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Leitura
Bíblica em Classe
Atos 3.18-26
Introdução
I.
A InfâI. Os profetas na Bíblia
II. O ministério dos profetas no Antigo Testamento
III. O ofício profético de Cristo
Tema
deste Subsídio
Cristo, o Profeta
Conclusão
Autor: Severino Pedro da Silva
Obra: A vida de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 1990.
Acréscimos e adaptação: Setor de Educação Cristã
Cristo, o Profeta
'E
ele lhes perguntou: Quais? E eles disseram: As que dizem
respeito a Jesus Nazareno, que foi Varão Profeta...' (Lc
24.19a). O ministério profético de Cristo foi o mais
proeminentes de toda a Bíblia. Deus o levantou (At 7.22); e o
ungiu (Lc 4.18), para este sublime ofício durante seu ministério
terreno; e, por extensão, em parte de seu ministério
celestial (Lc 23.42,43; 24.19). Por essa razão, seu ministério
profético é predito em muitas passagens do Antigo Testamento
(Dt 18.18; Is 42.1-11; 49; 50.4; 61). Essas profecias e textos
tiveram realmente seu cumprimento na pessoa única de Cristo
Jesus, como é expresso em Lc 4.18,21 e At 3.22; 7.37. Ao
mesmo tempo, seu ministério profético foi prefigurado por
uma série de profetas do Antigo Testamento, de Moisés a
Malaquias.
Em seu ministério terreno,
Cristo não apenas permitiu que os homens o considerassem um
profeta (Lc 7.16; Jo 4.19), mas Ele próprio se apresentou
como tal (Lc 4.17-21; 13.33). O procedimento do Messias, seja
em palavras seja em ações, trazia a marca de que Ele não
era apenas um profeta enviado por Deus, mas o Profeta de Deus.
A tarefa profética de Jesus não estava limitada ao tempo de
duração de sua vida terrena, como os demais antes dEle, mas
por meio do Espírito Santo e de sua vitoriosa e profética
Igreja, o seu ministério profético continuou depois da
crucificação.
Podemos encontrar em Cristo todos
os elementos necessários ao ministério profético:
1. Ele revela Deus (Jo 1.8);
2. Ele fala as palavras de Deus (Jo
17.6,ss)
3. Ele predisse o seu próprio
futuro (Mc 13.23). Então, por excelência, Ele é chamado de
profeta (Mt 21.11; Lc 7.16) e de fiel testemunha (Ap 3.14).
"Jesus, o Nazareno, que foi
um profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de
todo o povo"
(Lc 24.19). Jesus demonstrou em seu ofício profético todos
os atributos pessoais de um profeta. Assim como os verdadeiros
profetas no Antigo Testamento, Ele foi reconhecido e aclamado
como tal (Mt 21.11; Jo 4.19 cf. 1 Sm 3.20). As maravilhas
operadas pelo Senhor Jesus confirmava-lhe o ministério profético:
na ressurreição do filho da viúva (Lc 7.11-17 cf. 1 Rs
17.17-23); na multiplicação de víveres (Lc 9.10-17 cf. 1 Rs
17.13-16); na autoridade do ensino (Mt 7.28,29 cf. Dt
18.18,19); na resposta imediata das orações (Jo 11.41-45 cf.
1 Rs 18.37-39), entre outros extraordinários eventos. Ele era
o Messias, o Profeta de Deus (Jo 6.14; 7.40).
Foi nele que se cumpriu a grande
profecia de Moisés para os filhos de Israel: "Eu lhes
suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e
porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo
o que eu lhe ordenar" (Dt 18.18; At 7.37).
Na passagem de Atos que está em
foco, Estevão argumentou, sem dúvida, que Moisés predissera
que o Messias seria um profeta semelhante a ele, e que o
Messias não era outro senão Jesus, o verdadeiro Profeta cuja
vida e testemunho "...é o espírito de profecia"
(Ap 19.10).
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