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Leitura
Bíblica em Classe
1 Coríntios 2.9-13
Introdução
I.
Jesus Cristo, o profeta que havia de vir
II. A atividade profética
em o Novo
Testamento
III. O exercício profético dos Apóstolos
A PROFECIA EM JESUS
CRISTO
O termo “profeta” deriva-se do termo grego
prophetes, “alguém que anuncia”. O Antigo Testamento,
mais frequentemente traduz o termo hebraico naui’,
que vem de uma antiga palavra que significa “aquele que
fala”. Tornou-se um termo técnico que indica alguém que
fala por Deus (ou por um deus ou deusa: o falso deus Baal
tinha seus profetas, bem como sua consorte, Aserá, 1 Rs
18.19). Envolve noções de proclamação, pregação e
informação. O trecho de Isaías 42.1-7 fala de Cristo como o
Servo ungido que iluminaria as nações, ao passo que Isaías
11.2 e 61.1 falam do Espírito do Senhor, que sobre Ele
repousaria. O Novo Testamento retrata Jesus como um
“pregador” e “mestre” (no grego, didaskalos,
termo usualmente traduzido por “mestre”, no sentido de
mestre-escola), bem como “aquEle que cura” (Mt 9.35). Ele
anunciou a salvação aos pobres (Lc 4.18,19). Nos tempos bíblicos,
o termo “profeta” não incluía necessariamente a
capacidade de olhar para o futuro. Os profetas eram apenas
aqueles que falavam por Deus, e se houvesse predição do
futuro, seria Deus, e não o profeta, que via o futuro e o
revelava. O profeta era apenas boca usada por Deus. Os
profetas também eram chamados videntes, porque Deus lhes
permitia enxergar a mensagem, algumas vezes em suas mentes,
outras, em sonhos e visões.
Jesus, entretanto, cumpriu o ministério de profeta no sentido
mais elevado. Ele disse: “... a palavra que ouviste não é
minha, mas do Pai que me enviou” (Jo 14.24). Particularmente
no ano do encerramento de seu ministério público, Jesus
muito ensinou a seus discípulos sobre os eventos que ainda
aconteceriam. Capítulos inteiros de discurso nos evangelhos -
Mateus 24, por exemplo -, são compostos por profecias
futuristas [grifo nosso]. É claro que Jesus cumpriu o ofício
de profeta. Nos primeiros dias de seu ministério, chegou
proclamando o que os profetas do Antigo Testamento haviam
previsto que se cumpriria nEle (Lc 4.16-21). O Reino já
estava próximo, na sua pessoa e ministério (Mt 4.17). Sua
mensagem profética vinculava-se a uma chamada ao
arrependimento, e, tal como se dava no Antigo Testamento, essa
convocação fluía de um coração repleto de amor pelas
pessoas e desejo de ver as bênçãos celestiais sobre
elas.
Texto extraído da obra: Doutrinas Bíblicas, Os Fundamentos da Nossa Fé. Rio de Janeiro,
CPAD.
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