Esboço
da Lição
Introdução
I.
As
Causas da Permissividade
II.
Os
Instrumentos da Permissividade
III.
O
Combate a Permissividade
Conclusão
"O
Cristão e a Cultura da Mídia de Entretenimento"
Texto de Terrence R. Lindvall e Matthew Melton
Adaptado pelo Setor de Educação Cristã
Palavras-chaves deste Estudo
Cultura;
Pecado; Valores Culturais; Discernimento; Transformação; Mídia;
Entretenimento; Filmes; Novelas; Neognóstico.
Introdução
A
Criação e a Queda — estas duas doutrinas definem nosso
predicamento. Fomos criados bons, mas caímos. Ainda trazemos
a imagem de Deus, mas esta está arruinada. Fazendo-nos como
Ele, o Deus que fala (ou, como Francis Schaeffer escreveu, O
Deus que não está em Silêncio) nos deu uma característica
importante de sua natureza: Ele nos fez comunicadores. Ele
também nos fez, na palavra de Tolkien, subcriadores. E como
subcriadores, nossa obra de comunicação é a cultura. A
primeira cultura do ser humano (como nos diz a Escritura) foi
a agricultura, a chamada para cultivar um jardim, para colocá-lo
em ordem. Então, no jardim, Adão, não Deus, nomeou os
animais e criou uma cultura da língua humana. E Adão e Eva
receberam o “domínio”, a responsabilidade de manter a
ordem na sua cultura de jardim. Deus abençoou Adão e Eva com
o mandamento cultural de reger a Criação, que Ele viu como
muito boa (Gn 1.31).
I. Discernindo
os Valores Culturais
A
cultura da mídia de entretenimento pode ser definida como uma
mercadoria de valor empacotada. Os cristãos que entram nos
templos do entretenimento popular têm de estar cientes de
qual ideologia e valores estão sendo vendidos, de qual
mensagem Hollywood e as telenovelas estão tentando vender.
a)
Discernentes:
Para
sermos discriminantes destes produtos, primeiro temos de ser
discernentes. Algumas pessoas fazem uma pergunta preliminar:
se devemos entrar em contato com a cultura popular. Para o
cristão, todas as coisas, inclusive interagir com a mídia
de entretenimento, são lícitas, mas nem tudo é
necessariamente proveitoso ou edificante (1 Co 10.23;
16.12). Assim, enquanto Deus dá permissão para o
espiritualmente maduro explorar e desfrutar nosso mundo, a
sabedoria prescreve que exerçamos prudência e discriminação.
Podemos assistir todos os filmes para a glória de Deus?
Certamente que não. Muitos filmes seriam um impedimento
definitivo para o nosso desenvolvimento espiritual. Exercer
nossa liberdade ofenderá algumas pessoas? Provavelmente
sim. Por isso temos de buscar o bem do próximo, fazendo
escolhas conscientes sobre o entretenimento que vemos.
b)
Perspectiva
Bíblica:
E
temos de nos perguntar: de certa perspectiva bíblica, isto
é digno do meu dinheiro e/ou tempo? Contudo, não podemos
simplesmente desligar o aparelho de televisão e nos
considerar protegidos do seu impacto. Milhões de outras
pessoas não o desligaram e, quer gostem ou não, tornam-se
canais dos seus valores. Além disso, alguns cristãos podem
ser chamados a trabalhar na cultura de entretenimento, ou
como artistas ou críticos — para produzir mídia de
entretenimento ou para criticá-la em toda a sua beleza e
feiúra. Estas são vocações divinamente sancionadas,
chamadas de Deus para interagir com uma indústria cujas
ideologias e valores freqüentemente entram em conflito com
os do cristianismo ortodoxo. É crucial estarmos preparados,
pelo ensino são e com a toda a armadura de Deus, para
vivermos e batalharmos em tal negócio que desafia os princípios
cristãos.
c)
Cultura
e Valores:
A
cultura vira suas placas sinalizadoras em direção aos
ideais da verdade, sabedoria e beleza. Na era medieval,
dramaturgos talentosos apresentaram peças de moralidade que
entretinham enquanto instruíam, e hoje, o Book of
Virtues (O Livro das Virtudes), de William Bennett,
oferece uma compilação fascinante de contos antigos e
novos, que enriquecem a alma humana. Na cultura contemporânea,
os vândalos arruinaram as placas sinalizadoras, chegando até
ao ponto de as colocarem para indicar o caminho errado.
