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Leitura
Bíblica em Classe
1
Coríntios 14.26-33, 39,40
Esboço da
Lição
Introdução
I.
O
culto pentecostal em o Novo Testamento
II.
Causas da desordem no culto em Corinto
Conclusão
Tema
deste Subsídio
Modismos
no Culto Pentecostal.
Autor
Pr.
Ciro Sanches Zibordi é Editor de obras nacionais da CPAD,
articulista, conferencista e autor de diversas obras, entre
elas: Erros
que os pregadores devem evitar,
e, o mais recente lançamento, Evangelhos
que Paulo jamais pregaria
– todos editados pela CPAD.
Palavras
Chaves
Modismo;
Pentecostalismo; Dons espirituais; Culto.
Introdução
Alguns
líderes, infelizmente, não incentivam os crentes a freqüentar
a Escola Dominical e a tomar parte nos cultos de ensino. Em
decorrência disso, estão aparecendo expressões esquisitas
em nosso meio como: “Segura a bola de fogo que Jeová vai
mandar”, “Contempla o varão de branco com a espada na mão”
e outras mais conhecidas: “Queima ele”, “Fica no mistério”,
“Tá amarrado” etc.
Em
Romanos 12.1, Paulo ensina que o culto agradável a Deus é
racional. Isto significa que, apesar de haver liberdade para a
multiforme operação do Espírito Santo na vida dos salvos
(1Co 12.6-7), o culto pentecostal não deve ter exageros ou
modismos. Se deixarmos de fazer uso da razão, ignorando os
princípios bíblicos, poderemos cair no erro de inventar práticas
e atribui-las ao Espírito de Deus, mesmo que sejamos
espirituais.
Na
verdade, o cristão deve evitar os dois extremos – o
fanatismo e o formalismo. O primeiro consiste na adoção de
práticas exageradas e extrabíblicas, enquanto o segundo
rejeita qualquer manifestação, sob o pretexto de não correr
riscos.
Como
evitar estes extremos? Pedro responde: “Crescei na graça e
conhecimento de nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo”, 2 Pd
3.18. Quem quiser crescer só na graça, fatalmente se tornará
um fanático. E quem buscar só o conhecimento não terá como
escapar da frieza espiritual. Para crescer na graça, o
caminho é sempre o mesmo: consagração a Deus através de
oração e jejum, bem como uma vida de piedade e santificação.
Mas,
para crescer em conhecimento é preciso estudar a Palavra e,
principalmente, obedecer aos seus ensinamentos. Grandes
movimentos pentecostais do início deste século se desviaram
da vontade de Deus ou acabaram por falta de observância ao
que a Bíblia ensina sobre a autêntica operação do Espírito
Santo. Quando em uma igreja se dá pouca ou nenhuma ênfase à
doutrina pentecostal, a possibilidade de surgirem expressões
e manifestações estranhas é muito grande.
Exageros
Vivemos
uma época de muitos modismos. Se fala em rir, rugir, cair,
pular e dançar de poder. Tais procedimentos são defendidos,
muitas vezes, por pessoas que dizem ter uma nova unção do
Espírito. Esta, porém, não existe, visto que a unção do
Espírito de Deus é uma só, como ensina o apóstolo João:
“E vós tendes a unção do Santo, e sabeis tudo”, 1Jo
2.20. Nesse caso, interessar-se por manifestações estranhas,
diferentes das apresentadas no NT, é se opor à legítima
operação do Espírito Santo.
Em
1 Coríntios 14, encontramos conselhos importantes quanto ao
comportamento do cristão em um culto pentecostal. O primeiro
está no versículo 20: “Irmãos, não sejais meninos no
entendimento”. Menino, neste contexto, é aquela pessoa que
não tem discernimento, que pode ser facilmente influenciada
por doutrinas errôneas (Ef 4.14). Segundo o autor da epístola
aos Hebreus, somente pela observância à doutrina bíblica
poderemos passar para o estágio de adulto (Hb 5.11-14).
Outra
orientação importante está no versículo 32: “E os espíritos
dos profetas estão sujeitos aos profetas”. Há crentes que
pensam que o Espírito Santo incorpora o profeta e suprime a
sua personalidade no momento da profecia.
Entretanto,
no NT não encontramos nenhum servo de Deus profetizando fora
de sua razão. E, nos tempos do AT, os profetas empregavam a
expressão “Assim diz o Senhor”, em uma demonstração de
que transmitiam conscientemente a mensagem do Senhor.
Há
pessoas que para profetizar precisam marchar, correr pelos
corredores do templo ou encostar a sua testa na cabeça
daquele que está recebendo a mensagem. Nada disso é necessário.
A Bíblia se limita a dizer: “E falem dois ou três
profetas, e os outros julguem”, 1Co 14.29.
Atitudes
exibicionistas como cair ao chão, andar como quadrúpedes ou
imitar sons de animais também excluem a razão e devem ser
rejeitadas por aqueles que conhecem a genuína doutrina
pentecostal.
Finalmente,
Paulo ensina, no versículo 40: “Mas, faça-se tudo
decentemente e com ordem”. Se uma irmã cai ao chão em uma
posição desfavorável, isto é decente? E o que dizer de um
culto em que todos batem palmas ou pulam, como se estivessem
em um show ou em um estádio de futebol? Não é pecado saltar
em um momento de extrema alegria (At 3.8), mas transformar
essa prática em uma regra é exagero.
Irmãos,
sejamos pentecostais, mas não nos esqueçamos da ordem, da
decência e do equilíbrio. E jamais deixemos os verdadeiros
elementos de um culto pentecostal: “Cada um de vós tem
salmo, tem doutrina, tem revelação, tem língua, tem
interpretação. Faça-se tudo para a edificação”, 1Co
14.26.
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