Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Mestre
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição As Disciplinas da Vida Cristã
2º trimestre/2008


Lição 02 - A Minha Alma Te Ama, Ó Senhor



Leitura Bíblica em Classe
Sl 42.1-5


Introdução:

I. O que é comunhão com Deus

II. A alma humana anseia pelos átrios de Deus

III. O Deus de nossa comunhão



Conclusão:

Autor deste comentário: Esdras Costa Bentho

Palavras-chaves: Comunhão; Santidade; Intimidade com Deus.

 

 

1. Análise da definição do comentarista

Na lição deste domingo estudaremos um tema devocional e teológico de grande importância para a comunidade dos redimidos. Trata-se do estudo da comunhão com Deus. Faremos, entretanto, uma breve abordagem dos assuntos que estão subordinados à definição ("Comunhão com Deus"). De acordo com o Pr. Claudionor de Andrade, comentarista da lição, comunhão com Deus é "a intimidade que o crente, mediante a obra redentora de Cristo e por intermédio da ação do Espírito Santo, desfruta com o Pai Celeste, e que o leva a usufruir de uma vida espiritual plena e abundante". 

Vejamos algumas ênfases sugeridas por este enunciado:

a) Ênfase soteriológica e cristológica: (obra redentora de Cristo): Como de praxe, o Pastor Claudionor de Andrade, define com muita propriedade o tema. A descrição apresenta os fundamentos, os meios, e os propósitos da comunhão com o Senhor. A ênfase inicial está na obra redentora de nosso Senhor Jesus Cristo. Somente através desta inaudita obra expiatória e vicária é que o homem obtém a comunhão com Deus. Esse conceito envolve os principais temas salvíficos, que incluem: as doutrinas do pecado, da justificação, reconciliação, regeneração e santificação em Cristo. Nenhuma comunhão com Deus é possível à parte desses processos redentores. 

Outro elemento importante nesta definição é o fato de apresentar o Senhor Jesus Cristo como o único e insubstituível meio pelo qual a humanidade pode e deve ter comunhão com Deus. Não há "santos", "profetas", "mediadores", "anjos", "espíritos", "bispos", "pastores", "apóstolos", "padres", "papas" ou qualquer outra coisa mediante a qual a comunhão com Deus é estabelecida. Somente o Senhor Jesus! Somente o sacrifício cruento e a ressurreição de nosso Senhor Jesus Cristo restabelece a comunhão do homem com Deus: "Porquanto há um só Deus e um só Mediador entre Deus e os homens, Cristo Jesus, homem" (1 Tm 2.5). Em uma cultura religiosa sincretista e idolátrica, como por exemplo, a brasileira, é muito importante que o professor enfatize esse inamovível princípio bíblico. 

b) Ênfase pneumatológica: (por intermédio da ação do Espírito Santo). O professor deve dar ênfase, como apresenta a definição, às obras ou ministrações do Espírito Santo. Lembre-se, caro mestr    e, que uma das primeiras ministrações do Espírito no homem, não ocorre quando este é salvo, mas enquanto está morto em delitos e pecados (Ef 2.1; Jo 3.5-8). Esta ministração ao pecador é dupla: convencer (do pecado, da justiça e do juízo, Jo 16.7-11) e restringir ou deter o mal no mundo (2 Ts 2.6-9). Portanto, a obra inicial do Espírito de Cristo no homem é o convencimento – ato magnânimo operado pelo Espírito na comunicação da graça de Cristo, a fim de que o pecador aceite inteligentemente a Cristo como Senhor e Salvador. A segunda ministração não se restringe ao pecador como indivíduo, mas a totalidade deles sendo guardados da operação do mal no mundo. É evidente de que não se trata de eliminar o mal, mas limitá-lo, restringi-lo, diminuir-lhe a eficácia de acordo com os propósitos divinos, como demonstram o texto citado. Outras ministrações do Espírito Santo, como a habitação no crente, a santificação entre outros são os meios que possibilitam à comunhão com Deus.

d) Ênfase na comunhão: (A comunhão com Deus é). Essa palavra não deve ser confundida com “associação de pessoas”, “agremiação” ou “companheirismo”. O vocábulo, quando usado nas páginas do Novo Testamento, tem um significado que ultrapassa os conceitos expostos acima – emprega-se com sentido religioso e salvífico. Refere-se “à comunhão do e no Espírito Santo” (2 Co 13.13; Fp 2.1); à nossa “comunhão com Jesus Cristo” (1 Co 1.9), à “comunhão da fé” (Fm v. 6 – ARA), e, à “comunhão dos crentes uns com os outros e com Cristo” (1 Jo 1.3,6,7). É evidente que koinōnia, nesses textos, não diz respeito à associação em torno de um objetivo ou ideal.  Pelo contrário, em 2 Co 13.13 e Fp 2.1, a comunhão é tanto a que procede do Espírito Santo, isto é, levada por Ele, quanto a comunhão da qual o próprio Espírito Santo participa.

c) Ênfase na santidade: (intimidade que o crente). Sem a santificação, diz a Bíblia, "ninguém verá o Senhor", muito menos terá intimidade e comunhão com Ele. Enfatize, professor, a necessidade de o crente ser santo. No Antigo Testamento o conceito de santidade, santo ou santificado é expresso por três palavras principais: qādash, qōdesh e qādôsh. O verbo qādash ocorre 170 vezes no hebraico bíblico, com o sentido de “ser consagrado”, “ser santo”, “ser santificado”. Na primeira ocorrência do termo (Gn 2.3) significa “declarar algo santo” (Êx 20.8), mas também o estado daquele que é reservado exclusivamente para Deus (Êx 13.2). No entanto, há 470 ocorrências do substantivo qōdesh com o significado de “consagração”, “santidade”, “qualidade de sagrado”, “coisa santa”. A palavra é empregada para descrever tanto o que é separado para o serviço exclusivo a Deus (Êx 30.31), quanto o que é usado pelo povo de Deus (Is 35.8; Êx 28.2, 38). Já o adjetivo qādôsh, isto é, “santo”, “sagrado”, além de ocorrer 116 vezes é o vocábulo mais difundido entre os estudantes das Escrituras Sagradas. Em Êxodo 19.6, primeira ocasião em que se emprega o termo, designa o estado de santidade do povo de Deus (Nm 16.3; Lv 20.26), e a santidade do próprio Deus (Is 1.4; 5.16; 40.25).

 

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