Lições Bíblicas para Jovens e Adultos
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição Heresias e Modismos

 
Lição 04 - A Reencarnação



Leitura Bíblica em Classe

1 Timóteo 4.1-5.


Esboço da Lição

Introdução

I.    Seu Significado

II.   Seus Objetivos

III.  Suas Distorções

IV. Sua Popularidade

Conclusão


Tema deste Subsídio
Reencarnação: Mentira Cativante.

Autor
Abraão de Almeida. Ministro evangélico nos Estados Unidos, escritor, escatólogo, articulista e conferencista internacional.

Adaptação
Setor de Educação Cristã

Palavras-chaves
Reencarnação; Espiritismo;Ressurreição; Metempsicose; Transmigração da Alma.

Introdução
A reencarnação é um dos pilares da doutrina espírita. Ela é a lei segundo a qual a alma, ou espírito, volta à vida corporal, mas em outro corpo novamente formado e distinto do anterior. A reencarnação, afirmam os espíritas, é o meio pelo qual todas as criaturas se envolvem nos planos intelectual e moral, a medida em que expiam os erros cometidos nas encarnações passadas. 

1. Reencarnação versus Ressurreição.

No seu Evangelho Segundo o Espiritismo, Kardec presume que a reencarnação faz parte dos dogmas judaicos sob o nome de ressurreição. Começando pelo diálogo com Nicodemos, querem os espíritas que as palavras de Jesus: “É necessário nascer de novo” se refiram à reencarnação. Note-se, porém, que ali mesmo Jesus explica que estava se referindo ao nascimento espiritual, do alto, e não ao carnal. Não é voltar ao ventre e reencarnar-se, mas sim, nascer de novo pela semente incorruptível da Palavra de Deus, conforme explica o apóstolo Pedro (1 Pe 1.23).

1.1. Refutação e Incoerências.

Para destruir a doutrina da reencarnação, temos na Bíblia, o batismo como símbolo da regeneração ou novo nascimento, bem como os escritos dos apóstolos, mas nada disso basta para convencer os espíritas. Eles dizem: “Isso foi escrito para o povo daquela época” ou “Havia ainda muita coisa para ser ensinada pelo Espírito de Verdade, e por isso, o espiritismo tem iluminado todos esses casos”. Entretanto, nas próprias supostas reencarnações de Leon Hippolyte Rivail, que mudou de nome para Allan Kardec, percebemos quanta incoerência há no espiritismo.

a) Primeira incoerência: Rivail afirma que em uma de suas reencarnações havia sido um sacerdote católico romano nas Gálias antigas, chamado Allan Kardec, razão pela qual assinou suas obras com esse nome. 

b) Segunda incoerência: Afirma também que os espíritos lhe revelaram que, numa encarnação posterior a de Kardec, foi ele o pré-reformador João Huss, famoso pregador e reformador tcheco, martirizado em 6 de fevereiro de 1415. 

c) Refutações: Vejamos duas principais contradições entre as pretensas e impossíveis reencarnações de Rivail. A primeira, doutrinária e, a segunda, quanto representante religioso:

* Doutrinárias. Comparando a fé desses três personagens, percebemos que, enquanto Rivail não acreditava na Bíblia, no Inferno, no Céu, na Igreja e nem na ressurreição, João Huss acreditava em todas estas coisas, e o suposto Kardec, na condição de sacerdote católico romano, certamente cria no Purgatório e negava a reencarnação, assim como todas as outras crenças espíritas. 

* Religiosas. São profundas as diferenças entre esses indivíduos, como representantes de três religiões distintas. Rivail diz que fora da caridade não há salvação; Kardec, como padre católico romano, ensina que fora da igreja não há salvação; e João Huss, protestante, enfatiza que fora de Cristo não há salvação. 

Jesus não deixa a menor dúvida sobre a falsidade da reencarnação e a veracidade da ressurreição quando diz: “Os filhos deste mundo casam-se e dão-se em casamento; mas os que são havidos por dignos de alcançar a era vindoura e a ressurreição dentre os mortos, não casam nem se dão em casamento [logo, ressurreição não pode ser reencarnação], pois não podem mais morrer, porque são iguais aos anjos, e aos filhos de Deus, sendo filhos da ressurreição” (Lc 20.34-36).

2. Reencarnação: Antigo Ensino Pagão.

A idéia da reencarnação anunciada como novidade por Kardec, na verdade, é velha e pagã. Vejamos, por exemplo, uma citação da obra História Universal, por J. Weber.

A religião dos hindus é o sistema de emanação segundo a qual todo o mundo visível e invisível sai da divindade e para ele volta depois de grandes intervalos. A base desta religião é a doutrina da transmissão das almas (metempsicose), segundo a qual a alma humana não se associa com um corpo terrestre senão como punição de faltas cometidas em uma existência anterior (preexistência).

