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Leitura
Bíblica em Classe
Atos 2.37-43.
Introdução.
I.
A promessa revelada.
II.
O propósito da promessa.
III.
Para quem é a promessa.
Conclusão.
Tema deste Subsídio:
Estudo sobre a experiência de Atos 2 e as características do genuíno
Pentecostes nas Sagradas Escrituras.
Autor: Pastor Antonio Gilberto.
Consultor doutrinário da CPAD, autor de diversas obras teológicas,
incluindo a mais recente: “Verdades Pentecostais”,
publicado pela CPAD; e membro da junta diretora da University
Global, em Springfield, Missouri (EUA).
Adaptado pelo setor de Educação Cristã.
Palavras-chaves.
Pentecostes; Avivamento; Batismo com o Espírito
Santo; Vento; Fogo.
Estamos na era dos substitutivos, do
artificialismo e das aparências; a era dos plásticos, dos
“aglomerados” e dos sabores artificiais. E no campo
espiritual não é diferente. Vivemos em um tempo marcado por
imitações, inovações, falsificações, misticismo e mudanças
injustificáveis dentro das igrejas.
A Palavra de Deus fala claramente sobre as
mudanças indevidas e seus resultados funestos. Paulo falou
sobre isso na sua carta aos romanos. “E mudaram a glória do
Deus incorruptível em semelhança da imagem de homem corruptível,
e de aves, e de quadrúpedes, e de répteis (...) pois mudaram
a verdade de Deus em mentira, e honraram e serviram mais a
criatura do que o Criador, que é bendito eternamente. Amém.
Pelo que Deus os abandonou às paixões infames. Porque até
as suas mulheres mudaram o uso natural, no contrário à
natureza” (Rm 1.23,25-26).
O profeta Daniel também nos fala de mudanças
que serão realizadas pelo anticristo. “E proferirá
palavras contra o Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo,
e cuidará em mudar os tempos, e a lei; e eles serão
entregues na sua mão por um tempo, e tempos, e metade de um
tempo” (Dn 7.25).
Algumas mudanças condenáveis que vemos nos
dias de hoje são a Teologia da Libertação, o culto à
prosperidade e a transformação indevida de fatos e eventos bíblicos
em doutrina. O apóstolo Paulo nos alerta quanto a falsificar
a Palavra de Deus: “Antes, rejeitamos as coisas que por
vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem
falsificando a Palavra de Deus; e assim nos recomendamos à consciência
de todo o homem, na presença de Deus, pela manifestação da
verdade” (2 Co 4.2).
Tendo em vista a situação hodierna e o que nos diz as
Sagradas Escrituras, urge enfatizarmos a necessidade da busca
do padrão bíblico para a Igreja. Paulo exortou Timóteo a
guardar o ensino da Palavra de Deus transmitido por ele.
“Conserva o modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido,
na fé e na caridade que há em Cristo Jesus” (2Tm 1.13).
Assim como Moisés, que ordenou que se fizesse o Tabernáculo
conforme o modelo que lhe foi entregue por Deus no monte,
devemos observar à risca o padrão bíblico para a Igreja,
pois a Palavra de Deus é o nosso manual de vida, nossa única
regra de fé e prática. “Os quais servem de exemplar e
sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi
avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi
dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te
mostrou” (Hb 8.5).
Paulo, em 1 Coríntios 3.10 e 13, falou sobre a
importância de termos cuidado com a forma como edificamos.
1. As Características do Verdadeiro
avivamento.
Há 14 palavras-chaves (ou frases) em Atos 2. Essas expressões
marcaram o primeiro Pentecostes, indicando fatos que devem
acompanhar o verdadeiro Pentecostes através dos tempos.
Vejamos uma por uma.
ü
Pentecostes
– “E
cumprindo-se o dia de Pentecostes”, At 2.1. Em Levítico 23,
Deus estabeleceu sete festas sagradas para Israel observar, as
quais prefiguravam de antemão todo o curso da História da
Igreja. Essas festas sagradas falam também do caráter alegre
que iria caracterizar a Igreja. Festa pressupõe alegria.
Lembremo-nos que Jesus sempre foi um homem alegre, apesar de
viver à sombra da cruz!
Das sete festas sagradas de Israel, a quarta era a de
Pentecostes (Lv 23.15- 16), também chamada de Festa das
Semanas (Dt 16.10) e Festa das Colheitas (Êx 23.16). A Festa
de Pentecostes ocorria no terceiro mês (Sivã) e durava um
dia. Dia seis de Sivã, que corresponde mais ou menos ao nosso
mês de junho.
