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Texto Bíblico
Gênesis
39.7-9; 45.4,5
Esboço da lição
Introdução
I.
Contexto social do tempo de Noé
II.
Aspectos do caráter de Noé
III.
Fazendo a diferença em nossos dias
Palavras-chave
Nóe;
Arca; Fidelidade; Santidade; Justiça.
I. Mais informação sobre a lição
O
patriarca Noé
Seu nome.
Nóe foi o último dos patriarcas antediluvianos. Ele foi
chamado de noah (heb.)
por seu pai Lameque, porque iria confortar (heb. naham, a mesma raiz de "Noé") a humanidade sobrevivendo a
um dilúvio universal e, assim, tornar-se-ia a figura
principal no início de uma nova era da história humana (Gn
5.29).
Suas qualificações e
chamada.
Quando Noé tinha 480 anos de idade, Deus anunciou um período
de 120 anos de provação final para o homem (Gn 6.3), e
logo depois disso ele recebeu o projeto para a arca (Gn
6.14-16). Com meio milênio de experiência, Noé estava,
sem dúvida alguma, bem qualificado para tal tarefa; porém
as qualificações mais importantes eram as espirituais:
"Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor...Noé
era varão justo e reto em suas gerações; Noé andava com
Deus" (GN 6.8,9; cf. Ez 14.14,20).
Sua fé.
Apesar da dificuldade de imaginar chuva e inundações
("coisas que ainda não se viam" Hb 11.7 cf. Gn
2.5), e suportando o escárnio de seus contemporâneos (cf.
2 Pe 3.4-6), "Pela fé, Noé... temeu, e, para salvação
da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o
mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé"
(Hb11.7). Enquanto "a longanimidade de Deus esperava
nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca" (1 Pe
3.20), o grande patriarca, como um "pregoeiro da justiça"
(2 Pe 2.5), estava sem dúvida alguma constantemente
explicando o terrível significado desde projeto ao
"mundo dos ímpios" que o cercava. A civilização
era suficientemente avançada naquela época para permitir
que as notícia das atividades de Noé fosse divulgada aos
homens por todo o globo.
Sua família.
Noé foi pai aos 500 anos de idade. Seus três filhos eram
Sem, Cam e Jafé (Gn 5.32). Sem era, provavelmente, o mais
novo, tendo nascido quando Noé tinha 503 anos (cf. 11.10).
Tendo armazenado na arca "toda comida que se come"
(6.21), Noé entrou na arca no segundo mês de seu 600º de
vida. Deus não só levou os animais para a arca (7.9,15) e
fechou a porta pelo lado de fora (7.16), mas também proveu
a subsistência de todas as suas necessidades durante todo o
período do Dilúvio (o que é sugerido pela expressão:
"Deus lembrou-se de Noé, de todos os animais e de todo
o gado, que estavam com ele na arca", 8.1).
Depois
de um ano, por meio de pássaros soltos em intervalos
regulares, Noé discernia a condição das áreas de terra
recém-expostas.
Sua adoração.
Após o Dilúvio, Noé ofereceu sobre um altar sacrifícios
de animais limpos (deixando alguns pares para reprodução)
como um sacrifício especial de ação de graças a Deus
(7.2; 8.20). Este clímax da carreira de Noé (juntamente
com as misericordiosas promessas de Deus na aliança
estabelecida com ele) foi seguido vários anos depois por um
episódio que confirma a preservação da natureza
pecaminosa do homem através do Dilúvio.
Sua fraqueza.
Noé se tornou um lavrador, plantou uma vinha, ficou
embriagado, e vergonhosamente se expôs em sua tenda
(9.20,21). Cam, supostamente levado por seu filho Canaã,
zombou de Noé. Por essa má ação, Canaã foi amaldiçoado
e Can não recebeu nenhuma bênção. Por outro lado, Sem e
Jafé demonstraram o devido respeito a seu pai (9.23) e
receberam ricas bênçãos para seus descendentes.
Sua justiça e a
corrupção de seu tempo. Noé é definido como um indivíduo incomum, embora as características
associadas a ele não sejam incomuns entre os homens de Deus
no Antigo e Novo Testamento. Ele era justo (heb. tsadik),
ou seja, vivia de acordo com um padrão, marcando a vida com
obediência a Deus e interesse pelo gênero humano. Ele era
reto (heb tamim), isto é, era indiviso em sua lealdade,
orientada em direção a uma meta definida e motivada por
paixão controladora. Como Enoque (Gn 5.24), Noé andava com
Deus, isto é, desfrutava de comunhão ininterrupta e íntima
com deus. Este andar infundia as características
anteriormente mencionadas com uma ternura e profundidade de
relação interpessoal com Deus que transcende a religião
formal.
A
condição moral da geração de Noé não só se contrasta
com a vida de Noé, mas elucida os termos que a descrevem. A
corrupção do povo se destacava como o contrário da justiça
de Noé. Noé exibia fidelidade e conformidade à vontade de
Deus; o povo não. A autenticidade de Noé, sua qualidade de
vida sadia (tamim) era radicalmente diferente da violência (v.11, no heb. chamas)
que permeava a sociedade de seus dias. Uma comparação dos
versículos 11 e 12 com o versículo 5 indica que esta violência
era interior, severamente contaminada com imaginações
imorais e tendências corruptas.
Sua morte.
Noé viveu 350 anos depois do Dilúvio, morrendo com a idade
de 950 anos. Ele foi verdadeiramente um dos maiores homens
da história.
SAIBA
MAIS
LIVINGSTON,
G. H. (et al). Comentário
Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
PFEIFFER,
Charles F. (et al). Dicionário Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.
HUGHES,
R. Kent. Disciplinas do homem cristão. Rio de Janeiro:
CPAD, 2004, pp. 118-121.
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