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Leitura
Bíblica em Classe
1
João 3.1-7
Esboço da
Lição
Introdução
I.
O
que é pecado
II.
A
possibilidade do pecado
III.
A
universalidade do pecado
IV.
As
conseqüências do pecado
Conclusão
Tema
deste Subsídio
A
Queda do homem
Autor
Stanley
M. Horton e Willian W. Menzies
Palavras
Chaves
Pecado;
queda; desobediência; rebeldia.
A
Origem do Pecado
Uma
questão que os filósofos vivem tentando explicar é a
entrada do mal neste mundo. Uma selvática variedade de idéias
antibíblicas tem sido apresentada através dos séculos. Um
desses pontos de vista é o chamado dualismo. Defendido pelos
antigos zoroastrianos, e mais tarde pelos gnósticos (que
perturbaram a Igreja Primitiva) e heréticos chamados
maniqueus, esse ponto de vista tem uma longa história. Os
dualistas contendem quanto a um princípio eterno do mal e seu
perpétuo conflito com um eterno princípio do bem.
Usualmente, tal visão considera a matéria, ou Universo físico,
como inerentemente mau. Por isso consideram o corpo mau por
natureza, resultando ou na repressão de seus desejos ou na
licença para fazer o que quiser, pela simples resignação. A
conseqüência dessa posição para a teologia é também
muito severa, porquanto concebe Deus menor do que absoluto e
infinito, ou concebe dois deuses, um bom e outro mau. Para
exemplificar, alguns dualistas acreditam que foi um deus mau
que criou o Universo, enquanto o deus bom não estava olhando.
Alguns deles acreditam que somente o espírito é bom, pelo
que supõem que o corpo físico de Jesus era apenas uma ilusão.
Outros afirmam que o espírito de Cristo estava muito abaixo
de Deus, separado dEle o suficiente para não contaminá-lo, e
que o espírito saiu de Jesus, ou por ocasião de seu
nascimento, ou por ocasião de seu batismo. Ouros ainda
afirmam que o espírito de Cristo o deixou imediatamente antes
de sua crucificação.
Outro
conceito acerca da origem do mal é que ele simplesmente faz
parte da finitude humana. O pecado seria apenas uma “negação
do ser”. Essa crença tende ao panteísmo, visto que ser e
moralidade são confundidos. Se o fato de alguém ser criatura
traz consigo, automaticamente, o conceito de pecar, então os
seres humanos não têm qualquer responsabilidade moral. O
pecado seria puramente o resultado da ignorância e da
fraqueza, e o meio ambiente, o culpado pelos erros do indivíduo.
As pessoas, porém, desde a queda vêm tentando mudar a culpa
do seu pecado (Gn 3.12,13).
Uma
variação do ponto de vista acima é que o pecado é,
principalmente, se não inteiramente, o mal do corpo. Reinold
Niebuhr escreveu um livro chamado Moral Man and Immoral
Society (Reinold Niebuhr, Nova Iorque: Charles Scribnes
Sons, 1932), onde tenta mostrar que o mal que um homem não
faria, encorajar-se-ia a fazê-lo mediante a participação em
um grupo, como uma turba ou uma corporação, onde sua
individualidade misturar-se-ia à de outros, que assim
compartilham corporalmente da responsabilidade. Embora Niebuhr
reconhecesse o pecado pessoal, outros têm ido além da posição
assumida por ele, porquanto enfatizam o aspecto social do
pecado, com total negligência à responsabilidade pessoal.
Por exemplo, em uma geração anterior à de Niebuhr, Karl
Marx ensinava que o pecado não é mais do que injustiça
social.
Um
erro comum é considerar o pecado como substância. Mas se o
pecado fosse uma substância ou coisa, então, sem dúvida,
teria sido criado por Deus, e, assim sendo, seria
essencialmente bom. Mestres cristãos, através dos séculos,
em vista do ódio de Deus contra o pecado na Bíblia como um
todo, têm rejeitado a idéia de que o pecado tenha sua origem
em Deus. Embora o pecado não seja uma substância, não
significa que seja destituído de realidade. As trevas são a
ausência da luz. embora o pecado e o mal sejam, algumas
vezes, comparados com as trevas, eles são mais que mera ausência
do bem. O pecado também é mais que um defeito. É uma força
ativa, perniciosa e destruidora.
O
que ensina a Bíblia sobre esse importante assunto? O ponto de
vista bíblico é que o pecado originou-se no abuso da
liberdade concedida aos seres criados, os que foram equipados
com o uso da vontade. Não foi Deus o criador do mal. O mal é
uma questão de relacionamento, e não algo provido de substância.