A Festa de Pentecostes era precedida por três outras
festas conjuntas: a Páscoa, em 14 de Abibe; Festa dos Pães
Asmos, de 15 a 22 de Abibe; e Festa das Primícias, em 16 de
Abibe. As três levavam oito dias e eram celebradas no mês de
Abibe, que é o primeiro mês do calendário sagrado de
Israel. O primeiro mês do calendário civil era Tisri, que
corresponde mais ou menos ao nosso mês de outubro.
A Festa de Pentecostes era seguida de três outras
festas: Festa das Trombetas, no 1º de Tisri; Expiação, em
10 de Tisri; e Festa dos Tabernáculos, de 15 a 21 de Tisri.
As duas primeiras duravam apenas um dia cada uma, enquanto a
última durava sete dias. O dia da segunda também era
conhecido como “O grande dia da Expiação”. Como pode se
ver, essas três festas ocorriam no mesmo mês, Tisri, o início
do ano civil de Israel.
Pentecostes era a festa central das sete que o Senhor
determinou para Israel observar em Levíticos 23. São 3+1+3.
Essa centralidade fala da importância do batismo no Espírito
Santo para a Igreja, e do equilíbrio espiritual que dele
resulta. Ninguém sabe ao certo o dia do natal de Cristo, nem
o dia de sua morte, mas todos sabemos o dia da sua ressurreição
(o primeiro da semana), bem como o Dia de Pentecostes (o 50º
dia após a Festa das Primícias). Assim, a Festa de
Pentecostes era uma profecia: 7x7 semanas + 1 dia= 50 dias, a
contar da Festa das Primícias (Lv 23.15), a qual falava da
ressurreição de Cristo (1Co 15.20). Essa colocação das
festas também nos mostra que sem Páscoa, isto é, sem o
Cordeiro de Deus, morto e ressurreto, não teríamos
Pentecostes. Recapitulando, a Páscoa era celebrada primeiro
(14 de Abibe – um dia), sendo seguida por Pães Asmos (15 a 21 de Abibe –
sete dias) e Primícias (16 de Abibe – um dia). Primícias e
Pães Asmos, portanto, eram festas conjuntas.
1.1.
Considerações sobre a Festa das Primícias
e o Pentecostes.
Vejamos algumas particularidades sobre a Festa das Primícias
e a de Pentecostes, conforme Levítico 23.9-14. Na Festa das
Primícias era movido perante o Senhor um molho (feixe) de
espigas de trigo (Lv 23.10-11). Na Festa de Pentecostes eram
movidos perante o Senhor dois pães de trigo (Lv 23.15-17).
Isso falava da Igreja, que seria formada de judeus e gentios,
for-mando, assim, um só corpo – o Corpo de Cristo (Ef 2.14;
Jo 11.52). O feixe de espigas fala da união, mas os pães vão
além. Eles falam de unidade (Ef 4.3). Em um feixe de espigas,
os grãos estão simplesmente presos às espigas, porém
isolados uns dos outros. Em um pão é diferente: o trigo é o
mesmo, mas os grãos passaram por um multiforme processo e
formam agora um todo, um corpo único. O derramamento
pentecostal fez isso na formação da Igreja em Atos 2, e quer
continuar a fazer o mesmo hoje.
Todos –
“Todos
reunidos
no mesmo lugar”, At 2.1. “Todos foram cheios do Espírito
Santo”, At 2.4. “Do meu Espírito derramarei sobre toda
a carne”, At 2.17. “Todo aquele que invocar o
nome do Senhor será salvo”, At 2.21. “Todos os que
estão longe; tantos quanto...”, At 2.39. “Em toda alma
havia temor”, At 2.43. “Todos os que criam
estavam juntos”, At 2.44. “Todos” é uma palavra
inclusiva. Isso indica que todos os salvos são candidatos ao
batismo no Espírito Santo.
A salvação não é o batismo no Espírito Santo. Este
deve seguir à salvação. Os discípulos do Senhor,
juntamente com as mulheres, Maria e outras mais (At 1.13-14),
já eram salvos antes do Dia de Pentecostes. A Palavra de Deus
elimina qualquer dúvida nesse sentido (Jo 14.17; At 2.18,
38-39 e 19.2).
Reunidos –
“Todos
reunidos no mesmo lugar”, At 2.1. Isso indica não só união,
mas unidade no Espírito Santo.