Algumas das novas sinalizações são feitas de néon;
reluzem mas não iluminam: Não nos ajudam a entender qual
caminho devemos tomar. Apontam para a atratividade física,
o sucesso material e a realização individual em vez do bem
eterno. Nas telenovelas, e seriados como Dinastia e Barrados
no Baile, os espectadores ficam intrigados pelos perigos
plásticos dos ricos e bonitos. Um aspecto espantoso de tais
espetáculos é que endeusamos os atores, muitos dos quais
retratam a cobiça, o adultério, o orgulho e vários outros
vícios, num culto contemporâneo à celebridade.
d)
Mídia
e Comunicação de Valor: Todos
veículos culturais populares do cinema aos vídeos de música
comunicam uma crença ou valor. Todos expressam uma
ideologia ou, como Richard Weaver demonstra, pregam um sermão
de tipos. Algumas mensagens da mídia podem estar evidentes
— mostrando os valores que claramente recomendam.
Obviamente, os filmes cristãos clássicos como O
Supercristão, de John Schmidt, são diretos em sua
apresentação, como é uma obra-prima cinemática
multinivelada como A Lista de Schindler, de Steven
Spielberg. São veículos de comunicação inflexivelmente
explícitos. O Supercristão prega que a pessoa
interior é muito mais importante a Deus do que a imagem
exterior chamativa; diz que a imagem não é tudo. A
Lista de Schindler retrata o horror do Holocausto judeu,
mexendo com nossa consciência para que nunca nos esqueçamos
do que a inumanidade do gênero humano é capaz, a
crueldade, o sofrimento. Temos de nos lembrar. Depois de
assistir tais filmes, a pessoa não só foi entretida, mas
também desafiada a pensar na mensagem.
Outras mídias, igualmente sem intenção, comunicam
indiretamente. Produtores, escritores e diretores comunicam
freqüentemente seus valores em parábolas, estimulando a
reflexão da audiência
pela sutileza, ironia e ambigüidade. Alguns diretores
tencionam que a audiência lute com o material que produzem
e descubram, por si mesma os valores plantados nas histórias.
e)
Mensagens
Culturais Não Intencionais: Finalmente,
as mensagens culturais podem não ser intencionais, mas nem
por isso são menos significantes. Independente se a produção
é um filme de horror, comédia, drama, ou um comercial,
pontos de vista ideológicos específicos estão sendo
expressos com valores estéticos e morais. As audiências
podem ler as atitudes morais em alguma imagem, mesmo que a
mensagem no final das contas seja absurda. Como a Duquesa
disse para Alice: “Ora vamos, criança. Tudo tem uma
moral, é só você encontrar”. Um
programa aparentemente irracional, como Beavis and
Butthead, recomenda certo modo de olhar a realidade.
Embora seja intencionalmente uma sátira da própria audiência
da MTV, os espectadores, sobretudo as crianças, ainda podem
ler outras mensagens morais, como fez o menino que botou
fogo em outra criança depois de assistir determinado episódio.
f)
A Cultura de Mídia e Comportamentos: A
cultura da mídia de entretenimento recomenda certo modo de
olhar o mundo e oferece comportamentos específicos como
modelos. Os cristãos que vêem a cultura da mídia de
entretenimento têm de aprender a ler essas imagens e
rejeitar as que são incompatíveis com os padrões cristãos
e a Escritura.