Basicamente, desconsidera a glória, a vontade e a Palavra de
Deus. Rompe com a relação de obediência para com a fé em
Deus, e toma a decisão de falhar diante dEle. Entretanto, por
razões que são melhores conhecidas por Ele mesmo, Deus
permitiu a possibilidade da falha moral. Existem certas coisas
que Deus não nos revelou. A teologia especulativa procura
investigá-las mediante a razão humana. Um exemplo disso é o
escolasticismo, que dominou o pensamento da Europa Ocidental
entre os séculos IX e XVII. Combinava ensinos religiosos com
filosofias humanas, principalmente as idéias de Agostinho e
Aristóteles, e tentava dizer mais do que Deus tencionou
revelar.
A
vontade é um importante corolário da personalidade racional.
A ação moral é aquilo que determina o caráter. E isso
envolve um tremendo risco, o de fracassar. Deus, ao prover
espaço para a tomada de decisões livres e morais aos anjos e
seres humanos que criou, teve de permitir a possibilidade do
fracasso em algumas de suas criaturas. Sem essa possibilidade,
não haveria liberdade genuína nem verdadeira personalidade.
(Ver Clark H. Pinnok, The Grace of God and the Will of Man,
Grand Rapids: Zondervan Publishing House, 1989, quanto a uma
boa discussão do ponto de vista arminiano sobre pecado e a
soberania de Deus). O mais admirável em tudo isso é que
Deus, ao mesmo tempo, tenha provido um remédio para os que caíram.
O
pecado, portanto, originou-se na livre escolha das criaturas
de Deus. Quando a serpente (Ap 12.9, fala sobre “a antiga
serpente, que se chama diabo e Satanás”) tentou Eva, ela
começou com uma pergunta (conforme Satanás de vez em quando
faz): “É assim que Deus disse: Não comereis de toda árvore
do jardim?” Foi como se tivesse indagado: “Será que um
Deus bom impediria alguma coisa que vocês quisessem?” Em
seguida, introduziu uma negação: “É certo que não
morrereis... Deus sabe que no dia em que dele comerdes se vos
abrirão os olhos, e, como Deus, sereis conhecedores do bem e
do mal”. Satanás estava insinuando que Deus criara Adão e
Eva à imagem dEle, e por isso queria que se tornassem como
Ele; no entanto, proibira aos dois aquilo que os faria ser
como Ele. Então, Eva, deixando que a atenção caísse sobre
a coisa proibida, começou a raciocinar que o fruto poderia
ser realmente bom para ela. Satanás, pois, não teve de
apanhar o fruto, nem de forçar Eva a fazê-lo. Ela mesma
continuou a olhar para o fruto – e fez a escolha. Ela
apanhou o fruto, comeu e deu parte dele a seu marido, talvez
conduzindo-o pela mesma linha de raciocínio que a levou ao
pecado. O pecado de nossos primeiros pais teve diversas conseqüências.
Eles entraram em estado de culpa. E não somente se tornaram cônscios
de seu ato e da separação de Deus na qual haviam incorrido,
mas sabiam que estavam sujeitos à penalidade atrelada ao
mandamento de Deus, em caso de desobediência. Alguns,
atualmente, confundem sentimento de culpa com a própria
culpa. São crentes que aceitaram o perdão outorgado por
Cristo, mas ainda conservam restos de sentimento de culpa. O sentimento
de culpa resulta de uma consciência maculada. A própria
culpa é a responsabilidade legal pelo erro praticado aos
olhos de Deus, o que incorre em penalidade.
Deus
não poderia ser santo se tolerasse o rompimento da lei
divina. Por essa razão, olha para o pecado com ira e
julgamento (Rm 1.18; Hb 10.31; 12.29; 2Pe 2.9; 3.7).
Adão
e Eva, pois, trouxeram contra si mesmos as conseqüências
pessoais do pecado (Gn 3.1-19). O gênero humano inteiro foi
infectado pelo pecado. As crianças que nascessem seriam
naturalmente contaminadas. Por causa dessa enfermidade da
natureza humana, o indivíduo, ao atingir a idade da
responsabilidade moral (a Bíblia não fala numa idade específica
de responsabilidade; algumas crianças chegam a ter esse
entendimento mais cedo na vida do que outras), coloca-se
debaixo da ira de Deus. O efeito do pecado de Adão sobre a raça
humana é, com freqüência, chamado de “pecado” original.
O pecado original, enquanto não é por si mesmo a causa de
serem os pecadores condenados por Deus, leva-os a pecado
pessoal aberto, razão pela qual o apóstolo Paulo pôde dizer
com tristeza: “Porque todos pecaram e destituídos estão da
glória de Deus” (Rm 3.23). Por causa do pecado de Adão,
pois, a inocência se perdeu, a imagem divina na humanidade
foi distorcida e debilitada, as pessoas tornaram-se escravas
do pecado (Rm 6), e a discórdia e a morte entraram no mundo.
