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Leitura
Bíblica em Classe
1 Tessalonicenses 4.13-18
Esboço da
Lição
Introdução
I.
A Igreja será arrebatada antes da Grande Tribulação
II.
O
arrebatamento da Igreja
III.
Quando se dará o arrebatamento?
IV.
Como se dará o arrebatamento?
Conclusão
Tema
deste Subsídio
A Vinda de Jesus
Autor
Antonio Gilberto
Palavras
Chaves
Arrebatamento; Vinda; Fases; Igreja.
A Vinda de Jesus
A vinda de Jesus será precedida de sinais, já
preditos na Bíblia. Alguns desses sinais são: 1) apostasia
(2Ts 2.3); 2) multiplicação de religiões e práticas demoníacas
(2Co 4.4; 1Tm 4.4); 3) indiferentismo espiritual (2Tm 3.1-6;
Jd v.18); 4) guerras (Mt 24.6); 5) restauração nacional de
Israel (Lc 21.29,30). Apostasia é o abandono da fé e da
doutrina como o exemplo descrito em 2 Timóteo 2.18. Apostasia
como mencionada em 2 Tessalonicenses 2.3 só pode ocorrer na
igreja. O mundo não tem de que se apostatar.
A frieza espiritual, o modernismo teológico, o
mundanismo, o materialismo filosófico, o conformismo e os
desvio espiritual avolumam-se no meio do chamado cristianismo
professo. Isto é visto profeticamente na igreja de Laodicéia
(Ap 3.14-18), que prefigura a igreja morna na época do
arrebatamento da Igreja. À iminência da volta de Jesus, a máscara
do pseudocristianismo cairá de vez. A apostasia de que trata
2 Tessalonicenses 2.3 é um caso especial. É apostasia total.
No original, o termo é precedido de artigo definido,
mostrando tratar-se da grande apostasia. A humanidade
atual, em todas as camadas sociais, em todos os países,
torna-se cada vez mais indiferente a Deus, à sua Palavra, e a
tudo mais que lhe diz respeito. Estamos falando em sentido
geral, não local. Tais coisas também precedem a vinda de
Jesus, conforme Ele mesmo nos faz ciente em Lucas 17.26-30;
18.8b.
1. A vinda de Jesus e os povos bíblicos. A
vinda de Jesus está relacionada com os três grupos de povos
em que Deus mesmo divide a raça humana. Os povos da terra
considerados sob o ponto de vista humano estão divididos nos
mais diversos grupos étnicos, mas Deus, considerando a
humanidade sob o ponto de vista divino, divide-a em três
segmentos: judeus, gentios e a Igreja de Deus (1Co 10.32). Não
é uma igreja qualquer, mas a Igreja de Deus.
Para a Igreja Jesus virá como seu Noivo, a
fim de levá-la para si, para a glória celestial (Jo 14.3).
isso inclui todos os santos de todos os tempos.
Para Israel Jesus virá como o seu Messias e
Libertador, após prová-lo e expurgá-lo mediante a Grande
Tribulação (Mt 23.39; 26.64; Rm 11.26).
Para os gentios, isto é, as nações em
geral, Jesus virá como o Rei dos reis e Senhor dos senhores,
e Juiz, para julgá-las, e, após isso, reinar sobre elas com
vara de ferro, isto é, com justiça (Sl 2.6-10; 96.13). A
vinda de Jesus relacionada com os gentios será sua plena
manifestação como o Deus Forte da profecia de Isaías 9.6.
Não estamos afirmando que Jesus virá duas ou três
vezes, e sim que sua vinda relaciona-se com três grupos de
povos, conforme a divisão bíblica de 1 Coríntios 10.32.
