Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Mestre
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição As Promessas de Deus para Sua Vida
4º trimestre/2007


Lição 05 - A Promessa da Cura Divina


Leitura Bíblica em Classe

Isaías 53.2-5; Tiago 5.14-16 

 

Introdução.

I. A promessa da cura divina na expiação.

II. A promessa da cura divina como sinal para o homem.

III. A promessa da cura divina e a sua atualidade.

 

 Conclusão.

Tema deste Subsídio: Estudo sobre as várias teorias acerca da cura divina, as possíveis causas das enfermidades e as curas realizadas pelo Senhor Jesus Cristo e pela Igreja Primitiva.

Autores: Allan R. Killen. Th.D., Professor de Teologia Conteporânea e Reformada e John Rea, Th.D., Palestrante E Editor Teológico.

Adaptado pelo setor de Educação Cristã.

Palavras-chaves.

Cura; sofrimento; pecado; maldição; castigo; enfermidades.

 

A Bíblia ensina que o ser humano pode recorrer a Deus para uma cura direta, quando outras possibilidades de cura falharem. A cura divina é um assunto sobre o qual existem diferenças de opinião desde o princípio da história da igreja cristã. Os protestantes e a igreja católica afirmam a sua prática, assim como os adeptos da Ciência Cristã e outras seitas ditas cristãs, juntamente com os muçulmanos e muitas das religiões pagãs. Todos os cristãos concordam que a Bíblia ensina que Deus curou e pode curar os homens de todos os tipos de doenças.

 

I. Teorias sobre a cura divina

 1. Ao procurar a cura, estamos escolhendo entre Deus e os médicos. Por exemplo, A. B. Simpson escreveu: “Se você não consegue confiar no Senhor, então chame o médico... se você não consegue escolher o melhor de Deus, então escolha o segundo melhor dEle” (R. V. Bingham, The Bible and the Body, p. 20).

A rejeição ao uso de remédios revelados por Deus ao homem, como os usados na medicina moderna, a favor da cura divina direta, não é em si mesma um ato razoável de fé na providência maravilhosa de Deus. Deus pode levar alguns indivíduos a glorificá-lo com tal confiança e dependência, mas as Escrituras não parecem indicar que essa deva ser a regra geral para todos os crentes. Muitos cristãos estão vivos hoje devido às modernas descobertas da medicina e especialmente das práticas cirúrgicas.

 2. A cura é uma parte da salvação possibilitada por Cristo na cruz, tanto quanto é o perdão dos pecados. Como uma prova, podemos citar Isaías 53.4a e 5c: “Verdadeiramente, ele tomou sobre si as nossas enfermidades e nossas dores levou sobre si... pelas suas pisaduras, fomos sarados”, juntamente com Mateus 8.16,17. “E ele, com a sua palavra, expulsou deles os espíritos e curou todos os que estavam enfermos, para que se cumprisse o que fora dito pelo profeta Isaías, que diz. Ele tomou sobre si as nossas enfermidades e levou as nossas doenças”.

 3. As enfermidades podem ser o resultado do pecado.

Embora seja verdade que muitas enfermidades são uma punição pelo pecado enviada por Deus – por exemplo, as pragas que afligiram Israel quando eles se rebelaram contra Deus na peregrinação pelo deserto (Nm 11.33; 14.37; 16.47; 25.8,9,18), algumas são usadas por Deus para a sua própria glória (Jo 9.3) e outras para o bem da pessoa que as sofre (2 Co 12.7-10; veja Espinho na Carne).

 4. A enfermidade pode ser atribuída ao diabo. William Branham, um evangelista que pregava a cura divina, por exemplo, orava da seguinte maneira: “Saia dele/dela, demônio do câncer”. F. F. Bosworth explicava as enfermidades como sendo causas pela “opressão do demônio” (Christ the Healer, p. 1). Ele baseou o seu argumento no que Pedro disse aos gentios sobre o ministério de Jesus: Ele “andou fazendo o bem e curando a todos os oprimidos do diabo” (At 10.38). Oral Roberts concorda com Bosworth (Oral Roberts, If You Need Healing, p. 16). Há outros trechos que dão suporte a esta afirmação, como Lucas 13.16 que fala da mulher “a qual há dezoito anos Satanás mantinha presa”. O argumento de Cristo de que Ele não expulsava demônios por Belzebu (Lc 11.14-23); a permissão de Deus para que Satanás afligisse Jó com chagas malignas (Jó 2.7), assim como algumas referências ao poder de Satanás (Jo 12.31; Hb 2.14,15; 1 Jo 3.8; 5.19) são usados para corroborar esse ponto de vista.

Embora esteja claro pelas Escrituras que Satanás freqüentemente inflige doenças sobre os homens, está igualmente claro que isso só ocorre com a permissão de Deus. Deus, como soberano, pode usar o sofrimento infligido por Satanás, e pelo homem, para os seus próprios objetivos e glória, e o faz (Rm 8.18,22,23,26,28). Muitas enfermidades, no entanto, derivam de outras causas que não são o resultado de uma ação direta de Satanás.

 II. Causas das enfermidades

 1. Uma conseqüência da maldição que caiu sobre a raça humana depois do pecado de Adão e Eva. Neste sentido, todas as enfermidades derivam do primeiro pecado do homem, embora isso não signifique que uma enfermidade de um indivíduo seja devida ao seu próprio pecado. O fato de que existe uma árvore com todos os tipos de frutas para a cura das nações em Ezequiel 47.12 e Apocalipse 22.2, indica que as enfermidades são o resultado do pecado de Adão e Eva, e que devem ser removidas, assim como a maldição trazida por aquele pecado será removida (Rm 8.18-23; cf. Gn 3.18,19).

