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Leitura
Bíblica em Classe
Salmos
119.41-50
Introdução
I.
A Igreja e a submissão à Palavra
II.
A Igreja e a fidelidade à Palavra
III.
A Igreja e a santidade da Palavra
Conclusão:
Título deste subsídio: A
Igreja: Serva da Bíblia
Autor: Elinaldo Renovato de Lima (comentarista da lição
deste trimestre)
I
– A IGREJA E A SUBMISSÃO À PALAVRA
A
Igreja tem dois grandes sentidos, em face dos propósitos que
lhe estão afetos. Um sentido espiritual, invisível, no seu
todo, em todos os tempos (igreja universal, o Corpo de
Cristo), e um sentido organizacional, local (visível, formada
pelos crentes vivos, a igreja militante).
1.
NO SENTIDO ESPIRITUAL
Neste
sentido, a Igreja é um organismo espiritual, tendo
Cristo como a Cabeça (Cl 1.18) e os crentes como seu Corpo.
Nesse aspecto, tem a administração espiritual, sobrenatural,
sob a direção do Espírito Santo (Jo 14.26). Só precisamos
colocar-nos sob sua dependência e tudo funciona bem.
É
a essa Igreja que se refere o autor do livro aos Hebreus, que
se expressa de modo eloqüente nas seguintes palavras: “Mas
chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém
celestial, e aos muitos milhares de anjos, à universal
assembléia e igreja dos primogênitos, que estão
inscritos nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos
dos justos aperfeiçoados” (Hb 12.22,23; grifo meu). Nessa
Igreja (com “I” maiúsculo), só os salvos de verdade estão
incluídos, tantos vivos, como os que já morreram, desde a
fundação do mundo.
No
aspecto espiritual, a Lei Maior, à qual a Igreja deve ser
submissa, é a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. E não
temos a menor dúvida de que quem faz parte dessa Igreja está
plenamente submetido aos ditames da Bíblia, em todos os
aspectos da vida: espiritual, moral, ético, social, familiar,
financeiro e nos demais do seu dia-a-dia.
2.
NO SENTIDO ORGANIZACIONAL
No
âmbito da “igreja local”, a Igreja é formada por pessoas
que se unem, e se reúnem, para adorar e servir a Deus, em um
determinado lugar (bairro, região, país, etc.), e é formada
pelos crentes, salvos (ou não). É vista por Deus, e, também,
pelas pessoas em geral. Pode ser considerada uma organização.
No meio dessa igreja (local), estão “o trigo”, ou seja,
os crentes fiéis e santos e o “joio” ¾
os falsos crentes. Como organização, a Igreja precisa
de direção, de atividades, normas, de estatutos, e de ações
humanas.
Entretanto,
mesmo como organização, suas normas, que devem constar de
seus estatutos, não devem sobrepor-se à Bíblia Sagrada.
Perante as autoridades civis ou jurídicas, os estatutos de
uma igreja constituem sua lei. Os crentes devem estar sujeitos
às autoridades legitimamente constituídas (Rm 13.1-7). Mas,
para integrar a Igreja de Cristo, a igreja local precisa estar
submissa, antes de qualquer coisa, e acima de tudo, à Palavra
de Deus. O cristão deve cumprir a lei do País, até o ponto
em que esta não fira os princípios espirituais e morais da
Palavra de Deus.
Jamais
poderemos concordar com suas práticas, ou considerá-las
membros do corpo de Cristo, visto que as mesmas são
consideradas pecados abomináveis aos olhos do Senhor (cf. Lv
18.22; 20.13; Rm 1.24-27; 1 Co 6.9,10). Há igrejas de
homossexuais, com pastores e pastoras homossexuais. Tais
comunidades não têm o respaldo da Bíblia, nem a Ela se
submetem. São organizações espúrias à luz da Bíblia.
Na
Europa há países onde existe a “Bíblia politicamente
correta”, em que os textos que condenam certos atos
pecaminosos foram substituídos por expressões amenizadas,
para descaracterizar a natureza dos pecados. Em “Bíblias”
desse teor, a oração do Pai Nosso é lida, deturpada: “Pai
e Mãe nossos que estais nos céus [...]” Seus teólogos
dizem que Deus é Homem e Mulher. Verdadeira heresia. Deus não
tem sexo. Na Bíblia, não deturpada, Deus se apresenta,
dizendo: “Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o
Deus de Isaque e o Deus de Jacó” (Êx 3.6b,15,16; Ne 9.32).
