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Editorial
Critérios teológicos
Há muitas formas de identificar teólogos liberais nos
dias de hoje, mas pelo menos cinco critérios são
essenciais para essa identificação.
Primeiro,
um teólogo liberal vez por outra confunde doutrinas bíblicas
com opiniões pessoais e trata doutrinas fundamentais
da mesma forma que são tratadas as doutrinas secundárias. Ele
não enxerga ou despreza essa diferença entre as
doutrinas bíblicas. Por quê? Devido à sua obsessão
que o cega. Mas que obsessão?
Eis a
obsessão: em segundo lugar, um teólogo liberal
sempre está em busca de uma “revolução teológica”,
do ineditismo, chegando a ponto de ultrapassar limites
bíblicos claros em busca desse “ineditismo
revolucionário”, quando o que as igrejas precisam
mesmo é de resgate da verdadeira Teologia.
Para ser um teólogo relevante não é preciso “inventar
a roda”, procurar obsessivamente a originalidade,
produzir uma nova teologia mesmo que esta choque-se
frontalmente com a Palavra de Deus. É preciso, sim,
voltar-se para as verdades eternas da Palavra.
Em
terceiro lugar, um teólogo liberal, ao tentar podar
as pontas de um galho (ou sob o falso pretexto de fazê-lo)
acaba cortando todo o galho.
Às
vezes, o galho está precisando ser podado mesmo. Em
alguns momentos, há pontos que necessitam realmente
ser aparados doutrinariamente. Porém, sob o falso
pretexto de fazer isso ou em um arroubo cego, o teólogo
liberal vai além da conta, joga fora o essencial
junto com o pernicioso. Joga fora a água suja da
bacia juntamente com o bebê.
Em
quarto lugar, um teólogo liberal coloca a filosofia
acima da Palavra de Deus.
E em quinto
lugar, um teólogo liberal sempre invoca um discurso
piedoso como justificativa para seu erro.
Ele consegue achar normal justificar um erro doutrinário
crasso usando o manto de uma falsa piedade e de um
falso amor. Ele tenta desonestamente colocar o amor em
oposição à doutrina bíblica, fazendo com que seus
seguidores não percebam a loucura que estão fazendo,
já que não existe verdadeiro e pleno amor onde há
desprezo à Palavra de Deus.
Essa é uma estratégia antiga. Paulo que o diga:
“Ninguém vos domine a seu bel-prazer, com pretexto
de humildade (...) estando debalde inchado na sua
carnal compreensão” (Cl 2.18).
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