II.
A Sedução da
Cultura
A
cultura, como a natureza, detesta o vazio. Apressa-se em
encher o vácuo do desejo humano. Nesse processo, as pessoas
podem ser seduzidas pelo aparecimento da cultura popular, que
são falsificações da voz de Deus. O vazio espiritual do
coração (vazio que Agostinho via como inquietação até que
se aquietasse em Deus) pode ser depressa, mas frivolamente
enchido com a falsa religião da cultura popular, envolvendo a
adoração do dinheiro, sexo, poder, objetos e fama. Nesta seção
descreverei um cenário lúgubre para que não menosprezemos
descuidadamente os perigos de nosso tema. Mas lembre-se,
porquanto esta discussão trate do lado mais escuro de nosso
tema, nem sequer a escuridão deve intimidar os filhos da luz.
Os cristãos devem ser a luz do mundo, o que inclui o lado
escuro de uma cultura de entretenimento freqüentemente
irreligiosa.
a)
A Sedução das Imagens:
Simulacros,
ou imagens virtualmente reais, podem facilmente nos seduzir.
Começamos com um movimento lento e descuidado no ciberespaço,
um mundo artificial e aparentemente infinito, onde os
humanos viajam nas auto-estradas da informação e interagem
digitalmente em vez de estarem face a face. Esta “nova”
realidade é quase neognóstica (negando a realidade do
mal), exaltando um novo tipo de espiritualidade, uma versão
eletrônica, acima do mundo comum. Seus cidadãos preferem
uma imagem artificial a uma pessoa de carne e osso, porque a
imagem é mais fácil de manipular, em geral para o próprio
prazer da pessoa.
No
antigo Israel, os portadores primários das mensagens
narrativas e ideológicas eram os profetas e sacerdotes. Uma
tentação ao povo hebreu era entregar esta função vital a
influências pagãs. Os profetas advertiam repetidamente os
hebreus dizendo que os ídolos pagãos eram meros paus e
pedras; mesmo assim, esses paus e pedras eram muitas vezes
sedutores. De modo análogo, as imagens dos filmes têm a
capacidade de seduzir. Elas criam uma maneira de ver o mundo
e moldar o espectador inconsciente no seu tipo de
espectador. Como os ídolos antigos de madeira e pedra,
nosso celulóide e imagens digitalizadas ativam as emoções
e as respostas fisiológicas que adequadamente pertencem à
vida real e à verdadeira adoração.b)
Mídia,
Ideologia e Moralidade: Hoje,
o vídeo e a mídia eletrônica tornaram-se portadores primários
da ideologia e moralidade. A mídia de entretenimento busca
pressionar a igreja e ser a autoridade dominante na comunicação
de valores. Mas ainda mais significativo é que estas novas
autoridades têm uma influência em nossa atenção que é
mais poderoso, penetrante e constrangedor do que o da
igreja. As estátuas e vitrais nas catedrais de Notre Dame e
Chartres parecem mudas e silenciosas em comparação às
imagens explosivas criadas pela indústria do cinema.
c)
Cultura Popular e Impacto Visual:
A
cultura popular também é particularmente forte em seu
impacto visual de outras maneiras. Apresentando, por
exemplo, a forma feminina como imagem a ser consumida por
espectadores, reduz toda mulher a uma mercadoria erótica e
reconstrói o homem num voyeur, ou abelhudo, que
comete adultério com a imagem. A deusa Aserá renasceu nas
telas. Vivemos numa cultura de incredulidade, sexo, violência
e morte. Vivemos num mundo de publicidade, artifício e
cultos à personalidade. O fato terrivelmente perturbador é
que a maioria dos espectadores conhece mais das celebridades
do que dos vizinhos da casa ao lado, ou possivelmente até
da própria família em que vive.
