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Leitura
Bíblica em Classe
Sl 33.1-14
Introdução:
I. O que
é o cântico congregacional
II. Os
fundamentos da música sacra
III. A música
no cristianismo primitivo
Conclusão:
Título deste subsídio: A
mordomia da adoração
Autor deste comentário: Pr.
Elienai Cabral
Palavras-chaves:Adoração; Louvor; Mordomia; Reverência.
Introdução A
mordomia da adoração se constitui numa doutrina essencial na
vida da igreja. Nesta lição trataremos do culto a Deus através
da adoração, como a Bíblia nos ensina. Trataremos também
da sua prática na vida cotidiana da igreja.
I. A
MORDOMIA DA ADORAÇÃO A DEUS
A
primeira verdade da mordomia da adoração é que ela é um
privilégio concedido ao povo salvo, para deste modo
servi-lo.
1. O ato
de adorar a Deus. O sentido mais forte de adoração é de atribuir valor
ou mérito a um objeto ou pessoa. Na teologia bíblica não há
espaço para adoração de coisas ou objetos. Existe uma
palavra no hebraico bíblico histahawah que literalmente
significa “curvar-se em humilde reverência e prostração”.
Essa atitude indicava que todo israelita devia manter e
administrar sua vida religiosa, como reconhecimento da
soberania divina ( Gn 24.52; 2 Cr 7.3; 29.29). No Novo
Testamento, o grego usa a palavra proskyneo e o sentido é o
de “prostrar-se diante de alguém maior, ou de render
homenagem”. Quando adoramos a Deus, estamos, na verdade,
administrando nossa atitude e posição em relação a Ele.
2. A
igreja e a adoração a Deus. O texto de 1 Pe 2.4,5,9,10 indica que o crente em Jesus
Cristo é conhecido primeiramente como adorador de Deus. O
texto declara que exercemos um “sacerdócio santo” e como
sacerdotes de Deus, os crentes O servem de duas maneiras: eles
representam os homens diante de Deus e ao mesmo tempo que
representam a Deus perante os homens. Num sentido especial,
tudo o que a igreja faz e realiza na vida diária em obediência
às Escrituras se constitui numa forma de adoração ( 2 Co
4.15; Rm 12.1; Hb 13.16).
3.
Aspectos da adoração. São vários os aspectos..
a) Reverência. É em resumo: honrar, venerar,
adorar. Um sentido mais prático é: “obedecer, acatar,
respeitar”. O ato de adorar deve ser precedido pela obediência
aos mandamentos de Deus. Porém, equivocadamente, a maioria
dos cristãos entende que “reverenciar a Deus” refere-se
apenas à postura física. Mais do que prostrar-se, colocar o
rosto na terra, a autêntica reverência na adoração tem a
ver com a atitude do coração. Jesus declarou que “os
verdadeiros adoradores adorarão o Pai em espírito e em
verdade”(Jo 4.24).
b) Moral. Um crente não nasceu de novo para ser tornar um mero
“contemplativo”, mas para ser ativo no serviço que
enaltece e glorifica a Deus.
c)
Religioso. O próprio sentido da palavra
“religião” indica a razão e de ser, e o procedimento do
crente. O sentido latino de “religião” é re-ligare”,
isto é, ligar outra vez. Por Jesus Cristo, todo o crente foi
religado à comunhão com Deus, antes perdida. Nesse nível, o
adorador conhece a Deus pela revelação pessoal
que Ele faz de Si mesmo, e em reconhecimento, o crente
valoriza essa revelação.
II. RAZÕES
PARA A ADORAÇÃO
O homem
foi criado com a capacidade de adorar ao Deus que o criou, de
modo livre e espontâneo. Com a queda de Adão e Eva pelo
pecado, esse senso de adoração, inerente à sua natureza
religiosa, foi completamente desvirtuado. Mas Deus
providenciou a restauração do homem consigo, mediante a
revelação de Seu Filho Jesus. Foi o próprio Jesus quem
proveu essa recuperação humana abrindo o caminho para a
adoração ao Pai, revelando-O de modo especial.
