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Leitura
Bíblica em Classe
Rm
12.1-8
Introdução:
I. O que é serviço cristão
II. As bases doutrinárias do serviço cristão
III. Os objetivos do serviço cristão
Conclusão:
Autor deste comentário: Pr.
Elienai Cabral
Palavras-chaves:
Mordomia;
Serviço; Talento.
Título deste subsídio: A mordomia dos Talentos
A parábola dos talentos (Mt 25.14-29) foi
a última proferida por Jesus cuja mensagem principal trata do
nosso trabalho com diligência, constância e fidelidade com
os talentos que Deus nos tem dado. No mesmo capítulo (Mt 25),
Jesus falou da parábola das dez virgens, destacando a lição
principal da vigilância espiritual ante o retorno do Senhor.
No estudo desta lição abordaremos o assunto dos talentos sob
a perspectiva da administração do nosso trabalho recebido da
parte de Deus. Somos mordomos na aplicação dos nossos
talentos na propagação do reino de Deus.
A CONCESSÃO
DOS TALENTOS (vv.14,15)
1. O dono
dos talentos (v.14). A parábola fala de “ um
homem” rico, possuidor de muitos bens (talentos), o qual ao
sair para fora de sua terra convocou seus “servos”
(trabalhadores) e deu-lhes a oportunidade de trabalharem com
os “ bens” a eles distribuídos. A lição da parábola
indica que Jesus Cristo é aquele senhor, o qual nos tem dado
talentos para trabalharmos para Ele. Ele é o homem que “
ausentou-se da sua terra” por um pouco de tempo, para quando
voltar, receber o fruto dos talentos entregues a seus servos (Jo
13.13; At 10.36). Jesus, depois de ascensão viajou para
longe: “ Subindo ao alto....deu dons aos homens” (Ef 4.8).
Ao retornar para o céu, Jesus deixou sua igreja equipada,
concedendo seus bens para serem negociados. Ele disse, certa
feita: “ Assim como o Pai me enviou, eu vos envio a vós”
(Jo 20.21).
2. A
mensagem dos talentos (v.15). Um “
talento” era uma medida de peso com valor monetário. Nas
medidas de peso dos tempos bíblicos, um talento equivalia a
60 “ minas” e uma “mina” tinha o peso de “ 60 siclos”
. Essa medida de peso podia ser de ouro, prata, bronze ou latão,
por isso, o valor podia ser diferenciado. Um “talento”
pesava aproximadamente “ 30 quilos”. A palavra dinheiro
no versículo 18, no original é prata. O valor monetário de
um talento era muito alto. Uma pessoa que possuísse, pelo
menos, um talento, era respeitado como bem de vida. Aquele
senhor entregou os seus talentos a três dos seus servos para
que negociassem com os mesmos. Na linguagem figurada, esses
talentos representam os dons, dotes e habilidades que Deus nos
dá para com eles trabalharmos.
Notemos que esse “ talentos” pertencem ao Senhor, e
Ele os concede conforme a capacidade individual de seus
servos.
3. O dono
dos talentos (v.15). A Escritura diz que aquele
senhor “ a um deu”; “ e a outro deu” talentos,
indicando que os mesmos pertenciam à aquele homem rico. A Bíblia
diz que tudo vem de Cristo, pois tudo foi criado por Ele, por
meio Dele e para Ele (Cl 1.16; 1 Co 8.6; Rm 11.3-6). De nós
mesmos nada temos, nem podemos fazer (Jo 15.5). Dele nos vem
tudo para que o sirvamos segundo a sua vontade, não a nossa.
Os servos não foram escolhidos porque já tivessem algum
talento.
4. A
distribuição dos talentos (v.15). A
distribuição foi proporcional à capacidade de cada um
daqueles servos para negociar. A um “deu cinco talentos”,
a outro “dois talentos” e, ao terceiro, “um talento”.
Quando Deus criou os seres humanos, os criou com diferentes
aptidões e capacidades. Pelo menos, um talento todo crente
possui. O que Deus espera de todos nós é que, mediante seus
talentos, sejamos fieis e úteis ao seu reino.
A
ADMINISTRAÇÃO DOS TALENTOS (vv.16-18)
1. Os
servos receberam seus talentos. Cada um
deles trabalharia e administraria os bens conforme a sua
capacidade pessoal. Aquele senhor deixou aqueles talentos em
suas mãos para serem cuidados e utilizados. Cada qual
negociaria da melhor forma possível com aquilo que recebeu
para trabalhar. Cada qual deveria preocupar-se apenas com o
seu trabalho e procurar fazê-lo bem. Não pode haver espaço
para invejas, ciúmes, porfias entre os servos de Cristo;
coisas típicas de pessoas carnais (Gl 5.19-21).
