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Leitura
Bíblica em Classe
Atos 2.14-21
Esboço da
Lição
Introdução
I.
A Promessa do Pentecostes e sua Grandeza
II.
A Promessa do Pentecostes e sua Universalidade
III.
A Promessa do Pentecostes e sua Riqueza
IV.
A Promessa do Pentecostes e sua Futuridade
V.
A Promessa do Pentecostes abarca a salvação
Conclusão
Tema
deste Subsídio
Estudo
sobre a experiência de Atos 2 e as características do genuíno
Pentecostes nas Sagradas Escrituras.
Autor
Pastor Antonio
Gilberto. Consultor doutrinário da CPAD, autor de diversas
obras teológicas, incluindo a mais recente “Verdades
Pentecostais”, publicado pela CPAD;
e membro da junta
diretora da University Global, em Springfield, Missouri (EUA).
Adaptação
Setor de Educação
Cristã
Palavras-chaves
Pentecostes;
Avivamento; Batismo com o Espírito Santo; Vento; Fogo.
Introdução
Estamos
na era dos substitutivos, do artificialismo e das aparências;
a era dos plásticos, dos “aglomerados” e dos sabores
artificiais. E no campo espiritual não é diferente. Vivemos
em um tempo marcado por imitações, inovações, falsificações,
misticismo e mudanças injustificáveis dentro das
igrejas.
A
Palavra de Deus fala claramente sobre as mudanças indevidas e
seus resultados funestos. Paulo falou sobre isso na sua carta
aos romanos. “E mudaram a glória do Deus incorruptível em
semelhança da imagem de homem corruptível, e de aves, e de
quadrúpedes, e de répteis (...) pois mudaram a verdade de
Deus em mentira, e honraram e serviram mais a criatura do que
o Criador, que é bendito eternamente. Amém. Pelo que Deus os
abandonou às paixões infames. Porque até as suas mulheres
mudaram o uso natural, no contrário à natureza” (Rm
1.23,25-26).
O
profeta Daniel também nos fala de mudanças que serão
realizadas pelo anticristo.
“E proferirá palavras contra o
Altíssimo, e destruirá os santos do Altíssimo, e cuidará
em mudar os tempos, e a lei; e eles serão entregues na sua mão
por um tempo, e tempos, e metade de um tempo” (Dn 7.25).
Algumas
mudanças condenáveis que vemos nos dias de hoje são a
Teologia da Libertação, o culto à prosperidade e a
transformação indevida de fatos e eventos bíblicos em
doutrina. O apóstolo Paulo nos alerta quanto a falsificar a
Palavra de Deus: “Antes, rejeitamos as coisas que por
vergonha se ocultam, não andando com astúcia nem
falsificando a Palavra de Deus; e assim
nos recomendamos à consciência de todo o homem, na presença
de Deus, pela manifestação da verdade” (2 Co 4.2).
Tendo
em vista a situação hodierna e o que nos diz as Sagradas
Escrituras, urge enfatizarmos a necessidade da busca do padrão
bíblico para a Igreja. Paulo exortou Timóteo a guardar o
ensino da Palavra de Deus transmitido por ele. “Conserva o
modelo das sãs palavras que de mim tens ouvido, na fé e na
caridade que há em Cristo Jesus” (2Tm 1.13).
Assim
como Moisés, que ordenou que se fizesse o Tabernáculo
conforme o modelo que lhe foi entregue por Deus no monte,
devemos observar à risca o padrão bíblico para a Igreja,
pois a Palavra de Deus é o nosso manual de vida, nossa única
regra de fé e prática. “Os quais servem de exemplar e
sombra das coisas celestiais, como Moisés divinamente foi
avisado, estando já para acabar o tabernáculo; porque foi
dito: Olha, faze tudo conforme o modelo que no monte se te
mostrou” (Hb 8.5).
Paulo,
em 1 Coríntios 3.10 e 13, falou sobre a importância de
termos cuidado com a forma como edificamos.
