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Esboço da
Lição
Introdução
I. As
ministrações do Espírito Santo e a Salvação
II. As ministrações
do Espírito Santo e os Salvos
Conclusão
Tema
deste Subsídio
A
vida no Espírito num mundo injusto: a vida no espírito num
mundo injusto.
Autor
Terrence
Bernhard Johnson é pastor, líder da Escola de Educação
Teológica das Assembléias de Deus (Eetad) e membro do
Conselho de Educação e Cultura Religiosa da CGADB.
Introdução
Uma
das declarações mais tristes do apóstolo Paulo foi feita a
Timóteo: “Porque Demas me desamparou, amando o presente século,
e foi para Tessalônica”, 2 Tm 4.10. Demas foi um dos
cooperadores que acompanhou de perto o ministério de Paulo.
Viu os milagres operados por Jesus por meio dele e leu as epístolas
que escreveu. Mesmo assim, Demas sucumbiu ao mundo, abandonou
Paulo e seguiu para uma das cidades mais mundanas e ricas da
época. Demas sofreu uma grande derrota pessoal porque
entregou-se ao apelo que deveria resistir.
A
vida cristã e a mundana sempre estiveram em conflito, porque
a ética de uma é contrária à ética da outra. Subseqüentemente,
a vida cristã se torna fonte de conflitos à pessoa que
resolve seguir a Cristo com firmeza, porque esse crente vive
em um mundo visível (material), mas procura viver conforme o
padrão de outro mundo mais elevado (espiritual). Ele sabe que
pertence a uma geração separada (1 Pd 2.9). Enquanto o
crente é cercado por um mundanismo que leva as pessoas ao
cativeiro, ele busca a vida que verdadeiramente liberta.
“Ora o Senhor é Espírito; onde está o Espírito do
Senhor, aí há liberdade”, 2 Co 3.17. O crente dedicado
tenta encontrar no Espírito o equilíbrio que existe entre a
vida espiritual e o conviver com um mundo prejudicial.
1.
Como o mundo prejudica
O
mundo presente é injusto tanto para com o crente quanto para
o descrente. As notícias diárias deixam claro que o mal não
faz acepção de pessoas, mas atinge a todas. O fato de ser
crente não isenta a pessoa das aflições que esse mundo
provoca. Inclusive, o crente pode sofrer até mais do que os
outros e, por isso, Jesus diz que ele não deve ficar
maravilhado se o mundo lhe aborrece (Jo 15.18).
A
Bíblia define a palavra “mundo” de diversas formas. Ela
pode representar a humanidade, que Jesus veio salvar dos seus
pecados; os prazeres materiais da vida, que o crente não deve
amar; e, finalmente, mundo pode representar as forças
espirituais do mal que buscam dominar a humanidade e que lutam
contra o crente e a Igreja. Jesus disse que os seus não são
desse mundo como Ele não o é, e por isso, o mundo os odeia.
Ele pediu ao Pai que não os tirasse do mundo, mas que os
livrasse do mal praticado por esse mundo. O crente fiel está
em conflito com o mundo porque o cristão mudou de ambiente. O
mundo, como já foi definido, não aceita este fato e continua
perturbando o ser que realmente quer servir a Deus.
O
mundo busca recuperar esse indivíduo, apelando à amizade que
tinha com ele, procurando levá-lo a reatar os laços de antes
da sua conversão. Apóstolo Tiago alertou para o fato de que
a amizade com o mundo é inimizade contra Deus e quem quiser
ser amigo do mundo, constitui-se inimigo de Deus (Tg 4.4). Há
momentos em que ele acha que tem em si mesmo a força para
resistir ao apelo do mundo. Mas há outros em que ele acaba se
rendendo, porque não buscou a graça que vem do Alto.
Cada
ser humano tem suas necessidades físicas, como alimentação,
descanso, conforto pessoal, alojamento, entretenimento, prazer
sexual etc., mas que podem ser usados para o bem ou para o
mal. A carne é problema quando o crente se rende à tentação
de praticar o mal para agradar às suas necessidades físicas,
seguindo o exemplo do mundo.
O
apóstolo Paulo disse que ele subjugava seu próprio corpo e o
reduzia à servidão, para que, pregando aos outros, ele mesmo
não viesse, de alguma maneira, a ficar reprovado. Ele buscava
controlar seu corpo para não se entregar ao apelo da carne,
como Demas fez. Entregar-se à tentação da carne coloca o
crente em uma situação difícil, porque a inclinação da
carne é morte espiritual, enquanto a inclinação do Espírito
é vida e paz. Quanto mais o crente inclina-se à carne, mais
aumenta a possibilidade dele praticar as obras (Gl 5.19- 210)
que o impedirão de herdar o Reino de Deus. O mundo e o
maligno usam a carne para enlaçar o crente e levá-lo à ruína
espiritual. Mas se andar em Espírito, ele não cumprirá o
desejo da carne.