1. Revelação
de Deus Pai. A Bíblia declara em Colossenses que Ele “é a imagem
do Deus invisível, o primogênito de toda a criação”( Cl
1.15). Jesus foi e é a expressa imagem desse Deus Grandioso
que tornou-se conhecido através de seu Filho, o qual, sendo
Deus, ”humilhou-se a si mesmo”...”pelo que Deus o
exaltou soberanamente e lhe deu um nome que é sobre todo o
nome”( Fp 2.8). Jesus revelou o Pai a todos os homens.
2. Presença
de Deus. A adoração no Novo
Testamento é uma resposta à presença de Deus em Cristo
Jesus. Um dos nomes Jesus é “Emanuel” que quer dizer:
“Deus conosco”. Deus se revela na pessoa de Cristo (Gl
4.8,9) por isso, podemos chamá-lo Pai ( Rm 8.15,16; Gl
4.6).
3. Poder
de Deus. Um dos nomes de Deus “o Deus Todo-Poderoso”.
III.
ASPECTOS E MODOS DA ADORAÇÃO CRISTÃ
A
Mordomia da adoração cristã requer uma administração
racional, espiritual, dinâmica e disciplinada. A igreja está
na terra como uma comunidade de adoração e o sentido da
adoração está implícito na vida e missão da igreja no
mundo. Os vários modos de adoração são identificados pelo
foco da adoração conforme veremos a seguir.
1.
Administrando a adoração. Nesse sentido, a adoração envolve o passado, o
presente e o futuro da fé cristã. Esses elementos do tempo são
combinados através de fatos como:
a) Pelas lembranças do passado. A memória da nossa historia de fé exerce um
papel importante na adoração cristã. Temos facilidade para
esquecer as bênçãos recebidas, mas quando trazemos
à tona o que Deus já fez por nós numa atitude de adoração
tornamos possível a presença divina na vida pessoal e
coletiva da igreja. Alguns símbolos revividos através dos
batismo por imersão e a participação na Santa Ceia se
constituem em lembranças que motivam a nossa adoração.
b) Pela presença atual de Cristo. Sem dúvida,
as lembranças aguçam nossa consciência e nos
responsabilizam em termos de adoração a Deus. A presença de
Deus em Cristo é algo real quando se dá lugar para Ele. O
fazemos quando nos reunimos para cultuar a Ele de corpo
presente e visível, pois a presença física da igreja num
culto significa a presença de Cristo no seu corpo vivo, a
igreja ( 1 Co 10.16-18).
2. A
administração do Batismo em águas. O batismo em águas é parte essencial da adoração
cristã. Sua doutrina existe para fortalecer a idéia de
sepultamento da velha vida e o compromisso com a igreja. Pelo
ato do batismo, não só confessamos fé em Cristo, mas
ficamos mergulhados ( imersos) Nele (Mt 28.19,20; At 2.38,41).
Portanto, quando ministramos o batismo de novas pessoas em águas,
estamos promovendo a adoração cristã.
3. A
administração da Ceia do Senhor. A Ceia do Senhor é o modo mais singular e glorioso da
adoração cristã. A última Ceia que Jesus partilhou com
seus discípulos antes do calvário nos dá uma compreensão
maior em relação à adoração cristã. A ultima ceia foi
uma ceia pascal que fazia parte ainda da velha aliança (Lc
22.15). Mas Ele tomou a experiência pascal para instituir uma
nova forma de adorar, lembrando o que Ele faria por todos na
cruz do calvário. Quatro significados especiais:
a) Comunhão. A palavra grega koinonia representa plenamente o
sentido da Ceia do Senhor (1 Co 10.16,17). Porém, a idéia básica
de koinonia é “aquilo que é partilhado por um grupo
em particular”. A igreja, quando se reúne para a Ceia do
Senhor, na verdade, desenvolve uma forma de adoração que
significa comunhão, fraternidade, participação da
igreja num ato comum a todas as pessoas (1 Co 10.21). A comunhão
é com o Senhor e com os irmãos. A participação do pão e
do vinho por todos os que fazem parte do corpo de Cristo é
uma forma especial de unidade com Ele.
b) Memorial ( Lc 22.19; 1 Co 11.24,25). Já
falamos de lembrança e a Ceia do Senhor nada mais é do que
lembrar a morte do Senhor Jesus e o seu significado para nós.
