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Leitura
Bíblica em Classe
Gênesis 2.16,17; 6.3; Sl 90.10
Esboço da
Lição
Introdução
I.
A origem das doenças
II.
A proliferação das doenças físicas
III.
Doenças psicossomáticas
IV.
Os salvos podem adoecer
V.
Plano divino para uma vida saudável
Conclusão
Tema
deste Subsídio
A Pós-modernidade e a saúde
física e mental
Autor
Elinaldo Renovato
Palavras-
Chave
Doenças; maldições; degeneração do corpo; cura física;
promessas.
A origem das doenças
A
origem primária das enfermidades, sem qualquer sombra de dúvidas,
foi a queda do homem no Éden. Antes, não havia doenças,
envelhecimento ou morte. Imediatamente, após ter cometido o
primeiro pecado, que foi a desobediência a Deus, os primeiros
habitantes do planeta experimentaram mudanças drásticas em
sua constituição espiritual, mental e física.
Certamente,
as primeiras enfermidades sofridas pelo homem foram as
mentais. Deus disse ao homem que, se ele comesse da árvore
proibida, certamente morreria (Gn 2.17). A mulher, ouvindo a
voz do Tentador, desobedeceu ao Criador e comeu “da árvore
da ciência do bem e do mal”, que estava “no meio do
jardim”.
Tiveram
uma percepção que não tinham antes, e sentiram os efeitos
do pecado. A primeira sensação foi a do medo: “e
escondeu-se Adão e sua mulher da presença do Senhor Deus,
entre as árvores do jardim” (Gn 3.8). As conseqüências
das enfermidades mentais foram (e são), lamentavelmente, uma
série de doenças psicossomáticas.
O
homem e a mulher experimentaram transtornos neurológicos e
emocionais. E esses são a causa de um grande número de
enfermidades físicas e mentais. A mulher talvez foi a mais
prejudicada. Além de experimentar os transtornos comuns a
qualquer pessoa, passou a ter as dores de parto aumentadas.
Diz
o texto bíblico: “E à mulher disse: Multiplicarei
grandemente a tua dor e a tua conceição; com dor terás
filhos; e o teu desejo será para o teu marido, e ele te
dominará” (Gn 3.16). Ao que tudo indica, essa submissão,
na forma expressa pelo versículo citado, não ocorreria se não
houvesse o pecado.
Provavelmente,
o relacionamento entre o homem e a mulher seria em nível de
igualdade, companheirismo e amor entre o casal. Aliás, é o
que a Bíblia recomenda, na Epístola de Paulo aos Efésios,
no capítulo cinco. Ali, vemos o apóstolo, pelo Espírito
Santo, doutrinando sobre a vida conjugal, com exortações de
elevado significado espiritual e social.
À
mulher, é recomendada a submissão à liderança do marido
─ mas à semelhança da submissão da Igreja a Cristo, o
seu Salvador (Ef 5.22-24). Ao homem é exortado que ame a sua
esposa, da mesma forma que Cristo ama a Igreja (Ef 5.25-29).
De certa forma, vemos o resgate da união harmoniosa entre o
marido e a mulher, conforme o plano original de Deus.
A corrupção do gênero humano
O ser humano, distanciado de Deus, que não mais o
visitava como no começo, fez uso indevido de seu livre-arbítrio.
Analisando as genealogias, no Gênesis, podemos constatar que
a expectativa de vida era bem avançada, mesmo depois da
Queda. Adão viveu 930 anos; seu filho, Sete, viveu 912 anos;
seu filho, Enos, viveu 905 anos; Cainã viveu 910 anos;
Maalalel viveu 895 anos; Jarede viveu 962 anos; Matusalém foi
quem mais viveu, alcançando 969 anos; mas seu filho, Lameque,
viveu 777 anos (ver Gn 5.1-26).
Os
críticos da Bíblia descrêem que os homens pudessem viver
tanto tempo. Mas, no começo de todas as coisas, não havia
poluição, nem os agentes patológicos haviam se disseminado
de modo epidêmico, ou mais amplo, causando doenças. A corrupção
do gênero humano foi provocando os desgastes físicos e
emocionais, sob a maldição de Deus, em forma de novos tipos
de enfermidades que iam surgindo à proporção em que a
pecaminosidade aumentava.
Certamente,
muitas enfermidades físicas, bem como transtornos emocionais,
se desenvolveram em meio ao clima de corrupção, violência,
agressividade, prostituição e maldades humanas, em
desrespeito às leis do Criador.
Deus limita a vida a 120 anos.
