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Leitura
Bíblica em Classe
Romanos 1.21-15.
Esboço da Lição
Introdução
I.
Quem
São?
II.
Quais
suas Crenças e Práticas?
III.
Resposta Bíblica.
Conclusão
Tema
deste Subsídio
As
Mentiras da Igreja Messiânica.
Autor
Pastor
Antonio Silva.
Adaptação
Setor de Educação
Cristã
Palavras-chaves
Energia fluída; Messianismo;
Paraíso; Luz divina; Meishu-Sama.
Introdução
Em
termos bíblicos, a Igreja Messiânica nada tem a ver com a
Igreja do Novo Testamento, nem com o seu Messias e Salvador, o
Senhor Jesus Cristo. O título já é contraditório em si.
Ela não é igreja porque não tem Cristo como cabeça, e não
é messiânica porque não tem o Messias como seu Salvador e
Rei. São três os fundamentos da seita: o
Johrei, o método de Agricultura Natural e o Belo.
1.
Fundador
O fundador da seita foi Mokiti Okada, hoje chamado por seus
adeptos pelo nome religioso de Meishu-Sama (senhor da luz).
Nasceu no dia 23 de dezembro de 1882, no bairro de Hashiba, na
cidade de Tóquio, Japão, e faleceu em 1955. Okada era adepto
do budismo antes de fundar sua própria religião.
Após
várias pesquisas, no dia 1º de janeiro de 1935, instituiu a
Igreja Messiânica Mundial com o objetivo de concretizar o
ideal de construir um mundo consubstanciado na verdade, no bem
e no belo, isento de doença, pobreza e conflito.
2.
Origem
A igreja Messiânica é de origem japonesa. Apesar dessa
religião ter começado em 1930, somente em 1947 foi
autorizada a funcionar pelas autoridades japonesas. Seu
objetivo é estabelecer o paraíso aqui na Terra. No Brasil,
seu início se deu em 1955, sendo oficializada dez anos
depois.
Não
há praticamente exigência para a admissão na seita, a não
ser algumas orientações por parte dos líderes. Os
interessados, bem como os já adeptos, não precisam mudar
seus hábitos, costumes, vícios, modo de vida, nem religião.
É o tipo de igreja que agrada a todo mundo, algo totalmente
divorciado do próprio significado do termo igreja (ekklesia
– povo separado, à parte).
o textos bíblicos sobre Maria, a mãe de Jesus Cristo. Em
nenhum deles encontramos ela reivindicando ser a medianeira, a
co-redentora, ou mesmo buscando ser venerada. Aliás, em
nenhum texto das Escrituras encontramos os apóstolos e os
crentes da Igreja Primitiva defendendo esse ensino.
3.
Crenças
e doutrinas ante a Bíblia
Na Igreja Messiânica, o nome de Deus é sempre associado ao
do seu fundador, o Meishu-Sama. Seus adeptos expõem uma forma
de deísmo em que confessam que Deus criou todas as
coisas, mas que é sempre preciso um Brahma para os hindus, um
Cristo para os cristãos, um Maomé para os árabes e um
Meishu-Sama para os messiânicos.
A
noção que têm de Deus é o de “energia fluída”, um
termo ocultista das religiões orientais associadas ao
espiritismo. Essa energia penetra nas pessoas levando-as ao
melhoramento gradual, dependendo da qualidade dessa energia.
Entretanto, não é isso que Deus revelou nas Sagradas
Escrituras. Deus habita em seus filhos mediante a salvação
recebida e conservada em Cristo Jesus nosso Salvador (Jo
14.17-23 e 1Co 6.19).
A
Igreja Messiânica se diz suficiente em si mesma para
transformar a humanidade sem Jesus, inclusive para estabelecer
aqui o “Paraíso de Deus”. Isso se choca frontalmente com
o que a Bíblia diz de Jesus (Jo 15.5; 5.23; 14.6; 3.35; Sl
2.12 e Fp 2.9-11). Essa igreja está em pior situação diante
de Deus do que a de Laudicéia, que antes conhecera Jesus, mas
depois ficou morna e sem a presença do Filho (Ap
3.16-20).
Os
messiânicos nunca tiveram Jesus em sua igreja. O deus deles
é seu fundador e mentor espiritual, o hoje falecido
Meishu-Sama.
4.
