Lições Bíblicas para Jovens e Adultos
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição Heresias e Modismos


Lição 13 - O Discernimento Espiritual do Crente



Leitura Bíblica em Classe

Deuteronômio 13.1-3; Atos 16.16-18


Esboço da Lição


Introdução

I.     Definindo os Termos

II.   As Armas Espirituais

III.  As Estratégias Malignas

IV.  Discernimento

Conclusão


Tema deste Subsídio

Um olhar crítico às formas estranhas à doutrina bíblica.

Autor

Ruth Dorris, jornalista, professora de Teologia, missionária-fundadora do Instituto Bíblico das Assembléias de Deus (Ibad), e articulista dos periódicos da CPAD.

Adaptação

Setor de Educação Cristã

Palavras-chaves

Liberalismo; Doutrina; Eclesiologia; Costumes; Crítica; Discernimento.

Introdução

Na Teologia, o termo modernismo tem a conotação de liberalismo. O dicionário define o termo como “movimento surgido no seio do cristianismo e que pretende amoldar a teologia e a moral cristã às ciências e às idéias modernas”.

O modernismo ou liberalismo nas doutrinas bíblicas deve preocupar o mundo cristão evangélico, mormente seus líderes, que têm a  responsabilidade de cuidar do rebanho de Deus e levá-lo por caminhos bíblicos. Os pastores terão que prestar contas, algum dia, a Deus, o Justo Juiz, daqueles que têm sido colocados sob sua guarda (Hb 13.17).

Por isso, o rigoroso ensino da Palavra de Deus deve ser cuidadosamente ministrado na igreja; pois por meio da Escritura é que as pessoas serão julgadas (Jo 12.48). Não há nada de errado em ser moderno, em algumas áreas da nossa vida, conquanto essa modernidade não venha infringir os princípios e ensinos bíblicos.  

Nesta abordagem devemos até ser mais atualizados em alguns dos nossos métodos de ensino e de evangelização; bem como também em algumas das formas de culto e atividades eclesiásticas para nos contextualizarmos aos tempos hodiernos. Entretanto, isto deve ser feito sempre com muito cuidado para que os nossos padrões de ação não entrem em choque com os ensinos da Palavra de Deus.

1. As Escrituras e o Modernismo Eclesiológico

As Sagradas Escrituras nos disciplinam em todas as áreas da vida cristã e em nossas práticas religiosas, seja direta ou indiretamente. O que não podemos aceitar é o modernismo eclesiológico, que sutilmente muda ou nega doutrinas, bíblicas básicas que as Escrituras apresentam na Teologia dogmática, não permitindo interpretações variadas ou mudanças por razões de capricho ideológico do desejo humano.

1.1. Distinção entre Doutrinas Bíblicas e Costumes

As doutrinas cardeais da Bíblia não são maneiras e costumes ou práticas seguidas na igreja. Essas doutrinas cardeais são preceitos fixos, estabelecidos sobre as declarações do Deus imutável na sua Palavra, a Bíblia Sagrada. Elas são fundamentadas sobre o caráter Santo, Onisciente desse mesmo Deus Eterno (Sl 119.89; Tg 1.17 e Nm 23.19). Mudar as doutrinas da Bíblia ou ignorá-las; ou ainda de qualquer maneira procurar desqualificá-las, constitui-se numa afronta à  autoridade de Deus. 

Maneiras e costumes podem e, geralmente, devem ser contextualizados, o que significa que devem ser adaptados à cultura de um povo. Porém, quando se trata das doutrinas cardeais da Bíblia é a cultura que tem de ser moldada às doutrinas. Por exemplo: não podemos admitir que haja vários caminhos para a salvação eterna, quando Jesus declara dogmaticamente: “Eu sou o caminho, a verdade e a vida; ninguém chega ao Pai senão por mim” (Jo 14.6).

1.2. Religião, Cultura e Pluralismo

Se alguma religião, produto de sua cultura, ensina o pluralismo, em que há diversos caminhos para Deus, nós somos obrigados a considerar seus ensinos heréticos em relação à autoridade das declarações do próprio Jesus, que também é Deus.

As formas de praticar a religião variam muito. Só não as aceitamos  quando entram em choque com o ensino geral das Escrituras (que tudo seja feito em ordem, sem excessos ou modismos que detraem do caráter santo do culto, e não glorificam a Deus, nem edificam os crentes). 

