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Leitura
Bíblica em Classe
2 Coríntios 9.6-11
Introdução:
I. A Importância da Ajuda aos Necessitados
II.
Princípios Gerais Acerca da Contribuição
III.Como
Deve ser a Nossa Contribuição
Conclusão:
Palavras-chave: Oferta
Introdução
Caro professor, você tem dificuldades em contribuir de
modo liberal para a obra do Senhor? Se você oferta com
generosidade, amor e alegria não terá dificuldade em ensinar
sobre este tema. Vivemos
dias onde muitos crentes só querem receber, mas na hora de
doar deixam a desejar. Paulo incentiva os irmãos de Corinto a
ofertarem em favor dos santos. Esta é uma oportunidade ímpar
para conscientizar o povo de Deus a despeito da renúncia e
desprendimento na contribuição.
I.
A Importância da Ajuda aos Necessitados
Professor,
dê inicio a este tópico fazendo a seguinte pergunta: “Por
que o crente deve ajudar aos necessitados, especialmente os
domésticos da fé?” (R:
Porque atender ao pobre em suas necessidades é um preceito bíblico.
Caso deseje, leia as seguintes referências: Lv 23.22; Dt
15.11; Sl 41.1; At 11.28-30; Gl 6.10.)
Para
incentivar a generosidade, Paulo lembra aos Corintos um princípio
que todo agricultor sabe: Quem semeia pouco, colhe pouco.
“Você tem semeado na obra de Deus?” A igreja em Corinto
precisava aprender que Deus nos recompensa com a mesma medida
da nossa generosidade (cf. Pv 11.18,25; 22.8; Gl 6.7-9).
Todavia, Deus não se agrada que o ato de dar seja feito
“com tristeza (relutância) ou por necessidade (obrigação)”.
Cada um deve decidir o que pode dar e fazê-lo com alegria. A
palavra grega bilaron não
significa “extremamente alegre”. Quer dizer simplesmente
que damos porque nos alegramos em dar (cf. 1 Cr 29.17). Assim,
damos não por legalismo nem com relutância, mas só com a
compulsão que vem do coração. Esta também pode ser uma
generosidade motivada
pelo Espírito Santo (Rm 12.8).
Não
precisamos temer que a nossa generosidade nos venha causar
dano, pois Deus conhece as nossas necessidades e continuará
nos suprindo. Ele quer nos dar mais do que precisamos para
que, como o próprio Deus, transbordemos em todos os tipos de
boas obras, até ajudar outros crentes que não conhecemos, da
mesma maneira que os coríntios não conheciam pessoalmente os
crentes de Jerusalém.
I.
Princípios
Gerais Acerca da Contribuição
A
coleta (16.1-4). Este é um parágrafo-chave no Novo
Testamento sobre a contribuição:
1)
A
coleta é para o povo de Deus. A doação tinha como
finalidade aliviar os crentes que estavam sofrendo fome ou
alguma calamidade natural, em determinados locais do império;
2)
A
coleta era levantada no primeiro dia da semana (domingo)
quando os cristãos se reuniam. Justino Mártir, no século
segundo, relata que essa prática era habitual nas igrejas;
3)
A
contribuição derivava conforme a prosperidade. Os que tinham
mais, contribuíam com mais, mas todos deveriam partilhar da
graça e doar;
4)
A
exortação reflete antiga importância mencionada sobre a
contribuição organizada e regular.
• Professor, é importante que você enfatize o fato de que a antiga
obrigação de amar o próximo (Lv 19.18) ainda vigora.
“Façamos
o bem a todos” (Gl 6.10). A benevolência cristã não
reconhece nenhuma limitação de nacionalidade, de credo, de
posição social; o próximo do cristão é qualquer pessoa
necessitada que esteja dentro do alcance da sua ajuda (cf. 1
Ts 5.15; 1 Tm 2.3-7;
At 26.29). Há, porém, uma esfera dentro da qual a benevolência
cristã assume um caráter mais íntimo e intenso, conforme se
sugere nas palavras: “principalmente aos domésticos da fé”
(aqueles que são da mesma família espiritual). Assim como,
na esfera natural, nosso próprio lar tem o primeiro direito
sobre nós, o mesmo acontece na esfera espiritual (cf. 1 Tm
5.8). É bom lembrar, porém, que,
embora “a caridade comece em casa”, não para
ali.
II.
Como
Deve ser a Nossa Contribuição
• Professor, faça pergunte aos seus alunos: “A maneira como você
contribui tem agradado ao Senhor?”
“Deus ama ao que dá com
alegria”. O que Deus pensa de nós é uma pergunta muito
importante. É um grande incentivo saber que o Deus Altíssimo
aprova quem dá com alegria (lit. “hilaridade”); é mais
do que a aprovação formal, porque Deus ama tal pessoa. Por
quê? Porque aquele que dá com alegria tem liberalidade. O
Senhor vê o seu próprio caráter refletido naquele que dá
com alegria e generosidade.
Deus pode abençoar você com
meios amplos, de tal maneira que você tenha sempre suficiente
para qualquer
emergência e bastante para atos de bondade para com os
outros. O versículo 8 sugere 3 lições:
1)
Deus
é a fonte de bênçãos ilimitadas. “E Deus é poderoso
para tornar abundante em vós toda graça”. Notemos recorre
a palavra “toda”. O que significa “graça”? A graça
descreve aquela disposição da parte de Deus de dar livre
generosamente as coisas de que precisamos. Deus tem um
atributo de dar. Notemos que Paulo diz que Deus pode
fazer-vos... e não Deus “vos fará...” Há certas condições
a serem preenchidas, a fim de transformar a
capacidade de Deus para dar em dádiva concreta.
Essas condições são o desejo, a petição e a
mordomia fiel.
2)
A
fonte da graça de Deus flui, a fim de que as nossas
necessidades sejam plenamente supridas. “A fim de que, tendo
sempre, em tudo, ampla suficiência...”. A palavra
“sempre” sugere constância. Nossos vasos podem ficar
cheios um dia, meio cheios o dia seguinte e talvez vazios e
secos num outro dia.
3)
Deus
nos concede a sua graça, a fim de que nos tornemos uma bênção
para outros. “A fim de que... superabundeis em toda a boa
oba”. O fluxo para dentro precisa ser seguido pelo fluxo
para fora.
Conclusão
O dar abençoa quem dá. “Cada flor que você planta ao longo do
caminho de outrem, derrama a sua fragrância sobre você”.
Extraído de:
HORTON,
Stanley M. I
e II Coríntios: os problemas e suas soluções. Rio
de Janeiro: CPAD.
PEARLMAN,
Myer. Epístolas
paulinas: semeando as doutrinas cristãs. Rio de
Janeiro: CPAD.
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