1.
As Características do Verdadeiro Avivamento
Há
14 palavras-chaves (ou frases) em Atos 2. Essas expressões
marcaram o primeiro Pentecostes, indicando fatos que devem
acompanhar o verdadeiro Pentecostes através dos tempos.
Vejamos uma por uma.
Pentecostes
–
“E
cumprindo-se o dia de Pentecostes”, At 2.1.
Em Levítico 23,
Deus estabeleceu sete festas sagradas para Israel observar, as
quais prefiguravam de antemão todo o curso da História da
Igreja. Essas festas sagradas falam também do caráter alegre
que iria caracterizar a Igreja. Festa pressupõe alegria.
Lembremo-nos que Jesus sempre foi um homem alegre, apesar de
viver à sombra da cruz!
Das
sete festas sagradas de Israel, a quarta era a de Pentecostes
(Lv 23.15- 16), também chamada de Festa das Semanas (Dt
16.10) e Festa das Colheitas (Êx 23.16). A Festa de
Pentecostes ocorria no terceiro mês (Sivã) e durava um dia.
Dia seis de Sivã, que corresponde mais ou menos ao nosso mês
de junho.
A
Festa de Pentecostes era precedida por três outras festas
conjuntas:
a Páscoa, em 14 de Abibe; Festa dos Pães Asmos,
de 15 a 22 de Abibe; e Festa das Primícias, em 16 de Abibe.
As três levavam oito dias e eram celebradas no mês de Abibe,
que é o primeiro mês do calendário sagrado de Israel. O
primeiro mês do calendário civil era Tisri, que corresponde
mais ou menos ao nosso mês de outubro.
A
Festa de Pentecostes era seguida de três outras festas: Festa
das Trombetas, no 1º de Tisri; Expiação, em 10 de Tisri; e
Festa dos Tabernáculos, de 15 a 21 de Tisri. As duas
primeiras duravam apenas um dia cada uma, enquanto a última
durava sete dias. O dia da segunda também era conhecido como
“O grande dia da Expiação”. Como pode se ver, essas três
festas ocorriam no mesmo mês, Tisri, o início do ano civil
de Israel.
Pentecostes
era a festa central das sete que o Senhor determinou para
Israel observar em Levíticos 23. São 3+1+3. Essa
centralidade fala da importância do batismo no Espírito
Santo para a Igreja, e do equilíbrio espiritual que dele
resulta. Ninguém sabe ao certo o dia do natal de Cristo, nem
o dia de sua morte, mas todos sabemos o dia da sua ressurreição
(o primeiro da semana), bem como o Dia de Pentecostes
(o 50º
dia após a Festa das Primícias). Assim, a Festa de
Pentecostes era uma profecia: 7x7 semanas + 1 dia= 50 dias, a
contar da Festa das Primícias (Lv 23.15), a qual falava da
ressurreição de Cristo (1Co 15.20). Essa colocação das
festas também nos mostra que sem Páscoa, isto é, sem o
Cordeiro de Deus, morto e ressurreto, não teríamos
Pentecostes. Recapitulando, a Páscoa era celebrada primeiro
(14 de Abibe – um dia), sendo
seguida por Pães Asmos (15 a 21 de Abibe – sete dias) e
Primícias (16 de Abibe – um dia). Primícias e Pães Asmos,
portanto, eram festas conjuntas.
1.1.
