Esboço
da Lição
Introdução
I.
O
que Dizem os Defensores do Aborto
II.
Os
Princípios que Proíbem o Aborto
III.
Os
Defensores da Eutanásia
IV.
Princípios
Bíblicos contra a Eutanásia
Conclusão
Palavras-chaves deste Estudo
Aborto;
Eutanásia; Eutanásia Passiva.
Introdução
A
discussão sobre o aborto está dentro do contexto do
movimento de libertação da mulher, da revolução da moral
moderna, da liberdade sexual e no suposto direito do individuo
sobre o seu corpo para fazer com ele o que desejar. Como
conseqüência desses movimentos, a vida humana perdeu o seu
valor intrínseco, tornando-se circunstancial e relativa. Uma
discussão sobre a eutanásia e o aborto deve considerar essas
questões.
I. Definições
1.
Etimologia:
A
palavra aborto, procede do latim abortu
que descreve a ação ou efeito de abortar. O Antigo
Testamento emprega três termos para a palavra aborto. O
primeiro deles, nēpel,
encontramos nos textos de Jó 3.16 e Eclesiastes 6.3 (ARC).
A raiz, npl
do qual o termo hebraico procede, tem o sentido de
“cair” e “ser lançado fora”. Freqüentemente as
palavras que procedem desta raiz hebraica trazem o
significado de “morte”, “destruição”,
“calamidade”.
a) No
contexto do livro de Jó, o vocábulo corresponde
ao contexto da imprecação do patriarca que considera a
sorte de um natimorto mais vantajosa e feliz do que a dele
quando nasceu: “Porque não morri eu desde a madre e,
saindo do ventre, não expirei?” (Jó 3.11). O patriarca,
na hierarquia de sua dor, reclama de ter nascido, pois
diante de seu presente sofrimento, desejava ser “como o
aborto oculto; como as crianças que nunca viram a luz”. O
hebraico nēpel é traduzido pela Septuaginta (LXX) por
ektrōma, isto é, “nascido fora de época”,
“abortivo”. É, evidente que a palavra “oculto”, no
hebraico, tāmēn, significa “escondido”, mas a
força do vernáculo semita quer dizer “esconder
enterrando”, sentido muito apropriado ao contexto.
b)
No
texto de Eclesiastes 6.3 (cf.v. 4), o termo
corresponde ao sentido pretendido em Jó, de acordo com a
esperança sortuna da morte declarado por este. Um termo sem
qualquer matiz teológico é o substantivo abstrato
meshakkele, traduzido por “esterilidade” (ARC/ARA/TEB) e
“improdutivo” (NVI) no texto de 2 Reis 2.21. Há,
contudo, no texto de Números 12.12, o vocábulo hebraico mût,
isto é, morte, cujo sentido implícito se refere ao aborto
como traduzido pela ARA e, maestricamente pela NVI por
“feto abortado”. A relação está entre a expressão
“branca como a neve”, referindo-se a lepra de Miriã
(v.10), com a aparência de um natimorto, cuja carne está
carcomida (v.12): “Não permita que ela fique como um feto
abortado que sai do ventre de sua mãe com a metade de seu
corpo destruído” (v.12 – NVI). Mesmo assim, a referência
ao aborto é indireta. O
Novo Testamento usa o termo grego ektrōma apenas uma
vez no texto de 1 Coríntios 15.8. Neste versículo o vocábulo
é traduzido por “nascido fora do tempo” (ARA).
2. Conceituação:
O
aborto é uma expulsão espontânea ou provocada do feto.
Pode ser:
a)
Provocado. Estes
são definidos como terapêuticos quando a vida da mãe é
ameaçada pela continuação da gravidez, ou voluntários,
quando parte do interesse da mãe por motivações
diversas, em interromper a gestação.
b)
Espontâneo. Estes
ocorrem involuntariamente por várias razões: doenças;
insuficiência hormonal, anomalias diversas, etc.
3.
Eutanásia:
O
termo eutanásia, procede de dois termos gregos, do advérbio
eu, isto é, “bem”,
“bom”, “boa” e, thanatos,
ou seja, “morte”. Literalmente, o vocábulo significa
“boa morte”. Este conceito é empregado, como afirma,
Elinaldo Renovato, “aos casos em que o médico, usando
meios a seu dispor, leva o paciente à ‘morte
misericordiosa’, aliviando-lhe o sofrimento”.[1]
Os tipos mais comuns de eutanásia são:
a)
Eutanásia passiva: consiste
no desligamento dos aparelhos que sustêm a vida do
paciente, este, incapaz de manter sua própria vida à
parte das máquinas. Esse tipo de morte é chamado de
“morte assistida”.
b)
Eutanásia
ativa: é
a interrupção deliberada da vida de uma pessoa, e não o
mero desligamento dos aparelhos que mantêm a vida do
paciente.
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LIMA, Elinaldo Renovato de. Ética cristã: confrontando as
questões morais do nosso tempo. Rio de Janeiro: CPAD,
2002, p. 135.
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