Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Mestre
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição O Deus do Livro e o Livro de Deus
4º trimestre/2008


Lição 12 - A Igreja: Serva da Bíblia



Leitura Bíblica em Classe
Salmos 119.41-50

Introdução

I. A Igreja e a submissão à Palavra

II. A Igreja e a fidelidade à Palavra

III. A Igreja e a santidade da Palavra

Conclusão:

Título deste subsídio: A Igreja: Serva da Bíblia

Autor: Elinaldo Renovato de Lima (comentarista da lição deste trimestre)

 



I – A IGREJA E A SUBMISSÃO À PALAVRA

A Igreja tem dois grandes sentidos, em face dos propósitos que lhe estão afetos. Um sentido espiritual, invisível, no seu todo, em todos os tempos (igreja universal, o Corpo de Cristo), e um sentido organizacional, local (visível, formada pelos crentes vivos, a igreja militante).

   1. NO SENTIDO ESPIRITUAL

Neste sentido, a Igreja é um organismo espiritual, tendo Cristo como a Cabeça (Cl 1.18) e os crentes como seu Corpo. Nesse aspecto, tem a administração espiritual, sobrenatural, sob a direção do Espírito Santo (Jo 14.26). Só precisamos colocar-nos sob sua dependência e tudo funciona bem. 

É a essa Igreja que se refere o autor do livro aos Hebreus, que se expressa de modo eloqüente nas seguintes palavras: “Mas chegastes ao monte Sião, e à cidade do Deus vivo, à Jerusalém celestial, e aos muitos milhares de anjos, à universal assembléia e igreja dos primogênitos, que estão inscritos nos céus, e a Deus, o Juiz de todos, e aos espíritos dos justos aperfeiçoados” (Hb 12.22,23; grifo meu). Nessa Igreja (com “I” maiúsculo), só os salvos de verdade estão incluídos, tantos vivos, como os que já morreram, desde a fundação do mundo. 

No aspecto espiritual, a Lei Maior, à qual a Igreja deve ser submissa, é a Palavra de Deus, a Bíblia Sagrada. E não temos a menor dúvida de que quem faz parte dessa Igreja está plenamente submetido aos ditames da Bíblia, em todos os aspectos da vida: espiritual, moral, ético, social, familiar, financeiro e nos demais do seu dia-a-dia.

2. NO SENTIDO ORGANIZACIONAL

No âmbito da “igreja local”, a Igreja é formada por pessoas que se unem, e se reúnem, para adorar e servir a Deus, em um determinado lugar (bairro, região, país, etc.), e é formada pelos crentes, salvos (ou não). É vista por Deus, e, também, pelas pessoas em geral. Pode ser considerada uma organização. No meio dessa igreja (local), estão “o trigo”, ou seja, os crentes fiéis e santos e o “joio” ¾ os falsos crentes. Como organização, a Igreja precisa de direção, de atividades, normas, de estatutos, e de ações humanas.   

Entretanto, mesmo como organização, suas normas, que devem constar de seus estatutos, não devem sobrepor-se à Bíblia Sagrada. Perante as autoridades civis ou jurídicas, os estatutos de uma igreja constituem sua lei. Os crentes devem estar sujeitos às autoridades legitimamente constituídas (Rm 13.1-7). Mas, para integrar a Igreja de Cristo, a igreja local precisa estar submissa, antes de qualquer coisa, e acima de tudo, à Palavra de Deus. O cristão deve cumprir a lei do País, até o ponto em que esta não fira os princípios espirituais e morais da Palavra de Deus.

Jamais poderemos concordar com suas práticas, ou considerá-las membros do corpo de Cristo, visto que as mesmas são consideradas pecados abomináveis aos olhos do Senhor (cf. Lv 18.22; 20.13; Rm 1.24-27; 1 Co 6.9,10). Há igrejas de homossexuais, com pastores e pastoras homossexuais. Tais comunidades não têm o respaldo da Bíblia, nem a Ela se submetem. São organizações espúrias à luz da Bíblia.

Na Europa há países onde existe a “Bíblia politicamente correta”, em que os textos que condenam certos atos pecaminosos foram substituídos por expressões amenizadas, para descaracterizar a natureza dos pecados. Em “Bíblias” desse teor, a oração do Pai Nosso é lida, deturpada: “Pai e Mãe nossos que estais nos céus [...]” Seus teólogos dizem que Deus é Homem e Mulher. Verdadeira heresia. Deus não tem sexo. Na Bíblia, não deturpada, Deus se apresenta, dizendo: “Eu sou o Deus de teu pai, o Deus de Abraão, o Deus de Isaque e o Deus de Jacó” (Êx 3.6b,15,16; Ne 9.32). Deus jamais se apresentou, dizendo: “Eu sou a deusa...; eu sou a Senhora”. Há lugares, em que não se pode mais ler textos bíblicos que condenam a prostituição, a fornicação, ou o homossexualismo. Isso é sinal de que os fins dos tempos estão mais próximos do que podemos imaginar. 

