|
Leitura
Bíblica em Classe
Lucas 24.49, 52; Atos 2.1-4
Esboço da
Lição
Introdução
I.
A Promessa do Batismo e o seu Cumprimento
II.
Os Conceitos do Batismo com o Espírito Santo
III.
Como Receber o Batismo com o Espírito Santo
IV.
Os Resultados do Batismo com o Espírito Santo
Tema
deste Subsídio
Estudo sobre a experiência de Atos 2 e as
características do genuíno Pentecostes nas Sagradas
Escrituras
Autor
Pr. Anthony D. Palma. O autor é Mestre em Divindade
pelo New York Theological Seminary. Mestre em Teologia Sagrada
(S.T.M) e Doutor em Teologia (Th.D.). Entre os escritos mais
conhecidos no Brasil consta: Batismo
no Espírito Santo e com Fogo (CPAD).
Adaptado pelo setor de Educação Cristã.
Artigo
publicado com permissão de Enrichement Journal
(inverno/2005).
Palavras-chaves
Batismo; Espírito Santo; Promessa; Pentecostes.
Introdução
“Compreender a dinâmica e a essência do batismo é
fundamental para que o crente viva a plenitude da bênção.”
A idéia para este artigo veio de duas preocupações
compartilhadas por muitos líderes pentecostais, a saber: o
alto índice de crentes nas igrejas pentecostais que não são
batizados no Espírito Santo e o entendimento inadequado de
alguns, talvez muitos, em relação ao propósito ou propósitos
do batismo no Espírito Santo. Estou sugerindo que o remédio
para esses problemas está prioritariamente na mão dos líderes
das igrejas (pastores, evangelistas e mestres), os quais são
responsáveis por ensinar e guiar os crentes na estrada da fé.
Não tratarei dos assuntos relativos à evidência subseqüente
e inicial. Isto está claramente explicado na declaração das
verdades fundamentais das Assembléias de Deus. Este artigo não
é uma defesa da posição doutrinal da evidência inicial.
Assim, ofereço sugestões que ajudarão os líderes a guiar
os crentes a experimentar o batismo no Espírito e aos já
batizados no Espírito a vivenciar o potencial de sua experiência.
O líder é colocado estrategicamente para ajudar os outros
crentes pelo ensino dos preceitos bíblicos e pelos exemplos.
Uma explicação clara do ensino bíblico é essencial, como
também uma demonstração de uma vida cheia do Espírito. [1]
1.
Para os ainda não batizados
As
sugestões seguintes estão baseadas na suposição de que o
crente não se opõe à experiência do batismo no Espírito
Santo e que ele é um candidato à experiência. As Escrituras
Sagradas não nos fornecem uma fórmula para receber o
revestimento inicial do Espírito, mas as considerações
seguintes devem ser úteis para o crente que está em busca de
forma interessada.
2.
Todos os crentes são candidatos
Joel
predisse que o Senhor derramaria de seu Espírito sobre toda
carne (Jl 2.28-29). Anciãos e jovens, homens e mulheres,
servos – sem distinguir entre idade, sexo ou posição
social – estão incluídos na promessa. Isso ecoa a fervente
esperança (e profecia) de Moisés de que o Senhor poria seu
Espírito sobre toda carne (Nm 11.29).
A
dotação profética já não estaria mais limitada a uns
poucos escolhidos. Pedro falou sobre esse tema no dia de
Pentecostes quando ele citou, primeiramente, a passagem de
Joel (At 2.17-21) e então declarou que o dom prometido do Espírito
era “para vós [os judeus], a vossos filhos [seus
descendentes], e a todos que estão longe, a tantos quantos
Deus nosso Senhor chamar”, At 2.38-39. [2] “Longe” pode
referir-se à distância cronológica ou geográfica, mas
provavelmente indica aos gentios (Ef 2.13-17). O crente
interessado tem que estar seguro e convencido de que a experiência
é para ele, certamente.
3.
Nomes
Divinos que Descrevem as Pessoas da Trindade
É
importante enfatizar que o Espírito Santo não é exterior a
um crente que não é batizado no Espírito Santo. O Espírito
opera internamente em uma pessoa que se arrepende e crê para
repercutir no novo nascimento.
Ele
não deixa o crente para só regressar de novo na hora da
investidura. Alguns estão confundidos devido às imagens do
batismo no Espírito Santo que o Novo Testamento usa, tais
como “batizados em”, “derramado”, “cair sobre”,
“vir sobre”. Todavia essas são somente maneiras
figurativas e gráficas de se retratar uma experiência
espantosa com o Espírito que já é residente. Por isso
alguns chamam de uma “liberação” do Espírito que habita
no interior do crente.
4.
