Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Mestre
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição A busca do caráter cristão
3º trimestre/2007


Lição 07 - Débora, uma mulher Corajosa



Leitura Bíblica em Classe

Juízes 4.4,6-9; 5.1,7


Esboço da Lição

Introdução

I. Contexto histórico dos Juízes de Israel. 

    
II. Débora, profetisa e juíza.

Conclusão

Palavras-chave

Coragem, determinação, fidelidade.


I. Mais informações sobre a lição.

Quem foi Débora?

Débora era juíza e profetisa. Era casada com Lapidote. Seu “Tribunal” ficava debaixo de uma palmeira, entre Rama e Betel (consultem um mapa), no território de Efraim, a tribo líder do norte. Os juízes antigos julgavam as questões do povo junto às portas das cidades, ou num lugar público e determinado, e todos iam ali levar as suas queixas e receber as decisões, que eram inapeláveis. Não havia os rigores modernos de uma judicatura pomposa e custosa. Tudo era muito simples. De qualquer maneira temos agora uma mulher feita juíza em Israel. 

Como a situação do norte chegou ao seu conhecimento, o texto não o diz. Mas parece certo que Jabim e seus aliados estavam dominando e arruinando as tribos do norte. Então ela chama Baraque, filho de Quedes, Naftali, lá do norte, e lhe pergunta a respeito dos negócios de Israel. Baraque era da zona conflagrada e sabia bem de tudo. Ela perguntou se ele não sabia que Deus tinha determinado entregar Jabim na sua mão. Parece que ele ignorava mesmo e, se sabia, não tinha tomado qualquer medida. Diz ela então, repetindo a ordem do Deus de Israel: “Vai, e atrai gente ao monte Tabor, e toma contigo dez mil homens dos filhos de Naftali e dos filhos de Zebulom; e atrairei a ti, para o ribeiro Quisom, Sísera, chefe do exercício de Jabim, e com os seus carros (ferrados) e com as suas tropas, e to entregarei na mão. Ele respondeu: Se tu fores comigo, irei!” Como Débora recebeu esta informação não se diz, senão que era profetisa e Deus lhe teria falado, embora, como mulher, não lhe coubesse tomar a dianteira. Tudo estava devidamente planejado, e era apenas questão de Baraque se dispor a ir à guerra.

Débora era de Efraim ou de Issacar? 

A vitória de Débora garantiu quarenta anos de paz em Israel (Jz 5.31). Ela combinava a autoridade de uma juíza com o dom profético (Jz 4.6 e 5.7). Provavelmente, ela pertencia à tribo de Efraim, embora alguns opinem que ela era da tribo de Issacar, por causa do que se lê em Juízes 5.15. Também há quem diga que há alguma ligação com o nome de Lapidote porque isso representa o termo hebraico que significa “luzes”; e, segundo dizem os rabinos, ela cuidava das lâmpadas do tabernáculo. Seu nome só é mencionado em Juízes 4 e 5. Viveu em cerca de 1120a.C.

O Cântico de Débora (5.1-32).

É a peça literária mais antiga e a mais famosa que nos veio dos velhos tempos. A juíza e profetisa era também poetisa. Mulher admirável. Os críticos da Bíblia param junto deste monumento literário, para render suas homenagens a uma mulher israelita. Este cântico, escrito sem dúvida por ela mesma, foi preservado integralmente, até ao tempo quando foi redigido o livro de Juízes e foi incorporado ao mesmo. Além de reter um dos períodos mais críticos da experiência israelita, dá-nos a medida da cultura de uma época tida como Idade Média dos Judeus.

Uma lição de despertamento.

Débora nos ensina que devemos despertar do sono da indolência e do conformismo. 

“Desperta, desperta, Débora, desperta, desperta, entoa um cântico; levanta-te Baraque, e leva presos os teus cativos, tu, filho de Abinoão” (Jz 5.12).

Jabim, rei de Canaã, oprimia os israelitas por 20 anos. Eles eram temidos por suas 900 carruagens de ferro (Israel deveria ter destruído esse povo no passado). Somente depois de 20 anos de opressão, foi que o povo de Israel resolveu clamar ao Senhor. Eles não confiavam no Senhor e sim em suas próprias forças.

A confiança no homem era tão grande que Baraque disse para Débora: “Se fores comigo, irei; porém, se não fores comigo, não irei” (v.8).
Mas, Débora confiava na força divina e não na humana: “Por ventura o Senhor Deus de Israel não deu ordens?” (v.6)

Precisamos sair do estado de inércia, apatia, indiferença, inatividade para começarmos agir. O despertar na Bíblia tem o sentido de readquirir força. Despertar é agir na força do Senhor!

Elias em seu desânimo disse: “Ó Senhor, toma agora a minha vida, pois não sou melhor do que meus pais” (...) “O anjo tocou-o e disse: Levanta-te e come (...) porque te será muito longo o caminho” (v.7). (...) com a força daquela comida caminhou quarenta dias e quarenta noites (v.8).

  “Levantai-vos, e andai  porque não será aqui o vosso descanso, por causa da corrupção que destrói” (Mq 2.10).

“Já é hora de despertarmos do sono!” “A noite é passada’. É de noite que se dorme. “E o dia é chegado” – É hora de acordar!

Saiba Mais. 

CHAMPLIN, R.N., & BENTES, J.M., Enciclopédia de Bíblia, Teologia e Filosofia, Candeia, São Paulo, 1995.

Setor de Educação Cristã

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