A igreja, no sentido humano, tem procurado agradar o mundo. Mas a recíproca não é verdadeira. Ou seja: o mundo não tem procurado agradar à igreja. Há uma ingenuidade muito grande, no meio de certas igrejas ou denominações, em pensar que, agradando o mundo, vão ser mais bem vistas e bem situadas no meio social ou político. Em certos momentos, existe aparente harmonia, mas quando há confronto da igreja local com os interesses materiais, ela passa a ser perseguida. Há pastores, procurando agradar a sociedade sem Deus. O Diabo quer destruir a Igreja. Só não vai conseguir porque Jesus disse: Eu “edificarei a minha igreja, e as portas do inferno não prevalecerão contra ela” (Mt 16.18).

Os anjos são submissos à Palavra de Deus: “Bendizei ao Senhor, anjos seus, magníficos em poder, que cumpris as suas ordens, obedecendo à voz da sua palavra” (Sl 103.20). A natureza é submissa à Palavra: “Mandou às trevas que a escurecessem; e elas não foram rebeldes à sua palavra” (Sl 105.28). Os seres celestiais obedecem a Deus. Os que não obedeceram, foram lançados para fora dos céus. Muito mais significativa é a obediência da Igreja à Palavra do Senhor. Quando o povo de Deus submete-se à sua Palavra, Ele manda bênçãos espirituais e materiais sobre todos e sobre a Terra (Dt 11.13-15). 

II – A IGREJA E A FIDELIDADE À PALAVRA

1. O RESPEITO À INTEGRIDADE DA PALAVRA

Quando este autor exercia o magistério universitário, certo professor, questionando sobre a aplicabilidade da Bíblia, nos tempos pós-modernos, afirmava que “a Bíblia precisa ser revista; precisamos fazer uma releitura dos textos bíblicos, visto que não têm mais sentido para os tempos atuais”. É a perturbação do Diabo com o valor da Palavra de Deus. O Adversário sabe que, se a Palavra de Deus for pregada com integridade (ortodoxia), é grande o poder de destruição do pecado que Ela tem; é grande o efeito transformador de mentes e vidas, que serão salvas para o Reino de Deus, pela fé em Cristo Jesus. A Igreja tem compromisso com a verdade (Jo 17.17). E não pode fugir à sua missão profética e proclamadora do evangelho de salvação. Para cumprir sua missão, a Igreja não precisa rever a Bíblia, mas cumpri-la, com submissão e santidade.

2. A IGREJA DEVE PREGAR A VERDADE

A Igreja deve pregar a Palavra da Verdade: “Pelo que, tendo este ministério, segundo a misericórdia que nos foi feita, não desfalecemos; antes, rejeitamos as coisas que, por vergonha, se ocultam, não andando com astúcia nem falsificando a palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência de todo homem, na presença de Deus, pela manifestação da verdade” (2 Co 4.1,2). Os obreiros, e, principalmente, os pastores, líderes de parte do rebanho do Senhor, têm o ministério, não por mérito ou capacidade intelectual, e, sim, “segundo a misericórdia que nos foi feita” pela bondade de Deus. 

A responsabilidade é muito grande, diante do Senhor e de sua amada Igreja. O púlpito não deve ser palanque político, mas a tribuna da verdade do evangelho. É o líder que conduz a igreja local para os rumos de sua história, em obediência a Deus. No que tange à pregação da Palavra, Paulo alerta para evitarmos a falsificação da Palavra de Deus, com falsas doutrinas, falsas interpretações, ou falsas aplicações do texto bíblico, de acordo com conveniências pessoais, ou de grupos. E isso só é possível “pela manifestação da verdade”. É comum o jargão “doa a quem doer”, na linguagem da comunicação. Na igreja local, é indispensável que a Palavra da Verdade seja ensinada e pregada, “doa a quem doer”. Tal assertiva, por outro lado, não deve ser vista como o líder, ou quem ensina, ser atrevido, grosseiro ou deselegante, usando o púlpito de maneira agressiva e desrespeitosa. De modo algum. Mas deve significar a ministração da doutrina, seja para edificação, ânimo, ou para exortação: “Que pregues a palavra, instes a tempo e fora de tempo, redarguas, repreendas, exortes, com toda a longanimidade e doutrina” (2 Tm 4.2).


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