Quando tomamos do pão e do vinho “em memória da sua
morte” promovemos reflexão e compromisso com o Senhor.
Assim como judeu lembra através da páscoa a sua libertação
do Egito, assim também, a Ceia do Senhor lembra a libertação
que tivemos mediante Jesus Cristo.
c) Proclamação
(1 Co 11.26). Quando administramos a Ceia do Senhor
estamos, na verdade, proclamando o fruto da morte do Senhor.
Esse ato de proclamação implica tornar conhecida a obra
expiatória de Cristo, pela sua morte, derramamento do seu
sangue e a sua vitória na ressurreição. Paulo deu ênfase
na celebração da Ceia do Senhor à pregação da morte de
Cristo. Na Ceia do Senhor conhecemos o significado da morte e
o seu fruto salvifico ( 1 Co 9.14,16). O serviço que
prestamos e fazemos na Ceia um procedimento de mordomia cristã,
pois ministramos ao corpo de Cristo que é a sua igreja.
1.
Administrando o culto a Deus.
a)A
leitura da Palavra. Hoje, a leitura individual
com atitude de reverência produz paz interior e orientação
espiritual para a vida cotidiana. A leitura pública ainda é
um hábito positivo e indispensável aos cultos cristãos,
como parte da adoração cristã. Na Bíblia, aprendemos que um
dos maiores momentos de adoração ao Senhor ocorreu quando o
sacerdote Esdras leu a Lei perante o povo (Ne 8.5,6).
b)A pregação
e o ensino da Palavra de Deus. Um
verdadeiro culto de adoração a Deus não pode ficar sem
ensino ou pregação bíblica. Através da exposição
desta, o homem pode reconhecer Deus como seu único Senhor e
Salvador. (II Cr 34.30-33).
c) Os cânticos
na adoração cristã. Uma
maneira de expressarmos alegria, gratidão e desejo de comunhão
com nosso Senhor é através dos hinos e cânticos espirituais
(Sl 136; Sl 126.3). Os cânticos devem ser inspirados em música e letra
com conteúdo suficiente para conduzir o povo de Deus à adoração
(Ex 15.1-21).
d) As orações
na adoração cristã. Outro
elemento importante na adoração a Deus é buscar a sua face
em oração. É o meio de comunicação entre os santos e o
Senhor. A oração deve ser sempre acompanhada de ações de
graças a Deus. O Novo Testamento
apresenta dois tipos distintos de orações, a
individual e a coletiva. A oração individual está
relacionada a nossa intimidade com Deus pessoal e secreta do
crente e o Senhor (Mt 6.5-8; Lc 11.5-13). A oração coletiva
é aquela oração que todo o povo faz (Mt 18.19,20). Esse último
tipo de oração promove união, confraternização e comunhão.
Era o tipo de oração exercitada nas casas do crentes
primitivos quando ainda não tinham templos próprios (At
2.42,46; 4.23; 5.42).
e) As
contribuições na adoração cristã . A entrega dos dízimos e ofertas faz parte da adoração
cristã (Sl 96.8). O texto de 1 Co 16.1-4
contém os princípios e bênçãos dos que contribuem para a
obra de Deus.
CONCLUSÃO
O homem foi criado para a glória de Deus, o qual
deseja e espera receber o devido louvor de sua criação (Is
43.7). A adoração do crente deve ser direcionada única e
exclusivamente a Deus (Mt 4.10), pois nas Escrituras
encontramos as principais razões para assim procedermos,
“porque nele vivemos, e nos movemos, e existimos “(At
17.28).
Adquira do mesmo autor:
Romanos:
o evangelho da justiça de Deus, CPAD, 2005.
A
síndrome do canto do galo, CPAD, 2000.
Mordomia
Cristã, CPAD, 2003.
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