Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Mestre
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição As Promessas de Deus para Sua Vida
4º trimestre/2007


Lição 06 - A Promessa da Paz Interior


Leitura Bíblica em Classe

Jo 14.25-31; Cl 3.15

 

Introdução.

I. A fonte da verdadeira paz

II. A natureza da verdadeira paz

III. Vivendo a verdadeira paz

 

Título deste artigo: A paz como fruto do Espírito

 Palavras-chaves: Paz; Fruto do Espírito; Serenidade.

 

 Conclusão.

1. A paz como fruto do Espírito (Gl 5.16-26). O fruto do Espírito é o pomo da luz que se opõe as obras infrutuosas das trevas. Os filhos da luz produzem fruto de acordo com a santidade de sua natureza, porque andam na luz, enquanto os filhos das trevas, porque trilham nas trevas, obras infrutíferas (Ef 5.8-13). As obras das trevas são identificas nos versículos três a seis do capítulo cinco: prostituição, impureza, avareza, torpezas, parvoíces e chocarrices. Estas ações são chamadas de ‘obras mortas’, ‘torpes’ e ‘condenadas pela luz’ (Ef 5.11-13). 

No entanto, o fruto do Espírito está em toda bondade, justiça e verdade. A palavra ‘aprovando’ (v.10) quer dizer no original ‘colocar a prova’ ou ‘testar’ e se relaciona ao termo ‘condenar’ do versículo treze. O que isto quer dizer? A chave está no versículo dezessete: ‘entendei qual seja a vontade do Senhor’. Para que saibamos se um ato é fruto da luz ou agrada ao Senhor, devemos testá-lo pelo critério da ‘bondade’, da ‘justiça’ e da ‘verdade’. Além de sabermos que a vontade do Senhor é boa, perfeita e agradável (Rm 12.2), precisamos perguntar se nossas atitudes são boas, justas e verdadeiras. Qualquer ato que não passar por esse crivo, não pode ser considerado digno do filho da luz. Portanto, o texto de ouro atesta que o fruto do Espírito ‘está’, isto é, ‘acha-se, encontra-se’ em toda bondade, justiça e verdade - que são os critérios pelos quais devemos julgar não as pessoas, mas as suas atitudes.

 2. Conceito bíblico-teológico. De acordo com a cultura grega primitiva, a paz, ou eirēnē como chamavam, era a completa ausência de guerra, ou o tempo decorrido do fim de uma guerra ao início de outra. Costumavam também nomear de paz ao estado de serenidade diante da contemplação do Belo. O conceito religioso expresso pelo termo hebraico shālôm, e pelo sentido cristão de eirēnē, ultrapassa a concepção que a palavra paz possa ter em qualquer língua: ‘O Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz’ (Nm 6.26); ‘Porque ele [Cristo] é a nossa paz’ (Ef 2.14a). A paz segundo os dois Testamentos se obtém mediante a bênção ou favor divino. Em Números o ‘rosto’ de Deus é um hebraísmo que significa ‘seu favor’ e ‘sua presença’, assim sendo, a paz procede do favor e da presença de Deus entre o seu povo. Em Efésios, a paz, não se restringe apenas como um resultado do favor de Deus ao seu povo, mas de sua graça e favor encarnada na pessoa de Cristo, que possibilita a reconciliação com Deus (paz com Deus), para que por meio desse relacionamento se adquira a paz de Deus. Jesus, a nossa paz (eirēnē), é o reconciliador celestial que destruiu a inimizade e a barreira que separava-nos das promessas divinas e do próprio Deus (Ef  2.11-22).

 3. A paz de Deus não é uma negação da realidade. Ele deseja que enfrentemos a realidade com a nossa fé e com uma paz duradoura em nossos corações. A paz de Deus também não é uma fuga da realidade. A paz é um alicerce em rocha firme e não importam as lágrimas que derramemos ou a dor que sintamos, lá no fundo sabemos com uma segurança permanente que Deus está conosco. A paz divina é tríplice: com Deus (Rm 5.1), de Deus (Cl 3.15), e com os homens (Rm 12.18).

 4. A Paz de Deus Excede todo o Entendimento. A paz que nos é dada por Deus é algo que você não precisa necessariamente entender (Fp 4.7). Nem sempre conseguimos entender como ela opera em nossa vida. A paz de Deus opera em nós – ela opera em nós e nos está disponível – ela está muito além de nossa capacidade de compreendê-la.

 5. A Paz de Deus Deve ser um Estado de Espírito Permanente. Os problemas podem chegar repentinamente e nos pegar desprevenidos. A nossa resposta imediata pode ser o pânico, a ansiedade e o medo. A figura da paz, no entanto, nos dá rapidamente uma força que cresce em nosso interior... Essa força é o próprio Espírito Santo, que fala de paz ao coração humano, assegurando ao crente: ‘Estou aqui. Ainda estou no comando. Nada está além do meu poder ou me foge ao conhecimento. Eu estou contigo. Não temas. "Segui a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá o Senhor." (Hb 12.14)

 Para saber mais

STANLEY, Charles. Paz: um maravilhoso presente de Deus para você. RJ:CPAD, 2004.

                         


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