O Criador resolveu limitar a média de vida dos homens, ao
determinar: “Então, disse o Senhor: Não contenderá o meu
Espírito para sempre com o homem, porque ele também é
carne; porém os seus dias serão cento e vinte anos” (Gn
6.3).
Deus
resolveu mudar sua ação em relação ao homem pecaminoso e
corrupto, e anunciou a catástrofe universal que haveria
desabar sobre o planeta Terra ─ o Dilúvio, do qual só
escapou Noé, sua esposa, seus três filhos e suas três noras
(cf. Gn 6.5-12).
Chamando
Noé, o “pregoeiro da justiça” (2 Pe 2.5), mandou que
construísse a arca, na qual escapariam sua família, e os
animais, conforme a indicação de Deus (Gn 6.13-22). Após o
Dilúvio, toda a geografia e a ecologia da terra foram
mudadas. As erupções vulcânicas, explodindo do interior do
planeta, provocaram pressões descomunais, que deslocaram e
afastaram continentes inteiros, abrindo depressões, com novos
rios, mares e oceanos; bem como dando lugar a elevações,
montanhas e crateras. Somente aquela família sobreviveu. E, a
partir dela, as gerações se sucederam, até os dias atuais.
Noé chegou a viver 950 anos (Gn 9.29).
Nas
gerações de Sem, filho de Noé, percebe-se a diminuição
dos anos de vida dos homens. Sem viveu 600 anos; Arfaxade
viveu 438 anos; mais adiante, vemos Pelegue, que só viveu 239
anos; Naor viveu 148 anos; Terá, pai de Abraão, viveu 205
anos.
Essas
eram marcas ainda alcançadas pela idade do homem; mas a média
já houvera sido estabelecida por Deus, antes do Dilúvio:
“... porém os seus dias serão cento e vinte anos” (Gn
6.3). Abraão ainda viveu, por mercê de Deus, 175 anos (Gn
25.7). Isaque alcançou 180 anos (Gn 35.28); Jacó viveu 147
anos. Esses foram períodos de enorme longevidade. Mas,
certamente, o pecado continuou causando o desgaste físico e
emocional entre os homens.
A média de vida baixa para 70 anos.
Assim, nos Salmos, vemos o registro, ao que tudo indica, da média
de vida dos seres humanos, que mais se aproxima da realidade
atual, em pleno século XXI, com todos os avanços da medicina
preventiva, por recursos sanitários, e da descoberta de
medicamentos que melhoram o funcionamento do corpo, e de
orientações médicas para os cuidados com a saúde (cf. Sl
90.10).
Hoje,
com todos os avanços da medicina à disposição do homem,
ainda há países tão pobres, em lugares na África e na Ásia,
em que a média de vida é de menos de quarenta ou trinta
anos. No Brasil, graças à melhoria na saúde pública, a média
de vida já atinge mais de 65 anos, havendo previsão de que
possa chegar a setenta anos em um curto espaço de tempo. Nos
países do Primeiro Mundo, espera-se maior longevidade da
população, por terem melhor acesso aos avanços da medicina,
do que resulta uma melhor qualidade de vida.
Doenças causadas por maus hábitos.
Há doenças que são provocadas por maus hábitos
alimentares. Se uma pessoa come demais, naturalmente, o
organismo sofrerá com isso, pois será sobrecarregado com
calorias desnecessárias. Há os que comem gordura em excesso,
aumentando a taxa de colesterol, que entope as veias e provoca
enfartos e derrames. Há os que comem açúcar em demasia, o
que eleva o índice de glicose; ou sal em excesso, que
contribui para o aumento da pressão arterial. Tais pessoas,
mesmo sendo servas de Deus, estão colhendo o fruto de sua
deseducação, ou má educação alimentar.
Promessa de saúde e cura
No
Antigo Testamento, temos a informação de que Deus queria
galardoar seu povo com ricas bênçãos dos céus. As bênçãos
seriam lançadas a partir do Monte Gerizin, e Deus prometeu
que abençoaria grandemente a nação israelita (cf. Dt
28.1-6).
Maldições e doenças
Por
outro lado, se o povo desobedecesse, teria sobre si as maldições
da parte do Senhor, proferidas a partir do Monte Ebal. Os
castigos decorrentes da desobediência incluíam terríveis
transtornos na área da saúde (cf. Dt 27.11-26), como outras
áreas da vida (Dt 28.16-19, 21, 22, 27, 28, 25).
Nos
textos transcritos, vemos alguns tipos de enfermidades físicas
e emocionais, que acometeriam os que desobedecessem a voz de
Deus.
RENOVATO,
Elinaldo. Perigos da Pós-modernidade. Rio de Janeiro: CPAD,
2007, pp. 97-101.
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