Lições Bíblicas para Jovens e Adultos
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição As Doutrinas Bíblicas Pentecostais
3º trimestre/2006


Lição 13 - O Espírito Santo e a Vinda de Jesus



Leitura Bíblica em Classe

1 Tessalonicenses 4.13-18


Esboço da Lição

Introdução

I.   Como será a vinda de Cristo

II.  Sinais da vinda de Cristo

III. Propósitos da Vinda de Cristo

Conclusão


Tema deste Subsídio

O Espírito Santo e os Eventos Futuros

Autor

Setor de Educação Cristã CPAD

Palavras Chaves

Espírito Santo; Numinoso; Santificação; Arrebatamento.

Introdução

Assim como o Espírito Santo (Pneumatos Hagiou) esteve presente e ativo na fundação do mundo, também estará na consumação de todas as coisas: “O Espírito e a esposa dizem: Vem! E quem ouve diga: Vem! E quem tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida” (Ap 22.17). 

É interessante observar que tanto no primeiro quanto no último livro da Bíblia, o cânon sagrado inicia e encerra com a presença eficaz e poderosa do Espírito Santo (Gn 1.2; 6.3; Ap 2.7;14.13; 22.17). Em Gênesis, Ele age; em Apocalipse, Ele convida. Em Gênesis, Ele envolve o mundo recém-criado (rûah...merahepet / o Espírito...pairava). Em Apocalipse, Ele fala à igreja do fim (2.7, 11, 17, 29; 3. 6, 13, 22). Em Gênesis, Ele não contende com o homem, mas em Apocalipse, Ele convida a todos os que desejam beber gratuitamente da água da vida.

I. O Espírito na presente dispensação.

O Espírito Santo está plenamente ativo na atual dispensação da graça de Deus. É necessário destacar, contudo, duas dimensões de suas atividades e ministrações: aos membros da família divina e aos incrédulos.

1. Ação do Espírito com os domésticos na fé.

O Espírito Santo executa suas atividades na Igreja de Deus preparando a Noiva de Cristo (igreja universal) e cada um dos crentes, membros do Corpo de Cristo (1 Co 12.27), para o glorioso encontro com Jesus. 

O propósito é apresentar ao Senhor Jesus uma Noiva virgem, adornada e gloriosa: “Porque estou zeloso de vós com zelo de Deus; porque vos tenho preparado para vos apresentar como uma virgem pura a um marido, a saber, a Cristo” (2 Co 11.2). Essa virgem, a igreja, é ornada por uma jovialidade perene: “Para a apresentar a si mesmo igreja gloriosa, sem mácula, nem ruga, nem coisa semelhante, mas santa e irrepreensível.” (Ef 5.27).  O amor de Cristo pela Igreja é um amor santificador e embelezador (EF 5.26,27). Essa igreja é gloriosa, sem mácula e rugas. Por meio do Santo Espírito, o amor abnegado de Cristo garante o embelezamento necessário a Igreja, Noiva do Cordeiro. 

Portanto, na atual dispensação da graça, o Espírito Santo prepara os crentes para o arrebatamento: 

a) Santificando-os a fim de que agradem a Deus (1 Pe 1.2; 2 Ts 2.13; Hb 12.14); 

b) Selando-os para o dia da redenção (2 Co 1.22; 5.5; Ef 1.14);

c) Transformando os corpos mortais em corpos gloriosos (Rm 8.11; 1 Co 15.51-54; 1 Jo 3.2; 2 Co 3.18; 1 Ts 4.16, 17).

Estas três realidades espirituais comunicadas ao crente são, de acordo com a filosofia da religião de R. Otto, numinosas. Segundo Otto, o encontro do divino com o humano, do imortal com o mortal, provoca na alma o numinoso, isto é, o estado religioso da alma inspirado pelas qualidades transcendentais da divindade. 

