Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Mestre
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição A busca do caráter cristão
3º trimestre/2007


Lição 06 - Noé, um homem justo e incorruptível


Texto Bíblico

Gênesis 39.7-9; 45.4,5

Esboço da lição

Introdução

I. Contexto social do tempo de Noé

II. Aspectos do caráter de Noé

III. Fazendo a diferença em nossos dias

 

Palavras-chave

Nóe; Arca; Fidelidade; Santidade; Justiça.

 

I. Mais informação sobre a lição

O patriarca Noé

 

Seu nome. Nóe foi o último dos patriarcas antediluvianos. Ele foi chamado de noah (heb.) por seu pai Lameque, porque iria confortar (heb. naham, a mesma raiz de "Noé") a humanidade sobrevivendo a um dilúvio universal e, assim, tornar-se-ia a figura principal no início de uma nova era da história humana (Gn 5.29).

Suas qualificações e chamada. Quando Noé tinha 480 anos de idade, Deus anunciou um período de 120 anos de provação final para o homem (Gn 6.3), e logo depois disso ele recebeu o projeto para a arca (Gn 6.14-16). Com meio milênio de experiência, Noé estava, sem dúvida alguma, bem qualificado para tal tarefa; porém as qualificações mais importantes eram as espirituais: "Noé, porém, achou graça aos olhos do Senhor...Noé era varão justo e reto em suas gerações; Noé andava com Deus" (GN 6.8,9; cf. Ez 14.14,20).

Sua fé. Apesar da dificuldade de imaginar chuva e inundações ("coisas que ainda não se viam" Hb 11.7 cf. Gn 2.5), e suportando o escárnio de seus contemporâneos (cf. 2 Pe 3.4-6), "Pela fé, Noé... temeu, e, para salvação da sua família, preparou a arca, pela qual condenou o mundo, e foi feito herdeiro da justiça que é segundo a fé" (Hb11.7). Enquanto "a longanimidade de Deus esperava nos dias de Noé, enquanto se preparava a arca" (1 Pe 3.20), o grande patriarca, como um "pregoeiro da justiça" (2 Pe 2.5), estava sem dúvida alguma constantemente explicando o terrível significado desde projeto ao "mundo dos ímpios" que o cercava. A civilização era suficientemente avançada naquela época para permitir que as notícia das atividades de Noé fosse divulgada aos homens por todo o globo. 

Sua família. Noé foi pai aos 500 anos de idade. Seus três filhos eram Sem, Cam e Jafé (Gn 5.32). Sem era, provavelmente, o mais novo, tendo nascido quando Noé tinha 503 anos (cf. 11.10). Tendo armazenado na arca "toda comida que se come" (6.21), Noé entrou na arca no segundo mês de seu 600º de vida. Deus não só levou os animais para a arca (7.9,15) e fechou a porta pelo lado de fora (7.16), mas também proveu a subsistência de todas as suas necessidades durante todo o período do Dilúvio (o que é sugerido pela expressão: "Deus lembrou-se de Noé, de todos os animais e de todo o gado, que estavam com ele na arca", 8.1).

Depois de um ano, por meio de pássaros soltos em intervalos regulares, Noé discernia a condição das áreas de terra recém-expostas.

Sua adoração. Após o Dilúvio, Noé ofereceu sobre um altar sacrifícios de animais limpos (deixando alguns pares para reprodução) como um sacrifício especial de ação de graças a Deus (7.2; 8.20). Este clímax da carreira de Noé (juntamente com as misericordiosas promessas de Deus na aliança estabelecida com ele) foi seguido vários anos depois por um episódio que confirma a preservação da natureza pecaminosa do homem através do Dilúvio. 

Sua fraqueza. Noé se tornou um lavrador, plantou uma vinha, ficou embriagado, e vergonhosamente se expôs em sua tenda (9.20,21). Cam, supostamente levado por seu filho Canaã, zombou de Noé. Por essa má ação, Canaã foi amaldiçoado e Can não recebeu nenhuma bênção. Por outro lado, Sem e Jafé demonstraram o devido respeito a seu pai (9.23) e receberam ricas bênçãos para seus descendentes.

Sua justiça e a corrupção de seu tempo. Noé é definido como um indivíduo incomum, embora as características associadas a ele não sejam incomuns entre os homens de Deus no Antigo e Novo Testamento. Ele era justo (heb. tsadik), ou seja, vivia de acordo com um padrão, marcando a vida com obediência a Deus e interesse pelo gênero humano. Ele era reto (heb tamim), isto é, era indiviso em sua lealdade, orientada em direção a uma meta definida e motivada por paixão controladora. Como Enoque (Gn 5.24), Noé andava com Deus, isto é, desfrutava de comunhão ininterrupta e íntima com deus. Este andar infundia as características anteriormente mencionadas com uma ternura e profundidade de relação interpessoal com Deus que transcende a religião formal.

A condição moral da geração de Noé não só se contrasta com a vida de Noé, mas elucida os termos que a descrevem. A corrupção do povo se destacava como o contrário da justiça de Noé. Noé exibia fidelidade e conformidade à vontade de Deus; o povo não. A autenticidade de Noé, sua qualidade de vida sadia (tamim) era radicalmente diferente da violência (v.11, no heb. chamas) que permeava a sociedade de seus dias. Uma comparação dos versículos 11 e 12 com o versículo 5 indica que esta violência era interior, severamente contaminada com imaginações imorais e tendências corruptas.

Sua morte. Noé viveu 350 anos depois do Dilúvio, morrendo com a idade de 950 anos. Ele foi verdadeiramente um dos maiores homens da história.

SAIBA MAIS

LIVINGSTON, G. H. (et al). Comentário Bíblico Beacon. Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

PFEIFFER, Charles F. (et al). Dicionário Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

HUGHES, R. Kent. Disciplinas do homem cristão. Rio de Janeiro: CPAD, 2004, pp. 118-121.


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Veja também:
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