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Leitura
Bíblica em Classe
Deuteronômio 13.1-5; 18.10-12
I. Avaliação da
profecia
II. Práticas divinatórias
III. A necessidade da profecia bíblica
Conclusão
Prezado
professor, na lição deste domingo o tema a ser tratado é
“Profecia e Misticismo”. É um assunto bem atual que
remonta o contexto de busca pela espiritualidade no Brasil.
Porém, o que a mídia e outros setores de comunicação
entendem por espiritualidade é uma rede de conceitos
completamente frontal aos princípios estabelecidos pela
Palavra de Deus. Gostaríamos de destacar alguns termos, os
quais aparecem em Deuteronômio 18.10,11, que farão lembrar
compreensão equivocada que a sociedade hodierna tem pelo
termo espiritualidade. Os termos são:
·
Adivinhador – É o que pratica adivinhação
e feitiçaria.
·
Agoureiro –
Significa fazer agouros pela nuvem. Mas o seu sentido pode ser
ampliado para “observar os tempos, praticar adivinhação,
espiritismo, magia, bruxaria e encantamento.
·
Feiticeiro –
Fazer encantamento, adivinhação, presságio, feitiçaria,
agouro.
·
Encantador de encantamentos – Unir, dar um nó mágico. Manipulação de
determinados “poderes sobrenaturais”.
·
Consultor de espírito adivinhante
– A expressão significa médium, espírito, espírito de
mortos, necromante e mágico. A expressão “quem consulte os
mortos” é literalmente usada para indicar a necromancia. O necromante
é aquele que faz adivinhação por meio de consulta aos
mortos, ou seja, é a prática mediúnica. A palavra grega
para necromante é nekuomanteia cujo significado é “necromancia, adivinhação por
meio da evocação dos mortos”.
·
Mágico – É o agoureiro, adivinhos.
Os
deuses pagãos (que surgem no imaginário do povo pagão) eram
uma abominação, porque eles constituíam uma reivindicação
rival à soberania do Senhor. Os seus profetas eram igualmente
maus. Professavam ouvir a comunicação de outros deuses e,
por isso, tinham de ser mortos por ajudar e promover a sedição
segundo o mandamento de Deus.
A aparição de falsos profetas e a adoração a
falsos deuses (cujo a Bíblia os chama de demônios) está
relacionada a prática divinatória.
Antes de Moisés anunciar a promessa de Deus sobre o
estabelecimento do ministério profético em Israel (Dt
15.15-22), Deus advertiu o povo para que ninguém se
envolvesse com práticas divinatórias e enumerou algumas
delas, dizendo serem parte de culto pagão dos cananeus.
Em Deuteronômio 15 é evidente que as práticas divinatórias
estão relacionadas com a crença de vários deuses e a ação
que constitui o estabelecimento do fenômeno religioso do povo
pagão primitivo.
Ao estudar a função do profeta, entendemos que seu objetivo
nunca foi adivinhar o futuro ou praticar a adivinhação em
qualquer esfera. O profeta atuava para atender as reais
necessidades do povo como o mensageiro de Deus. Portanto, o
conceito de profeta como adivinhador do futuro é
completamente impossível pela Escritura. Esperar que o
profeta esteja disponível para adivinhar o porvir é abominação
aos olhos de Deus!
Sabemos que o Brasil está mergulhado nos mais profundo
ocultismo. Mas o que espanta, é esse mal imperar em certos
arraiais evangélicos na forma de “experiências
espirituais”. Fotos, rosas ungidas, sal grosso, rodopios
“espirituais” e etc., envergonham o Evangelho pisando no
sacrifício de Cristo e expondo uma grande parte do povo evangélico
brasileiro ao ridículo. Em reuniões que acontecem tais
manifestações, o que vemos, é uma série de manifestações
e expressões que em nada lembrar o verdadeiro poder de Deus.
Professor, converse com seus alunos e explique que os
objetivos da aula são: conhecer o termo misticismo; explicar
o que são práticas divinatórias; identificar atos maléficos
a nossa fé; compreender, de uma vez por todas, que a relevância
do Evangelho não está numa suposta experiência espiritual,
mas através da experiência viva e iluminadora da manifestação
de Cristo Jesus em nós: “o mistério
que esteve oculto desde todos os séculos e em todas as gerações,
e que agora, foi manifesto aos seus santos; aos quais Deus
quis fazer conhecer quais são as riquezas da glória deste
mistério entre os gentios, que
é Cristo em vós, esperança da glória” (Cl
1.26,27). Boa aula e Deus lhe abençoe!
Referência Bibliográfica
SOARES, Ezequias. O
Ministério profético na Bíblia. Rio de Janeiro, CPAD,
2010.
ZUCK, Roy B. Teologia
do Antigo Testamento. Rio de Janeiro, CPAD, 2009.
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