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Leitura
Bíblica em Classe
Apocalipse 3.14-22
Esboço da
Lição
Introdução
I.
Cristo e o seu Caráter
II.
A Condição da Igreja de Laodicéia
III.
Cristo, a Solução para a Igreja
IV.
Cristo, o seu Convite e Promessa
V.
Características de um Real Avivamento
Conclusão
Tema
deste Subsídio
O
que é pentecostes no contexto da missão deixada por Jesus
aos seus discípulos?
Autor
Paul E. Lowenberg é membro do Concílio
Geral das Assembléias de Deus do Estados Unidos. Vive
em Springfield, Mussouri.
Adaptação
Setor de Educação
Cristã
Palavras-chaves
Pentecostes; Avivamento; Oração; Pregação.
Introdução
Nenhum
tratado sobre o Dia de Pentecostes é completo, a menos que
estude em sua totalidade as origens deste fenômeno do Novo
Testamento. Espírito Santo é mais do que
apenas
a terceira Pessoa da Trindade. Seu lugar singular no
crescimento e desenvolvimento da Igreja vai além da relação
doutrinal que existe na Trindade.
O Espírito foi enviado pelo Pai, é obtido do Pai por meio do
Filho e derramado pelo Filho
(At 2.33).
O
Espírito que se movia sobre a face das águas se moveu com
tal poder e convicção no Dia de Pentecostes que os homens se
compungiram de coração e clamaram perguntando: “Que
faremos?”, At 2.37. Homens e mulheres foram cheios do Espírito
(At 2.4), que estará para sempre com o crente e foi chamado
por Jesus de o Consolador (Jo 14.16-17). O termo dá a idéia
de professor, guia fiel.
A
Palavra do Senhor é clara quanto ao ministério do Espírito.
É Ele que glorifica Jesus (Jo 16.14) e convence os homens dos
seus pecados (Jo 16.8). Ele devia dar poder aos homens para
serem testemunhas, ou mesmo mártires (At 1.8). Os crentes
seriam santificados pelo Espírito (1Pe 1.2). A Palavra de
Deus devia ser entregue por meio de homens santos, inspirados
pelo Espírito Santo (2Pd 1.21). O Espírito é quem afirma a
nossa relação com Deus como seus filhos (Rm 8.16). Ao
considerar o tremendo e extenso ministério do Espírito
Santo, não é difícil entender a declaração de Jesus:
“Todavia digo-vos a verdade, que vos convém que eu vá;
porque, se eu não for, o Consolador não virá a voz, mas se
eu for, enviá-lo- ei”, Jo 16.7.
Durante
todo o tempo em que Jesus esteve com seus discípulos, o Espírito
Santo não estava neles. Até o momento em que isso aconteceu,
eles haviam sido apenas um pouco mais do que espectadores, mas
se converteriam em participantes. Haviam sido observadores,
todavia se converteriam em líderes e testemunhas. Eles haviam
acompanhado o Mestre e logo iriam em nome Dele. Eles haviam
ouvido Jesus e breve deveriam proclamá-lo, por isso
precisavam do poder do Espírito Santo.
Foi
no Dia de Pentencostes que este potencial singular foi
liberado sobre a vida dos 120 que estavam no Cenáculo e foram
batizados no Espírito Santo. Converteram-se em plenipotenciários
do Reino de Deus e do Rei. Deviam continuar o que Jesus começou.
Logo, vemos o quanto é importante a bênção do pentecostes
para a vida da Igreja. Conscientes disso, urge fazermos uma
pergunta que vem naturalmente à nossa mente após
considerarmos a relevância do pentecostes para a vida da
igreja:
O que é pentecostes?
Pentecostes
é mais do que o dia em que Deus derramou pela primeira vez o
seu Espírito. É mais do que somente uma experiência
da graça. É mais do que simplesmente o batismo no Espírito
Santo.
1.
Pentecostes é oração
Em
João 14.16, Jesus disse: “E eu rogarei ao Pai, e ele vos
dará outro Consolador, para que fique convosco para
sempre”. Jesus conhecia as necessidades mais profundas dos
homens que o seguiam. Ele conhecia suas debilidades, seus
temperamentos e seu fervor mal orientado. Ele os havia
observado por cerca de três anos. Sabia exatamente do que
necessitavam.
