Conteúdo Adicional para as aulas de Lições Bíblicas Mestre
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição Jesus Cristo Verdadeiro homem Verdadeiro Deus
1º trimestre/2008


Lição 02 - Jesus, o Filho de Deus



Leitura Bíblica em Classe
Hebreus 1.1-8


Introdução

I. Jesus, o Filho de Deus 

II. Jesus, o Filho Unigênito de Deus

III. Jesus, o Primogênito de Toda a Criação

IV. Os Filhos de Deus

 

Conclusão

Tema deste Subsídio
A Divindade de Cristo

Autores
R. Allan Killen e John Rea

 

Jesus Cristo é o Filho de Deus e a essência do Deus verdadeiro.

Ele é constituído da mesma essência que o Pai e que o Espírito Santo, e igual em poder e em glória (Veja Divindade). Desta forma, tudo o que pode ser dito do Pai e do Espírito Santo poderá ser dito do Filho. Ele é o Criador (Jo 1.1-3; Cl 1.16; Hb 1.2), assim como o Pai (Gn 1.1; Ap 4.11) e o Espírito Santo (Gn 1.2) criaram. Ele é o que mantém e que sustenta todas as coisas (Cl 1.17; Hb 1.3), assim como o são o Pai (Gn 8.21,22) e o Espírito Santo (Jó 27.3; 33.4). Ele é o Redentor (Ap 5.9; Rm 3.24; Tt 2.14), assim como o Pai (Is 63.16).

Provas bíblicas da Divindade de Cristo. 

A Divindade de Cristo é provada por algumas afirmações expressas nas Escrituras (Emanuel, ou “Deus conosco”, em Is 7.14 e Mt 1.23; Jo 1.1; Jo 1.18; Rm 9.5; Tt 2.13; Hb 1.8). Ele reivindicou ser capaz de perdoar os pecados (Mc 2.5,10.11; Lc 7.48), o que é uma prerrogativa exclusiva de Deus, que assim era reconhecida (Mc 2.7; Lc 5.21). Ele curou os enfermos (Mt 4.23,24; 8.14-17; 9.18-35; Lc 5.17-26; 7.18-23), e ressuscitou os mortos (Lc 7.11-15; 41,42,49, 55; Jo 11.38-44; cf. 5.25- 29). Ele controlou a natureza acalmando as ondas (Mt 8.23-27). Ele agiu com criatividade, multiplicando os pães e os peixes (Mt 14.19-21; 15.32-38). Ele afirmou ser Deus (Jô 10.33); e existir, com Deus, antes que o mundo existisse (Jo 8.58; 17.5). Ele é igual ao Pai (Jo 14.9; Fp 2.5-8) e um, em essência, com o Pai (Jo 10.30). Somente Ele, dentre todos os homens, é digno de ser adorado, um ato proibido quando dirigido aos seres criados e reservado exclusivamente a Deus (Jô 9.38; Fp 2.9-11; Ap 5.11-14; 19.10; 22.8ss.; At 10.25ss.).

Provas filosóficas e teológicas.

Se devemos ter um Deus que é infinito em sua pessoa e em seus relacionamentos, esse Deus deve ter uma natureza trina. Veja Trindade; Teísmo. Qualquer visão – como a da fé muçulmana, a do judaísmo, a das Testemunhas de Jeová – que afirme que existe somente uma pessoa na Divindade prova ser inadequada. Tal visão apresenta um Deus que só teria conhecido um verdadeiro relacionamento sujeito-objeto (o relacionamento Eu-isso), um relacionamento pessoal real (o relacionamento Eu-Você) ou um verdadeiro relacionamento social (o relacionamento Nós-Você), depois de ter criado tanto o mundo como o homem.

Este é o problema fatal em todas as visões unitárias. Pelo fato do homem conhecer e desfrutar de todos esses relacionamentos ele seria, nesses aspectos, maior do que um Deus não trino seria antes de criar o mundo e o homem. Assim, a eterna filiação e Divindade de Cristo são filosoficamente convincentes e necessárias.