2. Dois
daqueles servos administraram bem seus talentos (vv.16,17). Diz a parábola que o servo que recebeu cinco e o que
recebeu dois talentos negociaram bem e duplicaram seus
talentos. Foram diligentes e fiéis. Os que trabalham na obra
de Deus, na igreja, devem fazer o melhor que puderem, para
multiplicarem seus talentos. Aqueles dois primeiros servos
tiveram êxito em seu trabalho. Sem dúvida, quando fazemos a
obra de Deus com amor e desvelo, a graça de Deus torna-se uma
fonte de poder inesgotável na provisão de todas as nossas
necessidades (Fp 4.13).
3. O
terceiro servo não cumpriu sua missão (vv.18,19). Diz a parábola que ele recebeu justamente tanto
quanto podia fazer e negociar, mas pelo contrário, ele
preferiu não fazer nada com o talento recebido. O texto diz
que ele “cavou na terra, e escondeu o dinheiro do seu
senhor” (v.19). Encheu-se de justiça própria, pois ao
cavar na terra e esconder o dinheiro queria insinuar injustiça
da parte de seu senhor. Aquele dinheiro escondido significa
prejuízo e desperdício. Quantos crentes, inclusive obreiros
recebem bens da parte do Senhor Jesus e, ao invés de
negociarem e trabalharem com afinco para multiplicar esses
bens, tornam-se inativos na obra de Deus. A cobrança virá a
seu tempo, na prestação de contas quando o Senhor
vier.
AS
GRANDES LIÇÕES DA PARÁBOLA
As
grandes lições da parábola dos talentos tem a ver com o caráter
dos servos.
1. A
fidelidade. Tudo o que aquele senhor esperava
de seus servos era que fossem fiéis no cumprimento de suas
atividades até que quando ele voltasse. Ele requer dos seus
servos um serviço fiel (Lc 16.10; 1 Co 4.2).
2.
Inteligência (Mt 25.16,17). Aqueles dois primeiros
servos fiéis usaram da inteligência para negociarem com os
talentos recebidos. É preciso que os servos de Deus usem de
inteligência espiritual para que não haja prejuízo nos negócios
que temos que fazer (Cl 1.9). Os bens de seu senhor deveriam
ser multiplicados através de uma mordomia fiel, dinâmica e
eficiente (Pv 10.4; 13.4). Na obra de Deus, nada deve ser
feito só por emoção.
3. Diligência. O que é diligência? No serviço,
é cuidado, zelo, dedicação, dinamismo, atenção, esmero e
amor. Os servos que receberam “e cinco e dois talentos”
trabalharam com cuidado e com aplicação até poderem
multiplicar os bens de seu senhor. A mordomia cristã repudia
a ociosidade. A Bíblia diz que “a alma do preguiçoso
deseja e coisa nenhuma alcança; mas a alma dos diligentes
engorda” (Pv 13.4).
A
MORDOMIA REQUER PRESTAÇÃO DE CONTAS ( Mt 25.19)
1. A
volta do Senhor para reaver seus talentos.
“E, muito tempo depois, veio o senhor daqueles servos e
ajustou contas com eles” (v.19). O senhor daqueles servos
veio quando eles não o esperavam. Assim será na vinda de
Cristo. Ele virá quando ninguém o espera ( Mt 24.44; 25.13).
Por isso, não devemos nos descuidar da nossa mordomia, nas
tarefas que o Senhor nos entregou para administrar.
2. O
ajuste de contas (Mt 25.19). Os servos sabiam disso, é
evidente. Cada servo tinha o seu ajuste de contas, por isso,
entendemos que essa prestação de contas é individual, na
presença do Senhor. A Bíblia testifica: “Cada um de nós
dará contas de si mesmo a Deus”(Rm 14.12). No ajuste de
contas, quanto ao seu serviço, suas obras, os servos de
Cristo comparecerão diante do Tribunal de Cristo após o
arrebatamento da igreja ( 2 Co 5.10). Todos os crentes salvos
hão de comparecer diante desse tribunal onde suas obras serão
julgadas e recompensadas. Trata-se do que fizeram (ou não
fizeram) para o Senhor enquanto viveram na terra (Rm 14.10; Cl
3.24; Ef 6.8; 1 Co 3.14). Quanto aos infiéis, os injustos,
eles comparecerão perante o Senhor para julgamento, somente
no Juízo Final (Mt 25.24,25).
Cuidemos
de, na força do Senhor, fazermos o melhor para Deus, e Ele
nos recompensará com justiça e com alegria.
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