2.
Espiritualidade
na aparente contradição
Jesus
avisou aos seus discípulos do contraste entre o ideal do
mundo e o do Reino de Deus quanto à questão da grandeza ou
posição. Enquanto os homens procuram ocupar o primeiro
lugar, o crente procura ser servo de todos, porque isto é a
verdadeira grandeza no Reino de Deus. Outras pessoas não
entendem esse raciocínio porque a Bíblia diz que o homem
natural, do mundo, não compreende as coisas do Espírito de
Deus, pois lhe parecem loucura. Eles estão com desvantagem
porque se enganam e são enganados, e vão de mau a pior sem o
Espírito de Deus. Essa situação vai piorar porque virão
tempos trabalhosos, quando o comportamento humano será
intolerável (2Tm 3.1-5).
O
apóstolo Pedro alertou os crentes de que poderão sofrer
blasfêmias da parte dos homens, inclusive dos mais próximos,
porque estranham que eles não pratiquem mais a vontade deles,
no desenfreamento das dissoluções, concupiscências,
glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias. O crente que
teve a sua vida mudada deve deixar de lado a ética e as
filosofias deste mundo.
Quando
o mundo não consegue atrair o crente pela carne ou pela
ética, ele cria inimizade com o crente. A Bíblia avisa que
quanto mais o crente se afasta das coisas próprias do mundo
para se aproximar de Cristo, mais perseguição vai sofrer. Um
dos patriarcas mais influentes da Igreja Primitiva foi preso
por ordem do imperador romano. Ele foi torturado e forçado a
negar Jesus Cristo como seu Senhor, pois naquela época, o
povo romano declarava que “César é Senhor”. Este
patriarca não negou Cristo durante o sofrimento. Então, o
imperador mudou sua estratégia. Mandou fechar o patriarca em
um quarto do palácio durante três dias com lindas mulheres,
um banquete de comida e vinho e outros prazeres que o império
oferecia. O imperador achou que este plano conquistaria o
patriarca e sua negação a Cristo seria uma grande derrota
para a Igreja. No final de três dias, o quarto foi aberto e
descobriram que o patriarca não tinha tocado em nada. O
imperador furioso mandou executá-lo por conta da derrota que
sofreu.
O
mundo lança sua fúria contra o crente quando não consegue
derrotá-lo. Jesus enfatizou essa verdade quando disse que o
mundo aborreceria seus seguidores porque não são do mundo.
Se fossem, o mundo os amaria. Apóstolo Pedro afirmou que o
crente é bem-aventurado quando sofre por ser cristão, mas
que ele não deve sofrer como homicida ou ladrão, malfeitor
ou como aquele que se intromete em negócios alheios. Estes
são os resultados de deixar a carne, a ética e as filosofias
do mundo afetarem sua vida e ministério profundamente. Existe
uma maneira providencial para o crente viver vencendo
continuamente essas influências mundanas.
Jesus
avisou aos seus discípulos do contraste entre o ideal do
mundo e o do Reino de Deus quanto à questão da grandeza ou
posição. Enquanto os homens procuram ocupar o primeiro
lugar, o crente procura ser servo de todos, porque isto é a
verdadeira grandeza no Reino de Deus. Outras pessoas não
entendem esse raciocínio porque a Bíblia diz que o homem
natural, do mundo, não compreende as coisas do Espírito de
Deus, pois lhe parecem loucura. Eles estão com desvantagem
porque se enganam e são enganados, e vão de mau a pior sem o
Espírito de Deus. Essa situação vai piorar porque virão
tempos trabalhosos, quando o comportamento humano será
intolerável (2Tm 3.1-5).
O
apóstolo Pedro alertou os crentes de que poderão sofrer
blasfêmias da parte dos homens, inclusive dos mais próximos,
porque estranham que eles não pratiquem mais a vontade deles,
no desenfreamento das dissoluções, concupiscências,
glutonarias, bebedices e abomináveis idolatrias. O crente que
teve a sua vida mudada deve deixar de lado a ética e as
filosofias deste mundo.
