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Leitura
Bíblica em Classe
Isaías
53.2-5; Tiago 5.14-16
Introdução.
I.
A promessa da cura divina na
expiação.
II.
A promessa da cura divina
como sinal para o homem.
III.
A promessa da cura divina e
a sua atualidade.
Conclusão.
Tema
deste Subsídio: Estudo
sobre as várias teorias acerca da cura divina, as possíveis
causas das enfermidades e as curas realizadas pelo Senhor
Jesus Cristo e pela Igreja Primitiva.
Autores:
Allan R. Killen. Th.D., Professor de Teologia Conteporânea e
Reformada e John Rea, Th.D., Palestrante E Editor Teológico.
Adaptado
pelo setor de Educação Cristã.
Palavras-chaves.
Cura;
sofrimento; pecado; maldição; castigo; enfermidades.
A Bíblia
ensina que o ser humano pode recorrer a Deus para uma cura
direta, quando outras possibilidades de cura falharem. A cura
divina é um assunto sobre o qual existem diferenças de opinião
desde o princípio da história da igreja cristã. Os
protestantes e a igreja católica afirmam a sua prática,
assim como os adeptos da Ciência Cristã e outras seitas
ditas cristãs, juntamente com os muçulmanos e muitas das
religiões pagãs. Todos os cristãos concordam que a Bíblia
ensina que Deus curou e pode curar os homens de todos os tipos
de doenças.
I.
Teorias sobre a cura divina
1.
Ao procurar a cura, estamos escolhendo entre Deus e os médicos.
Por exemplo, A. B. Simpson escreveu: “Se você não consegue
confiar no Senhor, então chame o médico... se você não
consegue escolher o melhor de Deus, então escolha o segundo
melhor dEle” (R. V. Bingham, The Bible and the Body,
p. 20).
A
rejeição ao uso de remédios revelados por Deus ao homem,
como os usados na medicina moderna, a favor da cura divina
direta, não é em si mesma um ato razoável de fé na providência
maravilhosa de Deus. Deus pode levar alguns indivíduos a
glorificá-lo com tal confiança e dependência, mas as
Escrituras não parecem indicar que essa deva ser a regra
geral para todos os crentes. Muitos cristãos estão vivos
hoje devido às modernas descobertas da medicina e
especialmente das práticas cirúrgicas.
2.
A cura é uma parte da salvação possibilitada por Cristo na
cruz, tanto quanto é o perdão dos pecados. Como uma prova,
podemos citar Isaías 53.4a e 5c:
“Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades
e nossas dores levou sobre si... pelas suas pisaduras, fomos
sarados”, juntamente com Mateus 8.16,17. “E ele, com a sua
palavra, expulsou deles os espíritos e curou todos os que
estavam enfermos, para que se cumprisse o que fora dito pelo
profeta Isaías, que diz. Ele tomou sobre si as nossas
enfermidades e levou as nossas doenças”.
3.
As enfermidades podem ser o resultado do pecado.
Embora
seja verdade que muitas enfermidades são uma punição pelo
pecado enviada por Deus – por exemplo, as pragas que
afligiram Israel quando eles se rebelaram contra Deus na
peregrinação pelo deserto (Nm 11.33; 14.37; 16.47;
25.8,9,18), algumas são usadas por Deus para a sua própria
glória (Jo 9.3) e outras para o bem da pessoa que as sofre (2
Co 12.7-10; veja Espinho na Carne).
4.
A enfermidade pode ser atribuída ao diabo. William Branham,
um evangelista que pregava a cura divina, por exemplo, orava
da seguinte maneira: “Saia dele/dela, demônio do câncer”.
F. F. Bosworth explicava as enfermidades como sendo causas
pela “opressão do demônio” (Christ the Healer, p.
1). Ele baseou o seu argumento no que Pedro disse aos gentios
sobre o ministério de Jesus: Ele “andou fazendo o bem e
curando a todos os oprimidos do diabo” (At 10.38). Oral
Roberts concorda com Bosworth (Oral Roberts, If You Need
Healing, p. 16). Há outros trechos que dão
suporte a esta afirmação, como Lucas 13.16 que fala da
mulher “a qual há dezoito anos Satanás mantinha presa”.
O argumento de Cristo de que Ele não expulsava demônios por
Belzebu (Lc 11.14-23); a permissão de Deus para que Satanás
afligisse Jó com chagas malignas (Jó 2.7), assim como
algumas referências ao poder de Satanás (Jo 12.31; Hb
2.14,15; 1 Jo 3.8; 5.19) são usados para corroborar esse
ponto de vista.
Embora
esteja claro pelas Escrituras que Satanás freqüentemente
inflige doenças sobre os homens, está igualmente claro que
isso só ocorre com a permissão de Deus. Deus, como soberano,
pode usar o sofrimento infligido por Satanás, e pelo homem,
para os seus próprios objetivos e glória, e o faz (Rm
8.18,22,23,26,28). Muitas enfermidades, no entanto, derivam de
outras causas que não são o resultado de uma ação direta
de Satanás.
II.
Causas das enfermidades
1.
Uma conseqüência da maldição que caiu sobre a raça humana
depois do pecado de Adão e Eva. Neste sentido, todas as
enfermidades derivam do primeiro pecado do homem, embora isso
não signifique que uma enfermidade de um indivíduo seja
devida ao seu próprio pecado. O fato de que existe uma árvore
com todos os tipos de frutas para a cura das nações em
Ezequiel 47.12 e Apocalipse 22.2, indica que as enfermidades são
o resultado do pecado de Adão e Eva, e que devem ser
removidas, assim como a maldição trazida por aquele pecado
será removida (Rm 8.18-23; cf. Gn 3.18,19).
