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Leitura
Bíblica em Classe
Atos 2.42-27
Esboço da
Lição
Introdução
I.
O que é a doutrina bíblica.
II.
A necessidade da doutrina.
III.
A doutrina bíblica e o serviço cristão.
Conclusão
Tema
deste Subsídio
A doutrina no Antigo e Novo Testamento
Autor
Setor
de Educação Cristã CPAD
Palavras
Chaves
Doutrina; Antigo e Novo Testamento; Redargüir; Exortar.
Introdução
A
Bíblia é um livro de doutrinas. As doutrinas das Sagradas
Escrituras alimentam enquanto edificam a alma. Neste subsídio
faremos uma síntese do termo doutrina no Antigo e Novo
Testamento.
1.
Definição
1.1)
No Antigo Testamento. O termo “doutrina” nos textos
de Dt 32.2; Jó 11.4 e Pv 4.2, é a tradução do hebraico
leqach, isto é, “ensino”, “aprendizagem” ou
“poder de persuasão” de quem ensina (Pv 16.21). A
palavra leqach, procede do verbo lāqach,
"apanhar" ou "tomar", e, provavelmente,
Dt 32.2 denota que o ensino (leqach)
a que Moisés se refere foi recebido de Deus. A doutrina
concernente o temor do Senhor deve "gotejar"
insistente e continuamente como "orvalho", a fim
de renovar e vitalizar nossas vidas, exemplificadas pela
relva e sua temporalidade (Sl 102.11; 103.15). Uma
comunidade cristã sem doutrina, é uma igreja seca, sem
vida.
Uma
outra palavra frequentemente usada no Antigo Testamento para
doutrina, ensino ou instrução é tôrâ,
traduzida cerca de 220 vezes por "lei",
"ensino", "instrução",
"doutrina". Quando as Sagradas Escrituras empregam
esse termo, aparece associado, por exemplo, com a unção do
Espírito Santo sobre os artistas do Tabernáculo (Êx
35.30-35).
1.2)
Novo Testamento. Nas páginas do Novo Testamento, a
palavra grega mais empregada é didachē, cujo sentido
é “instrução”, “ensino” ou “doutrina” (Mc
1.22, 27; 11.28; Jo 7.16, 17; Mt 22.33). Para referir-se ao
"ato do ensino" ou a "instrução"
propriamente dita, o Novo Testamento emprega o termo didaskalía:"Toda
Escritura divinamente inspirada é proveitosa para ensinar [didaskalían],
para redargüir, para corrigir, para instruir em justiça"
(2 Tm 3.16). Observe a importância da doutrina bíblica
para redargüir, corrigir e instruir em justiça. Segundo o
texto de 2 Tm 4.2, “redargüir”, “repreender” e
“exortar” são ações distintas:
a)
Redargüir
refere-se ao ato de falar com uma pessoa a respeito de seu
estado espiritual, de tal modo que esta fique convicta de
seu pecado, mesmo que não mude de sua condição repreensível.
b)
Repreender é uma censura e admoestação severa, em
que o faltoso é instado a reconhecer a gravidade de seu
pecado e pedir perdão pelos seus feitos.
c)
Exortar
indica uma palavra de encorajamento e ânimo, com o propósito
de que o crente continue servindo ao Senhor Jesus.
O
termo "instruir" (procedente de paideía, 2 Tm
3.16) tem grande alcance didático e teológico, pois
significa "treinamento ou disciplina" nos textos
de Ef 6.4; Hb 12.5, 7, 8,11. A doutrina, por conseguinte,
tem a função de "instruir em justiça" (paideían
tēn dikaiousýnē), além de “redargüir”,
“repreender” e “exortar”.
A
igreja cristã primitiva usava o vocábulo didachē para
referir-se “a doutrina dos apóstolos” (At 2.42), ou a
“doutrina do Senhor” (At 13.12), que era, na verdade, a
exposição do evangelho de Cristo. O apóstolo Paulo também
usou o termo diversas vezes referindo-se ao conjunto de
ensinos e crenças que compunham a pregação cristã
primitiva (Rm 6.17; 16.17; Ef 6.4; 1 Tm 1.3; 4.16;
6.3).
Essa
mesma tradição, chamada posteriormente de “kerygma”
pelos teólogos, é mencionada na teologia paulina como “a
pregação (kerygma) de Jesus Cristo, conforme a revelação
do mistério que desde tempos eternos esteve oculto” (Rm
16.25;1 Co 1.21; 2.4; 15.14). Segundo o apóstolo João,
esse arcabouço de ensinos constitui a “doutrina de
Cristo” (2 Jo 1.9). A doutrina, portanto, é o conjunto de
ensinos e crenças que constituem o cânon de fé e prática
do cristão.
2.
Tipos ou formas de Doutrinas mencionadas em o Novo Testamento.
A
Escritura neotestamentária menciona diversas formas ou tipos
de doutrinas. O emprego do termo "doutrina"
representa à forma de crença defendida por um grupo
religioso ou seita. É o caso, por exemplo, dos fariseus e
saduceus. Em Atos 23.8 fica patente que os dois grupos seguiam
doutrinas distintas, muito embora professassem a mesma religião
– judaísmo: "Porque
os saduceus dizem que não há ressurreição, nem anjo, nem
espírito; mas os fariseus
reconhecem uma e outra coisa."
a)
Doutrina dos fariseus: "Então,
compreenderam que não dissera que se guardassem do fermento
do pão, mas da doutrina
dos fariseus"
(Mt 16.12).
b)
Doutrina de Balaão: "Mas umas poucas coisas tenho
contra ti, porque tens lá os que seguem a doutrina
de Balaão, o qual ensinava Balaque a lançar tropeços
diante dos filhos de Israel para que comessem dos sacrifícios
da idolatria e se prostituíssem" (Ap 2.14).
c)
Doutrina dos nicolaítas: "Assim, tens também os
que seguem a doutrina
dos nicolaítas, o que eu aborreço" (Ap 2.15).
d)
Doutrina dos apóstolos: "E
perseveravam na doutrina
dos apóstolos,
e na comunhão, e no partir do pão, e nas orações"
(At 2.42).
e)
Doutrina do Senhor: "Então, o procônsul, vendo o
que havia acontecido, creu, maravilhado da doutrina
do Senhor" (Atos 13.12).
f)
Doutrina de Deus:"Não defraudando; antes,
mostrando toda a boa lealdade, para que, em tudo, sejam
ornamento da doutrina
de Deus, nosso Salvador" (Tt 2.10).
g)
Doutrina de Cristo: "Pelo que, deixando os
rudimentos da doutrina
de Cristo, prossigamos até a perfeição, não lançando
de novo o fundamento do arrependimento de obras mortas e de
fé em Deus" (Hb 6.1; 2 João 1.9).
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