Vejamos algumas questões a serem observadas:

a) Liturgia: As formas de cultuar a Deus devem ser examinadas com cuidado e avaliadas com eqüidade. Algumas formas de culto hoje podem entrar em choque com as formas tradicionais da igreja, mas, muitas vezes, estas formas foram só estruturadas pelos homens, e não necessariamente se acham base para seus padrões, e nem condenação na Bíblia.

b) Tempos bíblicos: É imprescindível lembrar que os tempos bíblicos não são os mesmos dos nossos, nem os povos têm seus costumes iguais aos nossos. Os tempos mudam, os métodos se desenvolvem. Formas, costumes e práticas são fatores culturais que variam muito de um povo ou de uma nação para outra. Porém, as doutrinas básicas das Sagradas Escrituras permanecem como uma rocha firme sobre o qual podemos apoiar “os nossos pés espirituais” (Mt 24.35). 

Nós utilizamos a modernidade e tecnologia legítima dos tempos atuais, porém as doutrinas cardeais da Bíblia não podem ser modernizadas; pois elas são eternas e absolutas (Sl 119.89).

c) Configuração das Religiões: Embora alguns teólogos declarem que há realmente só duas configurações em que se classificam as religiões: pagã ou cristã, nos parece que uma categorização assim é simples demais. Pode uma grande parte das religiões universais cair dentro da classificação de pagã, devido o fato de ser politeísta e esotérica cultuando o deus que está dentro do indivíduo, como por exemplo: o hinduismo, budismo e seus muitos ramos. Ainda, há outras religiões monoteístas e esotéricas (as quais cultuam um só deus, supremo e transcendente). Por exemplo, o islamismo. No entanto, segundo o dicionário: “diz-se pagã toda religião ou pessoa que não seja cristã, nem judaica”. Por está definição, o cristão acha o islamismo pagão, embora seja classificada como uma religião esotérica. Mas devemos notar que o muçulmano também considera o cristianismo como uma religião pagã! 

Porém, é fato que todas as religiões fora do cristianismo, e infelizmente, algumas que se consideram cristãs têm doutrinas e ensinos estranhos ou mesmo contrários aos da Bíblia. Algumas mais, outras menos.

1.3. A Bíblia e a Legitimidade dos Ensinos das Religiões

Para avaliar a legitimidade ou erros doutrinários de uma religião, temos que estabelecer um critério de avaliação. Nosso critério será, necessariamente, a Bíblia. Alguém poderá perguntar: por que a Bíblia? Por que não o Alcorão dos muçulmanos? As três Pitakas dos Budistas? As Vedas e outros escritos sagrados dos Hindus? A Granth Sabeb dos Sikhs ou “Bíblias” de outras religiões? Por que a Bíblia do cristianismo deve servir como juiz para determinar verdadeira uma religião? É oportuno, neste momento, lembrar-nos que somos cristãos e que o livro do cristianismo é a Bíblia. É o livro que julgará nossa autenticidade religiosa, bem como das demais  religiões.

O cristianismo cai ou permanece em pé, dependendo de quem foi o seu fundador, a autoridade dos ensinos e as diretrizes para os seus seguidores. Para oferecermos avaliação e julgamento de outras religiões, necessariamente teremos que recorrer a algo superior à nossa mente, que é humana e preconceituosa.

Eu pergunto: Qual fonte que podemos consultar para corretamente julgarmos outras religiões senão a Bíblia? Fora da Bíblia, qual outra fonte podemos consultar para conhecermos sobre Deus, Jesus Cristo, o cristianismo e seus ensinos como, por exemplo, o caminho para a salvação eterna? O que Deus considera pecado e o que ele afirma sobre Céu e Inferno? Não temos outro critério tão sólido como o da Bíblia para avaliar as outras religiões e seus ensinos. A Bíblia dá autoridade ao cristianismo e seus preceitos. 

a)  Fontes Externas que Provam a Veracidade Bíblica: Há muitas fontes externas que provam suas verdades: fatos científicos dentro da biologia, medicina, astronomia, história, descobertas arqueológicas, além da preservação de Israel, a preservação da própria Bíblia e seu caráter indestrutível. 

