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Leitura
Bíblica em Classe
Mateus
21.8-11; 22.41-46
Introdução
I.
A InfâI. A dinastia davídica
II. O Messias e a Casa de Davi
III. A entrada triunfal do Rei
dos reis
IV. Jesus, o Filho de Davi Tema
deste Subsídio
Jesus, Filho de Davi
1. A Entrada Triunfal (21.1-11).
Esse evento marcou o início da
Semana da Paixão. Sua importância pode ser vista no fato de
ter sido registrado nos quatro Evangelhos (cf. Mc 11.1-10; Lc
19.29-38; Jo 12.12-19). Até então, João tinha pouco
material em comum com os Sinópticos, exceto na passagem em
que o Senhor alimentou as cinco mil pessoas. Mas os quatro
Evangelhos registram os eventos da Semana da Paixão com muito
mais detalhes do que qualquer outro período da vida de
Cristo.
A Entrada Triunfal aconteceu em
um domingo. Depois de curar os dois cegos em Jericó
(20.29-34), Jesus e os seus discípulos, acompanhados pelos
peregrinos da Galiléia a caminho da festa da Páscoa, haviam
caminhado pela estrada de Jericó em direção a Jerusalém.
Isso aconteceu em uma sexta-feira.
Desde o pôr-do-sol da
sexta-feira até o pôr-do-sol do sábado (o sábado judaico)
Jesus e os seus discípulos descansaram, talvez na casa de
Marta e Maria em Betânia.
No domingo, eles foram para
Jerusalém e, no caminho, evidentemente pararam em Betfagé.
Essa vila não é mencionada no Antigo Testamento, mas somente
em conexão com a Entrada Triunfal no Novo Testamento. O
Talmude fala sobre ela como estando próxima a Jerusalém.
Dalman diz, com base na literatura rabínica: “Este deve ter
sido um distrito situado fora de Jerusalém (um subúrbio, mas
não uma unidade independente), que começava na fronteira do
santuário, isto é, antes do muro oriental de Jerusalém”.
Isso pode sugerir um território que incluía o vale de Cedrom
e a encosta ocidental do monte das Oliveiras.
Jesus enviou dois discípulos –
teriam sido Pedro e João? (cf Mc 14.13 com Lc 22.8) – com
as instruções: Ide à aldeia que está defronte de vós,
onde encontrariam uma jumenta presa e um jumentinho com ela
que deveriam ser levados ao Mestre. Se alguém protestasse,
eles deveriam dizer: o Senhor precisa deles. É interessante
notar que somente aqui e em uma passagem semelhante em Marcos
11.3 Jesus é chamado de Senhor nos dois primeiros evangelhos.
Lucas, entretanto, emprega esse nome dezesseis vezes.
Como de costume, Mateus cita o
cumprimento de uma profecia nesse evento da vida de Cristo. A
citação corresponde a Zacarias 9.9 (cf também Is 62.11)
onde está previsto que o Rei-Messias viria humildemente
montado em um jumento. Este ato de Jesus mostrou que Ele
estava se apresentando oficialmente à nação judaica como o
Messias. Josefo registra a crença popular de que o Messias
iria aparecer no Monte das Oliveiras.
Os discípulos cumpriram a sua
missão. Aparentemente, a procissão triunfal começou perto
do Monte das Oliveiras. Os discípulos colocaram as suas
roupas sobre o jumento, em lugar da sela, para que o Mestre se
sentasse.
E muitíssima gente – “a
maior parte da multidão” – estendia as suas vestes pelo
caminho. Isso mostra o entusiasmo quase tumultuoso desses
peregrinos da Galiléia, que tinham visto muitos milagres
realizados por Jesus. Agora, eles o aclamaram como o seu
Messias. A linguagem usada aqui – Filho de Davi- é claramente messiânica. Hosana significa “Salve” ou
“Salve”, palavra de abertura do Salmo 118.25: Um versículo
que era cantado nas solenes procissões em volta do altar na
Festa dos Tabernáculos, e também em outras ocasiões.
Quando Jesus entrou em Jerusalém,
toda a cidade se alvoroçou. Todos perguntavam: Quem é este?
A resposta da multidão foi: Este é Jesus, o Profeta de Nazaré
da Galiléia.
A pergunta de Jesus (22.41-46).
Os fariseus haviam questionado a
Cristo, e Ele havia respondido efetivamente às suas
perguntas. Agora, Ele faz uma pergunta que eles não podem
responder.
Tirando vantagem do fato de ter
um considerável grupo de fariseus à sua frente (v.41), Jesus
perguntou primeiro: Que pensais vós do Cristo? De quem é
filho? Eles responderam, De Davi (v.42). Esse era um conceito
popular daquela época, baseado em algumas passagens das
Escrituras: Sl 89.20-37; Is 9.2-7; 11.1-9; Jr 23.5-6;
33.14-18; Ez 34.23-24; 37.24.
Jesus perguntou: Como é, então,
que Davi, em espírito, lhe chama Senhor? (v.43). Em espírito
significa “inspirado pelo Espírito”, isto é, o Espírito
Santo. Dessa forma, Jesus afirmou, ao mesmo tempo, que Davi
era o autor do Salmo 110 e que sua inspiração era divina.
Então, Ele citou o primeiro versículo desse Salmo Messiânico.
Disse o Senhor ao meu Senhor (v.44), quer dizer em hebraico
“Jeová [ou Yahweh] disse ao meu Adonai”. No Antigo
Testamento geralmente SENHOR é a tradução de Yahweh e
Senhor a tradução de Adonai. Em grego, é usada a palavra
Kyrios.
Os judeus não podiam, ou não
queriam, responder a essa questão: Se Davi, pois, lhe chama
Senhor, como é seu filho? (v.45) A resposta cristã é que o
Senhor de Davi tornou-se o filho de Davi através da Encarnação.
O versículo 46 indica que Jesus
havia eficientemente calado todos os seus oponentes. Ninguém
mais, depois daquele dia tão significativo, ousaria fazer
qualquer tipo de pergunta a Jesus.
Subsídio extraído:
Comentário
Bíblico BEACON (volume 6)
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