Tempo
de arrependimento
Pr.
Antônio Mesquita
(mesquita.antonio@cpad.com.br)
Não obstante presenciarmos
momentos dos “tempos difíceis” ou “selvagens”,
fazemos parte de uma geração privilegiada. Estamos dentro de
uma época de suma importância para a Igreja de Cristo – A
brevidade da Volta de Jesus!
Os sinais são tantos que não
mais alertamos para aquilo que acontece ao nosso redor. A Parábola
das Dez Virgens alerta para esse perigo. Cinco delas possuíam
(também) lamparinas e azeite, mas não mantinham a reserva
necessária para as bodas. Suas lâmpadas eram intermitentes,
e poderiam apagar a qualquer momento. Não havia consistência
no brilho da luz e qualquer vento poderia apagá-la.
Nessa parábola, a Palavra alerta
para o momento inesperado – quando o Noivo virá –
“Ouve-se um grito: aí vem o noivo!” A Bíblia fala disso
alertando que o Senhor virá na hora não esperada:
“Porventura quando o Senhor vier achará fé na terra?”
O versículo do qual tomamos a
frase “tempos difíceis” ou “tempo trabalhosos” (2Tm
3.1), chama a atenção para “as coisas que se tornarão
piores à medida que o fim se aproximar (...). Os últimos
dias serão assimilados por um aumento cada vez maior se iniqüidade
no mundo, um colapso nos padrões morais e a multiplicação
de falsos crentes e falsas igrejas dentro do reino de Deus
(...). Esses tempos serão espiritualmente difíceis e penosos
para os verdadeiros servos de Deus” (Bíblia
de Estudo Pentecostal).
Temas-sinais do fim
Os temas que refletem os últimos
tempos se perdem de vista. Há pouco mais de três décadas,
precisamente no início dos anos sessentas, não se via tantos
sinais. Mas a partir dela, quando se implantou a Revolução
Cultural, os sinais brotam como ervas daninhas. Os filhos das
gerações de 60 e 70 – a época dos hippies e Beatlhes
geraram os pais liberais de hoje, a geração do anarquismo,
de Guevara, que adotou como filosofia de vida o ditado
espanhol: “Se há governo sou contra”. Esta filosofia está
de acordo com o texto de 2Tessaloninces 2.4: “o qual se opõe
e se levanta contra tudo o que se chama Deus ou se
adora...”.
Perdemos referenciais de valores
éticos, conceitos de moral, postura humana e educação,
reflexos da Pós-modernidade, e com ela o efeito utilidade, em
que os valores são medidos a partir do conceito de útil.
Dado a isso os órgãos ligados à medicina prega a Ortotanásia
(morte correta), com a idéia de morte com dignidade. Por ela
todos os meios de sobrevida ministrados a um paciente seriam
interrompidos, com autorização de familiares, para que o
paciente “deixe de sofrer” e morra de forma correta e
assistida.
Por trás de toda essa
“bondade” existem inúmeros interesses e valores (de
mercado).
Há uma busca desenfreada pelo ter
em detrimento ao ser. As novidades brotam como
joios.
Simultaneamente aos
acontecimentos, o homem fala o que sente e já alerta para o
fim do mundo. Isso não traduz nenhum tipo de sentimento
religioso, mas da expressão natural daquilo que se vê.
Estima-se que 10 milhões de
norte-americanos acham que a hora está próxima. “Eu acho
que o mundo vai acabar e espero que seja pela vontade de Deus,
mas acho que a cada dia nos sobra menos tempo”, observa o
ex-secretário de Defesa dos EUA, Caspar Weinberger.
Falência do sistema
financeiro
O sistema financeiro do mundo está
falido. Vários países tentam conviver com uma bolha que ameaça
explodir a cada dia. Os Estados Unidos, a mais estável
economia do mundo, também sofre influências de fora e
internas em sua economia, especialmente em função dos
efeitos da globalização. Atualmente, é alvo de mais uma
crise, que, embora cíclica, como tem sido todas elas até
aqui. Mas uma hora dessas a bolha explode.
No atual sistema financeiro e egoísta,
trilhões de dólares, teoricamente de ninguém, roda pelo
mundo nas mãos de investidores, que participam de uma corrida
desenfreada e egoísta em busca de lucros.
Tudo isso acontece devido à
globalização. Ela torna o sistema financeiro bastante vulnerável
e atinge a estabilidade econômica do mundo. Na verdade, o
mundo está falido no que tange à economia. Governantes e líderes
do mundo já pensam em um outro sistema financeiro.
O ex-presidente dos Estados
Unidos Bill Clinton, quando convocou países ricos para
discutir os problemas financeiros do mundo, declarou o
seguinte: “Este é o maior desafio financeiro que o mundo
enfrenta em 50 anos”.
Precisamos acelerar nossos esforços
para reformar o sistema financeiro internacional (...) e
discutir maneiras de adaptar a arquitetura financeira do século
21”. Bill Clinton falou da “crise financeira global” e
que “O crescimento interno depende do externo”. Estas
declarações fazem referências à corrida da globalização,
que é um caminho predito pela Palavra, necessário ao mundo e
sem volta.
