implementar essas propostas, até porque a maioria dos projetos de lei que as propuseram é originalmente de autoria de membros do partido do governo – o Partido dos Trabalhadores (PT).

Segundo as mais recentes pesquisas nacionais, com destaque para as do Ibope e do Datafolha, a maioria esmagadora da população brasileira é contra a legalização da maconha e de qualquer outra droga, contra a liberalização do aborto, o “casamento” homossexual e  a criminalização da tal “homofobia”. Então, por que essa luta a favor? Trata-se de uma luta ideológica, de uma tentativa de impor uma visão liberal de mundo à população brasileira, uma visão que se choca com os valores da maioria da população, e frontalmente com os valores cristãos.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 



Destaque


Eventos do Centenário mobilizam país

Para comemorar o Centenário das Assembleias de Deus no Brasil, ocorrerão nos próximos meses diversos eventos que fazem parte do calendário das festividades. No final de julho, acontece o 2º Congresso de Educação e Evangelização Infanto-Juvenil, na cidade de Camboriú (SC). De 6 a 9 de agosto, será realizada a Conferência Pentecostal na Região Sul, na cidade de Curitiba. Milhares de assembleianos são esperados. Até 2011, estão programados outros eventos para comemorar os 100 anos da AD Págs. 3, 4 e 5


Reportagem


Evangélicos combatem PLC 122 e criticam Acordo Brasil-Vaticano

Está tramitando, no Congresso Nacional, o Projeto de Lei Complementar 122/2006, que estabelecerá, se aprovado, a criminalização da chamada “homofobia”. Apesar do apoio da mídia à proposta, o Projeto tem sido combatido por evangélicos, católicos e segmentos conservadores da sociedade brasileira. A reportagem mostra ainda o Acordo Brasil-Vaticano que tenta, em vão, interferir no crescimento dos evangélicos no país

Págs. 14 e 15



Artigo

 



Os artigos desta edição tratam de assuntos como festas juninas, unção, Cabala, características da identidade da igreja, liderança cristã, como devemos nos preparar para a Volta de Jesus e como Israel deveria receber o Messias, padrões comportamentais do mundo e pregação bíblica genuína e eficaz. Págs. 16, 17, 21, 24, 25 e 27



Em Evidência

 


Resgatando vidas das drogas

A Assembléia de Deus em Salvador, liderada pelo pastor Israel Alves Ferreira, tem resgatado vidas das drogas por meio da Casa de Recuperação Nova Esperança. A Casa existe desde 2007 e atende a 30 internos. O grupo de homens, na faixa de 16 a 30 anos, tem acompanhamento espiritual, atendimento médico, atividades de lazer e artesanato. O trabalho é mantido pelo Departamento de Ação Social da AD em Salvador. Pág. 28


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Veja também:
- Ensinador cristão
- Geração JC
- Mulher, Lar e Família Cristã
- Manual do Obreiro
- Resposta fiel



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