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Leitura
Bíblica em Classe
1
Coríntios 7.1-5,
7, 10, 11
Introdução:
I.
A carne sacrificada: assunto antigo, mas contemporâneo
II. O cristão diante das festividades religiosas pagãs
Conclusão:
Palavras-chave: ídolos, festividades religiosas, liberdade cristã, comunhão cristã.
Com
muita freqüência, a comunhão entre cristãos torna-se
estremecida quando certas práticas que um grupo entende serem
perfeitamente aceitáveis criam uma reação contrária em
outro grupo. Seu primeiro pensamento, ‘Como pode um
(verdadeiro, dedicado) cristão fazer isso?’, cria um
sentimento de indecisão, depois de suspeita e finalmente um
espírito de reprovação e divisão na igreja. aqueles que
expressam diferentes perspectivas podem ser um em Cristo, mas
nessa unidade desenvolver-se-á uma cisão causada pela questão
que os divide.
Em
Corinto a questão que dividia a igreja era se um cristão
devia ou não comer o alimento oferecido aos ídolos no sacrifício
pagão. Um grupo ficava horrorizado: ‘Como pode um
(verdadeiro, decidado) cristão fazer isso?’, enquanto o
outro grupo divertia-se dizendo: ‘Por que não? Não existem
deuses pagãos.’
Essa
questão atingia várias áreas da vida dos coríntios. Na época
da Bíblia raramente as pessoas comiam carne. No caso dos
moradores de uma cidade, a carne era comprada diretamente de
um mercado associado a um templo pagão e representava um terço
do animal que pertencia à porção do sacerdote. Se um
morador de Corinto desejasse fazer um assado em um jantar
especial, o mercado de carne do templo era o lugar exato para
comprar a carne. Mas alguns cristãos tinham um forte
sentimento de que era terrivelmente errado ter qualquer relação,
mesmo indireta, com o paganismo.
Entretanto,
havia um outro problema mais premente. Quando os pagãos do
primeiro século ofereciam um jantar ou banquete, fosse para
poucos amigos ou um grande número de convidados, era tradição
dedicar a refeição a alguma divindade. Portanto, muitos
cristãos recusavam convites para ir às casas dos pagãos
porque não desejavam comer algum alimento que estivesse,
mesmo de longe, relacionado com a idolatria. Outros, porém, não
viam nenhum mal em comparecer, afinal de contas, sabiam ‘que
o ídolo nada é no mundo e que não há outro Deus, senão um
só’ (8.4). E, para aqueles que estavam no comércio, ou
para os clientes de um poderoso benfeitor, a presença em tais
ocasiões sociais era muito importante.
Muitos
comentaristas sugerem um terceiro problema. Aparentemente,
alguns cristãos estavam realmente participando de refeições
patrocinadas pelos amigos nos templos pagãos. Estes cristãos
zombavam da noção de que havia alguma coisa errada com essa
prática, pela mesma razão de que ‘o ídolo nada é no
mundo’.
Nessa
passagem, Paulo dá aos coríntios vários princípios como
orientação que são específicos sobre o consumo de
alimentos oferecidos aos ídolos. Nesse processo, ele também
desenvolve outros princípios que podem servir de orientação
para mim e para você em qualquer questão onde possa existir
um conflito entre cristãos que reclamam liberdade para
participar de uma prática que está preocupando outros irmãos
e irmãs dentro de sua igreja. Paulo ensina que o amor por um
irmão em Cristo é mais importante que o direito de exercer a
liberdade cristã (8.1-13).
(RICHARDS,
L. O. Comentário
histórico-cultural do Novo Testamento. Rio de
Janeiro: CPAD, 2007, pp.338-339)
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