Em
sua oração como sumo sacerdote, Jesus disse: “Eu rogo por
eles”, Jo 17.9. Somente a imanente plenitude do Espírito
poderia transformá-los e fazê-los dignos representantes de
uma nova paixão, um novo Reino. Por isso Jesus orou, e seus
discípulos deveriam orar. A oração é quase sinônimo de
presença do Espírito Santo. Paulo exortou aos Efésios a
orar. “Orando em todo tempo com a toda a oração e súplica
no Espírito, e vigiando nisto com toda perseverança e súplica
por todos os santos”, Ef 6.18. Da mesma forma, Judas
encoraja seus ouvintes a que se edifiquem na fé: “Mas, vós,
amados, edificando-vos a vós mesmos sobre a vossa santíssima
fé, orando no Espírito Santo”, Jd 20.
Orar
no Espírito é a mais alta ordem possível da oração. A
preposição “no” indica local. O crente tem passado ao
campo do Espírito, está rodeado pelo Espírito, está
envolto no Espírito, tem passado ao reino do Espírito. Essa
não é uma experiência de entrar ou sair; ligar ou desligar.
Jesus fala claramente de permanecer Nele: “Se vós
estiverdes em mim, e as minhas palavras estiverem em vós,
pedireis tudo que quiserdes, e vos será feito”, Jo 15.7.
Muitas orações não são respondidas porque as pessoas não
têm aprendido a permanecer no lugar santíssimo de
Deus.
Em
Romanos 8.26, Paulo acrescenta outra palavra que traz
esclarecimento:
“E da mesma maneira também o Espírito ajuda as nossas
fraquezas; porque não sabemos o que havemos de pedir como
convém, mas o mesmo Espírito intercede por nós com gemidos
inexprimíveis”. Que descoberta tão assombrosa e
humilhante! Não sabemos orar como devemos. Nossa própria
falta de espiritualidade nos angustia. Mas temos um Ajudador,
alguém que sempre vem em nossa ajuda. Ele dá expressão aos
nossos suspiros, cria palavras a nossos gemidos e ora sua
vontade através de nós.
Em
1951, eu estava partindo do Japão. Havíamos começado uma
igreja em Osaka, uma cidade devastada pelos bombardeios
norte-americanos na Segunda Guerra. Meu vôo de volta para
Shreveport, Louisiana, estava no horário. Havia chegado a
hora de embarcar para voltar para casa, mas me sentia
perturbado e inquieto com a idéia de voltar para casa pela
companhia do meu vôo. Tentei um vôo alternativo, mas fui
informado de que nenhuma companhia aérea teria vôo partindo
do Japão nos 30 dias subseqüentes. Seguro de que deveria
pegar o próximo vôo, e não aquele, me resignei a esperar
por mais 30 dias, mas não foi preciso. Seis horas depois, já
havia um lugar em vôo de outra companhia. Ao chegar em São
Francisco, fiquei sabendo que o outro vôo havia colidido nas
Ilhas Aleútes. Não sabia eu que, naquela mesma hora do meu vôo,
meu pai, que vivia no Canadá, também havia se inquietado ao
extremo por minha segurança, apesar de não saber nada sobre
o meu dilema. Movido pelo Espírito Santo, se entregou à oração
– a oração no Espírito. Literalmente, ele me passou de um
avião para o outro pela oração, para que eu pudesse
regressar seguro à minha família e ministério.
Este
é um exemplo da oração no Espírito e que a Palavra de Deus
e o próprio Espírito Santo nos ensinam que todo cristão
deve buscar.
2.
Pentecostes é promessa
Quando
estava com seus discípulos no Monte das Oliveiras, justamente
antes da ascensão, Jesus declarou: “E eis que sobre vós
envio a promessa do meu Pai; ficai em Jerusalém, até que do
alto sejais revestidos de poder”, Lc 24.49. Mas antes Ele já
havia dito: “Pois se vós, sendo maus, sabeis dar boas dádivas
aos vossos filhos, quanto mais dará o Pai celestial o Espírito
Santo àqueles que lho pedirem?”, Lc 11.13.