Acabaram-se as diferenças pessoais e ali estavam todos
juntos, reunidos. Pedro, João, Tomé, Felipe, Tiago, todos
unidos.
Céu
– “Veio
do céu”, At 2.2. O que está ocorrendo em sua vida, igreja
ou movimento religioso vem mesmo do céu? Ou vem simplesmente
dos homens? “Enganoso é o coração, mais do que todas as
coisas, e perverso; quem o conhecerá?”, Jr 17.9. Ou será
que vem do astuto enganador? Jesus, antes de ser ascendido ao
céu, se referiu ao derramamento do Espírito da seguinte
forma: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai:
ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais
revestidos de poder”, Lc 24.49. Quando a experiência de
Pentecostes se repetiu na casa de Cornélio, Pedro frisou que
ela se deu “como no princípio” (At 11.15). Paulo exorta
sobre o perigo de
recebermos “outro espírito” de falsos profetas (2Co
11.4).
Som
– “Veio
do céu um som”, At 2.2. O Espírito Santo veio
primeiramente como um som. Para quê? Para despertar os
dormentes, acordar do sono espiritual, alertar do perigo,
avisar, convocar para o trabalho, reunir (1Co 14.8) e para a
Igreja louvar a Deus com “música de Deus” (1Cr 16.42 e Cl
3.16).
Vento
– “Som
como de um vento veemente e impetuoso”, At 2.2. O texto
esclarece que não ouve vento mesmo, só seus efeitos sonoros.
Vento fala de muitas coisas:
a) Força impulsora, como nas velas dos barcos e nos
moinhos.
b) O vento separa a palha do grão (Sl 1.4 e Mt
3.12). Ele separa o leve do pesado.
c)
O vento move e movimenta águas e árvores.
d) O vento fertiliza, levando o pólen, a vida (Ct
4.16 e Jo 3.5,8).
e)
O vento limpa árvores e campos.
f) O vento não tem cor, logo pode significar também
a ausência de favoritismo, individualismo e discriminação.
g)
O vento não pertence a um clima único. Ele é universal.
h)
O vento move-se continuamente (Ec 1.6 e Gn 1.2).
i) O vento não tem cheiro, mas espalha perfume.
Aqui podemos lembrar do papel do Altar do Incenso no Tabernáculo.
j) O vento quando se move é infalivelmente sentido,
notado.
l)
O vento refresca e suaviza o calor.
m) O vento (ar) alimenta e vivifica pulmões e a vida orgânica. Em
Ezequiel 37.8-10, vemos nos corpos ossos, nervos, carne, pele,
mas não vida, até que o Espírito assoprou sobre eles.
Aleluia! Há muitos crentes por aí que têm de sobra
“ossos”, “nervos”, “carne” e “pele”, mas
falta-lhes a vida abundante do Espírito.
n) O vento é misterioso (Jo 3.8). Devemos ter
cuidados com as falsificações, com os ventos nocivos (Mt
7.25 e Ef 5.14).
Casa
– “E
encheu toda a casa”, At 2.2. A família cristã cheia do Espírito
Santo tem um papel muito importante para a Igreja. A família
é a primeira instituição divina na Terra. Foi por meio dela
que o Senhor fundou a nação que traria o Messias ao mundo e
também dela serviu-se para que nascesse o Messias. O Diabo
luta com todas as suas hostes para destruir a família na face
da Terra, inclusive dentro da Igreja, mas o Senhor tem provido
salvação para a família. Antes de julgar o mundo com um dilúvio,
Deus proveu salvação para Noé e sua família (Gn 6.18). Na
noite em que Deus julgou os egípcios, os israelitas foram
milagrosamente salvos pelo sangue do cordeiro.
Ali, Deus instruiu cada família a tomar um cordeiro para
si (Êx 12.3-4). “Serás salvo tu e a tua casa” é uma
promessa de Deus para os chefes de família (At 16.31) e na
promessa pentecostal toda a família está incluída (At
2.17).
Línguas
– “Línguas
repartidas como que de fogo”, At 2.3. O verdadeiro
Pentecostes tem algo para se ouvir do céu (“veio do céu um
som”), algo para se ver do céu (“foram vistas por eles línguas”)
e algo para se repartir vindo do céu (“línguas
repartidas”).
