Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Mestre
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição Jesus Cristo Verdadeiro homem Verdadeiro Deus
1º trimestre/2008


Lição 06 - Jesus, o Profeta das Nações



Leitura Bíblica em Classe
Atos 3.18-26



Introdução

I. A InfâI. Os profetas na Bíblia

II. O ministério dos profetas no Antigo Testamento

III. O ofício profético de Cristo

Tema deste Subsídio
Cristo, o Profeta

Conclusão

Autor: Severino Pedro da Silva

Obra: A vida de Cristo. Rio de Janeiro: CPAD, 1990.

Acréscimos e adaptação: Setor de Educação Cristã

Cristo, o Profeta

'E ele lhes perguntou: Quais? E eles disseram: As que dizem respeito a Jesus Nazareno, que foi Varão Profeta...' (Lc 24.19a). O ministério profético de Cristo foi o mais proeminentes de toda a Bíblia. Deus o levantou (At 7.22); e o ungiu (Lc 4.18), para este sublime ofício durante seu ministério terreno; e, por extensão, em parte de seu ministério celestial (Lc 23.42,43; 24.19). Por essa razão, seu ministério profético é predito em muitas passagens do Antigo Testamento (Dt 18.18; Is 42.1-11; 49; 50.4; 61). Essas profecias e textos tiveram realmente seu cumprimento na pessoa única de Cristo Jesus, como é expresso em Lc 4.18,21 e At 3.22; 7.37. Ao mesmo tempo, seu ministério profético foi prefigurado por uma série de profetas do Antigo Testamento, de Moisés a Malaquias.

Em seu ministério terreno, Cristo não apenas permitiu que os homens o considerassem um profeta (Lc 7.16; Jo 4.19), mas Ele próprio se apresentou como tal (Lc 4.17-21; 13.33). O procedimento do Messias, seja em palavras seja em ações, trazia a marca de que Ele não era apenas um profeta enviado por Deus, mas o Profeta de Deus. A tarefa profética de Jesus não estava limitada ao tempo de duração de sua vida terrena, como os demais antes dEle, mas por meio do Espírito Santo e de sua vitoriosa e profética Igreja, o seu ministério profético continuou depois da crucificação.

Podemos encontrar em Cristo todos os elementos necessários ao ministério profético:

1. Ele revela Deus (Jo 1.8);

2. Ele fala as palavras de Deus (Jo 17.6,ss)

3. Ele predisse o seu próprio futuro (Mc 13.23). Então, por excelência, Ele é chamado de profeta (Mt 21.11; Lc 7.16) e de fiel testemunha (Ap 3.14).

"Jesus, o Nazareno, que foi um profeta poderoso em obras e palavras diante de Deus e de todo o povo" (Lc 24.19). Jesus demonstrou em seu ofício profético todos os atributos pessoais de um profeta. Assim como os verdadeiros profetas no Antigo Testamento, Ele foi reconhecido e aclamado como tal (Mt 21.11; Jo 4.19 cf. 1 Sm 3.20). As maravilhas operadas pelo Senhor Jesus confirmava-lhe o ministério profético: na ressurreição do filho da viúva (Lc 7.11-17 cf. 1 Rs 17.17-23); na multiplicação de víveres (Lc 9.10-17 cf. 1 Rs 17.13-16); na autoridade do ensino (Mt 7.28,29 cf. Dt 18.18,19); na resposta imediata das orações (Jo 11.41-45 cf. 1 Rs 18.37-39), entre outros extraordinários eventos. Ele era o Messias, o Profeta de Deus (Jo 6.14; 7.40).

Foi nele que se cumpriu a grande profecia de Moisés para os filhos de Israel: "Eu lhes suscitarei um profeta do meio de seus irmãos, como tu, e porei as minhas palavras na sua boca, e ele lhes falará tudo o que eu lhe ordenar" (Dt 18.18; At 7.37).

Na passagem de Atos que está em foco, Estevão argumentou, sem dúvida, que Moisés predissera que o Messias seria um profeta semelhante a ele, e que o Messias não era outro senão Jesus, o verdadeiro Profeta cuja vida e testemunho "...é o espírito de profecia" (Ap 19.10).


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