Encarnada num corpo como castigo, ela tem por tendência e por fim reunir-se de novo à alma divina do universo. Esse é o motivo porque o hindu considera a vida como uma expiação, expiação que só poderá ser abreviada por meio de uma existência santificada por orações e sacrifícios; ou por uma vida ascética, comprazendo-se na adoração da divindade e procurando sempre preservar-se contra o contágio das impurezas do  mundo. Quando o homem se descuida de purificar-se por estes meios e se afasta de Deus, enterra-se cada vez mais no mal, e sua alma, depois de haver deixado o vestido usado da carne, passa, em virtude de uma sentença de juízo dos mortos, a um outro corpo quase sempre mais inferior, um corpo de animal, e começa uma nova migração. Pelo contrário, a alma do sábio, do herói, do penitente, começa depois da morte a sua ascensão através das constelações brilhantes e acaba por se reunir ao eterno espírito do que o emanou” (História Universal, J. Weber, vol. 1, pág.21). 

3. O Jesus da Bíblia é Diferente Daquele que se Ensina no Espiritismo.

A compreensão que o espiritismo tem de Jesus é absolutamente equivocada. Diz Kardec que Jesus:

Veio completar as profecias que lhe anunciavam a vinda. A autoridade provinha-lhe da natureza excepcional do seu espírito e da sua divina missão; veio ensinar aos homens que a verdadeira vida não existe na Terra, mas no reino dos céus: veio mostrar-lhes o caminho que conduz aos meios de se reconciliarem com Deus e fazê-los pressentir a marcha das coisas futuras para cumprindo dos destinos humanos  (O Evangelho Segundo o Espiritismo, pág. 41).

Analisemos essas palavras de Kardec. Cristo era de uma “natureza excepcional”. E por que não divina? A autoridade provinha-lhe da sua “divina missão”. A divina missão de Jesus foi salvar os pecadores e morrer por eles. “Ele veio ensinar que a verdadeira vida não existe na Terra, mas no reino dos Céus”. Por que, então, os espíritas não crêem nos Céus, esse Reino feliz e glorioso onde todos os salvos vivem a verdadeira vida? Veio “mostrar-lhes o caminho”. Por que, então, o espiritismo não aceita esse caminho, que é, sem dúvida, o único caminho que conduz ao Céu, ao Reino dos Céus? 

A Bíblia diz que Jesus é o Salvador, o médico divino, que veio buscar e salvar o que havia se perdido. O espiritismo esforça-se por ignorar completamente a obra redentora de Cristo, apresentando-o ao mundo como um grande filósofo, um grande sábio, um grande mártir. Nunca o chamam de Senhor, mas sempre de mestre.  Entretanto, se esquecem de que com esse cruel procedimento, arrancam de todas as missões de Jesus a maior delas, a mais elevada, a principal, que é o Evangelho que Ele próprio mandou pregar: “para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna”. De fato, quando Kardec procura descrever a missão de Jesus, nada fala da missão de Cristo de salvar a humanidade pelo seu sangue, e não menciona ali o nome principal de Jesus, que é “o Salvador”. 

Não diz que ele veio para ser levantado nos braços da cruz, como a maior de todas as esperanças do cristão. Não afirma que Ele é a única esperança e segurança de  salvação que nos resta. Satanás, procurando ocultar-se no espiritismo, investe violentamente contra o Salvador Jesus, desvirtuando o poder infinito do seu precioso sangue, que nos purifica de todo o pecado.

(Texto originalmente apresentado na Revista RESPOSTA FIEL. Ano 4 – nº 13 set/out/nov 2004, pg.20-25.)

Galeria de fotos de Allan Kardec e o Conceito da Reencarnação:


Allan Kardec


O "Ciclo da Reencarnação"


O "Ciclo da Reencarnação"

 


Glossário:

Conheça o significado de termos e expressões utilizados no estudo deste trimestre.


Entrevista:

Antonio R. Bezerra de Menezes Filho, tetraneto de Bezerra de Menezes converte-se a Cristo e desmente o Evangelho segundo Allan Kardec.

Para saber mais:

COSTA, J. Magno. Porque Deus condena o espiritismo. RJ: CPAD, 2003.

OLIVEIRA, Raimundo F. de. Seitas e heresias: um sinal dos tempos. RJ: CPAD, 2002.

ROMEIRO, Paulo; RINALDI, Natanael. Desmascarando as seitas. RJ: CPAD, 1996.

SOARES, Esequias. Manual de apologética cristã. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

GEISLER, Norman L.: RHODES, Ron. Respostas às Seitas. RJ, CPAD, 2000


Revista Resposta Fiel. RJ: CPAD.

 


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Veja também:
- Outras lições
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