Uma
conseqüência óbvia do pecado foi a ruptura das relações
que prevaleciam no jardim do Éden. Em primeiro lugar, Adão e
Eva forma separados de Deus. Suas consciências, em lugar de
ajudá-los, levaram-nos a se esconder de Deus entre as árvores
do jardim, e tiveram de preparar uma cobertura para si mesmos
com folhas de figueira. Então, quando Deus os fez enfrentar o
pecado que haviam praticado, eles tentaram transferir a culpa
(algo que as pessoas vêm fazendo desde então). Mas Deus não
aceitou. E pôs a responsabilidade de volta sobre eles.
O
pecado, por conseguinte, originou-se da livre escolha das
criaturas de Deus. Em lugar de crer e confiar em Deus, e
corresponder a seu admirável amor e à sua provisão,
destronaram-no, e entronizaram o próprio “eu”. A
incredulidade e o desejo de exaltar o próprio “eu” foram
os elementos-chave do primeiro pecado. Isaías 14 mostra-nos a
que extremos esses elementos podem levar. Na profecia contra
Tiglate-Pileser, que assumira o título de “rei da Babilônia”
(Ver Jack Finegan, Light from the Ancient Past, 2ª edição,
Princeton, N.J.: Princeton University Press, 1959, pág.206),
estão registradas as reivindicações extravagantes que ele
fez em favor próprio. À semelhança da maioria dos reis
antigos, ele procurou exaltar-se acima dos deuses e do
verdadeiro Deus. Dois anos mais tarde, a profecia de Isaías
teve cumprimento, e as pessoas que viam o cadáver do rei
diziam: “É este o homem que fazia estremecer a terra?”
(Is 14.16-20). Aqui, “homem” é o hebraico ha’ish,
que indica um homem comum, o ser humano do sexo masculino.
Alguns estudiosos vêem um paralelo entre a auto-exaltação
de Tiglate-Pileser, também conhecido pelo nome de Pul, e a de
Satanás, que terminou com a sua queda. Sem dúvida, Satanás
esteve por detrás dele, tendo-o encorajado em seu orgulho,
como a Senaqueribe, posteriormente (Is 36.18-20;
37.12,13,23,24).
A
essência do pecado, portanto, é optar pela satisfação o próprio
“eu” em lugar do original e mais elevado objetivo na vida
– buscar a Deus e à sua justiça. O resultado é todos os
tipos de pecados, corrupção e perversão (ver Rm 1.18-32,
onde a Bíblia mostra quanto sofrimento há neste mundo por
causa do pecado, e o quanto, por conseguinte, o mundo precisa
do Evangelho).
O
pecado pode ser descrito como uma transgressão às leis de
Deus (1Jo 3.4). Há uma variedade de termos, tanto no Antigo
quanto no Novo Testamento, cada qual suprindo sombras de
significado, que têm por centro o conceito de pecado como
exaltação do próprio “eu” e a transgressão às leis
divinas. A palavra hebraica mais comum para pecado é chatta’th,
que significa basicamente “errar o alvo” – ou por ficar,
voluntariamente, aquém da marca, ou por desviar-se para um
lado ou para outro (Is 53.6; Rm 3.9-12,23). A mesma palavra é
usada em Jz 20.16, para indicar soldados canhotos que podiam
atirar uma pedra contra um fio de cabelo sem “errar”.
Uma
outra palavra hebraica, resha’, é usada para a ira
que se levanta contra Deus (Ez 21.24). Pesha’ é a
rebelião deliberada e premeditada contra Deus (Jr 5.6).
Outras palavras hebraicas falam de um comportamento distorcido
e desviado, que é contrário à intenção de Deus para
conosco. Mas tudo retrocede basicamente à incredulidade que
deixa de confiar e de obedecer a Deus (Hb 3.9 e 4.1).
A
animosidade que irrompeu entre Caim e Abel é o primeiro
exemplo registrado das relações tensas que têm maculado a
sociedade desde a queda. Guerras e lutas têm causado indizíveis
dores através da longa história de nossa raça decaída –
algo que continuará até que Jesus, nosso Príncipe da Paz,
volte a este mundo para estabelecer o seu Reino (Mt 24.6-8).
Outrossim, todo pecador vive espumando, dentro de si, a discórdia
(Rm 7). “Miserável
homem que eu sou! Quem me livrará do corpo desta morte?”
clama a pessoa rasgada pela desarmonia interior (Rm 7.24).
A
própria natureza sofreu devido à queda. Até o solo foi
amaldiçoado (Gn 3.14-24). Não somente o mal moral se
transformou em uma nuvem escura sobre o mundo. A queda
ocasionou também o mal natural, pelo mesmo caminho. As pestilências,
doenças e secas que têm amaldiçoado a humanidade –
fazendo com que sua labuta seja, realmente o comer pelo
“suor de seu rosto” – resultam da rebeldia inicial do
homem contra Deus, no jardim do Éden.