2. A certeza da vinda de Jesus. Vejamos as
evidências da certeza da vinda de Jesus: 1) Ele mesmo afirmou
que voltará para buscar os seus (Jo 14.3; Ap 22.20); 2) os
santos anjos afirmaram que Jesus voltará (At 1.10,11), e os
anjos de Deus jamais mentem; 3) os sacros escritores da Bíblia,
movidos pelo Espírito Santo, afirmam que Jesus voltará (Jó
19.25; Dn 7.13,14; Hb 9.27,28); 4) os sinais que ora se
cumprem, segundo as profecias da Bíblia, atestam que Jesus
virá (Mt 16.3; 24.3); 5) o testemunho constante da Ceia que o
Senhor ordenou nas igrejas, assegura que Ele virá (1Co
11.26).
Saiba-se claramente que a vinda de Jesus abrange um
período de certa extensão. É um evento em duas fases
bem distintas, como veremos em pormenores ainda neste estudo.
Na primeira fase Ele virá para os seus (Jo 14.3), e na
segunda com os seus (Zc 14.5b; 1Ts 3.13; Jd v.14). A
primeira fase é o arrebatamento da Igreja. A segunda é a
volta dEle em glória; é a sua revelação pública; sua
manifestação ou aparecimento visível a Israel e às demais
nações.
Entre o arrebatamento, e a revelação de Jesus
decorrerá um período de sete anos, segundo as Escrituras.
Muitos fatos estupendos estarão acontecendo na terra. É a
semana de anos mencionada em Daniel 9.27. É bíblica a
expressão “semana de anos”, segundo Gênesis 29.27 e Levítico
25.8. Que os dias podem vir a significar anos vê-se em
Ezequiel 4.7. O fato de a vinda de Jesus abranger um período
de sete anos, não deve constituir problema para ninguém.
Lembremo-nos de que o seu primeiro advento levou mais de 30
anos.
Conforme expomos acima, no arrebatamento Jesus vem
secretamente para a Igreja. Na revelação Ele vem
publicamente para Israel e as demais nações, consoante o que
está predito em Atos 1.11. Porém, mesmo que se compreenda
muito sobre a vinda de Jesus, ela encerra detalhes que somente
serão revelados e compreendidos quando esse glorioso
acontecimento ocorrer. “Mistério”, é o que diz em 1 Coríntios
15.51. Certos eventos da vinda do Senhor interpenetram-se ou
se sobrepõem. Às vezes os estudamos aqui, em pontos
separados, para facilidade de compreensão, quando na
realidade eles se combinam na marcha dos acontecimentos. A
divisão desses assuntos em pontos distintos do livro dá a
impressão que há um limite divisório no tempo entre eles.
Considerando as distintas manifestações de Jesus
na sua primeira e segunda vindas, podemos dizer que:
a. Em Belém, Ele veio como o Messias
Salvador do mundo.
b. Nos ares, Ele virá como o Noivo para a
sua Igreja.
c. No monte das Oliveiras, Ele virá como
Juiz e Rei, para julgar as nações e estabelecer o seu reino
milenar.
O
arrebatamento da Igreja
Como já mostramos no texto anterior, há duas fases
distintas na vinda de Jesus. Primeiramente o arrebatamento da
Igreja. Isto concerne somente à Igreja que o espera velando.
Depois, a revelação pessoal dele. Isto concerne a Israel e
às demais nações do mundo sobreviventes naquela ocasião. A
população do mundo estará muito reduzida no momento da
aparição de Jesus para julgar as nações. “Naquele dia
procurarei destruir todas as nações que vierem contra
Jerusalém” (Zc 12.9). “Todos os que restarem de todas as
nações que vieram contra Jerusalém...” (Zc 14.16). Esta
passagem também tem a ver com aquela ocasião. Israel estará
também dizimado. “Naqueles dias, e naquele tempo, diz o
Senhor, buscar-se-á a iniqüidade de Israel, e já não haverá;
os pecados de Judá, mas não se acharão; porque perdoarei
aos remanescentes que eu deixar” (Jr 50.20).
1. O arrebatamento e o que ocorrerá nos céus. O
arrebatamento é um mistério que só será plenamente
compreendido quando ocorrer (1Co 15.51). Ele será o evento
inicial de uma série que abrangerá a Igreja, Israel e as nações
em geral. Nos céus ouvir-se-á o brado de Jesus, a voz do
arcanjo e a trombeta de Deus, e os mortos em Cristo
ressuscitarão. Nesse instante Jesus também trará consigo os
fiéis que estavam com Ele, os quais unir-se-ão a seus
corpos, já ressuscitados e glorificados, e todos juntos
seguirão com Jesus para o Céu.