d)
Cultura de Entretenimento e Heresia:
A cultura de entretenimento sempre está nos oferecendo
narrativas que celebram a heresia pelágica, a falsa
doutrina de que os seres humanos são pessoas essencialmente
boas. Esta heresia antiga, contudo moderna, permeia a
cultura popular americana do século XX. O cinema clássico
hollywoodiano está fundamentado no sonho americano, em que
o indivíduo (geralmente homem) pode, por graça, força
muscular, sorte, bondade inerente ou mera firmeza de caráter
determinar sua própria salvação e destino. O racionalismo
ocidental, o individualismo, uma crença dogmática na
bondade dos heróis e a autodeterminação governam o padrão
narrativo da maioria dos filmes de Hollywood. Os heróis (quase nunca as heroínas) atiram nos vilões,
ganham as mulheres, destroem o universo mau e triunfam por
sua própria habilidade e garra. São senhores de sua vida e
do universo imaginário. O que o Rambo ou Rocky deseje, ele
consegue. Mas tal ideologia opõe-se à doutrina cristã de
estar perdido no pecado e em necessidade desesperada da graça
de Deus e uns dos outros na comunidade da igreja. Não
obstante, muitos filmes e programas de televisão pregam o
contrário.
e)
Sedução Midiática: A
sedução pela mídia pode ocorrer nos âmbitos teológicos,
éticos ou até estéticos. O cinema e a televisão nos
tentam com visões do mundo que são niilistas ou utópicas.
Provocam-nos com histórias que dizem que nossas ações não
têm conseqüência moral, que podemos escapar do salário
do orgulho, da vingança, da luxúria, do roubo e de outros
pecados. Ou procuram nos hipnotizar com imagens que sejam
excessivamente românticas ou asquerosas.
No entanto, este poder sedutor não é mau em si, senão nos
propósitos a que são usados. Os filmes também podem
seduzir, encantar ou nos persuadir à bondade, coragem,
caridade, esperança, fidelidade, santidade e prazer. Os
filmes tão diversos quanto Forrest Gump, O Homem Elefante,
O Príncipe do Egito, Amistad e A Lista de Schindler
estimulam a reflexão e discussão saudáveis.
Reconhecendo o poder da cultura popular em persuadir,
afetar, influenciar — e, sim, seduzir —, que modelos nos
são disponíveis e úteis quando nos engajamos na cultura
popular? Apresento a seguir dois modelos bíblicos que dão
advertência clara sobre os perigos da cultura popular e
diretrizes cuidadosas para participar nela.
III.
O
Modelo Discernente de Daniel
a)
Criacionista
e Conversionistas:
A
história do povo de Deus interagindo com a cultura popular
oscilou entre o criacionista e o conversionista, as versões
extremas das quais são o desesperadamente ingênuo e o
rigidamente legalista. Há um problema em assumir só uma
perspectiva. Nenhum modelo é por si só satisfatório. O
criacionista pode ser muito ingênuo e não notar os efeitos
da Queda em todos os seres humanos. Todos nós estamos aquém
da bondade e nenhum de nós é imune à tentação. Mas o
otimismo do criacionista é um cheque e equilíbrio necessários
ao pessimismo do conversionista. Ao saber que o pecado está
no mundo e em nós, tendemos a reagir legalistamente e, então,
nos tornamos judiciosos. Buscamos nos separar de culturas
que sejam diferentes da nossa.
b)
O Desafio Babilônico:
A
Babilônia era o centro de um império do antigo Oriente Próximo
que estabelecia um nível de esplendor e beleza artísticas
e arquitetônicas inigualáveis no mundo pagão. Os jardins
da Babilônia eram uma das sete maravilhas (culturais) do
mundo antigo. Os edifícios da cidade eram notáveis por sua
arquitetura, e seus muros eram inconquistáveis e
imponentes. O rei Nabucodonosor ostentou: “Não é esta a
grande Babilônia que eu edifiquei para a casa real, com a
força do meu poder e para glória de minha magnificência?”
