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Leitura
Bíblica em Classe
1
Tessalonicenses 4.13-18
Esboço da
Lição
Introdução
I.
Como será a vinda de Cristo
II.
Sinais da vinda de Cristo
III.
Propósitos da Vinda de Cristo
Conclusão
Tema
deste Subsídio
O
Espírito Santo e os Eventos Futuros
Autor
Setor
de Educação Cristã CPAD
Palavras
Chaves
Espírito
Santo; Numinoso; Santificação; Arrebatamento.
Introdução
Assim
como o Espírito Santo (Pneumatos
Hagiou) esteve presente e ativo na fundação do mundo,
também estará na consumação de todas as coisas: “O
Espírito e a esposa dizem: Vem! E quem ouve diga: Vem! E quem
tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida”
(Ap 22.17).
É
interessante observar que tanto no primeiro quanto no último
livro da Bíblia, o cânon sagrado inicia e encerra com a
presença eficaz e poderosa do Espírito Santo (Gn 1.2; 6.3;
Ap 2.7;14.13; 22.17). Em Gênesis, Ele age; em Apocalipse, Ele
convida. Em Gênesis, Ele envolve o mundo recém-criado (rûah...merahepet / o
Espírito...pairava). Em Apocalipse, Ele fala à igreja do
fim (2.7, 11, 17, 29; 3. 6, 13, 22). Em Gênesis, Ele não
contende com o homem, mas em Apocalipse, Ele convida a todos
os que desejam beber gratuitamente da água da vida.
I.
O Espírito na presente dispensação.
O
Espírito Santo está plenamente ativo na atual dispensação
da graça de Deus. É necessário destacar, contudo, duas
dimensões de suas atividades e ministrações: aos membros da
família divina e aos incrédulos.
1.
Ação do Espírito com os domésticos na fé.
O
Espírito Santo executa suas atividades na Igreja de Deus
preparando a Noiva de Cristo (igreja universal) e cada um dos
crentes, membros do Corpo de Cristo (1 Co 12.27), para o
glorioso encontro com Jesus.
O
propósito é apresentar ao Senhor Jesus uma Noiva virgem,
adornada e gloriosa: “Porque estou zeloso de vós com zelo
de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como
uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2 Co 11.2).
Essa virgem, a igreja, é ornada por uma jovialidade perene:
“Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula,
nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.”
(Ef 5.27). O amor de Cristo pela Igreja é um amor
santificador e embelezador (EF 5.26,27). Essa igreja é
gloriosa, sem mácula e rugas. Por meio do Santo Espírito, o
amor abnegado de Cristo garante o embelezamento necessário a
Igreja, Noiva do Cordeiro.
Portanto,
na atual dispensação da graça, o Espírito Santo prepara os
crentes para o arrebatamento:
a)
Santificando-os a fim de
que agradem a Deus (1 Pe 1.2; 2 Ts 2.13; Hb 12.14);
b)
Selando-os para o dia da
redenção (2 Co 1.22; 5.5; Ef 1.14);
c)
Transformando os corpos
mortais em corpos gloriosos (Rm 8.11; 1 Co 15.51-54; 1 Jo
3.2; 2 Co 3.18; 1 Ts 4.16, 17).
Estas
três realidades espirituais comunicadas ao crente são, de
acordo com a filosofia da religião de R. Otto, numinosas.
Segundo Otto, o encontro do divino com o humano, do imortal
com o mortal, provoca na alma o numinoso,
isto é, o estado religioso da alma inspirado pelas qualidades
transcendentais da divindade.
Através
da santificação efetuada pelo Espírito Santo, o crente
torna-se participante da natureza divina: "Eleitos
segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do
Espírito" (1 Pe 1.2). A frase "em santificação do
Espírito" (en
hagiasmō Pneumatos) revela algumas verdades
interessantes, vejamos. Na frase "em santificação"
(en hagiasmō), a
preposição em, no
grego, especifica a esfera em que se age ou vive. "Pneumatos"
é um genitivo subjetivo[1], isto quer dizer que "Pneumatos",
Espírito", é o sujeito que tanto é Santo quanto
desejar doar e comunicar ao homem essa santidade. A santidade
que o crente possui ou vive não procede diretamente de seu
esforço, mas em viver na "esfera" do Espírito que
tanto é Santo quanto comunica a santidade ao crente. O
Espírito é o agente santificador do crente.
O
Espírito não apenas santifica o crente, mas também o sela
como propriedade peculiar e especial do Senhor Jesus. O crente
é participante da natureza divina (2 Pe 1.4) e propriedade
exclusiva de Deus, pela ministração do Espírito Santo. São
duas realidades espirituais que transcendem às mazelas
humanas.
No
arrebatamento, o Espírito vivificará os nossos corpos
mortais, transformando-os à semelhança do glorioso corpo de
nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 8.11; 1 Co 15.51-54; 1 Jo 3.2; 2
Co 3.18; 1 Ts 4.16, 17).
2.
Ação do Espírito com os incrédulos.
Na
atual dispensação, o Espírito também ministra aos incrédulos:
a)
Convencendo-os do
pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.18);
b)
Impedindo a manifestação
do Anticristo no mundo (2 Ts 2.3-8).
Uma
das primeiras ministrações do Espírito no homem não ocorre
quando este é salvo, mas quando ainda está morto em delitos
e pecados (Ef 2.1; Jo 3.5-8). Esta ministração ao pecador é
dupla: convencer (do pecado, da justiça e do juízo, Jo
16.7-11) e restringir ou deter o mal no mundo (2 Ts
2.6-9).
A
obra inicial do Espírito de Cristo no homem é o
convencimento – ato magnânimo operado pelo Espírito na
comunicação da graça de Cristo, a fim de que o pecador
aceite inteligentemente a Cristo como Senhor e Salvador.
A
segunda ministração não se restringe ao pecador como indivíduo,
mas a totalidade deles sendo guardados da operação do mal no
mundo. É evidente de que não se trata de eliminar o mal, mas
limitá-lo, restringi-lo, diminuir-lhe a eficácia de acordo
com os propósitos divinos, como demonstra o texto de 2 Ts
2.6,7.
Muito
embora o "ministério da injustiça opere" (2 Ts
2.7), a totalidade de seu domínio e operação não são
absolutas e totais, pois "há um que agora resiste até
que do meio seja tirado". Somente então, quando o
tempo predeterminado por Deus for cumprido, é que o iníquo
se revelará e, durante sete atribulados anos, os pecadores
sofrerão, até que o Rei dos Reis retorne para exercer total
autoridade.
“O
Espírito e a esposa dizem: Vem! E quem ouve diga: Vem! E quem
tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida”
(Ap 22.17)
Textos
para discussão em sala de aula:
– Rm 15.13
Na virtude do Espírito Santo opera a esperança do crente.
– Ef 1.3; 4.30
O selo do Espírito Santo é a garantia de nossa redenção
escatológica.
– Jl 2.28,29; At 2.27
A inauguração profética da efusão do Espírito.
– 2 Ts 2.6-8
Na presente era o Espírito Santo detém a manifestação do
Anticristo.
– Zc 12.10
O Espírito Santo na restauração profética da nação de
Israel.
– Is 32.15
Atuação do Espírito
Santo na restauração milenar.
Temas para aprofundamento:
I.
O Espírito Santo e a Vinda de Cristo.
II.
O Espírito Santo e a Grande Tribulação.
III.
O Espírito Santo e o Milênio.
IV.
O Espírito Santo e o Estado Eterno.
Nota:
1.
Genitivo subjetivo geralmente é associado com substantivos
que indicam ação verbal de que o nome no genitivo é o
sujeito.
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