“A fim de que sejam os vossos corações
confirmados em santidade, isentos de culpa, na presença de
nosso Deus e Pai, na vinda de nosso Senhor Jesus, com todos os
seus santos” (1Ts 3.13).
“Pois se cremos que Jesus morreu e ressuscitou,
assim também Deus, mediante Jesus, trará juntamente em sua
companhia os que dormem. Ora, ainda vos declaramos, por
palavra do Senhor, isto: nós, os vivos, os que ficarmos até
a vinda do Senhor, de modo algum precederemos os que dormem.
Porquanto o Senhor mesmo, dada a sua palavra de ordem, ouvida
a voz do arcanjo, e ressoada a trombeta de Deus, descerá dos
céus, e os mortos em Cristo ressuscitarão primeiro; depois nós,
os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados juntamente com
eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor nos ares, e
assim estaremos para sempre com o Senhor” (1Ts 4.13-17).
“Eis que vos digo um mistério: Nem todos nós
dormiremos, mas transformados seremos todos. Num momento, num
abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última trombeta. A
trombeta soará, os mortos ressuscitarão incorruptíveis, e nós
seremos transformados” (1Co 15.51,52).
Como não será maravilhoso?! Somente os fiéis,
mortos e vivos, ouvirão os sonidos divinos da chamada, vindos
do céu, e serão arrebatados pelo poder de Deus ao encontro
do Senhor nos ares. Mas esses atos preliminares do
arrebatamento da Igreja têm maior alcance do que pensamos.
Referimo-nos aqui ao brado de Jesus, à voz do arcanjo e à
trombeta de Deus (Ler 1 Tessalonicenses 4.16). O brado de
Jesus pode ter o significado limitado à Igreja, mas a voz do
arcanjo pode estar relacionada também com Israel. A trombeta
pode ter também ligação com as nações.
A trombeta de Mateus 24.31 relaciona-se com os
judeus, para congregá-los muito depois do rapto da Igreja e
antes da revelação de Cristo para o julgamento das nações.
Entre os judeus uma das finalidades da trombeta era a de
congregar o povo.
A trombeta de Apocalipse 11.15 nada tem a ver com a
mencionada no arrebatamento da Igreja.
Nessa fase da sua vinda, a saber, no arrebatamento,
Jesus não vem à terra, ao solo. O mundo também não tomará
conhecimento do fato, Omo muitos estão ensinando, baseados em
seus sentimentos. O mundo saberá depois, quando notar a ausência,
a falta, o desaparecimento de milhões de cristãos. O rapto
da Igreja é um acontecimento secreto, reservado para os que são
dEle. O mundo não tem direito de testemunhar tal fato. Jesus,
após ressuscitar, ministrou aos seus durante 40 dias, sem o
mundo ter qualquer participação nem ingerência (At 1.3).
Também em João 12.28,29 e Atos 22.9 fatos ocorreram da parte
de Deus a que o mundo ficou alheio.
É esta bem-aventurada esperança que nos anima e
fortalece até nas horas mais escuras. Como não estará o Céu
todo preparado para recepcionar a Igreja!!! Irmãos, lutemos
com todo empenho até o fim, no poder do Espírito Santo,
contra o pecado, o mundo, a carne e o Diabo, para atendermos
à chamada final, ao toque de reunir do Senhor. Não será
outro que virá, mas o Senhor mesmo descerá! O mesmo
Senhor que nos salvou e nos guardou na peregrinação da vida.
O mesmo Cristo que morreu e ressuscitou para nossa redenção
e justificação. O mesmo Filho que subiu ao Céu para
interceder por nós. O mesmo Jesus bondoso, paciente,
poderoso, amoroso! (Comparar as expressões “esse Jesus”,
“o Senhor mesmo”, e o “próprio Jesus”, em Lucas
24.15; Atos 1.11, e 1 Tessalonicenses 4.16, respectivamente).