(Dn 4.30). A este centro poderoso e prestigioso da cultura
chegaram certos filhos inteligentes de Israel, para servirem
de servos civis da administração real. Um deles, Daniel,
superou os outros. Ele representa um modelo para explorar a
questão delicada e controversa de como o povo de Deus pode
se relacionar com a cultura popular.
c) A
Cultura Imagética da Babilônia:
A
cultura de Babilônia, como a nossa, era opressivamente
orientada a imagens. A estética dominante da cultura babilônica
foi vista na construção de uma espetacular estátua de
ouro que Nabucodonosor fez de si mesmo. Imagens esculpidas
em ouro, prata, bronze, ferro, madeira, pedra e pinturas
brilhantemente coloridas poderiam ser achadas em todo canto
e recanto, orientando e governando a vida do grande império.
Também como a nossa, a cultura deles encontrava consolo no
misticismo, com videntes, mágicos, astrólogos,
conjuradores e toda sorte de adivinhadores. Contudo, tal
“sabedoria” não pôde evitar que Nabucodonosor ficasse
louco e pastasse como um boi (Dn 4.28-33).
A
cultura da Babilônia acentuava a beleza, a excelência, a
inovação, a vaidade e a intemperança. Facilmente poderia
ter seduzido um jovem religioso que caísse em seu regaço
de luxúria. Contudo, Daniel criou uma contracultura
consistente, que transcendeu a opulência babilônica. Num
país de paganismo subjugante e atraente, o jovem israelita
recusou firmemente a comida e os favores reais. Sua recusa
era algo mais que o ascetismo de um purista. Era uma afirmação
clara sobre coisas que realmente importavam — sua fé e
herança hebraica.
d)
O Exemplo de Daniel:
Dois princípios chaves podem ser extraídos do exemplo de
Daniel:
* Primeiro,
ele estava bem firme em sua fé. Ele
conhecia a lei de Deus intimamente. Depois de anos no
cativeiro, Daniel e seus companheiros permaneceram
solidamente fiéis à Palavra de Deus, não só quando a
obediência deles significava correr contra a maré da
cultura dominante, mas também quando significava que
poderiam morrer por ela.
* Segundo,
Daniel viu e compreendeu a cultura babilônica com mais
clareza do que a maioria iluminada dos seus contemporâneos.
Ele era homem que possuía “o espírito dos deuses
santos”, como a rainha, esposa de Belsazar, o descreveu.
Era conhecido por estar cheio de “luz, e inteligência,
e sabedoria”. Deus tinha dado a ele e a seus amigos
conhecimento e inteligência em todo ramo da literatura e
sabedoria; Daniel até entendia todos os tipos de visões
e sonhos (Dn 1.17). Ele era a última palavra em tudo, o
melhor crítico da mídia de seus dias. Chegava a
descrever e interpretar sonhos que não tinha visto,
prever futuro e interesses imperiais. Como tal, Daniel
permanecia como protótipo recomendável para o povo de
Deus que buscava interagir com a cultura popular, um equilíbrio
entre a abordagem criacionista e conversionista. Daniel
testava suas visões do mundo babilônico à luz da fé
que tinha. Ele aceitava a cultura babilônica pelo que era
e buscava entendê-la melhor que seus cidadãos. Mas
quando exigiam que Daniel adorasse o rei ou qualquer coisa
que a sua fé hebraica considerava inaceitável, ele
rejeitava.
* Daniel
recebeu de Deus o dom de discernir a cultura babilônica e
de saber o que era bom e o que não era.
Com certeza a vida de oração de Daniel, o estudo da
Escritura e o julgamento circunspeto servem para os cristãos
contemporâneos de exemplo recomendável de como interagir
com a cultura popular.
Para
Saber Mais:
PALMER,
Michael D. Panorama do pensamento cristão. Rio de
Janeiro: CPAD, 2001.
| |