O batismo
no Espírito Santo é um Dom
Por definição, um presente não se merece. Se fosse na
base do mérito de uma pessoa, então a pergunta
incontestável seria: “Qual deve ser a magnitude do que uma
pessoa possa merecer?” ou “Quão perfeita tem de ser a
pessoa antes de ser qualificado para a experiência?” É
possível que uma pessoa que busca sinceramente seja
preocupado com seu próprio sentido de indignidade ao ponto
que o Espírito Santo não possa operar livremente nessa
pessoa.
5.
Deus
não permitirá que os que o buscam tenham uma experiência
falsa
Em
minha experiência de aconselhamento aos que estão buscando,
às vezes, ocorre que alguns têm ficado receosos quando falam
em línguas. Eles pensam que foi um ato autogerado ou que não
vem de Deus, mas de Satanás. Tais pessoas necessitam estar
asseguradas das Palavras de Jesus: “Se vos, pois, sendo
maus, sabeis dar boas coisas aos vossos filhos, quanto mais
vosso Pai, que está nos céus, dará bens aos que lhe
pedirem?”, Mt 7.11. Esse texto está inserido em um contexto
que diz que um pai terreno não permitiria que o pedido de um
filho por peixe fosse substituído por uma serpente ou o
pedido de pão fosse substituído por uma pedra (Lc 11.11-13).
As pessoas sensíveis e, às vezes, inseguras precisam ser
animadas a responder em voz alta aos impulsos internos de
falar sons desconhecidos.
6. Oração e louvor freqüente dirigem a
experiência
O ensino de Jesus sobre a disposição do Pai em dar o Espírito
Santo aos que lhe pedem (Lc 11.13) segue uma passagem extensa
sobre a oração (1-12), onde Ele elabora sobre e ilustra os
aspectos da persistência.
Os verbos gregos para “pedir”, “buscar” e
“tocar” estão no tempo presente no grego, sugerindo as idéias
de “seguir pedindo, seguir buscando, seguir tocando”. Isso
deve ser distinguido de rogar em desespero e frustração.
Antes, isso é mais que o princípio dado nas bem-aventuranças:
“Bem-aventurados os que seguem buscando com fome e sede de
justiça, porque eles serão saciados”, Mt 5.6 (tradução
do autor). Devemos notar que, antes do dia de Pentecostes, os
discípulos “perseveravam unânimes em oração”, At 1.14.
7. A oração
persistente deve ser combinada com a adoração
A oração no Cenáculo era completada pelo hábito dos
discípulos que “estavam sempre no templo, louvando e
bendizendo a Deus”, Lc 24.53. Os que estão em busca do
batismo no Espírito Santo devem ser motivados a louvar e
fazer petições, porque o louvar a Deus em seu próprio
idioma freqüentemente facilita a transição para o louvá-lo
em outras línguas. Notamos que o conteúdo das línguas
glossolalia dos discípulos era louvor pelas obras
maravilhosas de Deus (At 2.11;provavelmente 10.46). Isso é
especialmente interessante porque a celebração judaica do
Pentecostes, um festival de colheita, era um tempo de gozo e
agradecimento a Deus. Ainda sobre uma base pessoal, uma
oferenda pessoal a Deus das primeiras colheitas assinalava uma
celebração do ato poderoso de Deus para libertar Israel da
escravidão no Egito (Dt 26.1-11).
8. Expectativa e sinceridade facilitam a recepção
O
candidato tem de estar disposto a entregar-se ao que o Senhor
lhe impulsionar a fazer. Embora as línguas genuínas não
possam ser autogeradas, o que as recebe tem de cooperar com o
Espírito Santo, se deixando levar por Ele. A experiência dos
discípulos no Dia de Pentecostes é instrutiva, porque Lucas
disse que falaram em línguas “segundo o Espírito lhes
concedia que falassem”, At 2.4. Esse aspecto da expectativa
é importante; pode servir como um antídoto para o que alguns
chamam, sem carinho, de busca crônica.
9. Bênçãos especiais podem acontecer no
caminho
A experiência do batismo no Espírito culmina com o falar
em línguas, mas alguém pode ter experiências muito válidas
e significativas no caminho. Realmente não é apropriado
referir-se ao batismo no Espírito Santo como “uma segunda
obra de graça” porque tudo que recebemos de Deus é por sua
graça. Como conseqüência, pode haver muitas bênçãos
entre a regeneração e o batismo no Espírito Santo, e, às
vezes, essas bênçãos são uma indicação da experiência
culminante por vir. Com respeito ao batismo no Espírito, não
tem de ser “tudo ou nada”. Alguns encontros espirituais
com o Senhor servem para preparar e facilitar a recepção da
plenitude do Espírito. Mas os que estão buscando têm de
estar aconselhados a não confundir essas experiências com o
verdadeiro batismo no Espírito Santo.