Purificação pela “luz divina”
Trata-se de um ritual sem qualquer base bíblica. Uma luz
divina penetra as pessoas e produz cura interior,
libertando-as de ansiedade, nervosismo, tensão, confusão
mental, sentimento de culpa, angústia, mágoas e aflições
causadas por sofrimento, e também, dizem, herdados pelos seus
antepassados durante re-encarnações anteriores. É portanto,
uma religião disfarçadamente vinculada ao espiritismo. Essa
cerimônia de purificação é por eles chamada de Johrei.
Os
seguidores da Igreja Messiânica também colocam a palma da mão
sobre as pessoas, crendo que com este ato estão liberando
energias divinas sobre elas. Esse tipo de energia afastaria
todo o mal e purificaria as pessoas. Segundo eles, a luz
divina, que pode curar a pessoa integralmente, vem de
“Deus” através de Meishu-Sama. As publicações dessa
seita divulgam essas curas para motivar outros a buscá-las,
mas nenhuma glória é atribuída a Deus.
Essa
“luz divina” trata-se da falsa luz que Jesus falou em
Mateus 6.23, luz que são trevas. O próprio Satanás se
transfigura em anjo de luz (2Co 11.14). Como um anjo para abençoar
e uma luz para guiar, porém tudo falso! A verdadeira luz é o
Cristo da Bíblia (Jo 1.1-9; 8.12).
Uma
das primeiras coisas que o Senhor fez na Criação foi separar
a luz das trevas (Gn 1.4), e em Jesus, a Luz do mundo, não há
trevas (1 Jo 1.6).
Quanto
à purificação, sabemos que só o sangue eficaz de Jesus nos
purifica do pecado e de todo mal (Hb 9.14 e 1Jo 1.7-9). Nem a
luz divina, nem a igreja de homens, a medalha milagrosa, a
imposição de mãos, palavras místicas e orações podem nos
purificar do pecado.
Quanto
às curas, sabemos que milagres não são provas bíblicas de
que alguém anda na Verdade. Jesus não disse que pelos
milagres conheceríamos os verdadeiros profetas, mas, sim,
pelos frutos (Mt 7.16). Satanás também opera milagres,
limitados ao seu poder, para promover-se e enganar (Ex 7.22-23
e Ap 13.13-14). É pela pregação da Palavra que o povo se
salva, e não por milagres.
5.
“É proibido proibir”
O lema dos messiânicos “é proibido proibir”, equivale à
falsa liberdade, sem lei. Ela veio com o colapso moral do povo
de Israel (Êx 32.7). No juízo que se seguiu, morreram cerca
de três mil homens. Mas o texto de Êxodo 32.25 esclarece o
motivo da derrota: “O povo estava desenfreado, pois Arão o
deixou à solta” (Versão Revista e Atualizada de Almeida).
Quem
quer andar com Deus e pertencer ao seu povo precisa entender
que não é apenas a porta de entrada da salvação que é
estreita. O caminho da salvação a ser seguido também é
estreito (Mt 7.14)
6.
O paraíso terreno dos messiânicos
O messianismo apregoa que uma nova ordem universal está para
começar. Segundo eles, será uma era de felicidade, com paz,
saúde e igualdade de condições para todos. Nessa era de delícias,
a natureza atingiria o seu devido esplendor, e as artes também,
como expressão do bom e do belo.
Não
haverá orgulho, cobiça, intrigas, tristezas, nem injustiça.
É pura fantasia deles. Trata-se aqui de algo parecido com o
Reino Milenial de Cristo sobre a Terra, o qual preparará o
mundo para o Reino Eterno de Deus, quando então haverá Novos
Céus e Nova Terra (Ap 21.2 e 2Pd 3.13). Esse paraíso dos
messiânicos é mais uma deslavada mentira de Satanás (Jo
3.27).
(Publicado
originalmente in Revista RESPOSTA FIEL, Ano 1, nº 02, pg. 33-34.)
Glossário:
Conheça
o significado de termos e expressões utilizados no estudo
deste trimestre.
Para
saber mais:
OLIVEIRA, Raimundo F. de. Seitas
e heresias: um sinal dos tempos. RJ:
CPAD, 2002.
ROMEIRO, Paulo; RINALDI,
Natanael. Desmascarando as seitas. RJ: CPAD, 1996.
SOARES, Esequias. Manual de
apologética cristã. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.
GEISLER,
Norman L.: RHODES, Ron. Respostas às Seitas. RJ, CPAD, 2000
Revista
Resposta Fiel. RJ: CPAD.
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