Considerações
sobre a Festa das Primícias e o Pentecostes
Vejamos
algumas particularidades sobre a Festa das Primícias e a de
Pentecostes, conforme Levítico 23.9-14. Na Festa das Primícias
era movido perante o Senhor um molho (feixe) de espigas de
trigo (Lv 23.10-11). Na Festa de Pentecostes eram movidos
perante o Senhor dois pães de trigo (Lv 23.15-17). Isso
falava da Igreja, que seria formada de judeus e gentios,
for-mando, assim, um só corpo – o Corpo de Cristo (Ef 2.14;
Jo 11.52). O feixe de espigas fala da união, mas os pães vão
além. Eles falam de unidade (Ef 4.3). Em um feixe de espigas,
os grãos estão simplesmente presos às espigas, porém
isolados uns dos outros. Em um pão é diferente: o trigo é o
mesmo, mas os grãos passaram por um multiforme processo e
formam agora um todo, um corpo único. O derramamento
pentecostal fez isso na formação da Igreja em Atos 2, e quer
continuar a fazer o mesmo hoje.
Todos
– “Todos
reunidos
no mesmo lugar”, At 2.1. “Todos foram cheios do Espírito
Santo”, At 2.4. “Do meu Espírito derramarei sobre toda
a carne”, At 2.17. “Todo aquele que invocar o
nome do Senhor será salvo”, At 2.21. “Todos os que
estão longe; tantos quanto...”, At 2.39. “Em toda alma
havia temor”, At 2.43. “Todos os que criam
estavam juntos”, At 2.44. “Todos” é uma palavra
inclusiva. Isso indica que todos os salvos são candidatos ao
batismo no Espírito Santo.
A
salvação não é o batismo no Espírito Santo. Este deve
seguir à salvação.
Os discípulos do Senhor, juntamente com
as mulheres, Maria e outras mais
(At 1.13-14), já eram salvos
antes do Dia de Pentecostes. A Palavra de Deus elimina
qualquer dúvida nesse sentido (Jo 14.17; At 2.18, 38-39 e
19.2).
Reunidos
– “Todos
reunidos no mesmo lugar”, At 2.1. Isso indica não só união,
mas unidade no Espírito Santo.
Acabaram-se as diferenças pessoais e ali estavam todos
juntos, reunidos. Pedro, João, Tomé, Felipe, Tiago, todos
unidos.
Céu
– “Veio
do céu”, At 2.2. O que está ocorrendo em sua vida, igreja
ou movimento religioso vem mesmo do céu? Ou vem simplesmente
dos homens? “Enganoso é o coração, mais do que todas as
coisas, e perverso; quem o conhecerá?”, Jr 17.9. Ou será
que vem do astuto enganador? Jesus, antes de ser ascendido ao
céu, se referiu ao derramamento do Espírito da seguinte
forma: “E eis que sobre vós envio a promessa de meu Pai:
ficai, porém, na cidade de Jerusalém, até que do alto sejais
revestidos de poder”, Lc 24.49. Quando a experiência de
Pentecostes se repetiu na casa de Cornélio, Pedro frisou que
ela se deu “como no princípio” (At 11.15). Paulo exorta
sobre o perigo de
recebermos “outro espírito” de falsos profetas (2Co
11.4).
Som
– “Veio
do céu um som”, At 2.2. O Espírito Santo veio
primeiramente como um som. Para quê? Para despertar os
dormentes, acordar do sono espiritual, alertar do perigo,
avisar, convocar para o trabalho, reunir (1Co 14.8) e para a
Igreja louvar a Deus com “música de Deus” (1Cr 16.42 e Cl
3.16).
Vento
– “Som
como de um vento veemente e impetuoso”, At 2.2. O texto
esclarece que não ouve vento mesmo, só seus efeitos sonoros.
Vento fala de muitas coisas:
a)
Força impulsora, como nas velas dos barcos e nos moinhos.
b)
O vento separa a palha do grão (Sl 1.4 e Mt 3.12). Ele
separa o leve do pesado.
c)
O vento move e movimenta águas e árvores.
d)
O vento fertiliza, levando o pólen, a vida (Ct 4.16 e Jo
3.5,8).
e)
O vento limpa árvores e campos.
f)
O vento não tem cor, logo pode significar também a ausência
de favoritismo, individualismo e discriminação.
g)
O vento não pertence a um clima único. Ele é universal.
h)
O vento move-se continuamente (Ec 1.6 e Gn 1.2).
i)
O vento não tem cheiro, mas espalha perfume. Aqui podemos
lembrar do papel do Altar do Incenso no Tabernáculo.
j)
O vento quando se move é infalivelmente sentido, notado.
l)
O vento refresca e suaviza o calor.
m)
O vento (ar) alimenta e vivifica pulmões e a vida orgânica.