Quando
o mundo não consegue atrair o crente pela carne ou pela ética,
ele cria inimizade com o crente. A Bíblia avisa que quanto
mais o crente se afasta das coisas próprias do mundo para se
aproximar de Cristo, mais perseguição vai sofrer. Um dos
patriarcas mais influentes da Igreja Primitiva foi preso por
ordem do imperador romano. Ele foi torturado e forçado a
negar Jesus Cristo como seu Senhor, pois naquela época, o
povo romano declarava que “César é Senhor”. Este
patriarca não negou Cristo durante o sofrimento. Então, o
imperador mudou sua estratégia. Mandou fechar o patriarca em
um quarto do palácio durante três dias com lindas mulheres,
um banquete de comida e vinho e outros prazeres que o império
oferecia. O imperador achou que este plano conquistaria o
patriarca e sua negação a Cristo seria uma grande derrota
para a Igreja. No final de três dias, o quarto foi aberto e
descobriram que o patriarca não tinha tocado em nada. O
imperador furioso mandou executá-lo por conta da derrota que
sofreu.
O
mundo lança sua fúria contra o crente quando não consegue
derrotá-lo. Jesus enfatizou essa verdade quando disse que o
mundo aborreceria seus seguidores porque não são do mundo.
Se fossem, o mundo os amaria. Apóstolo Pedro afirmou que o
crente é bem-aventurado quando sofre por ser cristão, mas
que ele não deve sofrer como homicida ou ladrão, malfeitor
ou como aquele que se intromete em negócios alheios. Estes são
os resultados de deixar a carne, a ética e as filosofias do
mundo afetarem sua vida e ministério profundamente. Existe
uma maneira providencial para o crente viver vencendo
continuamente essas influências mundanas.
3.
O viver no Espírito
Jesus
apresentou o Espírito Santo como o Consolador, seu substituto
na Terra. De acordo com o comentário da Bíblia
de Estudo Pentecostal,
esse Consolador chegaria ao lado do crente para ajudá-lo como
Fortalecedor, Conselheiro, Socorro, Advogado, Aliado e Amigo.
Esse
Consolador teria muita influência sobre a vida do crente em
sua luta contra o mundo. Segundo Romanos 14.17, a justiça,
paz e alegria que todos buscam estão no Espírito e não no
mundo. O Espírito Santo tem a capacidade de mudar o indivíduo,
como falou o profeta Samuel para o tímido Saul, antes deste
assumir o trono de Israel. Jesus prometeu que o Espírito
acompanharia o crente e habitaria nele. Apóstolo Paulo
lembrou à igreja de Corinto que o crente é templo do Espírito
Santo. Quando o Espírito ocupa a vida do crente, Ele dá graça
e força para resistir a tudo que o mundo lança na sua direção
e manter sua habitação limpa.
Quando
o crente acorda a cada dia, ele tem de escolher entre buscar e
depender do Espírito Santo e/ou em si mesmo. É uma vida de
companheirismo que o indivíduo deve seguir. A Bíblia diz que
“Se vivemos em Espírito, andemos também em Espírito”,
Gl 5.25. Quanto ao conflito com a carne, o Consolador traz a
força que o crente não tem em si mesmo para vencer. Ele
ajuda nas fraquezas e até intercede pelo indivíduo com
gemidos inexprimíveis. De dentro do filho de Deus, Ele clama:
“Aba, Pai”, expressando o apelo dos indivíduos ao Pai
celestial no momento de fraqueza. São em momentos como esses
que o Consolador testifica com o espírito do crente que ele
é filho de Deus, assegurando-o assim de sua posição diante
do Pai. Efésios 3.16 mostra que o Espírito habita no crente
para dar poder ao homem interior, com a intenção de renovar,
fortalecer e vencer. A Bíblia também diz que esse Espírito
tem o poder para vivificar o corpo mortal do crente. Ele opera
de um modo geral no indivíduo para renovar a área
espiritual, física, emocional e intelectual.
Enquanto
a carne tenta levar o crente de volta ao mundo, o Consolador
leva o crente ao outro extremo, através do processo de
santificação (2Ts 2.13). A cada dia, Ele procura operar na
sua vida para reduzir a influência do mundo e aumentar a
perfeição que Deus oferece e exige. Isso depende da cooperação
do indivíduo. Em contrapartida ao que a carne faz, o
Consolador busca levar o crente a viver em um nível mais
elevado. Na ilha de Patmos, apóstolo João foi arrebatado em
espírito no dia do Senhor, quando recebeu a revelação
extraordinária do glorioso Filho do Homem e das profecias do
Fim dos Tempos. Ele estava em comunhão com o Espírito quando
teve esta experiência maravilhosa.
O
Consolador dá entendimento, revela as profundezas de Deus e
usa a vida do crente de maneira sobrenatural através dos dons
espirituais, pois o crente foi predestinado a viver acima
deste mundo poluído pelo mal. Há uma grande diferença entre
o viver no Espírito e a vida que o mundo e a carne oferecem.