Devemos observar algumas características das línguas
estranhas:
a) Línguas estranhas não precedem o derramamento
do Espírito, mas seguem-se a ele. “Foram cheios do Espírito
Santo, e começaram a falar noutras línguas” (At 2.4).
b) Línguas no derramamento espiritual indicam o
Evangelho falado, pregado, cantado, comunicado. Porém, são línguas
“como que de fogo”, não língua de flores.
c) Vários dons do Espírito Santo são exercidos através da língua,
da fala.
d) Deus usou as línguas estranhas como sinal
externo do batismo no Espírito Santo para demonstrar sua
inteira posse e controle da nossa língua ao batizar-se (Tg
3.8).
e) Línguas estranhas como evidência física
inicial do batismo no Espírito (Veja a lei da primeira referência,
comparando Atos 2.4, 10.44-46 e 11.15).
f) Línguas estranhas como um dos dons do Espírito
Santo (1Co 12.10,30).
g) Dons espirituais podem ser concedidos por Deus no
momento do batismo no Espírito (At 2.17 e 19.6).
É importante ensinarmos nas igrejas a doutrina do
batismo no Espírito Santo.
Fogo
– “Línguas
como que de fogo”, At 2.3. Esse fogo de que fala o texto
sagrado é sobrenatural, celestial. Não é fogo
estranho.
Vejamos algumas características do fogo, e que podem
ser aplicadas no campo espiritual:
a)
O fogo alastra-se, comunica-se.
b) O fogo purifica. Contra a impureza espiritual, a
principal força é o Espírito Santo.
c) O fogo ilumina. É o saber, o conhecimento das
coisas de Deus.
d) O fogo aquece. A Igreja é o Corpo de Cristo.
Todo corpo vivo é quente.
e) O fogo, para queimar bem, depende muito da
madeira, se ela é boa ou ruim.
f)
O fogo tanto estira o ferro duro como a roupa macia.
g) Foi o fogo do céu que fez do templo de Salomão
a Casa de Deus. Nós somos templos do Espírito Santo (2 Cr
7.1 e 1Co 3.16).
h)
“Quem nasce sob o fogo não esmorece sob o sol”.
Cheios
– “E
todos foram cheios do Espírito Santo”, At 2.4. Quanto mais
cheia e mais alta, mais pressão e peso tem a caixa d’água.
Assim é com o crente cheio do Espírito Santo. Lembremo-nos
também que não é só o crente que fica cheio, o ambiente
também: a casa – “E encheu toda a casa”, At 2.2. Outra
coisa a se observar é que os símbolos e figuras manifestos
no Dia de Pentecostes falam de poder, como fogo e vento.
Poder, energia e força nós usufruímos, embora não saibamos
defini-los plenamente (Jo 3.8).
Nações
– “Todas
as nações que estão debaixo do céu”, At 2.5. Jesus já
havia feito uma declaração em Atos 1.8 sobre o revestimento
de poder e a evangelização de todos os povos. Em Marcos
16.15, Jesus também fala de evangelização e missões. O
verdadeiro movimento pentecostal terá que ser um movimento
missionário. Deve ser um movimento que ora por missões,
contribui para missões, promove missões e vai ao campo
missionário.
A igreja que não evangeliza breve deixará de ser evangélica. Para os
que pensam em missões, é importante lembrar a relevância da
compreensão do fenômeno da
transculturação hoje.
Zombaria
– “E
outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto”, At 2.13.
Esses zombadores não eram pessoas ímpias. Eram pessoas
religiosas.
Hoje acontece a mesma coisa. Zombadores e críticos
religiosos se levantam contra o genuíno derramamento do Espírito.
Judas alertou quanto a isso: “Mas vós, amados, lembrai-vos
das palavras que foram preditas pelos apóstolos de nosso
Senhor Jesus Cristo, os quais vos diziam que no último tempo
haveria escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias
concupiscências. Estes são os que causam divisões,
sensuais, que não têm o Espírito”, Jd 17-19. Quando não
aparece um Judas, traidor, do lado de dentro, aparece um
Pilatos do lado de fora, ainda se defendendo, mas devemos
fazer como Jesus: fazer a obra que Deus nos confiou, porque críticos
e zombadores sempre teremos aqui.
Pedro –
“Pedro,
porém, pondo-se em pé”, At 2.14. Vemos, aqui, o homem de
Deus na disposição da graça. Se analisarmos Pedro antes e
depois do Pentecostes, vamos notar uma mudança enorme em sua
vida. Dali para frente, Pedro jamais mudou (1Pd 1.1-5 e 2.4-
5). Aqui, é importante frisar o cuidado da igreja com a
teologia modernista, liberalista e especulativa, que está
permeando o mundo e procura mudar o perfil da Igreja.