2. O arrebatamento da Igreja e o que acontecerá
nos ares. No arrebatamento, Jesus virá até as nuvens.
Seus pés não tocarão o solo desta vez, como acontecerá
mais tarde, quando Ele se revelar publicamente, descendo sobre
o monte das Oliveiras, em Jerusalém. Portanto, nos ares
ocorrerá o encontro de Jesus com sua Igreja, para nunca mais
haver separação.
3. O arrebatamento da igreja, e o que ocorrerá
na terra. Na terra, dar-se-á a ressurreição dos mortos
justos, bem como a transformação dos vivos (justos), segundo
o que está escrito em 1 Tessalonicenses 4.16,17. Este duplo
milagre é chamado na Bíblia de redenção do corpo (Rm
8.23). Quanto à ressurreição dos justos, o que temos no
arrebatamento da Igreja é a continuação da primeira
ressurreição, iniciada por Jesus – “Cristo, as primícias”
(1Co 15.23), e concluída em Apocalipse 20.4. Em 1 Coríntios
15.23, o termo “ordem”, no original, indica fileira,
grupo, turma, como formatura de militares ou de
escola.
4. A ressurreição dos justos e a dos injustos. A
ressurreição dos salvos e a sos ímpios é claramente
ensinada nas Escrituras. Ela é prova de que os que agora
morrem não deixam de existir. Se os que morrem agora
deixassem de existir, para que eles reaparecessem para serem
julgados (como João os viu, em Apocalipse 20.11-15), teriam
de ser recriados e não ressuscitados. Ressurreição só pode
ser de alguém que morreu. Se o caso fosse recriação, esta
neutralizaria toda a base de recompensa, porque aqueles que saíssem
da sepultura seriam indivíduos diferentes daqueles que
praticaram as obras neste mundo, em sua vida anterior.
Há na Bíblia, duas ressurreições: a dos justos e
a dos injustos, havendo um intervalo de mil anos entre elas (Dn
12.2; Jo 5.28,29; Ap 20.5). A expressão bíblica “ressurreição
dentre os mortos”, como em Lucas 20.35 e Filipenses 3.11,
implica uma ressurreição em que somente os justos participarão,
continuando sepultados os ímpios. Esta expressão é no
original “ek ton nekron” ressurreição dentre os
mortos. Sempre que a Bíblia trata da ressurreição de
Jesus ou dos salvos, emprega essas palavras. A expressão
nunca é usada em se tratando de não-salvos.
A primeira ressurreição abrange pelo menos três
distintos grupos de ressuscitados. Como já mencionamos, há
distintos grupos de ressuscitados integrantes da primeira
ressurreição, como indica o termo original “tagma” em 1
Coríntios 15.23.
a. As primícias da primeira ressurreição. São
Cristo e os que ressuscitaram quando Ele venceu a morte (Mt
27.53; 1Co 15.20,23; Cl 1.18). A Festa das Primícias em Levítico
23.10-12 tipificava isto, quando um molho (que é um coletivo)
era motivo perante o Senhor. Molho implica um grupo. Esta
festa típica previa Jesus ressuscitar com um grupo, o que de
fato aconteceu. Graças a Deus que a ressurreição dos fiéis
já começou, pois Cristo – as primícias da ressurreição
– já ressuscitou! (At 26.23).
b. A colheita geral da ressurreição. Os que
vão ressuscitar no momento do arrebatamento da Igreja (1Ts
4.16) são todos os mortos salvos desde o tempo de Adão. (Ler
Deuteronômio 16.9,10).
c. Os rabiscos da colheita (Lv 23.22). Os
gentios salvos e martirizados durante a Grande Tribulação,
ressuscitarão logo antes do Milênio. (Ler Apocalipse 6.9-11;
7.9-14; 15.2; 20.4). Levítico capítulo 23 é a história da
Igreja escrita de antemão. Temos aí entre outras coisas a
ressurreição prefigurada.