2.
Ignorância e falta de cuidados. Existem muitos casos em que a
doença é causada pela ignorância do homem e até mesmo pela
sua própria falta de cuidados. Uma prova do primeiro caso é
a alta taxa de mortalidade de recém-nascidos até que
Semmelweis e Lister descobrissem os anti-sépticos; porém a
doença constante nos lares de alguns cristãos, em contraste
com a maravilhosa saúde desfrutada por outros, se deve freqüentemente
ao segundo caso. Com o progresso do conhecimento da medicina,
diminui a ocorrência de vários tipos de doenças e a
expectativa de vida do homem aumenta.
3.
Pecado individual. A doença pode ser diretamente causada pelo
pecado do homem, como no caso da disseminação de uma doença
venérea, ou uma doença crônica causada pelo alcoolismo. A
doença também pode ser enviada por Deus como uma punição,
como no caso do pecado da presunção de Uzias (2 Cr
26.19,20). O Senhor Jesus Cristo ordenou a um dos doentes crônicos
que Ele tinha curado. “Eis que já estás são; não peques
mais, para que te não suceda alguma coisa pior” (Jo 5.14).
4.
Como um castigo, para o desenvolvimento do caráter. Este uso
particular da doença e dos acidentes, para treinar e
desenvolver os filhos de Deus, não pode ser ignorado. O
Senhor corrige àquele a quem ama (Hb 12.6). O crente deve
encarar a sua passagem por diversos testes e provas (que podem
incluir doenças) como uma bênção, porque se ele suportá-los
pacientemente eles irão resultar no fruto aprazível da justiça,
e ele receberá a coroa da vida como uma recompensa (Tg
1.2-4,12). Jó foi levado ao reconhecimento do seu orgulho e
da sua atitude de autojustificação por meio das suas aflições,
e arrependeu-se no pó e nas cinzas (Jó 40.4; 42.6). Paulo
viu o espinho na sua carne como algo que Satanás poderia usar
para esbofeteá-lo (2 Co 12.7), mas também como algo que Deus
usava para conservá-lo humilde e fazer com que ele confiasse
no Espírito Santo, em sua graça e em seu poder (vv. 9,10);
conseqüentemente, o apóstolo se regozijou com isso.
III.
As Curas Realizadas pelo Senhor Jesus Cristo e pela Igreja
Primitiva
Como
as enfermidades não faziam parte da criação original, ao
contrário, eram uma coisa má, o Senhor Jesus nunca hesitou
em curar os enfermos. Quando um leproso questionou se era a
sua vontade purificá-lo da doença, o Senhor Jesus
imediatamente baniu esse pensamento e curou o homem (Mc
1.40-42). Em sua missão de desfazer as obras do diabo (1 Jo
3.8), Ele fez todos os esforços possíveis para expulsar os
demônios e curar os enfermos. Portanto, o seu ministério
destinava-se tanto à mente e à alma quanto ao corpo. O seu
objetivo era a restauração de toda a personalidade. Assim, a
cura bíblica inclui as necessidades do homem como um todo.
De
certo modo, as curas realizadas pelo Senhor Jesus Cristo devem
ser classificadas em uma categoria especial. Através delas,
Ele demonstrou e provou que era o Filho de Deus. Ele as
realizou com o seu poder peculiar, e com o do Espírito Santo,
que Ele possuía de forma ilimitada. Elas confirmaram a sua
Pessoa e também o seu poder (Lc 4.14-21 com Is 61.1,2; Mt
11.2-5; 15.30,31 com Is 35.5,6).
Os
milagres e os dons espirituais de cura (1 Co 12.9,28) dos discípulos
e da igreja primitiva eram semelhantes, no sentido de provar
que esses homens eram verdadeiros seguidores de Cristo, e
assim corroboravam com eles e com o seu ministério. Os
milagres de Filipe em Samaria, a cura do mendigo coxo na porta
do templo, e do coxo de Listra abriram as portas para a
oportunidade de testemunhar a respeito de Cristo (At 3,4;
8.6-8; 14.8-18).
Por
outro lado, nem os milagres de Jesus nem os dos apóstolos
eram simplesmente sinais; eles eram uma função salutar do
reino de Deus. Com a sua compaixão, o Senhor trazia
verdadeiro alívio às multidões de sofredores que
necessitavam de cura. Os escritos dos líderes da igreja dos
três primeiros séculos dão testemunho do fato de que a oração
e a expulsão dos demônios, como meios de cura, continuavam
sendo eficientes, pelo menos em parte (veja a pesquisa
de A. Harnack, The Mission and Expansion of Christianity,
pp. 120-146).
Tanto
o Senhor Jesus Cristo, como no caso do homem cego de nascença
(Jo 9.1-38), quanto os apóstolos, como no caso do coxo curado
por Pedro no templo (At 3.1-11), curaram aqueles que
inicialmente não tinham nenhuma fé. Mas Cristo e os apóstolos
também curaram outras pessoas com base na fé que elas possuíam
(Mt 9.29; Mc 5.34; 10.52; Lc 7.50; 8.48; 17.19; At 14.9). Isto
prova que as curas do Novo Testamento somente algumas vezes se
basearam na fé da pessoa que foi curada. O mesmo é verdade
quando ocorrem as curas genuínas por meio do ministério dos
servos de Deus dos nossos dias.
Para
saber mais.
PFEIFFER,
Charles F; VOS, Howard F; REA, John.
Dicionário
bíblico Wycliffe.
Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
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