Palavra de Deus
– “Pedro
disse-lhes: Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel”,
At 2.14-15. No Dia de Pentecostes, a primeira pregação da
Igreja foi pura exposição da Palavra de Deus (At 2.16-36).
Nosso ministério e nossa congregação experimenta um
abundante e poderoso ministério da Palavra? A pregação e o
ensino fundamental têm endereço certo: o coração do
ouvinte. “E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu
coração”, At 2.37. Há atualmente um esvaziamento da
Palavra de Deus no púlpito de inúmeras igrejas. E como está
a sua igreja neste particular? O tempo que deveria ser da
Palavra de Deus é ocupado por música, canto profissional (não
genuíno louvor) e atividades sociais, restando apenas alguns
minutos para a pregação da palavra de Deus? É a falta da
Palavra que gera
elevado número de retardados espirituais nas igrejas. É
preciso vigilância com os chamados hinos especiais duplos e
triplos de cantores, conjuntos e corais em nossos cultos.
Devemos atentar para a dosagem e equilíbrio na adoração a
Deus (Ex 30.34-38 e 2Cr 29.27). Devemos considerar a expressão
“porão em ordem”, em se tratando de holocausto ao Senhor
(Lv 1.7-8,12 e 1Co 14.40).
2.
Considerações para o genuíno Pentecostes.
Vejamos agora algumas das coisas que ocorrem no primeiro
Pentecostes:
a) Obediência à vontade do Senhor (Lc 24.49 e At
1.12-14) – A desobediência é um entrave à operação
divina (At 5.32).
b) União e unidade entre os crentes (At 1.14; 2.1 e
Ef 4.3) – Pensemos em João, Pedro, Tomé e outros naquele
dia. Apesar de todas as suas diferenças, estavam todos
reunidos e unidos.
c) Oração perseverante e unânime (At 1.14).
Conservando o Pentecostes Na Lei havia apagador de
fogo (Êx 25.38), mas na Graça não há (Mt 12.20). “Não
apagueis o Espírito”, 1Ts 5.19. A conservação do
Pentecostes vem pela constante renovação espiritual do
crente. Tito 3.5 nos fala da regeneração seguida de renovação:
“Não pelas obras de justiça que houvéssemos feito, mas
segundo a sua misericórdia, nos salvou pela lavagem da
regeneração e da renovação do Espírito Santo”. Há vários
textos bíblicos no Novo Testamento que nos falam sobre a
renovação espiritual do crente: At 4.8,31; 6.3; 7.55; 11.24;
13.9; 13.52; Rm 12.2; 2Co 4.6; Ef 4.32; 5.18 e Cl 3.10.
No Antigo Testamento, quanto à vida espiritual
renovada, temos o exemplo de Davi: Sl 92.10; 103.5; 104.30;
119. 25,37,40,50,88,93,97,154,156 e 159.
3.
Sobre o batismo no Espírito Santo.
O derramamento do Espírito sobre o crente é chamado
de batismo (At 1.5 e Mt 3.11). Em todo batismo tem que haver
três condições: o candidato a ser batizado, o batizador e o
elemento em que o candidato vai ser imerso.
No batismo com ou no Espírito Santo, o
candidato é o crente, o batizador é o Senhor Jesus e o
elemento ou meio em que o crente é imerso é o Espírito
Santo.
Há diferença em ser cheio do Espírito Santo e ser
batizado no Espírito Santo. Uma garrafa pode estar cheia de
água e não estar batizada em água.
Ela estará cheia e batizada quando estiver cheia
d’água e imersa na água (Dt 34.9; Mq 3.8 e Lc 1.67).
Por fim, um esclarecimento sobre a passagem de
João 20.22: o texto não se refere ao batismo pentecostal.
Temos o primeiro sopro divino vivificando e animando o homem
material – Adão em Gênesis 2.7. O segundo sopro divino,
vivificando e animando o homem espiritual, o crente, é o
registrado em João 20.22. O terceiro sopro divino é o
batismo pentecostal, capacitando o crente para o serviço do
Senhor (At 1.8). O primeiro homem, o homem natural, adâmico,
teve uma vocação terrena (1Co 15.47). O novo homem, criado
em Cristo ressurreto, tem uma vocação espiritual, celestial,
santificante (Hb 3.1 e Ef 4.24).
Para
saber mais.
GILBERTO,
Antonio. Verdades
pentecostais. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
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