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Leitura
Bíblica em Classe
1 Pedro 1.3,4,18,19,22,23; 2.1-3.
Esboço da
Lição
Introdução
I. Pedro, pescador de homens (Lc 5.8-10).
II. O caráter de Pedro.
Conclusão
Palavras-chave
Sinceridade, dinamismo
I.
Mais informações sobre a lição.
A
vida de Pedro:
Antecedentes.
Originalmente chamado de Simão, era filho de João (Jo
1.42) e irmão de André (Mt 4.18; Jo 6.8). Pedro era casado e
sua esposa o acompanhou em suas viagens (Mt 8.14; 1 Co 9.5).
Antes de ser chamado por Jesus, trabalhava com seu pai como
pescador (Mc 1.16-20).
Pedro não fora educado religiosamente e possuía forte
sotaque da região da Galiléia (Mt 26.33). Era, portanto,
considerado como ignorante e sem estudos pelos líderes
judaicos de Jerusalém (At 4.13).
A
vocação de Pedro.
Pedro sempre encabeça a lista dos discípulos de Jesus, não
porque tenha sido o primeiro a ser chamado, mas devido ao fato
de ser líder entre os discípulos. Em Mateus 10.2 lemos: “O
primeiro, Simão, chamado Pedro” (também em Mc 3.16; Lc
6.14). Fazia parte do círculo mais íntimo dos discípulos de
Cristo, no qual encontravam-se também Tiago e João (Mc 5.37;
9.2; 13.3; Lc 8.51).
Pedro era um discípulo dedicado, que buscava exercitar a fé,
embora demonstrasse um pouco de volubilidade, como revelou o
incidente em que Jesus andou sobre a água (Mt 14.28). Ele
admitiu sua ignorância e a própria pecaminosidade (Mt 15.15;
Lc 58;12.41) e, quando tinha dúvidas, fazia muitas perguntas
(Jo 13.24). Apesar de receber uma revelação divina a
respeito da identidade de Jesus, rejeitou qualquer noção
quanto à sua morte, uma atitude que Cristo atribuiu ao próprio
diabo. A motivação dele foi considerada de origem terrena,
isto é, seu conceito do Messias era que se tratava de um
governador terreno, em cujo o reino talvez imaginasse a si
mesmo no desempenho de um papel importante (Mt 16.23; Mc
8.33). Esteve presente com Tiago e João na Transfiguração (Mc
9.7; Lc 9.28) e ouviu a voz de Deus confirmando que Jesus era
seu Filho amado (um incidente do qual deu testemunho em 2 Pe
1.18) e exigindo obediência aos ensinos de Cristo (Mt
17.1-6). Pedro aprendeu a importância de os discípulos de
Jesus pagarem os impostos aos reis terrenos, não porque
tivessem a obrigação, mas porque o não pagamento causaria
uma dificuldade para a promoção do evangelho (Mt 17.27).
Questionou sobre o perdão e foi advertido a respeito do que
aconteceria com o discípulo que não perdoasse e a tortura
que experimentaria (Mt 18.21-35). Foi rápido ao lembrar a
Jesus que os discípulos abandonaram tudo para segui-lo e
recebeu a promessa de que os doze se sentariam em tronos para
julgar Israel (Mt 19.27-30; Mc 10.28; Lc 18.28). Inicialmente
não permitiu que Jesus lavasse seus pés e depois pediu que
banhasse também suas mãos e sua cabeça, como sinal de
limpeza (Jo 13.6-10).