5. A palavra ressurreição implica em
ressurreição do corpo que morreu e foi sepultado, ou de
alguma outra forma ficou retido aqui na terra. Se o corpo
ressurreto não fosse o mesmo, isto não seria ressurreição.
Seria uma nova criação, e o termo na Bíblia seria um
absurdo. Os crentes ressuscitarão num corpo glorioso em vários
sentidos (1Co cap. 15), e os ímpios, num corpo ignominioso,
em que sofrerão pela eternidade (Mt 1028). Os não-salvos farão
parte da segunda ressurreição, a qual abrange todos os ímpios
mortos, e ocorrerá ao findar o Milênio (Dn 12.2; Jo 5.28,29;
Ap 20.5).
O arrebatamento da Igreja marca o início do chamado
“dia de Cristo” (1Co 1.8; 2Co 1.14; Fp 1.6; 2Tm 4.8). Esse
“dia” é relacionado com a igreja, e vai do arrebatamento
da Igreja à revelação de Cristo em glória. Em 2
Tessalonicenses 2.2, a tradução correta é “dia do
SENHOR” (Senhor em maiúsculas), indicando “Jeová”,
conforme o estabelecido internacionalmente pelos editores da Bíblia:
SENHOR = Jeová; SENHOR = Adonai. A expressão “dia do
SENHOR” abrange o mesmo período da vinda de Jesus com relação
às nações gentílicas e Israel. Tem a ver com julgamento.
A Igreja será arrebatada ao encontro do Senhor,
antes da Grande Tribulação, que é também denominada na Bíblia
de “ira futura” (Ler Mateus 3.7; 1 Tessalonicenses 1.10;
Apocalipse 6.16,17).
6. Propósitos da vinda de Jesus. Segundo as
Escrituras, Jesus virá para: a) levar a sua Igreja para si (Jô
14.3); b) consumar a salvação dos seus (Rm 13.11); c)
glorificar os seus (Rm 8.17); d) reconhecer publicamente os
seus (1Co 4.5); e) prender Satanás (Ap 20.1,2); f)
recompensar a todos (Mt 16.27); g) ser glorificado nos seus
(2Ts 1.10); h) ser admirado pelos seus (2Ts 1.10); i) revelar
muitos mistérios que ora tanto nos intrigam (1Co 4.5).
O
arrebatamento da Igreja e a revelação de Jesus – a distinção
A vinda de Jesus, como já vimos, abrange duas fases
bem distintas na Bíblia: o arrebatamento da Igreja, e a sua
volta pessoal em glória, para livrar Israel, julgar as nações
e estabelecer o seu reino milenar.
Alguns estão ensinando agora que a Igreja do Senhor
enfrentará aqui a Grande Tribulação, e que, quando Jesus
vier, virá num ato único para ela, para Israel e para as nações
rebeladas contra Deus. Ensinam ainda que a trombeta de 1 Coríntios
15.52 e 1 Tessalonicenses 4.16, ligada ao arrebatamento da
Igreja, é equivalente à sétima trombeta de Apocalipse
11.15-19, que dá início aos últimos juízos da Grande
Tribulação.
As diferenças e os contrastes das duas fases da
vinda de Jesus são tantos na Escritura, que se houvesse uma só
fase, tudo seria uma grande contradição. Vejamos, a seguir,
as evidências de que Jesus arrebatará para si a Igreja,
antes da sua revelação em glória às nações. Citaremos
quase sempre duas referências bíblicas para contrastá-las,
a primeira sobre o arrebatamento, e a segunda sobre a revelação
de Jesus.
1. João 14.3 e Colossenses 3.4: “E quando
eu for, e vos preparar lugar, voltarei e vos receberei para
mim mesmo, para que onde eu estou estejais vós também”.
“Quando Cristo, que é a nossa vida, se manifestar, então vós
também sereis manifestados com ele, em glória”.