Em Ezequiel 37.8-10, vemos nos corpos ossos, nervos, carne,
pele, mas não vida, até que o Espírito assoprou sobre
eles. Aleluia! Há muitos crentes por aí que têm de sobra
“ossos”, “nervos”, “carne” e “pele”, mas
falta-lhes a vida abundante do Espírito.
n)
O vento é misterioso (Jo 3.8). Devemos ter cuidados com as
falsificações, com os ventos nocivos (Mt 7.25 e Ef 5.14).
Casa
– “E
encheu toda a casa”, At 2.2. A família cristã cheia do Espírito
Santo tem um papel muito importante para a Igreja. A família
é a primeira instituição divina na Terra. Foi por meio dela
que o Senhor fundou a nação que traria o Messias ao mundo e
também dela serviu-se para que nascesse o Messias.
O Diabo
luta com todas as suas hostes para destruir a família na face
da Terra, inclusive dentro da Igreja, mas o Senhor tem provido
salvação para a família. Antes de julgar o mundo com um dilúvio,
Deus proveu salvação para Noé e sua família (Gn 6.18). Na
noite em que Deus julgou os egípcios, os israelitas foram
milagrosamente salvos pelo sangue do cordeiro.
Ali,
Deus instruiu cada família a tomar um cordeiro para si (Êx
12.3-4).
“Serás salvo tu e a tua casa” é uma promessa de
Deus para os chefes de família (At 16.31) e na promessa
pentecostal toda a família está incluída
(At 2.17).
Línguas
– “Línguas
repartidas como que de fogo”, At 2.3. O verdadeiro
Pentecostes tem algo para se ouvir do céu (“veio do céu um
som”), algo para se ver do céu (“foram vistas por eles línguas”)
e algo para se repartir vindo do céu (“línguas
repartidas”).
Devemos
observar algumas características das línguas estranhas:
a)
Línguas estranhas não precedem o derramamento do Espírito,
mas seguem-se a ele. “Foram cheios do Espírito Santo, e
começaram a falar noutras línguas” (At 2.4).
b)
Línguas no derramamento espiritual indicam o Evangelho
falado, pregado, cantado, comunicado. Porém, são línguas
“como que de fogo”, não língua de flores.
c)
Vários dons do Espírito Santo são exercidos através da
língua, da fala.
d)
Deus usou as línguas estranhas como sinal externo do batismo
no Espírito Santo para demonstrar sua inteira posse e
controle da nossa língua ao batizar-se (Tg 3.8).
e)
Línguas estranhas como evidência física inicial do batismo
no Espírito (Veja a lei da primeira referência, comparando
Atos 2.4, 10.44-46 e 11.15).
f)
Línguas estranhas como um dos dons do Espírito Santo (1Co
12.10,30).
g)
Dons espirituais podem ser concedidos por Deus no momento do
batismo no Espírito (At 2.17 e 19.6).
É
importante ensinarmos nas igrejas a doutrina do batismo no Espírito
Santo.
Fogo
– “Línguas
como que de fogo”, At 2.3. Esse fogo de que fala o texto
sagrado é sobrenatural, celestial. Não é fogo
estranho.
