Lições Bíblicas para Jovens e Adultos
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição Tempos Trabalhosos


Lição 08 - A Integridade no Mundo Relativista



Leitura Bíblica em Classe

Rm 12.2; Gl 1.10; 1 Pe 1.14-16


Esboço da Lição

Introdução

I. Os desafios do relativismo moral e do pragmatismo

II. O desafio do secularismo

III. Os princípios da integridade cristã

Conclusão


Tema deste Subsídio

Confrontando as questões morais do nosso tempo

Autor

Elinaldo Renovato de Lima

Palavras- Chave

Abordagens éticas; relativismo; utilitarismo; ética cristã; Palavra de Deus

 

Visão geral das abordagens éticas

Antinomismo

É uma abordagem ética, segundo a qual, não existem normas objetivas a serem obedecidas. É a ausência de normas. Tudo depende das pessoas e das circunstâncias. Um dos filósofos defensores dessa teoria é Jean Paul Sartre, que dizia que o homem é plenamente livre; num de seus textos ele escreve: “Eu sou minha liberdade... E não sobrou nada no céu, nenhum certo ou errado, nem alguém para me dar ordens... Estou condenado a não ter outra lei senão a minha...”

Refutação: Pv 14.12; Ec 12.13; ver Pv 4.11,12; 6.23.

Generalismo

Essa doutrina prega que deve haver normas gerais, mas não universais. E o que deve ser levado em conta são os resultados absolutos. Nenhum ato ou conduta podem ser considerados certo ou errado, a não ser em função de seus resultados para o indivíduo, ou para a sociedade. As regras existem, mas podem ser quebradas, dependendo dos fins. Tal afirmação corresponde ao que pregava o filósofo Maquiavel: “Os fins justificam os meios”.

Refutação: Jr 1.12b; Mt 13.31.

Situacionismo

É um meio-termo entre o Antinomismo e o Generalismo. O primeiro não tem regra nenhuma; o segundo admite regras gerais, mas não universais. Joseph Fletcher foi seu principal teórico. Para ele, só há uma lei para tudo: a lei do amor. Se uma mentira for contada em amor, é boa e certa”.

Refutação: Gl 5.22,23; Fl 2.15

Absolutismo

Essa doutrina sustenta que “há muitas normas absolutas que nunca entram realmente em conflito”. Platão ensinava que existem normas ou virtudes universais que nunca precisam variar. Dentre essas virtudes estariam a coragem, a temperança, a sabedoria e a justiça. Para entender essas idéias, alguns exemplos são úteis. Kant dizia que “nunca se deve tirar a vida inocente, e nunca se deve contar uma mentira”. No entanto, há absolutistas que admitem a possibilidade da mentira, a que chamam de “falsidade justificável”, no caso em que não se diz a verdade para salvar uma pessoa das mãos de um assassino.

Princípios da ética cristâ

O princípio da fé

A pergunta a ser feita é: “O que pretendo fazer ou dizer é de fé, com base na Palavra de Deus?”. Se a resposta for positiva, a atitude será lícita. Se não, deve ser descartada, por ferir a ética cristã. Se algo é de fé ou não na ética cristã, não é uma questão pessoal, mas de fé, com base na Bíblia. Essa é a lógica no Novo Testamento (Rm 14.22,23).

O princípio da licitude e da conveniência

Conforme este princípio o cristão deve indagar: “O que desejo fazer é lícito? Convém fazer, segundo a Palavra de Deus?”. Se a resposta for positiva, diante da Bíblia, pode ser feito. Se não, deve ser rejeitado. O que é lícito e conveniente não fere outros princípios bíblicos (1 Co 6.12; 10.23a; Gl 6.7).

O princípio da licitude e da edificação

A questão a ser posta, segundo este princípio é: “O que quero fazer é lícito? Se é lícito, tal coisa contribui para minha edificação e dos que estão a minha volta?”. A resposta tem de ser confrontada com o referencial ético, que é a Palavra de Deus. Se for positiva, a ação deve ser realizada. Se não, deve ser deixada de lado (1 Co 10.23b).

O princípio da glorificação a Deus

A indagação que o cristão deve fazer, com base nesse princípio, é: “O que desejo fazer ou dizer contribui para a glorificação de Deus?”. Se a resposta for afirmativa, pelo Espírito Santo, a ação ou atitude pode ser executada. Se for negativa, é melhor que seja rejeitada. O que contribui para a glória de Deus não fere nenhum princípio bíblico (1 Co 10.31).

O princípio da ação em nome de Jesus

O teste a ser feito, diante da decisão a tomar, é: Posso fazer isso em nome do Senhor Jesus?”. Se a resposta, pelo Espírito Santo, for sim, é lícito e convém. Se não, não deve ser feito ou dito, pois não é lícito nem convém. Os princípios éticos cristãos não se excluem, mas se somam para fortalecer a decisão a ser tomada (Cl 3.17; Mc 16.17,18).

O princípio do fazer para o Senhor

A questão é: Diante de uma atitude, de uma decisão, devemos indagar: “Estamos agradando a Deus ou aos homens? Estamos fazendo de todo o coração, ao Senhor?”. A resposta deve ser honesta, consultando não o coração, mas a Palavra de Deus (Cl 3.23; Gl 1.10).

O princípio do respeito ao irmão mais fraco

Desse modo, a questão, segundo o princípio da certeza é: “O que pretendo fazer, o faço com certeza de fé? E essa certeza é fundamentada na Palavra de Deus? Tem respaldo na Bíblia? Não é apenas fruto de minha consciência falha, ou do meu coração enganoso?” (ver Jr 17.9; 1 Co 8.9-13; Rm 14.13-20).

O princípio da prestação de contas

A pergunta a ser feita deve ser: “O que pretendo fazer me trará quais conseqüências, aqui, neste mundo, e o que poderá me reservar o futuro, segundo a Palavra de Deus?”. Se as conseqüências, segundo a Bíblia, serão boas, não há o que temer. Se, porém serão más, quaisquer atitudes devem ser rejeitadas (Rm 14.10-12; Mt 16.27; Gl 6.7-10).

O princípio do evitar a aparência do mal

O que se deve perguntar é: “O que penso em fazer ou dizer pode dar a aparência do mal?”. Se a resposta for positiva, é melhor evitar o que se tem em mente. Se for negativa, pode ser feito, mas levando-se em conta os outros princípios da ética cristã citados (1 Ts 5.22).

Texto extraído e adaptado de:

LIMA, Elinaldo Renovato de. Ética Cristã. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

 


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