* Os Manuscritos: A Sociedade Bíblica nos fornece as informações que existem 5,4 mil manuscritos antigos do Novo Testamento no grego, mais de 10 mil da Vulgata Latina, e mais de 9,3 mil outras antigas versões de diferentes eras sem erro e sem mudanças, nem acréscimos; permanecendo essencialmente como os nossos textos de hoje. Existe um total de mais de 24 mil manuscritos inteiros ou porções do Novo Testamento. E as provas internas? As muitas vidas que têm sido transformadas pelo poder do Evangelho (Rm 1.16), o efeito salutar sobre as nações que seguem seus preceitos, sua unidade de ensino, os milagres efetuados por Jesus Cristo, seus apóstolos e até pelos profetas do Antigo Testamento.

* A ressurreição de Jesus; o grande número de profecias e seu fiel cumprimento (só em Jesus foram cumpridas mais que 300 profecias). É interessante observar que nenhum outro livro “sagrado” de outras religiões ousa fazer profecias como a Bíblia fez. Precisa existir um Deus, que seja onisciente para predizer o futuro, e onipotente para cumprir as predições!

Tudo isto serve para mostrar que a Bíblia, este maravilhoso livro do cristianismo, é digna de nossa confiança e total aceitação. Seus ensinos sobre todos os assuntos que influenciam a vida do ser humano, seu caráter sobrenatural, sua moral pura e correta a sua inerrância, faz ela digna de julgar se são falsas ou verídicas as doutrinas extra-bíblicas.

O apóstolo Paulo afirmou em Gálatas 1.8-9: “Ainda que nós mesmos ou um anjo do céu vos anuncie outro evangelho além do que já vos tenho anunciado seja amaldiçoado”. 

A tarefa de examinar a validade de alguns ensinos, práticas e formas de cultuar a Deus, que têm surgido em nosso meio, deve de ser realizada “à luz” das Escrituras Sagradas. Há muitas religiões e seitas que negam a divindade de Jesus Cristo. Admitem que ele seja um grande mestre, um ser humano perfeito, porém não Deus. 

A Bíblia declara em termos categóricos que Jesus é Deus (Is 7.14; Mt 1.23; Is 9.6; Jo 1.1,2,14,18; 10.30; 14.9-11; Cl 2.8-9; 1Jo 5.20 e Ap 1.8; 22.13). O próprio Jesus afirmou ser Deus (Jo 8.58) usando o nome de Deus (Jeová) “Eu sou” (Ex 3.14), que traduzido para o grego Egō Eimi foi o título que Jesus deu a si mesmo em João 8.58. No original se encontram as mesmas declarações em João 8.24; 13.19; 18.5.  

Quando é negada a divindade de Jesus, se desfaz também a doutrina da Trindade. As Escrituras nos revelam claramente um Deus Trino, três em um, Pai, Filho e Espírito Santo. São três pessoas operando em perfeita harmonia, constituindo uma unidade e uma só essência– Deus. (Gn 1.1-2; Is 61.1; Mt 3.16-17; 28.19; Jo 14.9,16; 2Co 13.13 e 1 Pe 1.2).

2. Doutrinas e Práticas

Examinaremos agora doutrinas e algumas práticas, que são encontradas em várias igrejas nesta era moderna e apresentaremos, também, a posição da Palavra de Deus sobre elas.

a) Universalismo e Inclusivismo: Afirmam que todos, eventualmente, serão salvos (universalismo). As Escrituras ensinam que somente é salvo eternamente, quem crê e confessa Cristo como o seu Salvador (Jo 3.16,36 e Rm 10.9,18). Segundo eles, Cristo se manifesta em outras religiões através de outros líderes espirituais (inclusivismo). Assim, seus propagadores tornam-se também caminhos para Deus. A Bíblia, entretanto, nos alerta sobre falsos Cristos (Mt 24.4,5,1 e Mc 13.21- 22). Há um só verdadeiro Cristo e Ele é o único caminho para Deus (At 4.12 e Jo 14.6). 

b) O Inferno como um mito: Afirmam que não existe um inferno de tormento e sofrimento. Jesus falou muito mais sobre o inferno e seu tormento, do que falou sobre o Céu. Deu fortes advertências sobre o terrível sofrimento no inferno e seu caráter eterno. (Mc 9.43-48 e Lc 16.19-20).

c) Humanismo: De acordo com esse conceito, a vida termina aqui na Terra. O único céu ou inferno é aquele que experimentamos nesta vida. Jesus ensinou o contrário. (Lc 16.19,28; Jo 14.1-3 e Ap 21.9-27; 22.1-5). 