Vejamos
algumas características do fogo, e que podem
ser aplicadas no campo espiritual:
a)
O fogo alastra-se, comunica-se.
b)
O fogo purifica. Contra a impureza espiritual, a principal força
é o Espírito Santo.
c)
O fogo ilumina. É o saber, o conhecimento das coisas de Deus.
d)
O fogo aquece. A Igreja é o Corpo de Cristo. Todo corpo vivo
é quente.
e)
O fogo, para queimar bem, depende muito da madeira, se ela é
boa ou ruim.
f)
O fogo tanto estira o ferro duro como a roupa macia.
g)
Foi o fogo do céu que fez do templo de Salomão a Casa de
Deus. Nós somos templos do Espírito Santo (2 Cr 7.1 e 1Co
3.16).
h)
“Quem nasce sob o fogo não esmorece sob o sol”.
Cheios
– “E
todos foram cheios do Espírito Santo”, At 2.4. Quanto mais
cheia e mais alta, mais pressão e peso tem a caixa d’água.
Assim é com o crente cheio do Espírito Santo. Lembremo-nos
também que não é só o crente que fica cheio, o ambiente
também: a casa – “E encheu toda a casa”, At 2.2. Outra
coisa a se observar é que os símbolos e figuras manifestos
no Dia de Pentecostes falam de poder, como fogo e vento.
Poder, energia e força nós usufruímos, embora não saibamos
defini-los plenamente (Jo 3.8).
Nações
– “Todas
as nações que estão debaixo do céu”, At 2.5. Jesus já
havia feito uma declaração em Atos 1.8 sobre o revestimento
de poder e a evangelização de todos os povos. Em Marcos
16.15, Jesus também fala de evangelização e missões. O
verdadeiro movimento pentecostal terá que ser um movimento
missionário. Deve ser um movimento que ora por missões,
contribui para missões, promove missões e vai ao campo
missionário.
A
igreja que não evangeliza breve deixará de ser evangélica.
Para os que pensam em missões, é importante lembrar a relevância
da compreensão do fenômeno da
transculturação hoje.
Zombaria
– “E
outros, zombando, diziam: Estão cheios de mosto”, At 2.13.
Esses zombadores não eram pessoas ímpias. Eram pessoas
religiosas.
Hoje
acontece a mesma coisa. Zombadores e críticos religiosos se
levantam contra o genuíno derramamento do Espírito. Judas
alertou quanto a isso: “Mas vós, amados, lembrai-vos das
palavras que foram preditas pelos apóstolos de nosso Senhor
Jesus Cristo, os quais vos diziam que no último tempo haveria
escarnecedores que andariam segundo as suas ímpias concupiscências.
Estes são os que causam divisões, sensuais, que não têm o
Espírito”, Jd 17-19. Quando não aparece um Judas, traidor,
do lado de dentro, aparece um Pilatos do lado de fora, ainda
se defendendo, mas devemos fazer como Jesus: fazer a obra que
Deus nos confiou, porque críticos e zombadores sempre teremos
aqui.
Pedro
– “Pedro,
porém, pondo-se em pé”, At 2.14. Vemos, aqui, o homem de
Deus na disposição da graça. Se analisarmos Pedro antes e
depois do Pentecostes, vamos notar uma mudança enorme em sua
vida. Dali para frente, Pedro jamais mudou (1Pd 1.1-5 e 2.4-
5). Aqui, é importante frisar o cuidado da igreja com a
teologia modernista, liberalista e especulativa, que está
permeando o mundo e procura mudar o perfil da Igreja.
Palavra
de Deus – “Pedro
disse-lhes: Mas isto é o que foi dito pelo profeta Joel”,
At 2.14-15. No Dia de Pentecostes, a primeira pregação da
Igreja foi pura exposição da Palavra de Deus (At 2.16-36).
Nosso
ministério e nossa congregação experimenta um abundante e
poderoso ministério da Palavra? A pregação e o ensino
fundamental têm endereço certo: o coração do
ouvinte. “E, ouvindo eles isto, compungiram-se em seu
coração”, At 2.37. Há atualmente um esvaziamento da
Palavra de Deus no púlpito de inúmeras igrejas. E como está
a sua igreja neste particular? O tempo que deveria ser da
Palavra de Deus é ocupado por música, canto profissional (não
genuíno louvor) e atividades sociais, restando apenas alguns
minutos para a pregação da palavra de Deus? É a falta da
Palavra que gera
elevado número de retardados espirituais nas igrejas. É
preciso vigilância com os chamados hinos especiais duplos e
triplos de cantores, conjuntos e corais em nossos cultos.
