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Leitura
Bíblica em Classe
Pv 22.6; Ef 6.4; Sl 119.9-12
Esboço da
Lição
Introdução
I.
O
ensino oficial em nosso país tende ao materialismo
II.
As crianças são alvos preferenciais da educação
materialista
III.
Adolescentes e jovens ameaçados
IV. Uma perspectiva de vitória
Conclusão
Tema
deste Subsídio
O Relativismo na Educação
Autor
Nancy Pearcey
Palavras-
Chave
Pragmatismo; Construtivismo; Jardim de Infância;
relativismo moral e conceitual.
1. A
educação pragmática
John Dewey, o mais influente teórico sobre educação
da América, aplicou as idéias de Charles Darwin à educação.
Dewey rejeitou o ponto de vista bíblico da criança como uma
criatura de Deus e, em lugar disso, sustentou que a criança
nada mais é que um organismo biológico. Assim, a mente não
passa de um órgão complexo, que evolui por meio da adaptação
ao meio ambiente, experimentando diferentes reações até
encontrar alguma que funcione. Estas suposições levaram ao
pragmatismo, uma filosofia que afirma que não existem
verdades transcendentes e imutáveis, mas somente estratégias
pragmáticas para obter o que se deseja. Aplicando esta
filosofia, Dewey surgiu com uma teoria educacional que
enfatizava o processo em lugar do conteúdo. As crianças não
deveriam aprender fatos e verdades, e sim deveriam aprender
como realizar um processo de pesquisa.
2. A
educação construtivista
Uma versão atual desta filosofia é a educação
"construtivista", a técnica pedagógica mais
popular da atualidade, que se baseia na idéia de que o
conhecimento não é objetivo, mas sim uma construção
social; portanto, as crianças não deveriam receber a
resposta "certa", mas deveriam aprender a construir
as suas próprias soluções por meio da interação com um
grupo. Nas palavras da teórica sobre educação Catherine
Fosnot "o construtivismo não supõe a presença de uma
realidade objetiva exterior que é revelada ao aprendiz, mas
que os aprendizes construam ativamente a sua própria
realidade, transformando-a e a eles mesmos durante o
processo". As crianças aprendem a construir as suas próprias
regras matemáticas, seus próprios sistemas de ortografia
("ortografia inventada"), sua própria pontuação,
e assim por diante, e os professores não devem dizer aos
alunos se as suas respostas estão certas ou erradas.
3. Método
relativista de educação moral
Dewey aplicou o mesmo processo do conhecimento à ética.
Se experimentarmos, escolhendo diferentes reações a condições
particulares, ensinava ele, então com o passar do tempo
desenvolveremos uma "ciência" de ética,
identificando estas ações que previsivelmente levam a conseqüências
desagradáveis e satisfatórias. Naturalmente, o obstáculo é
que aquilo que pode satisfazer a você não satisfaça a mim.
Assim a filosofia de Dewey inspirou os métodos relativistas
de educação moral em vigor hoje em dia nas salas de aula,
incluindo o método de Sidney Simon, de "esclarecimento
de valores", e o seu processo de sete etapas para definir
os valores – seguido pelo método de "raciocínio
moral" de Lawrence Kohlberg, o "enfoque
reflexivo" de Clive Beck e muitos outros. O que todos
estes métodos têm em comum é que os professores são instruídos
a não serem diretivos de nenhuma maneira e a instruir os
alunos em um processo de avaliação de alternativas e de
tomada de decisão. As escolhas dos alunos são consideradas
aceitáveis não porque as escolhas concordem com um padrão
transcendental, mas porque os estudantes passaram pelo
processo exigido – independente do resultado.
4.
Relativismo conceitual e moral.
Uma visão defeituosa da criação levou diretamente ao
relativismo conceitual e moral que é a praga da educação pública
moderna. Igualmente desastrosa foi a perda do ensinamento bíblico
sobre o pecado e a queda. Jean-Jacques Rousseu chocou o mundo
ao afirmar que a natureza humana no seu estado natural é
inocente – que as pessoas se transformam em más somente
pelas restrições da civilização. E onde é que vemos a
natureza humana no seu estado natural e espontâneo, pergunta
ele, antes de ser arruinada pelas regras de inibições? Ora,
na criança. A criança revela todo o alcance do potencial
humano, a glória do ser indeterminado, aberto a todas as
possibilidades.
E assim nasceu uma visão utópica da criança. Foi-se a noção
bíblica de que as crianças são afetadas pela queda, a sua
natureza distorcida pelo pecado de Adão e Eva. Foi-se a idéia
de que as crianças são capazes de verdadeira más ações e,
portanto, necessitam de limites morais e educação. Como
resultado, os românticos estabeleceram novas e engenhosas idéias
radicais sobre a maneira como as crianças deveriam ser
criadas e educadas.
No século XX, por exemplo, um teórico sobre educação, o
alemão Friedrich Froebel, fundou o primeiro jardim de infância,
onde apresentou um novo enfoque radicalmente utópico da educação.
Enquanto o objetivo da educação clássica é transmitir uma
herança cultural, na visão utópica de Froebel a educação
é vista como um meio para a passagem da humanidade para o estágio
seguinte da evolução. Enquanto na educação clássica as
crianças aprendem a imitar o que houve de melhor no passado,
na educação utópica elas aprendem a rejeitar o passado para
criar alguma coisa nova. Enquanto a educação clássica
ensina as crianças a adaptar as suas vidas aos princípios
eternos, a educação utópica procura libertá-las para
desenvolver novas idéias e maneiras de viver a partir da sua
própria experiência. O jardim de infância de Froebel
retratou a criança como uma planta cujo crescimento precisa
ser permitido de acordo com a sua própria lei interior de
desenvolvimento orgânico, para que não impeçamos a sua
evolução. Os antigos padrões de virtude e verdade precisam
ser abandonados para dar liberdade ao novo homem, que está
agora mesmo no processo de evolução por meio de nossas crianças.
A
rejeição do ponto de vista bíblico, relacionado à Queda,
levou a métodos irreais e impraticáveis que estão cegos às
necessidades de orientação moral das nossas crianças. É
alguma surpresa que muitos garotos estejam colando, roubando e
até mesmo atacando uns aos outros na sala de aula?Leia do mesmo
autor:
COLSON,
C.; PEARCEY, N. O cristão na cultura de hoje. Rio de Janeiro:
CPAD, 2006.
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