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Leitura
Bíblica em Classe
Jo 14.25-31; Cl 3.15
Introdução.
I. A fonte da verdadeira paz
II. A natureza da verdadeira paz
III. Vivendo a verdadeira paz
Título
deste artigo: A paz como fruto do Espírito
Palavras-chaves:
Paz; Fruto do Espírito; Serenidade.
Conclusão.
1. A paz como fruto do Espírito (Gl 5.16-26). O fruto do Espírito é o pomo da luz que se opõe as obras
infrutuosas das trevas. Os filhos da luz produzem fruto de
acordo com a santidade de sua natureza, porque andam na luz,
enquanto os filhos das trevas, porque trilham nas trevas,
obras infrutíferas (Ef 5.8-13). As obras das trevas são
identificas nos versículos três a seis do capítulo cinco:
prostituição, impureza, avareza, torpezas, parvoíces e
chocarrices. Estas ações são chamadas de ‘obras
mortas’, ‘torpes’ e ‘condenadas pela luz’ (Ef
5.11-13).
No entanto, o fruto do Espírito está em toda bondade,
justiça e verdade.
A palavra ‘aprovando’ (v.10) quer dizer no original
‘colocar a prova’ ou ‘testar’ e se relaciona ao termo
‘condenar’ do versículo treze. O que isto quer dizer? A
chave está no versículo dezessete: ‘entendei qual seja a
vontade do Senhor’. Para que saibamos se um ato é fruto da
luz ou agrada ao Senhor, devemos testá-lo pelo critério da
‘bondade’, da ‘justiça’ e da ‘verdade’. Além de
sabermos que a vontade do Senhor é boa, perfeita e agradável
(Rm 12.2), precisamos perguntar se nossas atitudes são boas,
justas e verdadeiras. Qualquer ato que não passar por esse
crivo, não pode ser considerado digno do filho da luz.
Portanto, o texto de ouro atesta que o fruto do Espírito
‘está’, isto é, ‘acha-se, encontra-se’ em toda
bondade, justiça e verdade - que são os critérios pelos
quais devemos julgar não as pessoas, mas as suas atitudes.
2.
Conceito bíblico-teológico. De acordo com a cultura grega primitiva, a paz, ou
eirēnē como chamavam, era a completa ausência de
guerra, ou o tempo decorrido do fim de uma guerra ao início
de outra. Costumavam também nomear de paz ao estado de
serenidade diante da contemplação do Belo. O conceito
religioso expresso pelo termo hebraico shālôm, e pelo
sentido cristão de eirēnē, ultrapassa a concepção
que a palavra paz possa ter em qualquer língua: ‘O
Senhor sobre ti levante o seu rosto e te dê a paz’ (Nm
6.26); ‘Porque ele
[Cristo] é a nossa paz’ (Ef 2.14a). A paz segundo os
dois Testamentos se obtém mediante a bênção ou favor
divino. Em Números o ‘rosto’ de Deus é um hebraísmo que
significa ‘seu favor’ e ‘sua presença’, assim sendo,
a paz procede do favor e da presença de Deus entre o seu
povo. Em Efésios, a paz, não se restringe apenas como um
resultado do favor de Deus ao seu povo, mas de sua graça e
favor encarnada na pessoa de Cristo, que possibilita a
reconciliação com Deus (paz
com Deus), para que por meio desse relacionamento se
adquira a paz de Deus. Jesus, a nossa paz (eirēnē), é o
reconciliador celestial que destruiu a inimizade e a barreira
que separava-nos das promessas divinas e do próprio Deus (Ef
2.11-22).
3. A paz de Deus não é uma negação da realidade.
Ele deseja que enfrentemos a realidade com a nossa fé e com
uma paz duradoura em nossos corações. A paz de Deus também
não é uma fuga da realidade. A paz é um alicerce em rocha
firme e não importam as lágrimas que derramemos ou a dor que
sintamos, lá no fundo sabemos com uma segurança permanente
que Deus está conosco. A paz divina é tríplice: com Deus (Rm
5.1), de Deus (Cl 3.15), e com os homens (Rm 12.18).
4. A Paz de Deus Excede todo o Entendimento. A paz que nos é dada por Deus é algo que você não precisa
necessariamente entender (Fp 4.7). Nem sempre conseguimos
entender como ela opera em nossa vida. A paz de Deus opera em
nós – ela opera em nós e nos está disponível – ela está
muito além de nossa capacidade de compreendê-la.
5. A Paz de Deus Deve ser um Estado de Espírito Permanente. Os
problemas podem chegar repentinamente e nos pegar
desprevenidos. A nossa resposta imediata pode ser o pânico, a
ansiedade e o medo. A figura da paz, no entanto, nos dá
rapidamente uma força que cresce em nosso interior... Essa
força é o próprio Espírito Santo, que fala de paz ao coração
humano, assegurando ao crente: ‘Estou aqui. Ainda estou no
comando. Nada está além do meu poder ou me foge ao
conhecimento. Eu estou contigo. Não temas. "Segui
a paz com todos e a santificação, sem a qual ninguém verá
o Senhor." (Hb 12.14)
Para saber mais
STANLEY, Charles. Paz:
um maravilhoso presente de Deus para você.
RJ:CPAD, 2004.
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