Em João 14.3 Jesus promete vir buscar o seu povo
que está aqui na terra. Então, aqui Ele vem PARA os seus. Em
Colossenses 3.4 a Palavra nos afirma que quando Ele vier, nós
viremos com Ele. Então, aqui Ele vem COM os seus. Para Jesus
vir COM os seus, Ele primeiro os levará para si. (Quanto a
Colossenses 3.4 – Jesus vindo COM os seus – ler também
Zacarias 14.4,5 e Judas v.14).
2. 1 Tessalonicenses 4.17 e Zacarias 14.4: “Depois
nós, os vivos, os que ficarmos, seremos arrebatados
juntamente com eles, entre nuvens, para o encontro do Senhor
nos ares, e assim estaremos para sempre com o Senhor”.
“Naquele dia, estarão os seus pés sobre o monte das
Oliveiras, que está defronte de Jerusalém para o oriente; o
monte das Oliveiras será fendido pelo meio...”
Em 1 Tessalonicenses 4.17, Jesus vem até as nuvens,
para levar os seus; dos ares Ele os levará. Em Zacarias 14.4
o Senhor vem e pisará a terra, a saber, o monte das Oliveiras
e de modo ostensivo. E trata-se aí da vinda do Senhor (Zc
14.5b). Logo trata-se aí de dois casos diferentes.
3. 1 Coríntios 15.52 e Mateus 24.30: “Num
momento, num abrir e fechar de olhos, ao ressoar da última
trombeta. A trombeta soará, os mortos ressuscitarão
incorruptíveis, e nós seremos transformados”. “Então
aparecerá no céu o sinal do Filho do homem vindo sobre as
nuvens do céu com poder e muita glória”.
Em 1 Coríntios 15.52, Jesus vem num momento,
e levará os seus para o Céu. Isso, num abrir e fechar de
olhos. Em Mateus 24.30, Jesus, ao voltar, será visto por
todos os povos da terra. Essa fase da sua vinda será
precedida do “sinal” do Filho do homem, como está bem
claro nesta segunda referência. Será, portanto, algo lento e
diferente do primeiro caso.
4. Hebreus 9.27 e Mateus 25.31-46. Em Hebreus
9.27 lemos que Jesus virá sem pecado, isto é, não
para tratar do problema do pecado. Ele virá para os que o
aguardam para a salvação. em Mateus 25.31-46, vemos Jesus
vindo para julgar e castigar os pecados daqueles que tiveram
prazer somente em pecar. Logo, estas duas referências tratam
de dois casos diferentes.
5. Apocalipse 19.7,8 e Apocalipse 19.11-14. Na
primeira referência temos a Igreja reunida a Cristo nas bodas
do Cordeiro, antes da sua volta pessoal para julgar as nações,
na segunda referência.
6. 1 Coríntios 15.51. “Eis que vos digo um
mistério: Nem todos dormiremos, mas transformados seremos
todos”. A fase da vinda de Jesus aqui abordada é um “mistério”.
O arrebatamento da Igreja não foi revelado aos escritores do
Antigo Testamento. Os escritores do Novo Testamento tiveram a
revelação do evento, mas não dos seus detalhes. Já a volta
de Cristo à Terra é um evento detalhadamente descrito em
grande parte do Antigo Testamento. É o chamado “Dia do
Senhor Jeová”, tão mencionado nos Profetas. O dia em que
Ele virá à terra para julgar as nações.
7. Tito 2.13. Aqui temos num só versículo
as duas fases da segunda vinda de Jesus. Paulo primeiramente
fala dos salvos como “aguardando a bendita esperança”,
mas a seguir fala também da “manifestação da glória do
nosso grande Deus e Salvador Cristo Jesus”. A “bendita
esperança” é sem dúvida alguma uma alusão ao
arrebatamento da Igreja; a “manifestação da glória” é
uma alusão à manifestação pessoal de Cristo.
Torna-se
pois bem claro, à vista da Palavra de Deus, que há dois
aspectos distintos da segunda vinda de Jesus.
Bibliografia
GILBERTO,
Antonio. O Calendário da Profecia. 16.ed. Rio de Janeiro:
CPAD, 2003. pp.13-23.
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