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Leitura
Bíblica em Classe
Sl 42.1-5
Introdução:
I. O que é comunhão com Deus
II. A alma humana anseia pelos átrios
de Deus
III. O Deus de nossa comunhão
Conclusão:
Autor deste comentário: Esdras Costa Bentho
Palavras-chaves:
Comunhão; Santidade; Intimidade com Deus.
1.
Análise da definição do comentarista
Na lição deste domingo
estudaremos um tema devocional e teológico de grande importância
para a comunidade dos redimidos. Trata-se do estudo da comunhão
com Deus. Faremos, entretanto, uma breve abordagem dos
assuntos que estão subordinados à definição ("Comunhão
com Deus"). De acordo com o Pr. Claudionor de Andrade,
comentarista da lição, comunhão com Deus é "a
intimidade que o crente, mediante a obra redentora de Cristo e
por intermédio da ação do Espírito Santo, desfruta com o
Pai Celeste, e que o leva a usufruir de uma vida espiritual
plena e abundante".
Vejamos algumas ênfases sugeridas
por este enunciado:
a) Ênfase soteriológica
e cristológica: (obra redentora de Cristo): Como de praxe, o Pastor Claudionor de
Andrade, define com muita propriedade o tema. A descrição
apresenta os fundamentos, os meios, e os propósitos da comunhão
com o Senhor. A ênfase inicial está na obra redentora de
nosso Senhor Jesus Cristo. Somente através desta inaudita
obra expiatória e vicária é que o homem obtém a comunhão
com Deus. Esse conceito envolve os principais temas salvíficos,
que incluem: as doutrinas do pecado, da justificação,
reconciliação, regeneração e santificação em Cristo. Nenhuma
comunhão com Deus é possível à parte desses processos
redentores.
Outro elemento importante nesta
definição é o fato de apresentar o Senhor Jesus Cristo como
o único e insubstituível meio pelo qual a humanidade pode e
deve ter comunhão com Deus. Não há "santos",
"profetas", "mediadores",
"anjos", "espíritos", "bispos",
"pastores", "apóstolos",
"padres", "papas" ou qualquer outra coisa
mediante a qual a comunhão com Deus é estabelecida. Somente
o Senhor Jesus! Somente o sacrifício cruento e a ressurreição
de nosso Senhor Jesus Cristo restabelece a comunhão do homem
com Deus: "Porquanto há um só Deus e um só Mediador
entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem" (1 Tm 2.5).
Em uma cultura religiosa sincretista e idolátrica, como por
exemplo, a brasileira, é muito importante que o professor
enfatize esse inamovível princípio bíblico.
b) Ênfase pneumatológica: (por intermédio
da ação do Espírito Santo). O professor deve dar ênfase,
como apresenta a definição, às obras ou ministrações do
Espírito Santo. Lembre-se, caro mestr
e, que uma das primeiras ministrações do Espírito no
homem, não ocorre quando este é salvo, mas enquanto está
morto em delitos e pecados (Ef 2.1; Jo 3.5-8). Esta ministração
ao pecador é dupla: convencer (do pecado, da justiça e do juízo,
Jo 16.7-11) e restringir ou deter o mal no mundo (2 Ts 2.6-9).
Portanto, a obra inicial do Espírito de Cristo no homem é o
convencimento – ato magnânimo operado pelo Espírito na
comunicação da graça de Cristo, a fim de que o pecador
aceite inteligentemente a Cristo como Senhor e Salvador. A
segunda ministração não se restringe ao pecador como indivíduo,
mas a totalidade deles sendo guardados da operação do mal no
mundo. É evidente de que não se trata de eliminar o mal, mas
limitá-lo, restringi-lo, diminuir-lhe a eficácia de acordo
com os propósitos divinos, como demonstram o texto citado.
Outras ministrações do Espírito Santo, como a habitação
no crente, a santificação entre outros são os meios que
possibilitam à comunhão com Deus.
d) Ênfase na comunhão: (A comunhão com Deus é). Essa palavra não deve ser confundida com
“associação de pessoas”, “agremiação” ou
“companheirismo”. O vocábulo, quando usado nas páginas
do Novo Testamento, tem um significado que ultrapassa os
conceitos expostos acima – emprega-se com sentido religioso
e salvífico. Refere-se “à comunhão do e no
Espírito Santo” (2 Co 13.13; Fp 2.1); à nossa “comunhão
com Jesus Cristo” (1 Co 1.9), à “comunhão da fé” (Fm
v. 6 – ARA), e, à “comunhão dos crentes uns com os
outros e com Cristo” (1 Jo 1.3,6,7).
É evidente que koinōnia,
nesses textos, não
diz respeito à associação em torno de um objetivo ou ideal.
Pelo contrário, em 2 Co 13.13 e Fp 2.1, a comunhão é
tanto a que procede do Espírito Santo, isto é, levada por
Ele, quanto a comunhão da qual o próprio Espírito Santo
participa.
c)
Ênfase na santidade: (intimidade que o
crente). Sem a santificação, diz a Bíblia, "ninguém
verá o Senhor", muito menos terá intimidade e comunhão
com Ele. Enfatize, professor, a necessidade de o crente ser
santo. No Antigo Testamento o conceito de santidade, santo ou
santificado é expresso por três palavras principais:
qādash, qōdesh e qādôsh.
O verbo qādash ocorre
170 vezes no hebraico bíblico, com o sentido de “ser
consagrado”, “ser santo”, “ser santificado”. Na
primeira ocorrência do termo (Gn 2.3) significa “declarar
algo santo” (Êx 20.8), mas também o estado daquele que é
reservado exclusivamente para Deus (Êx 13.2). No entanto, há
470 ocorrências do substantivo qōdesh com o significado
de “consagração”, “santidade”, “qualidade de
sagrado”, “coisa santa”. A palavra é empregada para
descrever tanto o que é separado para o serviço exclusivo a
Deus (Êx 30.31), quanto o que é usado pelo povo de Deus (Is
35.8; Êx 28.2, 38). Já o adjetivo qādôsh, isto é,
“santo”, “sagrado”, além de ocorrer 116 vezes é o
vocábulo mais difundido entre os estudantes das Escrituras
Sagradas. Em Êxodo 19.6, primeira ocasião em que se emprega
o termo, designa o estado de santidade do povo de Deus (Nm
16.3; Lv 20.26), e a santidade do próprio Deus (Is 1.4; 5.16;
40.25).
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