d) Purgatório: Afirmam que depois da morte existe uma segunda oportunidade para ser salvo. O que a Bíblia diz? Veja Romanos 2.12-16; 2Coríntios 6.2; Hebreus 9.27 e Apocalipse 20.11-15. 

e) Reencarnação: Afirmam que depois da morte, o ser humano pode reencarnar em outras vidas terrestres. O que a Bíblia declara? – Leia Jó 7.9; 10.21; 14.5-12; 16,22; Eclesiastes 9.10 e Hebreus 9.27.

f) Antropocentrismo: Afirmam que precisamos descobrir o deus que existe em cada um de nós e reconhecer que somos também deuses. De acordo com a Bíblia somos todos pecadores (Rm 3.10-23) e é Cristo que nos purifica do pecado (1Jo 1.7-9). Ele nos dá a esperança da glória (Cl 1.26-27).

g) Sabatismo: De acordo com esse conceito a observância do Sábado, como o Dia do Senhor, é obrigatória. No entanto, o apóstolo Paulo falando aos crentes de Roma (Rm 14.46), da Galácia (Gl 4.8-10), e de Colossos (Cl 2.16), não tornou obrigatório cumprir as exigências da lei judaica, especificando, dias, festas, luas novas e Sábados, como não sendo requeridos. Jesus declarou em Mateus 10.8 que “o Sábado foi feito para o homem e não o homem para o Sábado”, e ilustrou isto no seu ministério (Mc 2.23-28; 3.1-4 e Lc 13.10-16; 14.1-5). A igreja Cristã, desde o primeiro século, tem observado o domingo como o Dia do Senhor, comemorando a Ressurreição de Jesus no primeiro dia da semana, assinalando o começo oficial do cristianismo e a nova dispensação, não mais sob a Lei, mas sob a Graça.

h) Teologia da Prosperidade e Triunfalismo: A prosperidade material é uma bênção da qual os crentes têm direito e devem reivindicar para si. O texto áureo dos protagonistas deste ensino é Mateus 6.33. Usamos o mesmo texto para refutar tal ensino, porém cuidando de ler o versículo dentro do seu contexto (Mt 6.25-33). Temos a promessa do nosso Pai celestial de providenciar tudo àquilo que é necessário à nossa sobrevivência e não tudo o que queremos. (Leia Filipenses 4.19 e 1Timóteo 6.6-10). Quando é citado Mateus 7.7-11, como base deste falso Evangelho, deveria também ser lido Tiago 2.5; 4.2-3. Será que Jesus prometeu vida confortável e prosperidade aos seus seguidores? Leia Mateus 16.24 e Lucas 9.57-58.

2.1. Práticas

a) A venda da bênção e da cura: O que a Bíblia ensina sobre isto? Consulte os seguintes textos nas Escrituras (Mt 10.5-8 e At 8.9-21). Pensamos não ser correto cobrar ou pedir ofertas em troca de milagres e curas, pois é Deus quem as faz e não o obreiro. Jesus ordenava aos seus discípulos “Curai os enfermos, limpai os leprosos, ressuscitai os mortos, expulsai os demônios. De graça recebestes, de graça daí” (Mt 10.8).

b) Vestir roupas brancas (pelo menos na igreja): Este ensino parte de uma interpretação errada de Eclesiastes 9.8, tomando uma passagem simbólica num sentido literal. Também citam João 20.12; Atos 1.10; Apocalipse 3.4; 7.9 e outras referências Bíblicas. Este grupo também unge a cabeça com óleo, e muitas vezes também unge as portas, janelas e salas de suas casas. É verdade, que os seres celestiais e anjos sempre aparecem nas Escrituras vestidos de branco. Mas nós não somos seres celestiais, ao menos por enquanto, e temos que viver neste mundo (veja as declarações do Apóstolo Paulo em 1Coríntios 9.20-23). A Bíblia também fala de nossas “vestes espirituais” (Cl 3.12-14), com as quais devemos ser revestidos ao sermos lavados e purificados no sangue de Jesus (Rm 13.12-14). Cuidemos para que sejam livres das contaminações do mundo e preparadas para entrar no Céu (Ap 22.14).