O Pai havia prometido este enriquecimento. Além disso, Jesus
cumpriria pessoalmente essa promessa. Seus discípulos
poderiam confiar nisso.
O
intrépido Batista, ao pregar para a multidão no Rio Jordão.
disse: “Mas eis que vem aquele que é mais poderoso do que
eu, a quem eu não sou digno de desatar a correia das
alparcas; esse vos batizará com o Espírito Santo e com
fogo”, Lc 3.16.
3.
Pentecostes é predição
Isaías,
o grande profeta de Israel, profetizou acerca do Espírito
Santo que viria:
“Porque agora derramarei água sobre o sedento, e rios sobre
a terra seca, derramarei do meu Espírito sobre a tua
posteridade, e a minha bênção sobre os teus
descendentes”, Is 44.3. O profeta Zacarias assegurou a
Israel que embora estivessem rodeados por destrutivas forças
inimigas, Deus viria em sua ajuda:
“E sobre a casa de Davi, e sobre os habitantes de Jerusalém,
derramarei o Espírito de graça e súplicas; e olharão para
mim, a quem transpassaram”, Zc 12.
4.
Pentecostes é poder
Uma
das grandes promessas de Jesus foi: “Mas recebereis a
virtude do Espírito Santo, que há de vir sobre vós; e
ser-me-eis testemunhas, tanto em Jerusalém como em toda Judéia
e Samaria, e até aos confins da Terra”, At 1.8. A palavra
grega martyres, traduzida como “testemunhas”, é usada de
vez em quando no Novo Testamento para referir-se aos que têm
invariavelmente testemunhado até à morte (At 22.20 e Ap
2.13; 17.6).
Para
enfrentar a poderosa oposição como representantes de Jesus
Cristo, os discípulos do Mestre necessitariam de uma
abundante fortaleza interior.
Para vencer suas próprias tentações da carne e controlar as
fortes paixões humanas, necessitariam ser especialmente
investidos do poder divino. Seria necessário que os débeis
fossem fortes; os indecisos, valentes. Os néscios agora
deveriam ser sábios; os tímidos, intrépidos. Os de ânimo
dobre deveriam converter-se em pessoas de convicções fortes.
Tudo isso o Espírito Santo lhes concederia. Eles deveriam ter
poder para enfrentar um inimigo astuto e hostil, e lutar
intransigentemente pela fé. Eles deveriam ter poder para
realizar milagres e pregar a Palavra incansavelmente. Suas próprias
debilidades e temores interiores poderiam converte-se em obstáculos
intransponíveis que deveriam ser conquistados. Esse poder
lhes seria concedido se mantivessem suas vidas cheias do Espírito
Santo.
O
livro de Atos é um testemunho confiável do poder concedido a
homens comuns e imprevisíveis, cuja vida foi ativada e
controlada pelo Espírito Santo.
5.
Pentecostes é purificação
Cristo
veio à Terra com o propósito de adquirir uma noiva que não
tivesse mancha nem ruga ou coisa semelhante (Ef 5.27). A Epístola
aos Hebreus estimula os crentes, dizendo: “Segui a paz
com todos, e a santificação, sem a qual ninguém verá o
Senhor”, Hb 12.14. O Espírito Santo santifica os homens.
Temos de participar de sua santidade (Hb 12.10) e aperfeiçoá-la
no temor de Deus (2 Co 7.1).
Na
primeira oportunidade, o pecado foi severamente julgado na
Igreja Primitiva. Ananias e Safira morreram devido a sua
duplicidade. Haviam mentido a Deus no tocante à oferta que
haviam levado a Pedro (At 5.1-11).
Elimas,
o mago, ficou cego por haver se colocado em oposição ao
testemunho de Paulo a Sérgio Paulo, o procônsul romano (At
13.8-12). O relato diz: “Todavia, Saulo, que também se
chama Paulo, cheio do Espírito Santo, e fixando os olhos
nele, disse: Ó filho do diabo, cheio de todo engano e de toda
malícia, inimigo de toda justiça, não cessarás de
perturbar os retos caminhos do Senhor? Eis aí, agora, contra
ti a mão do Senhor; e ficarás cego sem ver o sol por algum
tempo. E no mesmo tempo a escuridão e as trevas caíram sobre
ele, e, andando à roda, buscava a quem o guiasse pela mão”,
At 13.9-11.