10. O tempo de Deus
pode ser diferente do nosso
O Senhor, sem dúvida, responde às orações de fé e
louvor. Mas por alguma razão, que somente Ele sabe, seu tempo
nem sempre coincide com nossos desejos. Tanto no livro de Atos
como na História da Igreja, os derramamentos do Espírito, às
vezes, ocorrem em lugares inesperados. Como conseqüência, a
pessoa que está buscando não deve desanimar-se ou sentir-se
condenado se o enchimento do Espírito não acontecer no
momento esperado. Porém, durante tempos de visitação
especial do Senhor, quando muitos estão cheios com o Espírito,
as condições são ótimas para quem estar buscando. Essa era
a experiência do grupo de jovens onde cresci. Por muito tempo
ninguém havia sido batizado no Espírito. Logo, por nenhuma
razão discernível, vários de nós fomos cheios em um curto
período de tempo.
Minha
irmã mais velha foi a primeira batizada no Espírito; não
muito tempo depois, tive a mesma experiência na privacidade
do meu quarto, em um momento de oração, sem uma referência
específica ao batismo no Espírito.
11. Para os já batizados
Várias perguntas são pertinentes em uma discussão sobre
a experiência depois do batismo. Algumas delas seriam: “Que
papel tem o falar em línguas na experiência?” “É a
palavra glossolalia a essência desse batismo?” “Quais são
os propósitos, os resultados divinamente previstos, da experiência?”
“Crêem alguns cristãos batizados no Espírito, pelo menos
implicitamente, que uma vez cheios, sempre cheios?”
“É o batismo no Espírito Santo uma experiência renovável?”
Ao líder é indispensável ensinar e guiar o povo até uma
perspectiva mais ampla e inclusiva da natureza e propósito do
batismo no Espírito. Os resultados previstos no batismo no
Espírito devem incluir o seguinte:
a)
Falar em línguas : Falar em línguas é a indicação imediata e empírica
de que o enchimento do Espírito. Ao falar em línguas, a
pessoa também recebe algo de Deus. Paulo diz que: “O que
fala em línguas desconhecida edifica-se a si mesmo, mas o que
profetiza edifica a igreja”, 1Co 14.2-4. Este é o aspecto
devocional das línguas que Paulo associa com o ato de
bendizer a Deus e dar-lhe graças (1Co 14.16-17). É um
elemento de orar no Espírito (Ef 6.18 e Jd 20). Línguas são,
então, uma maneira de os crentes se edificarem
espiritualmente. Por isso é freqüentemente chamado um idioma
pessoal de oração. Então, falar em línguas pode ser
considerado uma forma de graça. Não é uma experiência que
ocorre somente no momento do batismo no Espírito; deve ser
uma experiência continua e repetida. Essa idéia está implícita
na declaração de Paulo aos Coríntios: “Quisera que todos
vocês seguissem falando em línguas”, 1Co 14.5 (tradução
do autor).[3]
Ademais, um número de eruditos responsáveis entende que
Paulo estava dizendo oração em línguas, ou pelo menos a
incluía, quando disse que: “...o Espírito nos ajuda com as
nossas fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir
como convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com
gemidos inexprimíveis”, Rm 8.26.
b)
Uma sinceridade com as manifestações espirituais: O
batismo no Espírito Santo abre ao crente a disponibilidade da
totalidade dos dons espirituais. Essa é uma conseqüência
natural de se haver submetido a algo sobrenatural e ao se
permitir ser inundado pelo Espírito. Por exemplo, o que Pedro
disse à multidão no Dia de Pentecostes era realmente uma
palavra profética, o que é claro na maneira em que Lucas
apresenta o discurso com o verbo grego apophthengomai,
um termo técnico para a palavra inspirada. Uma olhada na
lista dos dons espirituais (1Co 12.8-10, 28-30; Rm 2.6-8 e Ef
4.11) revelará que a maioria desses dons já haviam sido
manifestos de alguma forma no Antigo Testamento e nos
Evangelhos. Os mesmos discípulos antes do Pentencostes
estavam curando os enfermos e expulsando os demônios (Lc
10.9-17 e Mt 10.8). Além disso, um estudo da História da
Igreja demonstrará que os dons espirituais em suas muitas
formas foram manifestados pelos cristãos através dos séculos.
Como a edificação do povo de Deus é o propósito
principal dos dons espirituais na assembléia (1Co 12.7;
14.3-6, 12), os crentes cheios do Espírito devem ser animados
a desejá-los ardentemente (1Co 12.31; 14.1).
c)
Vida justa: O batismo no Espírito tem de ser entendido como algo que
tem implicações para uma vida justa. O artigo 7 da declaração
das verdades fundamentais das Assembléias de Deus
norte-americana diz corretamente, eu creio, que com o batismo
no Espírito Santo, vem à plenitude de poder para uma vida de
serviço”. Eu creio que “para a vida”, significa “para
a vida justa”. Se, efetivamente, o batismo no Espírito é
uma imersão naquele que é o Santo Espírito – a designação
mais freqüente para o Novo Testamento – a experiência tem
que infringir a santidade pessoal.