Em
seguida, o pecado produziu a morte. Deus advertira de que a
ingestão do fruto proibido resultaria em morte certa (Gn
2.17). Na Bíblia, “morte” com freqüência significa
“separação”. Portanto, o primeiro efeito foi a morte
espiritual; o pecado separou Adão e Eva de Deus. A rebeldia
deles produziu a morte física no mundo. Como resultado, a
humanidade está destinada a morrer “uma vez, vindo depois
disso, o juízo” (Hb 9.27). Mais que isso, porém, os
pecadores que não se arrependerem estão sujeitos à segunda
morte (Ap 2.11; 20.15), que é a eterna separação entre
indivíduo e aquEle que é a fonte da vida, o próprio Deus.
O
fato de que o salário do pecado é a morte (Rm 6.23) chama a
nossa atenção para a grave natureza do pecado. Paulo
salientou que o pecado poderia usar até uma coisa boa, como a
Lei, para seus maus propósitos. Deus o permite para que o
pecado se torne “excessivamente maligno” (Rm 7.13). Não há
como minimizarmos o mais leve pecado. Nenhum pecado é pequeno
demais para ser negligenciado ou para dispensar o perdão.
Tiago também nos lembra que Deus “não pode ser tentado
pelo mal e a ninguém tenta. Mas cada um é tentado, quando
atraído e engodado pela sua própria concupiscência. Depois,
havendo a concupiscência concebido, dá à luz o pecado; e o
pecado, sendo consumado, gera a morte” (Tg 1.13-15). Em
outras palavras, se permitirmos que nossa mente se demore
sobre alguma tentação ou desejo errado, acabamos praticando
um ato pecaminoso, e tornaremos o pecado em um hábito de
vida, o que resultará na morte espiritual e eterna, ou seja,
seremos eternamente separados de Deus. Não admira, pois, que
a Bíblia recomende: “Quanto ao mais, irmãos, tudo o que é
verdadeiro, tudo que é honesto, tudo que é justo, tudo que
é puro, tudo que é amável, tudo que é de boa fama, se há
alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai” (Fp
4.8).
Não
podemos demorar-nos em maus pensamentos, ou aceitá-los. Em si
mesmos, os maus pensamentos não são pecado. Por exemplo, o
homicídio pode ser insuflado em nossa mente pelo ambiente em
que se vivemos. Mas podemos rejeitar esses pensamentos.
Somente quando nos demoramos neles e permitimos que incubem é
que nos levam ao pecado. Por exemplo, quando Jesus disse:
“Eu porém vos digo que qualquer que atentar numa mulher
para a cobiçar já em seu coração cometeu adultério com
ela” (Mt 5.28), vemos que a palavra grega para “olhar”
é um princípio que significa “continuar olhando”. O
pensamento passageiro não torna o indivíduo culpado nem o
obriga a cometer pecado. Mediante a ajuda do Espírito Santo,
esse pecado pode ser rejeitado, e uma vitória ganha para a glória
de Deus.
Com
base em tudo isso, pode parecer que não há pecado de
gravidade secundária. Entretanto, a Bíblia estabelece distinções
ao julgar os pecados; mas a base é diferente – não, por
exemplo se o homicídio é pior que o furto. No Antigo
Testamento, a distinção dá-se entre pecados não-intencionais
pelos quais podia-se oferecer uma oferenda (Lv 4.1 a 5.13), e
os pecados deliberados, para os quais o castigo prescrito era
a pena de morte (Nm 15.30,31). E o Novo Testamento acrescenta:
“Porque, se pecarmos voluntariamente, depois de termos
recebido o conhecimento da verdade, já não resta mais sacrifício
pelos pecados, mas uma certa expectação horrível de juízo
e ardor de fogo, que há de devorar os adversários.
Quebrantando alguém a lei de Moisés, morre sem misericórdia,
só pela palavra de duas ou três testemunhas. De quanto maior
castigo cuidais vós será julgado merecedor aquele que pisar
o Filho de Deus, e tiver por profano o sangue do testamento,
com que foi santificado, e fizer agravo ao Espírito da graça?”
(Hb 10.26-29). Assim, a Bíblia adverte-nos a nunca tomarmos
uma atitude leviana ou descuidada em relação ao pecado.
Verdadeiramente, o mundo precisa do Evangelho. Todos precisam
da salvação provida por Deus. Graças a Deus que podemos
andar na luz, comungar com Deus e ter o sangue de Jesus, seu
Filho, para purificar-nos de todo pecado (1Jo 1.7).
Bibliografia
HORTON,
Stanley M. & MENZIES, Willian W. Doutrinas Bíblicas: Os
Fundamentos da Nossa Fé. 5
ed.
Rio de Janeiro: CPAD, 2005. pp. 70-6.
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