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Páscoa de verdade
A
data é símbolo de libertação da escravidão do pecado
Eduardo
Araújo
É
comum associar a Páscoa a ovos de chocolate e coelho, mas seu
significado é diferente do que as lojas costumam mostrar. A Bíblia
Sagrada revela que o evento teve início quando Deus ordenou
as primeiras comemorações ainda no Egito. Durante vários
anos os hebreus foram submetidos a trabalhos forçados no
Egito e passaram por diversas dificuldades. Como escravos,
eles sequer tinham direito à própria vida. Eles ainda
experimentaram a dor de terem seus filhos arrancados de seus
braços por ordem do Faraó e lançados ao Rio Nilo para
morrerem (Ex 1.22). Mas depois de serem severamente castigados
por Deus através de Moisés e Arão (Ex 3.20) culminando na
morte de todos os primogênitos egípcios, Faraó se rende ao
poder de Jeová e permite à Israel sair de seu país (Ex
12.30-33).
"O
coração de Faraó já estava endurecido pela rebelião antes
que Deus lhe exigisse a libertação dos hebreus. Então,
todas as vezes que o Senhor exigia a libertação dos filhos
de Israel, mais o seu coração se endurecia. O rei do Egito
era insensível para ouvir a voz de Deus, por isso ele se
comportava daquela maneira", explica o pastor Claudionor
de Andrade, escritor e comentarista de Lições Bíblicas.
É
nesse período que o Senhor ordena aos filhos de Israel que
comemorassem a Páscoa. Quando Deus enviou o anjo destruidor
para eliminar os primogênitos da terra do Egito, os
israelitas estavam em suas casas. As ordens divinas eram que
cada família tinha que tomar um cordeiro macho de um ano de
idade, sem defeito e sacrificá-lo ao entardecer do dia 14 do
mês de Abibe (abril). Apenas famílias menores podiam
repartir um cordeiro entre si. A partir de então, os hebreus
passaram a oferecer o sacrifício como uma forma de comemorar
sua libertação do Egito; com exceção do primeiro, que foi
um sacrifício eficaz.
Parte
do sangue do animal deveria ser aspergido nas duas ombreiras e
na verga da porta; então quando o anjo destruidor passasse
por aquela casa e visse o sinal de sangue, aquela família
seria poupada da morte (Ex 12.23). O Novo Testamento esclarece
que as festas judaicas "são sombras das coisas
futuras" (Cl 2.16,17; Hb 10.1) e o Senhor Jesus é o próprio
Cordeiro de Deus - "o cordeiro de Deus que tira o pecado
do mundo", Jo 1.29, que morreu na cruz e derramou seu
sangue para o perdão dos pecados dos homens que o recebem
como Salvador e Senhor.
Para
os cristãos o evento possui um rico simbolismo profético,
pois fala de Cristo e sua morte na cruz para salvar a
humanidade da condenação do pecado. A Páscoa é sinônimo
de vida, pois ao terceiro dia Jesus ressuscitou dentre os
mortos. Este evento comprova que Ele é realmente o Filho de
Deus (Jo 10.17,18; Rm 1.4) e garante eficácia de sua morte
redentora ( Rm 6.4; 1 Co 15.17). Esse é o sentido da Páscoa!
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