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Leitura
Bíblica em Classe
2 Coríntios 11.2-6
Esboço da
Lição
Introdução
I. Breve biografia de Paulo.
II. O zelo apostólico de Paulo.
III.
A autenticidade de Paulo.
Conclusão
Palavras-chave
Zelo, autenticidade
I.
Mais informações sobre a lição.
Jamais foi escrita uma biografia do apóstolo Paulo. Essa
tarefa é simplesmente impossível por nos faltarem o início
e o fim de sua história. Nosso registro de suas atividades
começa em sua juventude, pouco antes de ele iniciar o
apostolado. Foi aí que Lucas o conheceu e incluiu-o em sua
história da Igreja Primitiva. Além disso, só temos algumas
notas pessoais nas 13 epístolas eclesiásticas e pastorais
escritas por ele em diferentes partes do Império Romano.
Apesar das muitas lacunas desses registros, temos o suficiente
para tornar o relato um dos mais emocionantes da História.
Está claro que não houve monotonia na vida de Paulo.
Sumariando esse período, ele menciona vividamente alguns episódios:
“Recebi dos judeus cinco quarentenas de açoites menos
um. Três vezes fui açoitado com varas, uma vez fui
apedrejado, três vezes sofri naufrágio, uma noite e um dia
passei no abismo. Em viagens muitas vezes, em perigos de rios,
em perigos de salteadores, em perigos dos da minha nação, em
perigos dos gentios, em perigos na cidade, em perigos no
deserto, em perigos no mar, em perigos entre os falsos irmãos.
Em trabalhos e fadiga, em vigílias muitas vezes, em fome e
sede, em jejum muitas vezes, em frio e nudez (2 Co 11-24-27).
Em lugar algum, porém, esta história é inteiramente
contada. Além de um breve relato de um naufrágio, os outros
não são mencionados. Não há nenhuma narrativa da noite e
do dia terríveis passados em alto mar, agarrado talvez em um
destroço. Nem é feita a descrição dos assaltos nas
passagens montanhosas, onde os ladrões tornaram-se tão ameaçadores
para os viajantes, que eles tinham de se organizar em
caravanas. A seguir vieram os rios caudalosos e as enchentes,
com apenas algumas pontes para cruzá-los. Para os de viva
imaginação, essas aventuras são verdadeiramente
estimulantes!
Embora
não haja registro da infância de Paulo, uma história muito
interessante pode ser montada a partir das informações
colhidas da história, da tradição e das notas pessoais nos
escritos paulinos.
O
nascimento de Paulo
O grande apóstolo nasceu por volta do ano três de nossa
era, no lar de um piedoso casal, no bairro judeu de Tarso. As
ruas eram estreitas e as casas pobres, mas aquele dia foi de
imensa felicidade para a família. Contemplaram o rosto do
filho, e sentiram-se satisfeitos e orgulhosos.
Embora vivessem numa cidade gentia, seus pais resolveram
dedicá-lo ao serviço de Deus, e fazer tudo o que estivesse
ao seu alcance para educá-lo como um verdadeiro israelita.
O pai pertencia à tribo de Benjamim e gabava-se disso
sempre que os vizinhos mencionavam suas árvores genealógicas.
Todos sabiam que Saul, o primeiro rei de Israel, era benjamita.
Apesar de morar em Tarso, a família considerava as
montanhas orientais da Palestina o seu verdadeiro lar como o
faziam os judeus piedosos. Para eles, Jerusalém era a cidade
mais bela do mundo, pois ali estava a Casa de Deus. Eles
enviavam ofertas para os reparos do Templo, e a cada ano
planejavam visitar a Cidade Santa por ocasião da Páscoa.
Oito dias após o nascimento do menino, os pais deram-lhe
um nome. A cerimônia foi seguida de uma ceia, para a qual
todos os amigos e parentes foram convidados, e cada um levou o
seu presente. Ele recebeu o bom nome hebreu de Saulo. Esse era
um nome mui querido de todos os descendentes de Benjamim
porque assim se chamava o primeiro rei de Israel. Mas como
viviam no mundo romano, usaram também a forma latina do nome
– Saulo. Nos negócios, ele era Paulo, porque isso
impressionava os gentios. Mas a mãe sempre o chamava de
Saulo, pois esse nome agradava-lhe o coração.
BALL,
Charles Ferguson, A vida e os tempos do apóstolo Paulo, CPAD,
Rio de Janeiro, 1998.
Quem
foi Paulo?
Judeu, fariseu, encontrado pela primeira vez no livro de
Atos com seu nome hebraico – Saulo (At 7.58;13.9). Nasceu em
Tarso, Cilícia, cidade localizada na Ásia Menor (atualmente
sul da Turquia). Provavelmente nasceu uns dez anos depois de
Cristo, pois é mencionado como “um jovem”, na ocasião do
apedrejamento de Estevão (At 7.58). Seu pai sem dúvida era
judeu, mas comprou ou recebeu cidadania romana. Por essa razão,
Paulo mais tarde utilizou-se desse direito por nascimento. Por
isso, apelou para ser julgado em Roma pelo próprio imperador
César (At 22.25). A despeito de sua cidadania, ele foi criado
numa família judaica e tornou-se fariseu. Também descreveu a
si mesmo como “hebreu de hebreus”. Foi criado de acordo
com o judaísmo e circuncidado no oitavo dia de vida;
portanto, era zeloso na obediência de cada ponto da lei
mosaica (Fp 3.5,6).
Paulo era tão zeloso da Lei e de sua fé que, em certa época
de sua vida, provavelmente no início da adolescência, viajou
para Jerusalém, onde foi aluno do mais famoso rabino de sua
época. Posteriormente, disse aos líderes judeus: “E nesta
cidade criado aos pés de Gamaliel, instruído conforme a
verdade da lei de nossos pais, zeloso de Deus, como todos vós
hoje sois” (At 22.3).
Todos os mestres judaicos exerciam determinada função
para sobreviver; por isso, não é de admirar que esse líder
religioso altamente educado aprendesse também uma profissão
com seu pai. Paulo era fabricante de tendas (At 18.3) e
ocasionalmente a Bíblia menciona como exerceu essa função
para se sustentar (1 Co 4.12; 2 Ts 3.8; etc.). Existem amplas
evidências nessas e outras passagens de que ele trabalhava,
para não impor um jugo sobre as pessoas entre as quais
desejava proclamar o evangelho de Cristo (1 Co 9.16-19). Além
disso, dada a maneira como os professores itinerantes e filósofos
esperavam ser sustentados pelas pessoas com alimentos e finanças,
Paulo provavelmente não desejava ser considerado mais um
aventureiro (1Ts 2.3-6).
GARDNER,
Paul, Quem é quem na Bíblia Sagrada, Vida, São Paulo, 1999.
Saiba
mais
ROBERTSON,
A.T., Épocas na vida de Paulo, JUERP, Rio de Janeiro, 1982.
Setor
de Educação Cristã
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