c) O poder abençoador das águas do rio Jordão: Em nenhum lugar na Bíblia encontramos tal ensino ou prática, embora nos tempos neotestamentários, o Rio Jordão fosse próximo e acessível aos crentes da Igreja Primitiva. Talvez a unção desta água fosse inócua em si, o que não faz mal e nem bem. O perigo de uma prática assim na igreja, junto com outras do mesmo tipo, é que as pessoas colocam sua fé em tais coisas como sendo canais das bênçãos de Deus, ao invés de confiar nos sólidos preceitos e as promessas bíblicas. Recebemos as bênçãos de Deus por seu grande amor e misericórdia para conosco, e em resposta à nossa obediência a sua Palavra. Não as recebemos por mérito próprio, obras ou práticas externas inventadas pelos homens (Pv 8.32; Lm 3.22-25 e Ef 1.3).

d) Cultuando anjos e prestando-lhes honras e posição na igreja: Apóstolo Paulo, de maneira clara e específica escreveu contra “o culto aos anjos” (Cl 2.18). Quem segue tal prática está desobedecendo a Palavra de Deus ou está agindo na ignorância dela. Analise o que Paulo escreveu aos Gálatas (1.1-8).

e) Crentes arrebatados: O arrebatamento dos crentes durante o culto; em que eles vão ao Céu e voltam com recados recebidos para entregar à igreja é uma prática que carece apoio bíblico. Em nenhum lugar nas Escrituras encontramos relatos ou exemplos de tais atividades nos cultos da Igreja Primitiva (consulte Atos dos Apóstolos). De acordo com a Bíblia, Deus não fala a sua Igreja por “recados de anjos”. Ele fala pela pregação da sua Palavra (1Co 1.18; 2.1-5 e 2Tm 4.2-4). O Espírito Santo fala conosco através da pregação e da leitura das Escrituras, iluminando e aplicando estas ao coração de cada ouvinte (Jo 14.26; 16.7-14).

Há muitas inovações, numerosos costumes e práticas, formas de culto, vários modismos que estão invadindo o meio evangélico nos dias atuais. Em alguns casos, quase adquirindo a força de doutrinas. A igreja que não tiver bom ensino é uma presa fácil para novas doutrinas e modismos. Para manter uma igreja sadia, espiritual e bíblica será necessário cuidar de todas as áreas relacionadas ao ensino.

3. Alerta aos professores de crianças

Os professores das crianças na Escola Dominical e os líderes dos cultos infantis, embora possam usar recursos e métodos modernos de ensino, não devem mudar nem modernizar demais o conteúdo das histórias e lições bíblicas para não tornar a lição numa mera forma de entretenimento. Os professores dos jovens e adultos têm de colocar a filosofia e as ciências humanas em seu devido lugar, dando respostas claras às perguntas e explicando o que a Bíblia diz sobre estes assuntos. 

A Escola Dominical é uma ferramenta valiosa na área do ensino. Portanto deve ter um escopo abrangente, começando com as crianças e indo até as pessoas mais velhas na Casa de Deus. Devemos ensinar, corrigir, admoestar, exortar “com toda a longanimidade e doutrina” (2Tm 4.2-5).

Para que a igreja cresça sadia e frutífera como uma árvore cujas raízes estão firmemente plantadas nas Sagradas Escrituras (Sl 1.1-3; 119.9,11,105 e Mc 4.32), “Ele mesmo deu uns para os apóstolos, e outros para profetas, e outros para evangelista, e outros para pastores e ensinadores querendo o aperfeiçoamento dos santos, para a obra do ministério, para edificação do Corpo de Cristo, para que não sejamos mais meninos inconstantes, levados em roda por todo vento de  doutrina, pelo engano dos homens que, com astúcia, enganam fraudulosamente” (Ef 4.11-14).

(Texto originalmente apresentado na Revista Obreiro, Ano 26, nº 24, pg.41-44.)


Glossário:
Conheça o significado de termos e expressões utilizados no estudo deste trimestre.




Para
saber mais:

COSTA, J. Magno. Porque Deus condena o espiritismo. RJ: CPAD, 2003.

OLIVEIRA, Raimundo F. de. Seitas e heresias: um sinal dos tempos. RJ: CPAD, 2002.

ROMEIRO, Paulo; RINALDI, Natanael. Desmascarando as seitas. RJ: CPAD, 1996.

SOARES, Esequias. Manual de apologética cristã. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

GEISLER, Norman L.: RHODES, Ron. Respostas às Seitas. RJ, CPAD, 2000


Revista Resposta Fiel. RJ: CPAD.

 



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Veja também:
- Outras lições
- Artigos
- Mapas e ilustrações



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