Devemos atentar para a dosagem e equilíbrio na adoração a
Deus
(Ex 30.34-38 e 2Cr 29.27). Devemos considerar a expressão
“porão em ordem”, em se tratando de holocausto ao Senhor
(Lv 1.7-8,12 e 1Co 14.40).
2.
Considerações para o genuíno Pentecostes
Vejamos
agora algumas das coisas que ocorrem no primeiro Pentecostes:
a)
Obediência à vontade do Senhor (Lc 24.49 e At
1.12-14) – A desobediência é um entrave à operação
divina (At 5.32).
b)
União e unidade entre os crentes (At 1.14; 2.1 e Ef
4.3) – Pensemos em João, Pedro, Tomé e outros naquele dia.
Apesar de todas as suas diferenças, estavam todos reunidos e
unidos.
c)
Oração perseverante e unânime (At 1.14).
Conservando
o Pentecostes Na
Lei havia apagador de fogo (Êx 25.38), mas na Graça não há
(Mt 12.20). “Não apagueis o Espírito”, 1Ts 5.19. A
conservação do Pentecostes vem pela constante renovação
espiritual do crente. Tito 3.5 nos fala da regeneração
seguida de renovação: “Não pelas obras de justiça que
houvéssemos feito, mas segundo a sua misericórdia, nos
salvou pela lavagem da regeneração e da renovação do Espírito
Santo”. Há vários textos bíblicos no Novo Testamento
que nos falam sobre a renovação espiritual do
crente:
At 4.8,31; 6.3; 7.55; 11.24; 13.9; 13.52; Rm 12.2; 2Co 4.6;
Ef 4.32; 5.18 e Cl 3.10.
No
Antigo Testamento, quanto à vida espiritual renovada, temos
o exemplo de Davi: Sl 92.10; 103.5; 104.30; 119.
25,37,40,50,88,93,97,154,156 e 159.
3.
Sobre o batismo no Espírito Santo
O
derramamento do Espírito sobre o crente é chamado de batismo
(At 1.5 e Mt 3.11). Em todo batismo tem que haver três condições:
o candidato a ser batizado, o batizador e o elemento em que o
candidato vai ser imerso.
No
batismo com ou no Espírito Santo, o candidato
é o crente, o batizador é o Senhor Jesus e o elemento ou
meio em que o crente é imerso é o Espírito Santo.
Há
diferença em ser cheio do Espírito Santo e ser batizado no
Espírito Santo. Uma garrafa pode estar cheia de água e não
estar batizada em água.
Ela
estará cheia e batizada quando estiver cheia d’água e
imersa na água (Dt 34.9;
Mq 3.8 e Lc 1.67).
Por
fim, um esclarecimento sobre a passagem de João 20.22: o
texto não se refere ao batismo pentecostal. Temos o primeiro
sopro divino vivificando e animando o homem material – Adão
em Gênesis 2.7. O segundo sopro divino, vivificando e
animando o homem espiritual, o crente, é o registrado em João
20.22. O terceiro sopro divino é o batismo pentecostal,
capacitando o crente para o serviço do Senhor (At 1.8). O
primeiro homem, o homem natural, adâmico, teve uma vocação
terrena (1Co 15.47). O novo homem, criado em Cristo
ressurreto, tem uma vocação espiritual, celestial,
santificante (Hb 3.1 e Ef 4.24).
Entrevista:
Pastor
Antonio Gilberto destaca
a importância da oração.
Para
saber mais:
GILBERTO,
Antonio. Verdades Pentecostais. Rio de Janeiro: CPAD,
2006.
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