A divindade de Jesus Cristo é de extrema importância para a nossa salvação. Somente uma pessoa infinita poderia oferecer um sacrifício infinito, suficiente para satisfazer a justiça de Deus, e para expiar os pecados de todos aqueles que têm fé. Embora o pecado tenha começado com um ato único de desobediência, como um incêndio na floresta pode começar com uma única faísca, ele se espalhou por toda a humanidade; e a sua expiação – depois que o pecado envolveu toda a natureza e toda a humanidade – exigiu não um simples ato de um homem, mas do Todo-Poderoso, em Seu próprio Filho Onipotente.

Veja Encarnação.

O Credo Niceno.

Nos séculos II e III d.C., visões extremamente divergentes do relacionamento de Jesus com Deus foram expressas nos escritos de diversos líderes cristãos. Justino Mártir afirmou que o Logos encarnado em Jesus Cristo era um segundo Deus. Irineu enfatizou a unidade de Deus, ou o monoteísmo, ao passo que Paulo de Samosata enfatizou a humanidade de Jesus, dizendo que Ele foi um homem sem pecado desde o seu nascimento. Sabelio acreditava que o Pai tinha nascido como Jesus Cristo, e sofrido como o Pai; pois o Pai, o Filho e o Espírito Santo eram três modos ou aspectos de Deus. Tertuliano declarou que Deus é uma única essência, mas três pessoas ou partições, na atividade administrativa divina, e que Jesus era ao mesmo tempo Deus e homem, uma única pessoa que possuía duas essências ou naturezas. Orígenes era essencialmente ortodoxo, mas ensinava que embora o Filho seja co-eterno com o Pai, Cristo como a imagem de Deus, é dependente do Pai e subordinado a Ele.

No início do século IV, Ário, um presbítero na igreja da Alexandria, afirmou que o Filho tinha um começo, e que não era uma parte de Deus. O Pai tinha criado o Filho para que Ele pudesse criar o mundo. Tal foi a controvérsia desenvolvida na parte leste do Império Romano, que o imperador Constantino convocou um concílio de toda a igreja, que se reuniu em Nicéia, na Ásia Menor, em 325 d.C. Este foi o primeiro concílio ecumênico, com a presença de mais de 300 bispos. O jovem Atanásio, um diácono de Alexandria, advogou a posição ortodoxa.

O credo adotado por esse concílio afirma que o Filho é da mesma essência (homoousios) que o Pai. Ele diz o seguinte. “Nós cremos em um único Deus, o Pai Todo-Poderoso, criador de todas as coisas visíveis e invisíveis, e em um só Senhor, Jesus Cristo, Filho unigênito de Deus, o único gerado do Pai, da mesma essência (ousias) do Pai, Deus de Deus, Luz da Luz, Deus verdadeiro de Deus verdadeiro, gerado, não criado, da mesma essência (homoousion) do Pai, por quem todas as coisas foram feitas, tanto as do céu quanto as da terra, que para nós - seres humanos - e para a nossa salvação desceu dos céus e se fez carne, sofreu, ressuscitou no terceiro dia, subiu aos céus e virá para julgar os vivos e os mortos” (K. S. Latourette,        A History of Christianity, Nova York. Harper, 1953, p.155).

Embora Ário fosse banido e a sua posição anatemizada, nas décadas que se seguiram os seus discípulos tentaram anular a decisão do concílio. Durante algum tempo, Atanásio teve tão pouco apoio dos outros, que os historiadores falam de Athanasius contra mundum, “Atanásio contra o mundo”. Ele morreu em 373. Três bispos notáveis da Capadócia – Gregório de Nazianzo, Basílio de Cesaréia e Gregório de Nissa – se encarregaram da discussão e argumentaram que existe somente uma ousia (substância, essência) que o Pai, o Filho e o Espírito Santo compartilham, mas que existem três hypostases (traduzida ao latim como personae, pessoas). Um segundo concílio ecumênico foi realizado em Constantinopla em 381, para trazer um final à controvérsia de Ário. A doutrina ortodoxa estabelecida em Nicéia foi confirmada, e o credo Niceno foi modificado e aumentado para a sua forma atual.

                        


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Veja também:
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