 2. Ignorância e falta de cuidados. Existem muitos casos em que a doença é causada pela ignorância do homem e até mesmo pela sua própria falta de cuidados. Uma prova do primeiro caso é a alta taxa de mortalidade de recém-nascidos até que Semmelweis e Lister descobrissem os anti-sépticos; porém a doença constante nos lares de alguns cristãos, em contraste com a maravilhosa saúde desfrutada por outros, se deve freqüentemente ao segundo caso. Com o progresso do conhecimento da medicina, diminui a ocorrência de vários tipos de doenças e a expectativa de vida do homem aumenta.

 3. Pecado individual. A doença pode ser diretamente causada pelo pecado do homem, como no caso da disseminação de uma doença venérea, ou uma doença crônica causada pelo alcoolismo. A doença também pode ser enviada por Deus como uma punição, como no caso do pecado da presunção de Uzias (2 Cr 26.19,20). O Senhor Jesus Cristo ordenou a um dos doentes crônicos que Ele tinha curado. “Eis que já estás são; não peques mais, para que te não suceda alguma coisa pior” (Jo 5.14).

 4. Como um castigo, para o desenvolvimento do caráter. Este uso particular da doença e dos acidentes, para treinar e desenvolver os filhos de Deus, não pode ser ignorado. O Senhor corrige àquele a quem ama (Hb 12.6). O crente deve encarar a sua passagem por diversos testes e provas (que podem incluir doenças) como uma bênção, porque se ele suportá-los pacientemente eles irão resultar no fruto aprazível da justiça, e ele receberá a coroa da vida como uma recompensa (Tg 1.2-4,12). Jó foi levado ao reconhecimento do seu orgulho e da sua atitude de autojustificação por meio das suas aflições, e arrependeu-se no pó e nas cinzas (Jó 40.4; 42.6). Paulo viu o espinho na sua carne como algo que Satanás poderia usar para esbofeteá-lo (2 Co 12.7), mas também como algo que Deus usava para conservá-lo humilde e fazer com que ele confiasse no Espírito Santo, em sua graça e em seu poder (vv. 9,10); conseqüentemente, o apóstolo se regozijou com isso.

III. As Curas Realizadas pelo Senhor Jesus Cristo e pela Igreja Primitiva

 Como as enfermidades não faziam parte da criação original, ao contrário, eram uma coisa má, o Senhor Jesus nunca hesitou em curar os enfermos. Quando um leproso questionou se era a sua vontade purificá-lo da doença, o Senhor Jesus imediatamente baniu esse pensamento e curou o homem (Mc 1.40-42). Em sua missão de desfazer as obras do diabo (1 Jo 3.8), Ele fez todos os esforços possíveis para expulsar os demônios e curar os enfermos. Portanto, o seu ministério destinava-se tanto à mente e à alma quanto ao corpo. O seu objetivo era a restauração de toda a personalidade. Assim, a cura bíblica inclui as necessidades do homem como um todo.

De certo modo, as curas realizadas pelo Senhor Jesus Cristo devem ser classificadas em uma categoria especial. Através delas, Ele demonstrou e provou que era o Filho de Deus. Ele as realizou com o seu poder peculiar, e com o do Espírito Santo, que Ele possuía de forma ilimitada. Elas confirmaram a sua Pessoa e também o seu poder (Lc 4.14-21 com Is 61.1,2; Mt 11.2-5; 15.30,31 com Is 35.5,6).

Os milagres e os dons espirituais de cura (1 Co 12.9,28) dos discípulos e da igreja primitiva eram semelhantes, no sentido de provar que esses homens eram verdadeiros seguidores de Cristo, e assim corroboravam com eles e com o seu ministério. Os milagres de Filipe em Samaria, a cura do mendigo coxo na porta do templo, e do coxo de Listra abriram as portas para a oportunidade de testemunhar a respeito de Cristo (At 3,4; 8.6-8; 14.8-18).

Por outro lado, nem os milagres de Jesus nem os dos apóstolos eram simplesmente sinais; eles eram uma função salutar do reino de Deus. Com a sua compaixão, o Senhor trazia verdadeiro alívio às multidões de sofredores que necessitavam de cura. Os escritos dos líderes da igreja dos três primeiros séculos dão testemunho do fato de que a oração e a expulsão dos demônios, como meios de cura, continuavam sendo eficientes, pelo menos em parte (veja a pesquisa de A. Harnack, The Mission and Expansion of Christianity, pp. 120-146).

Tanto o Senhor Jesus Cristo, como no caso do homem cego de nascença (Jo 9.1-38), quanto os apóstolos, como no caso do coxo curado por Pedro no templo (At 3.1-11), curaram aqueles que inicialmente não tinham nenhuma fé. Mas Cristo e os apóstolos também curaram outras pessoas com base na fé que elas possuíam (Mt 9.29; Mc 5.34; 10.52; Lc 7.50; 8.48; 17.19; At 14.9). Isto prova que as curas do Novo Testamento somente algumas vezes se basearam na fé da pessoa que foi curada. O mesmo é verdade quando ocorrem as curas genuínas por meio do ministério dos servos de Deus dos nossos dias.

 

Para saber mais.

PFEIFFER, Charles F; VOS, Howard F; REA, John.  Dicionário bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

                         


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Veja também:
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