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Leitura
Bíblica em Classe
2 Coríntios 6.1-10
Introdução
I. Paulo se identifica como servidor de Cristo (6.1,2)
II. A abnegação de um líder-servidor (6.-10)
III. As armas de ataque e defesa de um líder-servidor
Conclusão
Palavra-chave: liderança
e serviço
I. Paulo se identifica como servidor de Cristo (6.1,2)
• Professor, pergunte aos
alunos: “Vocês estão ávidos por servirem a Deus?” Ouça
com atenção. Depois, diga que atualmente muitos querem
exercer liderança, mas poucos querem servir ao Mestre. Paulo
foi um homem que serviu ao Senhor. Ele tinha em seu corpo e em
sua alma as marcas do seu apostolado (Gl 6.17).
Explique aos alunos que “Jesus
foi o exemplo de servo, e demonstrou sua atitude servil a seus
discípulos. Leia com atenção João 13.1-17. Lavar os pés
dos convidados era um serviço que o criado da casa deveria
realizar, quando os convidados chegassem. Mas Jesus cingiu-se
com uma toalha, como os escravos deveriam fazer, e lavou e
enxugou os pés de seus discípulos. Se Ele, que era o Deus
encarnado, estava disposto a servir, nós, seus seguidores,
também devemos ser servos dispostos a trabalhar
de maneira que o glorifique. Você está disposto a seguir o
exemplo de Cristo sobre servir? Há uma bênção especial
para aqueles que não apenas concordam que o serviço humilde
faz parte dos ensinamentos de Cristo, mas que também seguem
Jesus e praticam as mesmas obras que Ele (Jo 13.17). Jesus
dizia que, para ser um líder, uma pessoa deveria ser um
servo. Este não é um ensino confortável para os líderes
que consideram difícil servir as pessoas que ocupam posições
inferiores às deles” (Bíblia de Estudo Aplicação
Pessoal. Rio de Janeiro, CPAD, pp. 1445,1446).
• Pergunte aos alunos: O que significa ser um líder-servirdor?
Explique que “ser um líder servidor significa ser parecido
com Jesus. Precisamos aprender com Ele a lidar com as pessoas,
cuidar dos necessitados, dar exemplo para outros líderes
iniciantes.
[...] Um líder servidor é
humilde e compreensivo e não busca sua própria glória, não
se empolga pelos elogios nem entra em desespero com as críticas.
Ele busca o equilíbrio emocional e espiritual. Não cultiva
vaidade nem se desespera diante dos opositores. Jesus lavou os
pés de Judas. Pense nisso e aprenda que um líder servidor é
aquele que é capaz de lavar os pés até do traidor. É um líder
capaz de perdoar as fraquezas dos liderados e dos adversários.
[...] Um líder servidor é servo dos demais sem nenhum demérito”
(FERREIRA, Israel Alves. As Emoções de um Líder: Como
Administrar as Suas Emoções. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD,
2009. p.79).
• Observe alguns dos obstáculos
que impedem o líder de ser um líder-servidor:
a)
O
orgulho. Exagerada apreciação de si mesmo, altivez, arrogância
(Rm 12.3).
b)
Autopromoção.
Vangloriar-se, assumir todo o mérito, exibir-se, dominar a
conversa, exigir toda a atenção.
c)
Medo.
Insegurança quanto ao futuro gera uma auto-proteção patológica.
d)
Auto-proteção.
Esconder-se atrás da posição, sonegar informação,
intimidar os outros, acumular prestígio e rendimentos,
desencorajar reações sinceras (FERREIRA, Israel Alves. As
Emoções de um Líder: Como Administrar as Suas Emoções.
1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2009. p.79.
II. A abnegação de um líder-servidor (6.-10)
• “Paulo recomenda o seu ministério, primeiramente, na
muita paciência. Esta qualidade, muito ressaltada por Jesus
(Mt 10.22) e certamente significativa para Paulo, coloca-se no
topo de três grupos de provações. O primeiro grupo, no versículo
4, apresenta os sofrimentos de Paulo em termos gerais. Eles
podem se referir àquelas dificuldades que são independentes
do agente humano, e incluem aflições, todas as experiências
de pressão física, mental ou espiritual que talvez possam
ser evitadas; necessidades, que não possam ser evitadas; e
angústias, das quais não é possível escapar.
O segundo especifica os sofrimentos em particular que são
infligidos pelos homens. Paulo se esforça para recomendar a
si mesmo como um servo fiel de Deus ‘mostrando a suprema
paciência entre’ açoites, prisões e tumultos. O terceiro
consiste daquelas disciplinas que ele impôs a si mesmo para a
proteção da sua missão: nos trabalhos, nas vigílias, nos
jejuns. O grande apóstolo, para o bem do evangelho,
frequentemente:
1.
Cansava-se
até o ponto de exaustão;
2.
Diminuía
as suas horas de descanso para dedicar mais tempo ao ministério
da Palavra e à oração.
3.
Negligenciava
as suas refeições quando o trabalho era urgente.”
(Comentário Bíblico Beacon. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD,
p. 438).
• “Em meio a todos os
sofrimentos, Paulo continuou cultivando qualidades de pureza,
inclusive a sinceridade, como também a integridade nas questões
financeiras; ciência, especialmente no seu modo de levar as
pessoas ao conhecimento de Deus pelo Evangelho; longanimidade,
usando de autocontrole em lidar com pessoas difíceis e
circunstâncias difíceis; e benignidade, como benignidade,
paciência e longanimidade de Deus (cf. Rm 2.4)” (HORTON, Stanley M. I
e II Coríntios: Os Problemas da Igreja e Suas Soluções.
1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, p. 215).
Extraído de:
HORTON, Stanley M. I
& II Coríntios. 1 ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2003,
p. 203.
FERREIRA, Israel Alves. As
Emoções de um Líder: Como Administrar as Suas Emoções.
1.ed. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.
Bíblia
de Estudo Aplicação Pessoal. Rio de Janeiro, CPAD.
Comentário
Bíblico Beacon. 1.ed. Rio de Janeiro, CPAD.
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