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Leitura
Bíblica em Classe
1 Reis 17.1; 18.1,2,36,38,39.
Esboço da
Lição
Introdução
I.
Israel no tempo de Elias
II.
Aspectos do caráter de Elias
III.
Elias, um exemplo de vida com Deus
Conclusão
Tema
deste Subsídio
As recompensas do sacrifício pessoal
Autor
Setor
de Educação Cristã
Palavras
Chaves
Renúncia;
recompensas; motivação; Reino de Deus
AS RECOMPENSDAS DO
SACRÍFICIO PESSOAL
Mt
19.27-30; Marcos 10.28-31; Lucas 18.28-30
As
observações de Jesus sobre a tentação dos ricos, que
pareciam tão desencorajadoras para os outros discípulos,
tiveram um efeito diferente na mente de Pedro. Elas o levaram
a pensar na autocomplacência como um contraste apresentado
por sua própria conduta e pela de seus irmãos, em relação
à conduta do jovem que veio perguntar sobre a vida eterna.
“Nós”, provavelmente pensavam consigo mesmo, “temos
feito o que o jovem não pôde fazer e que, de acordo com a
afirmação que o Mestre acaba de fazer, os ricos consideram
muito difícil: Deixamos tudo para seguir Jesus. Certamente um
ato tão difícil e tão raro deve ser de muito mérito”. E
com sua franqueza característica, assim que pensava, falava.
“Eis que”, disse ele com um tom de irreverência em sua
voz e maneira, “nós deixamos tudo e te seguimos; que
receberemos?”
A
esta pergunta de Pedro, Jesus deu, à primeira vista, uma
resposta cheia de encorajamento e de advertência para os doze
e para todos aqueles que professam ser servos de Deus.
Primeiro, com referência ao conteúdo da pergunta de Pedro,
Ele estabeleceu, em uma linguagem entusiasmada, as grandes
recompensas que estavam reservadas para ele e para os seus irmãos;
e não somente para eles, mas para todos os que fizerem sacrifício
pelo Reino. Então, com referência ao auto-satisfeito ou ao
espírito calculista que ao menos em parte tinha induzido à
pergunta, Ele acrescentou uma reflexão moral com uma parábola
ilustrativa anexa, comunicando a idéia de que as recompensas
no Reino de Deus não eram determinadas meramente pelo sacrifício
ou ainda pelo valor deste. Muitos que fossem os primeiros
nesse aspecto poderiam ser os últimos no verdadeiro mérito,
por falta de um outro elemento que formava um ingrediente
essencial no cálculo, isto é, a motivação correta; e é possível que houvesse outros que fossem
os últimos naquele requisito porém os primeiros a serem
recompensados pela virtude do espírito com que eram animados.
Devemos considerar estas duas partes na seqüência da
resposta...
A
primeira coisa que impacta aqueles que pensam nessas
recompensas é a total desproporção entre elas e os sacrifícios
feitos. Os doze tinham abandonado seus barcos e redes de pesca
e estavam prestes a ser recompensados com tronos; e a todos
aqueles que haviam abandonado alguma coisa pelo Reino, não
importava o que fosse, havia sido prometido cem vezes mais
como retorno na vida presente, e no porvir a vida eterna.
Essas
promessas impressionantes ilustram a generosidade do Mestre a
quem os cristãos servem. Quão fácil teria sido para Jesus
depreciar os sacrifícios de seus seguidores e até tornar as
suas glórias em ridículo! O Senhor poderia ter dito: “Vocês
abandonaram tudo! Qual era o valor daquilo que vocês possuíam?
Se o jovem rico tivesse se desfeito de todas as suas posses
como eu o aconselhei, ele poderia ter tido alguma coisa de que
se gabar; mas no caso de pobres pescadores como vocês,
qualquer sacrifício que tenham feito raramente mereceria
qualquer atenção”. Mas tais palavras não poderiam ter
sido pronunciadas pelos lábios de Cristo. Nunca seria sua
intenção desdenhar de pequenas coisas ou desprezar os serviços
que lhe fossem prestados, como tendo uma visão diminuída de
suas próprias obrigações. Em vez disso Ele amava fazer de
si mesmo um devedor a seus servos, ao generosamente exagerar
no valor de suas boas obras, prometendo-lhes, como um retorno adequado,
recompensas imensamente maiores do que de fato mereciam. Foi
assim que Ele agiu neste caso. Mesmo sendo aquilo que os discípulos
tinham de pouco valor, Ele ainda se lembrava que isso era tudo
o que possuíam; e com apaixonada seriedade,
“verdadeiramente” cheio de ternura e sentimentos de gratidão,
Ele lhe prometeu tronos como se realmente os merecessem!
Crer
nessas grandes e preciosas promessas tornariam os sacrifícios
mais fáceis. Quem não abandonaria um barco de pesca por um
trono? Que comerciante ou investidor desprezaria um
investimento que traria, como retorno, não cinco por cento,
ou cem por cento, mas cem por um?
As
promessas feitas por Jesus tinham um outro excelente efeito
quando seriamente consideradas. Elas tendiam à humildade. Sua
grande magnitude tem um efeito sóbrio na mente. Nem o mais vão
seria capaz de fingir que suas boas obras mereceriam ser
recompensadas com tronos, e seus sacrifícios recompensados a
cem por um. Neste ponto, todos devem estar contentes por serem
devedores à graça de Deus, e toda conversa sobre “méritos”
está fora de questão. Esta é uma das razões pelas quais as
recompensas no Reino dos Céus são tão grandes. Deus derrama
as suas dádivas para glorificar o doador, e tornar humildes
aqueles que a recebem...
Tais são as recompensas recebidas por aqueles
que sacrificam algo por amor a Cristo. Seu sacrifício são
sementes semeadas em meio a lágrimas, que eles mais tarde
colhem em uma grandiosa colheita, em gozo. Mas o que será então
daqueles que não fizeram nenhum sacrifício ou que não
receberam nenhum ferimento na batalha? Se isto não aconteceu
por falta de vontade, mas por falta de oportunidade, então
deverão compartilhar as recompensas. A lei de Davi tem o seu
lugar no Reino de Deus. Ele considerava que aqueles que
pelejavam em batalha deveriam participar, de forma justa, da
divisão dos despojos. Todos precisavam enxergar que não deve
haver covardia, indolência ou auto-indulgência. Aqueles que
agirem de forma errônea, não querendo envolver-se em
qualquer problema, não correndo riscos, ou até mesmo não
resistindo à pecaminosa luxúria por amor ao Reino de Deus, não
poderão esperar encontrar ali, no final, um lugar para si.
BRUCE.
A. B. O treinamento dos doze. Rio de Janeiro: CPAD, 2007, pp
287-289,296.
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