Pedro é lembrado por contradizer Jesus quando este falou
que os discípulos o negariam. Assim como os outros, replicou
que estava disposto a morrer e jamais negaria o Mestre (Mt
26.33-35; Mc 14.29; Lc 22.34; Jo 13.36-38). Falhou em vigiar e
orar junto com Jesus, apesar do aviso de que o espírito
estava preparado, mas a carne era fraca (Mt 26.37-44; Mc
14.33-41). No momento da prisão de Cristo, numa atitude
impetuosa, cortou a orelha de Malco, empregado do sumo
sacerdote (Jo 18.10). No pátio da casa de Caifás, a
determinação de Pedro entrou em colapso, não diante de um
tribunal, mas da pergunta de uma jovem empregada. A enormidade
de sua negação, em cumprimento à profecia de Jesus de que
ela acontecerá antes do amanhecer do dia seguinte, fez com
que ele chorasse amargamente (Mt 26.58, 69-75; Mc 14.54,
66-72; Lc 22.54-62; Jo 18.15-18, 25-27). Diante do túmulo
vazio, as mulheres receberam instruções de dizer aos discípulos
e a Pedro que veriam Jesus na Galiléia (Mc 16.7). Foi ele que
a seguir correu ao túmulo vazio e teve dúvida sobre o que
tudo aquilo significava (Lc 24.12; Jo 20.2-10). Quando estava
no lago de Genesaré, com alguns dos outros discípulos, Jesus
apareceu-lhes e mostrou que estava vivo. Pedro, que na ocasião
estava no mar, lançou-se na água quando João identificou
que era o Senhor e foi em direção ao Mestre. A instrução
que Jesus deu da praia sobre o local onde deveriam atirar as
redes resultou numa pesca abundante. Depois da refeição,
Cristo questionou Pedro sobre o nível de seu amor por ele.
Diante da afirmação de sua lealdade, Pedro recebeu a ordem
de cuidar do povo de Deus e alimentá-lo espiritualmente. Na
mesma ocasião ele foi informado sobre a forma de sua própria
morte – por meio da qual Deus seria glorificado (Jo 21.19).
Segundo a tradição, tal fato ocorreu em Roma.
GARDNER,
Paul, Quem é quem na Bíblia Sagrada, Vida, São Paulo, 1999.
Uma
Esperança Viva e Bem Fundamentada (1.3).
Ao escrever aos cristãos que estavam experimentando provações
tremendas e privações indescritíveis, Pedro não só os
lembra do propósito e poder de Deus revelados na salvação
assegurada a eles pela Trindade (v.2), mas os encoraja a
enfrentar o futuro com ousadia santa, porque a salvação
deles será aperfeiçoada. Bendito
seja [...] Deus,
que, como Pai de nosso
Senhor Jesus Cristo “é a fonte máxima da nossa
regeneração; e, por meio da sua ressurreição garante nossa
bem-aventurança futura; e, entrementes, nos mantém a salvo
dos perigos desta vida presente”.
O capítulo 1 trata basicamente da fé como fundamento e
apoio para a obediência e paciência. A fé ajuda os cristãos
a crer, a obediência os encaminha a fazer e a paciência os
conforta no sofrimento. A sua fé deve estar fundamentada na
sua redenção e salvação por meio de Jesus Cristo, na herança
da imortalidade que lhes foi comprada pelo sangue dele e na
evidência e estabilidade do direito que têm a ela.
Assim como a ressurreição de Jesus Cristo dentre os
mortos era o primeiro passo em direção à sua glória e à
exaltação que se segue, assim a regeneração é “o
fundamento e o primeiro passo de todos esses privilégios do
cristão que são conseqüência do estado de graça”. Além
disso, a ressurreição do Senhor Jesus é “a pedra
fundamental da nossa esperança [...] uma prova da
imortalidade da alma [...] uma garantia de que todos que estão
unidos com Ele serão ressurretos”. A morte de Cristo
manifesta seu amor. Sua ressurreição manifesta seu poder e
aptidão para salvar. Portanto, sua ressurreição é
fundamental para a esperança e confiança do cristão. Pedro,
como testemunha ocular da ressurreição do nosso Senhor,
seguiu sua saudação aos cristãos dispersos com uma
doxologia que exibe “o conteúdo e a base da fé cristã”
e que permeia o Novo Testamento, a saber, a “esperança da
ressurreição dos mortos”. Essa ressurreição é baseada
no triunfo de Cristo sobre a morte que afasta o olhar do homem
e se concentra em Deus. Esse concentrar-se em Deus é o
segredo da esperança cristã”.
(Comentário
Bíblico Beacon, CPAD, págs 213,214)
Setor
de Educação Cristã
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