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Leitura Bíblicaem
Classe
Jeremias 45.1-5
Introdução
I. Quem era Baruque
II. A coragem e o zelo de Baruque
III. A expectativa de Baruque é frustrada
IV. Sucesso ou Excelência
Conclusão
PADRÃO ÉTICO CRISTÃO: UMA PRIORIDADE
NO MINISTÉRIO PASTORAL?
O contexto hodierno do cenário evangélico brasileiro, no que diz
respeito à ética ministerial, clama por uma profunda reflexão
de acordo com os pilares que sustentam o modelo de vida
proposto pelo o reino de Deus, isto é, o seu padrão ético.
À guisa de uma definição mais expressiva sobre a ética,
poderíamos propor “a
conduta ideal do indíviduo” .
Naturalmente, é unânime, no contexto social, que o indivíduo
exerça uma conduta exemplar. Porém, o problema ético surge
quando ocorre a tensão entre o comportamento ideal
e a conduta defeituosa.
O “inter-relacionamento do nosso ser”
definirá a veracidade de caráter. Nessa relação, a tensão
entre o comportamento ideal e a conduta defeituosa é inevitável,
assim como não podemos impedir o raiar da luz solar, as
verdades de nossas ações soam como um sino que tine numa
cidade.
É nessa linha de reflexão que o texto do Pr. John
Macarthur Jr. confronta o comportamento ideal no ministério
pastoral e a conduta defeituosa em seu exercício:
O modelo de
Liderança Eclesíastica da “Terceira Geração”
[...] A responsabilidade dos líderes da igreja é o assunto de 13.17 (epístola
aos Hebreus), que trata especificamente de sua
responsabilidade como exemplos. O autor instrui os leitores:
“Lembrai-vos dos vossos pastores, que vos falaram a palavra
de Deus, a fé dos quais imitai, atentando para a sua maneira
de viver”. Examinar o resultado de seu estilo de vida (de anastrophe) e imitar (imperativo presente de mimeomai) a perseverança deles na fé são esforços paralelos.
Tais exemplos concretos harmonizam-se com a ênfase total da
epístola, que é permanecer.
A mensagem correspondente de Pedro dirigi-se diretamente aos líderes
da igreja. Ele ordena aos presbíteros: “Apascentai o
rebanho de Deus que está em vós” (2 Pe 5.2; conforme Jo
21.15-17; At 20.28). Esse é o único imperativo na passagem,
mas seu sentido imperativo permeia todas as qualificações
seguintes (vv. 2,3). Três contrastes destacam os motivos da
liderança espiritual:
1. Os líderes espirituais não devem
servir por constrangimentos humanos, mas por compromissos
divinos.
2. Os líderes espirituais não devem
ministrar por lucros injustos, mas com zelo espiritual.
3. Os líderes espirituais não devem
liderar como ditadores orgulhosos, mas como humildes exemplos.
Os pastores do Novo Testamento têm a obrigação impositiva
de ser um modelo ético para o rebanho de Deus. As ovelhas,
por sua vez, devem imitar a vida de seus líderes [grifo nosso] (Hb 13.7), o
que exige humildade genuína (1 Pe 5.5,6).
O Modelo da Igreja para a Igreja
[...] Hebreus 6.12 também fala da exemplificação. Os
exemplos aqui são todos os que “pela fé e paciência,
herdam as promessas”. O autor urge com os leitores dessa epístola
a se alistarem em suas fileiras por meio de uma conduta de
imitação.
Michaelis está correto ao afirmar:
A exortação em 3 João 11: [memimou to kakon Allá to agathon, “Não
sigas o mal, mas o bem”] é geral, mas está estreitamente
relacionada com o que a antecede e sucede. Gaio não deve ser
enredado por Diótrefes, que é denunciado em v. 9. Ele deve
seguir Demétrio, que é louvado no v. 12.
As Escrituras nunca afirmam que os
crentes devem imitar uma abstração. Como aqui, o exemplo é
sempre concreto. Essa passagem fornece tanto o padrão
negativo como o positivo.
O povo de Deus deve imitar não apenas outros discípulos
maduros, mas também as pessoas que Deus lhe ofertou por líderes
espirituais (Ef 4.11-13). Estes, por sua vez, em harmonia com
os testemunhos do círculo apostólico, devem esforça-se para
ser como Cristo, o único que manifesta a imagem moral
perfeita de Deus. No Novo Testamento, o elo vital da imitação
ética representada nos líderes da igreja é particularmente
evidente. Por conseguinte, para
redescobrir o ministério pastoral de acordo com a Palavra de
Deus, é preciso que os líderes eclesiásticos de hoje não só
reconheçam e ensinem a prioridade da exemplificação moral,
mas aceitem esse desafio maior pessoalmente e, por sua graça,
vivam como exemplos diante das ovelhas de Deus e de um mundo
crítico, pronto para levantar uma acusação de hipocrisia
[grifo nosso].
O modelo proposto por Cristo para o exercício de uma ética cristã
incube os representantes do reino a desempenharem um papel que
protagonize a excelência do reino, e jamais o sucesso
individual.
No cenário evangélico brasileiro é possível desempenhar
esse papel?
Reflexão:
“Devemos não só nos perguntar: O que
estamos sendo?, mas também:
Estamos sendo em direção a quê?” (JOHN, Cheryl e
WHITE, Vardaman)
Referência Bibliográfica
MACARTHUR, John Jr. Ministério
Pastoral. Rio de Janeiro, CPAD, 4ª ed. 2004
Panorama
do Pensamento Cristão.
Rio de Janeiro, CPAD, 2001
CHAMPLIN, R. N.; BENTES, J. M. Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia. São Paulo, Editora
Candeia, 1995, vol. 2
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