Lições Bíblicas para Jovens e Adultos
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Lição 08 - O Aborto e a Eutanásia


Esboço da Lição

Introdução

I.     O que Dizem os Defensores do Aborto

II.   Os Princípios que Proíbem o Aborto

III.  Os Defensores da Eutanásia

IV.  Princípios Bíblicos contra a Eutanásia

Conclusão



Palavras-chaves deste Estudo


Aborto; Eutanásia; Eutanásia Passiva.


Introdução

A discussão sobre o aborto está dentro do contexto do movimento de libertação da mulher, da revolução da moral moderna, da liberdade sexual e no suposto direito do individuo sobre o seu corpo para fazer com ele o que desejar. Como conseqüência desses movimentos, a vida humana perdeu o seu valor intrínseco, tornando-se circunstancial e relativa. Uma discussão sobre a eutanásia e o aborto deve considerar essas questões.


I. Definições


1. Etimologia:
A palavra aborto, procede do latim abortu que descreve a ação ou efeito de abortar. O Antigo Testamento emprega três termos para a palavra aborto. O primeiro deles, nēpel, encontramos nos textos de Jó 3.16 e Eclesiastes 6.3 (ARC). A raiz, npl do qual o termo hebraico procede, tem o sentido de “cair” e “ser lançado fora”. Freqüentemente as palavras que procedem desta raiz hebraica trazem o significado de “morte”, “destruição”, “calamidade”.


a)
No contexto do livro de Jó, o vocábulo corresponde ao contexto da imprecação do patriarca que considera a sorte de um natimorto mais vantajosa e feliz do que a dele quando nasceu: “Porque não morri eu desde a madre e, saindo do ventre, não expirei?” (Jó 3.11). O patriarca, na hierarquia de sua dor, reclama de ter nascido, pois diante de seu presente sofrimento, desejava ser “como o aborto oculto; como as crianças que nunca viram a luz”. O hebraico nēpel é traduzido pela Septuaginta (LXX) por ektrōma, isto é, “nascido fora de época”, “abortivo”. É, evidente que a palavra “oculto”, no hebraico, tāmēn, significa “escondido”, mas a força do vernáculo semita quer dizer “esconder enterrando”, sentido muito apropriado ao contexto.


b)
No texto de Eclesiastes 6.3 (cf.v. 4), o termo corresponde ao sentido pretendido em Jó, de acordo com a esperança sortuna da morte declarado por este. Um termo sem qualquer matiz teológico é o substantivo abstrato meshakkele, traduzido por “esterilidade” (ARC/ARA/TEB) e “improdutivo” (NVI) no texto de 2 Reis 2.21. Há, contudo, no texto de Números 12.12, o vocábulo hebraico mût, isto é, morte, cujo sentido implícito se refere ao aborto como traduzido pela ARA e, maestricamente pela NVI por “feto abortado”. A relação está entre a expressão “branca como a neve”, referindo-se a lepra de Miriã (v.10), com a aparência de um natimorto, cuja carne está carcomida (v.12): “Não permita que ela fique como um feto abortado que sai do ventre de sua mãe com a metade de seu corpo destruído” (v.12 – NVI). Mesmo assim, a referência ao aborto é indireta. O Novo Testamento usa o termo grego ektrōma apenas uma vez no texto de 1 Coríntios 15.8. Neste versículo o vocábulo é traduzido por “nascido fora do tempo” (ARA).



2.
Conceituação: O aborto é uma expulsão espontânea ou provocada do feto. Pode ser:

a) Provocado. Estes são definidos como terapêuticos quando a vida da mãe é ameaçada pela continuação da gravidez, ou voluntários, quando parte do interesse da mãe por motivações diversas, em interromper a gestação.

b) Espontâneo. Estes ocorrem involuntariamente por várias razões: doenças; insuficiência hormonal, anomalias diversas, etc.



3. Eutanásia: O termo eutanásia, procede de dois termos gregos, do advérbio eu, isto é, “bem”, “bom”, “boa” e, thanatos, ou seja, “morte”. Literalmente, o vocábulo significa “boa morte”. Este conceito é empregado, como afirma, Elinaldo Renovato, “aos casos em que o médico, usando meios a seu dispor, leva o paciente à ‘morte misericordiosa’, aliviando-lhe o sofrimento”.[1]   Os tipos mais comuns de eutanásia são:

a) Eutanásia passiva: consiste no desligamento dos aparelhos que sustêm a vida do paciente, este, incapaz de manter sua própria vida à parte das máquinas. Esse tipo de morte é chamado de “morte assistida”.

b) Eutanásia ativa: é a interrupção deliberada da vida de uma pessoa, e não o mero desligamento dos aparelhos que mantêm a vida do paciente.

________________________________
[1]
LIMA, Elinaldo Renovato de. Ética cristã: confrontando as questões morais do nosso tempo. Rio de Janeiro: CPAD, 2002, p. 135.

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