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Leitura Bíblica em Classe
Mateus
22.34-40; 24.40,12
Esboço da Lição
Introdução
I. O
maior dos mandamentos
II. O
segundo grande mandamento
III. A
marca do cristão
Conclusão
Tema deste Subsídio
O Agape
Cristão
Autor
Setor
de Educação Cristã
Palavras-chave
Sinais; Volta de Cristo; esfriamento; amor
O
texto-chave dessa lição está inserido no sermão de nosso
Senhor conhecido como Sermão Profético ou Discurso no Monte
das Oliveiras. Tais palavras foram tiradas dos lábios do
Mestre por ocasião da pergunta que seus discípulos lhe
fizeram quando este falava da destruição do Templo de
Herodes: “... Dize-nos quando serão essas coisas e que
sinal haverá da tua vinda e do fim do mundo?”, v. 3.
Duas
preocupações nutridas pelos discípulos salientam-se ante a
pergunta feita a Cristo ― sua
vinda e o fim do
mundo. Jesus, então, responde a dúvida de seus
seguidores, apontando alguns desses sinais (aparecimento de
falsos cristos, fomes, guerras, terremotos, etc.).
Ao
mencionar o esfriamento do amor como um dos sinais
predecessores de sua vinda, Cristo o fez indicando o porquê
de tal esmorecimento, assim como o seu alcance: “E, por
se multiplicar a iniqüidade, o amor de muitos
se esfriará”, v. 12 (grifos acrescentados).
O
aumento da iniqüidade pode ser entendido como consequência
da ação dos falsos profetas que escandalizarão ― ou
desviarão ― a muitos, v. 22. Uma onda de iniqüidade
viria como vento ou água, causando o esfriamento do amor de
muitos.
Uma
discussão interessante seria sobre que amor Cristo referiu-se
em seu Sermão Profético. O termo usado no original é agape,
e tanto encerra
o conceito do amor do homem para com Deus como o conceito do
amor do homem para com o seu semelhante. Temos então um
esfriamento do amor tanto em seu sentido vertical: “Amarás,
pois, o Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, e de
toda a tua alma, e de todo o teu poder.” Dt 6.5, como em seu
sentido horizontal: “Não te vingarás, nem guardarás irá
contra os filhos do teu povo; mas amarás
o teu próximo como a ti mesmo. Eu sou o Senhor.” Lv
19.18. O esfriamento desse amor resultaria em amor-próprio,
egoísmo e egotismo.
É
comum o pensamento de que o amor ao próximo não é
mencionado na Lei, tendo sido exigido apenas por meio de
Cristo, como um “novo mandamento”. Entretanto, Jesus,
ratificando a lei, aprofundou-lhe o significado, quando nos
disse “como” deveríamos amar ao nosso próximo: “Um
novo mandamento vos dou: Que vos ameis uns aos outros; como
eu vos amei a vós, que também vós uns aos outros vos
ameis”, Jo 13.34. O Senhor Jesus Cristo encerrou todas as
ordenanças da Lei, nisto: “Respondeu-lhe Jesus: Amarás o
Senhor, teu Deus, de todo o teu coração, de toda a tua alma
e de todo o teu entendimento. Este é o grande e primeiro
mandamento. O segundo, semelhante a este, é: Amarás o teu próximo
como a ti mesmo. Destes dois mandamentos dependem toda a Lei e
os Profetas” Mt 22.37-40.
Vemos
que o amor a Deus e ao próximo deve ser prioridade em nossas
vidas. Muitos dizem amar Deus, mas esquecem-se que este amor
precisa ser demonstrado (Rm 13.8,9; 1 Jo 2.7-11; 3.11-18;
4.7-12).
Usando
como base o texto Levítico 19, vejamos de que maneira podemos
demonstrar amor ao próximo:
§
Ajudando
o necessitado, 9,10;
§
Não
furtando, 11;
§
Não
mentindo, 11;
§
Não
usando de falsidade, 11;
§
Não
oprimindo, pagando o que se deve ao próximo, 13;
§
Não
amaldiçoar nem pondo tropeço perante os indefesos, 14;
§
Não
cometendo injustiça, 15;
§
Não
fazendo mexericos, 16;
§
Não
tentando contra a vida humana, 16;
§
Não
aborrecendo o irmão no coração, 17;
§
Não
deixando de repreender o próximo, 17;
§
Não
se vingando, nem guardando ira, 18.
A
ênfase desse artigo está no amor ao próximo, por que este
é uma fiel medida que podemos usar para avaliarmos como está
o nosso amor por Deus. O amor ao próximo é a manifestação
externa do amor devotamos ao Senhor, além disso, é o
distintivo de todo verdadeiro crente: “Nisto todos conhecerão
que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outro”, Jo
13.35.
Qualquer
reivindicação de espiritualidade que transgrida esta verdade
não passa de religiosidade vazia e oca. Ressaltamos que
Cristianismo não se resume em “obras de caridade”, mas
também não as exclui. O apóstolo Tiago escreve que a religião
pura e imaculada para com Deus consiste em guardar-se da
corrupção do mundo, isto é, levar uma vida de santidade, e
também em visitar os órfãos e viúvas em suas necessidades,
Tg 1.27. Lutero costumava dizer que somos salvos só pela fé,
mas não pela fé que está só.
Norman
B. Harrison afirmou em sua obra His
Love, pp. 32,33: “Deus selou seu amor ‘pelo mundo’
– Jo 3.16; 1 Jo 2.2. Deus apregoou esse amor à terra através
da pessoa de seu filho. Ele apregoa esse amor aos corações
através da pessoa do Espírito Santo. Ele apregoaria esse
amor aos necessitados em toda parte por meio das pessoas de
seus filhos redimidos. Assim, o amor é a chave de seu
programa redentor: recebido, ele se torna a nossa salvação;
se respondemos a esse amor, ele se torna a nossa santificação;
liberados a outros, ele se torna o nosso serviço. E –
lembremo-nos sempre – o amor não tem substituto algum.”
Como
Igreja de Cristo que somos, não podemos permitir que as ondas
gélidas da apostasia apague “o amor de Deus está derramado
em nosso coração pelo Espírito Santo que nos foi dado”,
Rm 5.5. A perspectiva pode ser desesperadora, no entanto,
Cristo afiançou que “aquele que perseverar até ao fim será
salvo”, Mt 24.13. Que façamos a diferença!
Para se aprofundar no assunto, consulte As epístolas
de João
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