Deus jamais se apresentou, dizendo: “Eu sou a deusa...; eu
sou a Senhora”. Há lugares, em que não se pode mais ler
textos bíblicos que condenam a prostituição, a fornicação,
ou o homossexualismo. Isso é sinal de que os fins dos tempos
estão mais próximos do que podemos imaginar.
A
igreja, no sentido humano, tem procurado agradar o mundo. Mas
a recíproca não é verdadeira. Ou seja: o mundo não tem
procurado agradar à igreja. Há uma ingenuidade muito grande,
no meio de certas igrejas ou denominações, em pensar que,
agradando o mundo, vão ser mais bem vistas e bem situadas no
meio social ou político. Em certos momentos, existe aparente
harmonia, mas quando há confronto da igreja local com os
interesses materiais, ela passa a ser perseguida. Há
pastores, procurando agradar a sociedade sem Deus. O Diabo
quer destruir a Igreja. Só não vai conseguir porque Jesus
disse: Eu “edificarei a minha igreja, e as portas do inferno
não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18).
Os
anjos são submissos à Palavra de Deus: “Bendizei ao
Senhor, anjos seus, magníficos em poder, que cumpris as suas
ordens, obedecendo à voz da sua palavra” (Sl 103.20). A
natureza é submissa à Palavra: “Mandou às trevas que a
escurecessem; e elas não foram rebeldes à sua palavra” (Sl
105.28). Os seres celestiais obedecem a Deus. Os que não
obedeceram, foram lançados para fora dos céus. Muito mais
significativa é a obediência da Igreja à Palavra do Senhor.
Quando o povo de Deus submete-se à sua Palavra, Ele manda bênçãos
espirituais e materiais sobre todos e sobre a Terra (Dt
11.13-15).
II
– A IGREJA E A FIDELIDADE À PALAVRA
1.
O RESPEITO À INTEGRIDADE DA PALAVRA
Quando
este autor exercia o magistério universitário, certo
professor, questionando sobre a aplicabilidade da Bíblia, nos
tempos pós-modernos, afirmava que “a Bíblia precisa ser
revista; precisamos fazer uma releitura dos textos bíblicos,
visto que não têm mais sentido para os tempos atuais”. É
a perturbação do Diabo com o valor da Palavra de Deus. O
Adversário sabe que, se a Palavra de Deus for pregada com
integridade (ortodoxia), é grande o poder de destruição do
pecado que Ela tem; é grande o efeito transformador de mentes
e vidas, que serão salvas para o Reino de Deus, pela fé em
Cristo Jesus. A Igreja tem compromisso com a verdade (Jo
17.17). E não pode fugir à sua missão profética e
proclamadora do evangelho de salvação. Para cumprir sua missão,
a Igreja não precisa rever a Bíblia, mas cumpri-la, com
submissão e santidade.
2.
A IGREJA DEVE PREGAR A VERDADE
A
Igreja deve pregar a Palavra da Verdade: “Pelo que, tendo
este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não
desfalecemos; antes, rejeitamos as coisas que, por vergonha,
se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a
palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de
todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da
verdade” (2 Co 4.1,2). Os obreiros, e, principalmente, os
pastores, líderes de parte do rebanho do Senhor, têm o
ministério, não por mérito ou capacidade intelectual, e,
sim, “segundo a misericórdia que nos foi feita” pela
bondade de Deus.
A
responsabilidade é muito grande, diante do Senhor e de sua
amada Igreja. O púlpito não deve ser palanque político, mas
a tribuna da verdade do evangelho. É o líder que conduz a
igreja local para os rumos de sua história, em obediência a
Deus. No que tange à pregação da Palavra, Paulo alerta para
evitarmos a falsificação da Palavra de Deus, com falsas
doutrinas, falsas interpretações, ou falsas aplicações do
texto bíblico, de acordo com conveniências pessoais, ou de
grupos. E isso só é possível “pela manifestação da
verdade”. É comum o jargão “doa a quem doer”, na
linguagem da comunicação. Na igreja local, é indispensável
que a Palavra da Verdade seja ensinada e pregada, “doa a
quem doer”. Tal assertiva, por outro lado, não deve ser
vista como o líder, ou quem ensina, ser atrevido, grosseiro
ou deselegante, usando o púlpito de maneira agressiva e
desrespeitosa. De modo algum. Mas deve significar a ministração
da doutrina, seja para edificação, ânimo, ou para exortação:
“Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo,
redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e
doutrina” (2 Tm 4.2).
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