João
Batista havia profetizado anteriormente que Jesus batizaria
com o Espírito Santo e fogo (Lc 3.16). O fogo purifica,
limpa, purga. Hoje, podemos e devemos cantar:
“Tu, Cristo, ardente chama que limpa, manda o fogo, manda o
fogo”.
6.
Pentecostes é pregar
Um
dos mais proeminentes traços do pentecostes é que ele produz
instantaneamente pregadores. Os discípulos pregaram com eloqüência
e autoridade, de forma brilhante, usando as verdades do Antigo
Testamento para apoiar a mensagem da morte e ressurreição
de Cristo. É interessante notar que, poucos dias antes, o
quadro era outro. Eles haviam desaparecido entre as sombras e
abandonado o seu Senhor quando mais Ele necessitava.
Agora,
no entanto, confrontavam as mesmas autoridades que haviam
crucificado o Senhor, dizendo-lhes que com mãos pecaminosas
haviam crucificado e assassinado Jesus, homem aprovado por
Deus (At 2.22-23). Eles os exortaram dizendo:
“Arrependei-vos, e cada um seja batizado em nome de Jesus
Cristo, para perdão dos pecados; e recebereis o dom do Espírito
Santo”, At 2.38.
A
única explicação a essa radical transformação é a
plenitude do Espírito Santo – o Espírito de Cristo
ressuscitado. Isso não foi dramático ou experiência
isolada.
Em Atos 4, podemos ler que os apóstolos foram detidos e
levados ao Sinédrio. “Então Pedro, cheio do Espírito
Santo...”, At 4.8. Devemos supor que essa era uma plenitude
fresca e subseqüente ao pentecostes. E na grande reunião de
oração que se seguiu, isso foi novamente registrado: “E os
apóstolos davam, com grande poder, testemunho da ressurreição
do Senhor Jesus, e em todos eles haviam abundante graça”,
At 4.31.
Em
cada caso, ser cheio do Espírito foi seguido pela pregação
inspirada e convincente. Pregar foi o método que Deus usou
para espalhar sua Palavra. Na sinagoga de Nazaré, Jesus
disse: “O Espírito do Senhor é sobre mim, pois que me
ungiu para evangelizar os pobres, enviou-me a curar os
quebrantados de coração. A apregoar liberdade aos cativos e
dar vista aos cegos; a por em liberdade os oprimidos; e
anunciar o ano aceitável do Senhor”, Lc 4.18-19. Em sua
reunião com os seus discípulos, depois da ressurreição,
Ele disse: “Ide por todo mundo, pregai o Evangelho a toda
criatura”,
At 16.15.
No
último encargo de Paulo a Timóteo, o apóstolo aos gentios
disse: “Conjuro-te, pois, diante de Deus e do Senhor Jesus
Cristo, que há de julgar os vivos e mortos, na sua vinda e no
seu reino, que pregues a palavra, inste a tempo e fora de
tempo; redarguas, repreendas, exortes, com toda longanimidade
e doutrina”, 1Tm 4.1-2.
Pentecostes
é pregar. Pentecostes é pregação ungida, cheia de graça,
inspirada, inteligente, sincera. É pregar com a graça de
Deus, o amor de Deus, o poder e as misericórdias Dele, os
seus juízos e a bendita esperança que Ele oferece a todos os
homens em todas as partes. Pentecostes é a resposta final de
Deus à frieza espiritual e apostasia dos últimos dias.
Pentecostes significa corações incendiados, vidas totalmente
dedicadas, motivadas por uma ardente paixão por pregar
Cristo, e este crucificado, ao nosso mundo, antes que venha
outra vez para estabelecer seu eterno Reino. Portanto, ide e
pregai.
Para
saber mais:
GILBERTO,
Antonio. Verdades Pentecostais. Rio de Janeiro: CPAD,
2006.
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