Através da santificação efetuada pelo Espírito Santo, o crente torna-se participante da natureza divina: "Eleitos segundo a presciência de Deus Pai, em santificação do Espírito" (1 Pe 1.2). A frase "em santificação do Espírito" (en hagiasmō Pneumatos) revela algumas verdades interessantes, vejamos. Na frase "em santificação" (en hagiasmō), a preposição em, no grego, especifica a esfera em que se age ou vive. "Pneumatos" é um genitivo subjetivo[1], isto quer dizer que "Pneumatos", Espírito", é o sujeito que tanto é Santo quanto desejar doar e comunicar ao homem essa santidade. A santidade que o crente possui ou vive não procede diretamente de seu esforço, mas em viver na "esfera" do Espírito que tanto é Santo quanto comunica a santidade ao crente. O Espírito é o agente santificador do crente. 

O Espírito não apenas santifica o crente, mas também o sela como propriedade peculiar e especial do Senhor Jesus. O crente é participante da natureza divina (2 Pe 1.4) e propriedade exclusiva de Deus, pela ministração do Espírito Santo. São duas realidades espirituais que transcendem às mazelas humanas.

No arrebatamento, o Espírito vivificará os nossos corpos mortais, transformando-os à semelhança do glorioso corpo de nosso Senhor Jesus Cristo (Rm 8.11; 1 Co 15.51-54; 1 Jo 3.2; 2 Co 3.18; 1 Ts 4.16, 17).

2. Ação do Espírito com os incrédulos.

Na atual dispensação, o Espírito também ministra aos incrédulos:

a) Convencendo-os do pecado, da justiça e do juízo (Jo 16.18);

b) Impedindo a manifestação do Anticristo no mundo (2 Ts 2.3-8). 

Uma das primeiras ministrações do Espírito no homem não ocorre quando este é salvo, mas quando ainda está morto em delitos e pecados (Ef 2.1; Jo 3.5-8). Esta ministração ao pecador é dupla: convencer (do pecado, da justiça e do juízo, Jo 16.7-11) e restringir ou deter o mal no mundo (2 Ts 2.6-9). 

A obra inicial do Espírito de Cristo no homem é o convencimento – ato magnânimo operado pelo Espírito na comunicação da graça de Cristo, a fim de que o pecador aceite inteligentemente a Cristo como Senhor e Salvador.

A segunda ministração não se restringe ao pecador como indivíduo, mas a totalidade deles sendo guardados da operação do mal no mundo. É evidente de que não se trata de eliminar o mal, mas limitá-lo, restringi-lo, diminuir-lhe a eficácia de acordo com os propósitos divinos, como demonstra o texto de 2 Ts 2.6,7. 

Muito embora o "ministério da injustiça opere" (2 Ts 2.7), a totalidade de seu domínio e operação não são absolutas e totais, pois "há um que agora resiste até que do meio seja  tirado". Somente então, quando o tempo predeterminado por Deus for cumprido, é que o iníquo se revelará e, durante sete atribulados anos, os pecadores sofrerão, até que o Rei dos Reis retorne para exercer total autoridade.

 “O Espírito e a esposa dizem: Vem! E quem ouve diga: Vem! E quem tem sede venha; e quem quiser tome de graça da água da vida” (Ap 22.17)

Textos para discussão em sala de aula:

– Rm 15.13 

Na virtude do Espírito Santo opera a esperança do crente.


– Ef 1.3; 4.30

O selo do Espírito Santo é a garantia de nossa redenção escatológica.


– Jl 2.28,29; At 2.27

A inauguração profética da efusão do Espírito.


– 2 Ts  2.6-8

Na presente era o Espírito Santo detém a manifestação do Anticristo.


– Zc 12.10

O Espírito Santo na restauração profética da nação de Israel.


– Is 32.15
Atuação do Espírito Santo na restauração milenar.

 

Temas para aprofundamento:
I.   O Espírito Santo e a Vinda de Cristo.
II.  O Espírito Santo e a Grande Tribulação.
III. O Espírito Santo e o Milênio.
IV.  O Espírito Santo e o Estado Eterno.

 

Nota:

1. Genitivo subjetivo geralmente é associado com substantivos que indicam ação verbal de que o nome no genitivo é o sujeito.

 


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Veja também:
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