Tudo depende da vontade do crente. “Porque o que semeia na
sua carne, da carne ceifará a corrupção; mas o que semeia
no Espírito, do Espírito ceifará a vida eterna”, Gl 6.8.
O conselho de Jesus repetido sete vezes no livro do Apocalipse
deve ser seguido por cada crente: “Quem tem ouvidos ouça o
que o Espírito diz às igrejas”. Este é o caminho para
vencer a carne e o mundo. O Consolador opera no mundo para
revelar o pecado e convencer os homens da justiça, do pecado
e do juízo. O crente, entretanto, já passou desta fase e
agora vive em um degrau mais elevado, pois é enviado,
dirigido, compelido e redirecionado pelo Espírito da Verdade,
conforme o exemplo do apóstolo Paulo, de Felipe e tantos
outros. O crente que deixa o Consolador dirigir sua vida tem a
vantagem sobre os outros no mundo, porque o Espírito o ensina
todas as coisas e o guia em toda a Verdade.
Esse
crente tem vantagem porque fala pelo Espírito e não com
palavras persuasivas de sabedoria humana. O Espírito produz
em sua vida o fruto da caridade, gozo, paz, longanimidade,
benignidade, bondade, fé, mansidão e temperança em
contraste com as obras da carne praticadas pelos homens. A
convivência desse crente com as pessoas no seu universo é
facilitado porque o Espírito o usa para administrar bem (At
6), dirigir grupos sob sua gerência (At 15) e usar seus
talentos e habilidades, assim como o Espírito encheu e usou
Bezaleel (Êx 31).
Outra
vantagem desse crente é a sua atuação na dimensão
sobrenatural concedida pelo Espírito. Ele dá poder para o
crente pregar as Boas-Novas, operar milagres, sinais e
maravilhas, e interpretar mistérios que atribulam os homens,
como nos casos de José e Daniel. Talvez esse crente passe por
insultos e dificuldades devido à sua ética elevada, mas, na
hora certa, Deus o exaltará. O segredo do crente com esse
diferencial é o viver constantemente no Espírito, buscando a
sua companhia a cada dia e liberando a sua atuação em sua
vida. O crente vivendo no Espírito aprende a discernir sua
voz e seguir sua direção.
Momentos
vão chegar quando a oposição do mundo será severa e o
crente poderá enfrentar diversas formas de perseguição no
serviço, no lar ou na vizinhança. O Espírito o prepara para
essa possibilidade, assim como alertou Paulo em sua última
jornada a Jerusalém.
O
Consolador providencia os recursos por meio da oração e súplica
no Espírito e prepara o crente perseguido para encarar essas
situações. Jesus disse que quando os seus forem apresentados
diante das autoridades, eles não precisam preocupar-se com as
palavras que falarão porque naquela hora serão dadas pelo
Espírito Santo.
Paulo
quase levou o rei Agripa a converter-se pelas palavras que o
Consolador lhe deu para defender- se. As palavras provenientes
da sabedoria do Espírito podem chamar autoridades à salvação
ou dar-lhes orientação que o reconhecerão como vindo de
Deus e mais ninguém.
O
Espírito falou através do apóstolo Paulo que a luta do
crente não é contra as pessoas, mas contra as hostes
espirituais da maldade que não são vistas com o olho
natural. Há ocasiões em que o crente precisa ir à luta na
arena espiritual, utilizando a oração e a proclamação da
Palavra de Deus. O Consolador prepara o indivíduo para a luta
e sustenta-o no decorrer da batalha, como fez com Gideão,
Otniel, Sansão e outros heróis da fé. Este mundo injusto não
vencerá o crente que vive no Espírito, apesar de utilizar a
carne, a ética mundana, a perseguição ou alguma outra
estratégia. Diariamente, este indivíduo convida o Consolador
a encher seu ser e dirigir a sua vida. Conforme as palavras de
Paulo, esse crente não procura embriagar- se com vinho ou
outras coisas do mundo que produzem contenda. Porém, ele
enche-se do Espírito e pratica hábitos espirituais como
falar com salmos, hinos e cânticos espirituais ao Senhor e
dando graças a Deus. Ele busca a orientação do Consolador
na Palavra de Deus. Ele encontra através da oração o poder
para enfrentar o mundo. Assim, o viver no Espírito no meio de
um mundo injusto é uma vida de vitória.
Para
saber mais:
PALMA,
Anthony D. O batismo no Espírito Santo e com fogo: os
fundamentos bíblicos e a atualidade da doutrina pentecostal.
Rio de Janeiro: CPAD, 2002.
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