Um problema muito básico dos crentes em Corinto era
que continuaram a falar em línguas sem permitir que o Espírito
Santo trabalhasse internamente em suas vidas. É nesse ponto
que os crentes batizados no Espírito Santo necessitam
entender que o fruto espiritual, e não somente os dons
espirituais, devem ser uma parte da experiência
pentecostal.
O fenômeno do fogo no dia de Pentecostes tem de ser
relacionado, em parte, com a santidade de Deus (como é comum
nas Escrituras – a sarça ardente, por exemplo) e por
conseguinte a santidade do crente batizado. O batismo no Espírito
não produz santificação instantânea (nada faz isso), mas
pode dar ao recebedor um ímpeto adicional para buscar uma
vida que agrada a Deus. Com
isto, é importante ver a conexão que Paulo faz entre o ser
continuamente cheio do Espírito e suas conseqüências na
vida cristã – um espírito de gozo, ministério a outros,
gratidão, submissão mútua, e respeito (Ef 5.18; 6.9). É
apropriado neste momento mencionar que a plenitude do Espírito
não deve ser somente uma experiência.
Em
adição à obra interna e diária do Espírito na vida de uma
vida, há ocasiões quando ele vem sobre os crentes em tempos
de crise ou para satisfazer uma necessidade especial. Esses
tempos também são uma referencia de ser “cheio do Espírito”
(At 4.8,31; 13.9,52).
d)
Poder para testificar: A associação do poder com o Espírito Santo é
comum no Novo Testamento. Às vezes, os dois termos são
permutáveis (por exemplo, Lc 1.35; 4.14; At 10.38; Rm 15.19;
1Co 2.4 e 1Ts 1.5). O Jesus ressuscitado disse aos seus discípulos
que ficassem em Jerusalém até que do alto fossem revestidos
do poder do alto (Lc 24.49). Em Atos, Ele disse: “Mas
recebereis a virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre
vós; e ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em
toda Judéia e Samaria, e até aos confins da terra”, At
1.8.
Esses temas do batismo no Espírito Santo e a evangelização
do mundo são enfoques muito relacionados no livro de Atos dos
Apóstolos. Uma
relação de causa e efeito entre os dois nos parece óbvia,
mas devemos notar que Jesus não disse que o único propósito
do poder era a evangelização. Já indiquei que a obra do Espírito
no batismo do Espírito tem de ser compreendida de forma mais
ampla do que o que Atos enfatiza. Entretanto, uma pessoa
batizada no Espírito que não está preocupada com os
perdidos, é uma contradição de termos. Desde o ponto de
vista tanto bíblico como do movimento pentecostal missionário
e evangelístico, ao receber esse poder sempre se tem que
entender que inclui a proclamação do Evangelho. Essa
proclamação, obviamente, é primordialmente verbal, porém o
poder que Jesus prometeu incluía a prática de milagres em
nome Dele. O livro de Atos relata um catálogo autêntico dos
acontecimentos dos dons espirituais – dons vocais, curas,
exorcismos, ressurreição de mortos etc – que o Senhor
usava para preparar as multidões para a proclamação do
Evangelho.
Conclusão
Tenho tentado tratar da variedade de temas referentes à
necessidade premente que há de os líderes (pastores,
evangelistas e mestres) ensinarem ao povo de Deus acerca da
preparação para receber o batismo no Espírito Santo; de
ensinar mais compreensivelmente sobre os propósitos e
resultados do batismo; da necessidade de que os já batizados
experimentem a plenitude do Espírito continuamente e também,
de vez em quando, busquem uma investidura especial, em geral,
o que só é feito em tempos de necessidade especial.
O batismo no Espírito Santo tem que ser mais do que uma
doutrina encerrada em um relicário; tem de ser uma experiência
vital e produtiva na vida dos crentes e em suas relações
pessoais com o Senhor, sua interação com outros crentes e
seu testemunho ao mundo.
NOTAS
1. O
que se segue, tenho mudado e revisado minha monografia The
Holy Spirit: A Pentecostal Perspective.
2. As
citações são todas da versão Revista e Corrigida de
Almeida 95, exceto em casos especificados.
3. A
forma do verbo “falar” no grego é em tempo presente,
sugerindo uma ação que continua ou em ação linear.
Para
saber mais:
PALMA,
Anthony D. O batismo no Espírito Santo e com fogo: os
fundamentos bíblicos e a atualidade da doutrina pentecostal.
Rio de Janeiro: CPAD, 2002.
|