Novo sistema
O mundo já experimentou alguns
sistemas de troca. Primeiro o homem carregava a mercadoria nas
costas para trocar por outra. Um saco de arroz, por exemplo,
poderia ser trocado por um carneiro. A pessoa que possuía o
animal – com carne, lã e gordura – e não possuía grão,
tinha como única maneira a troca – sistema de compra e
venda da época. Mas com a evolução houve a necessidade de
aprimoramento.
Depois de muitos avanços, o
homem inventou a moeda. Um sistema interessante. Por ele, se
evitava todo o transtorno causado pelo transporte de produtos
de um lado para outro. O sistema foi tão bom que teve
desdobramentos maravilhosos. Com ele o homem passou a ter mais
ambições, e já podia armazenar riquezas, não mais em um
amontoado de coisas ou produtos, mas em moedas. No auge do
desenvolvimento da nova descoberta surgiu o dinheiro de plástico
(cartão de crédito).
Mas João profetizou que chegaria
um tempo quando o homem não iria negociar – comprar ou
vender – caso não tivesse em si próprio o sinal ou número
de um cadastramento: “para que ninguém possa comprar ou
vender... senão aquele que tiver o número”, Ap 13.18.
O dinheiro sempre evoluiu. A
humanidade passou a depender dele. O simples papel chegou a
delimitar valores.
Entretanto, o mundo caça, a
qualquer custo, um novo meio de sobrevivência. Desta vez não
é um pequeno grupo de pessoas, como do primeiro sistema. Uma
multidão de mais de mais de 6 bilhões de homens não vê a
luz no túnel, mas somente trevas:
“A catástrofe econômica,
social e política no Brasil é uma possibilidade concreta e
muito grande, dadas as condições internas adversas, que já
estão postas, e as externas, globais, que poderão se
generalizar a qualquer momento. A catástrofe planetária é
quase uma certeza. O que não se sabe ainda é como, por onde
e exatamente quando começará”. Está é a opinião de Luiz
Carlos Gomes Soares, de Curitiba, publicada na Folha
de São Paulo, de 14/8/98.
Na verdade o mundo está se
fundindo em blocos porque não tem alternativa. Os críticos
da globalização devem saber que ela é irreversível. A
Europa começou a se unir como forma de resolver seus
problemas. E as demais regiões do planeta seguiram os mesmos
passos. Não há retorno e tampouco outro caminho
humano.
Depois o homem dará o salto
final para unir os blocos em um só e dar o poder a um único
governo mundial – o Anticristo. É tempo de Teshuvá
– arrependimento e reencontro –, conforme Lamentações de
Jeremias 5.
Antônio Mesquita é ministro do Evangelho, editor-chefe do
Departamento de Jornalismo da CPAD; presidente do Conselho de
Comunicação da CGADB e autor dos livros Tira-dúvidas da Língua
Portuguesa; Ilustrações para Enriquecer suas Mensagens; e
Pontos Difíceis de Entender (CPAD).
Os assuntos tratados nesse artigo
são tratados em seu último livro, recém lançado Fronteira Final – O ALERTA DOS POLOS – Cientistas alarmados com o ritmo do
derretimento do gelo polar (Veja)
Neste livro são analisados os
sinais dos últimos tempos. A iniciativa do autor se deu em
virtude da divulgação da ONU dos riscos oferecidos à
humanidade, devido ao aquecimento da Terra e o conseqüente
degelo polar. O livro inclui ainda novos focos, que também
apontam para o mesmo caminho: o Fim!
Previsões científicas e até
profecias do cientista judeu Newton, além, obviamente, das
profecias maiores – as sagradas são analisadas no livro.
O objetivo é despertar para a
realidade da época em que vivemos – uma geração
privilegiada, pois estamos rodeados de eventos preditos, que
os nossos primeiros irmãos gostariam de presenciar. Com
certeza se alegrariam pela ocorrência de sinais, que indicam
a brevidade da Volta do Senhor Jesus.
Pela primeira vez percebeu-se que
o mundo todo se dobrou diante do perigo, dos riscos. A verdade
é que a doença anunciada há tanto tempo, levou o enfermo
globo terrestre ao pedido de tratamento intensivo, ou então,
morrerá.
A mídia em todo o mundo publicou
matéria em tom de alerta, com base no relatório da ONU sobre
a ameaça de degelo polar. O meio ambiente está enfermo e
coloca o mundo na UTI.
Nunca se viu algo tão
amedrontador, desde 1850, quando a medição da temperatura da
Terra passou a ser medida de maneira mais confiável. A elevação
nos últimos anos acelerou com o aumento de 0,13ºC por cada década.
A concentração de CO² na atmosfera, a partir do século 18,
com a Revolução Industrial, quase duplicou e passou de 220
partes por milhão (ppm) para 383. O que mais assusta é que a
segunda parte do relatório denominado AR4, apresentado em
abril/2007, indica que o Sol “leva a culpa” por somente 7%
do aquecimento...
“Por isso, estai vós
apercebidos também, porque o Filho do Homem há de vir à
hora em que não penseis” (Mt 24.44). “Vigiai, pois,
porque não sabeis a que hora há de vir o vosso Senhor”, Mt
24.42, mas “quando virdes todas essas coisas, sabei que Ele
está próximo”, Mt 24.33.
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