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Leitura
Bíblica em Classe
2 Pedro 2.1-4
Esboço da
Lição
Introdução
I.
A
Ortodoxia doutrinária da Igreja.
II.
A Igreja é guardiã da sã doutrina.
III.
A preservação da ortodoxia doutrinária pela
Igreja.
Conclusão
Tema
deste Subsídio
O Desenvolvimento da Doutrina através da Bíblia
Autor
Pr. Antonio Gilberto
Palavras
Chaves
Doutrina; Ensino; Doutrina Pentecostal
Introdução
“Goteje
a minha doutrina como a chuva, destile o meu dito como o
orvalho, como chuvisco sobre a erva e como gotas de água
sobre a relva” (Dt 32.2).
“Na doutrina,
mostra incorrupção, gravidade, sinceridade.” (Tt
2.7b).
I. O desenvolvimento da doutrina no Antigo Testamento
1. O próprio
Deus, Ele mesmo, fala ensinando continuamente em todo o Antigo
Testamento: “E disse o Senhor a...”; “Assim diz o
Senhor”; “O Senhor falou”. Estas expressões e outras
mais correlatas são inúmeras em todo o Antigo Testamento.
2. Israel, um
povo a quem Deus chamou para ser o seu porta-voz entre as nações,
e também trazer ao mundo as Santas Escrituras como a revelação
de Deus ao mundo (Rm 3.1,2).
3. O Livro da
Lei de Deus, e seu conteúdo doutrinário, a partir da salvação
(Js 1.9; 2 Cr 34.14, 15; Is 34.16).
4. O Tabernáculo
e seu culto divino com seus ensinos; mas também
posteriormente o Templo e a sinagoga, com seus ensinos da
parte de Deus, a partir da salvação e as bênçãos que
acompanham a salvação.
5. Os objetos
sagrados do Tabernáculo e seus demais materiais, e seus
ensinos doutrinários.
6. Os sacrifícios
da Lei, principalmente os cinco basilares, explanados em Lv
caps. 1-5 e seus profundos ensinos implícitos; tipológicos;
soteriológicos.
7. As cerimônias
e ritos diversos da Lei, e seus ensinos doutrinários.
8. As festas
sagradas determinadas por Deus, em seus mínimos detalhes,
segundo o Pentateuco, e suas mensagens doutrinárias. Eras
sete as festas sagradas.
9. O ensino
diuturno da Lei de Deus, através da nação de Israel pelos
sacerdotes e seus auxiliares, os levitas, escribas, mestres.
10. Os
sacerdotes (todos da tribo de Levi) e as mensagens doutrinárias
implícitas neles, a partir do seu ingresso, seu aprendizado e
o desempenho de seu ministério para Deus, e os ensinos
embutidos nisso tudo. Também as vestes sacerdotais e seus
ensinos.
11. Os profetas
de Deus do Antigo Testamento e seu ministério doutrinário. O
maior número de livros do AT são os profetas. Muitos
profetas ministraram sem deixar escritos.
12. As
manifestações sobrenaturais de Deus no AT e suas mensagens
doutrinárias.
13. Os milagres
que Deus operou por meio de seus servos, e o conteúdo doutrinário
desses milagres.
II. O
desenvolvimento da doutrina no Novo Testamento
2 Co 3.7, 8 afirma que “E, se o ministério
da morte, gravado com letras em pedras, veio em glória, de
maneira que os filhos de Israel não podiam fitar os olhos na
face de Moisés, por causa da glória do seu rosto, a qual era
transitória, (v. 8) como não será de maior glória o ministério
do Espírito?”
É maravilhoso, e antes de tudo, motivo de
louvor e adoração a Deus, como o Espírito Santo nestes cem
anos de Movimento Pentecostal
(1906-2006) tem aprofundado e enriquecido os estudiosos
pentecostais no conhecimento das doutrinas da Bíblia, e entre
elas, as que tratam do Espírito Santo e suas ministrações
à Igreja na
presente dispensação.
A expressão “ministério do Espírito”, no
v. 8 acima, é literalmente “ministrações do Espírito”.
Vejamos algumas das doutrinas bíblicas
pentecostais, isto é, concernentes ao ministério do Espírito
Santo no Novo Testamento.
1. O novo nascimento pelo Espírito Santo (Jo 3.3-8). O novo nascimento abrange no ser humano a regeneração
e a conversão, que são dois lados de uma só realidade deste
grandioso milagre.
2. A habitação do Espírito Santo no crente (Jo 14.16,17; Rm 8.9; 1 Jo 4.13). Esta é a nova ordem da era da
graça de Deus no Novo Testamento (Jo 20.21,22). Ler também 1
Co 3.16; 6.19; 2 Co 6.16; Gl 4.6.
3. O testemunho incontestável do Espírito de
que somos filhos de Deus (Rm 8.15, 16). É um duplo testemunho
em forma de convicção (1) de que Deus é o nosso Pai celeste
(Rm 8.15); (b) e de que somos filhos de Deus (Rm 8.16).
4. A fé pelo Espírito Santo na continuação
da salvação. É a vida de fé do cristão, “pelo Espírito”
(Rm 1.17;Gl 5.5). Fé para o crente, pelo Espírito,
permanecer fiel (Gl 5.22).
5. A santificação posicional do crente “em
Cristo” perante Deus.(1 Co 1.2; Hb 10.10; Cl 2.10; 1 Jo 4.17;
Fp 1.1). Esta santificação é simultânea com a justificação
“em Cristo” (1 Co 6.11; Gl 2.17).
6. O batismo “do” ou “pelo” Espírito
Santo para o crente (1 Co 12.13; Gl 3.27; Rm 6.3). Esse batismo
espiritual o Espírito Santo o ministra no momento do milagre
da nossa conversão.
7. O batismo “com” (ou “no”) Espírito
Santo (At 1.4, 5, 8; 2.1-4; 10.44-46; 11.16; 19.2-6). Este glorioso
batismo é evidenciado pelas línguas sobrenaturais faladas
conforme o Espírito concede ao crente (Jo 14.26; At 2.32,33).
8. O fruto do Espírito através do crente
(Gl 5.22, 23; Ef 5.9; Jo 15.1-8, 16). Este “fruto” é a
evidência do crente crescendo na maturidade em Cristo, e de
que o espírito reina soberanamente na vida desse crente (1 Pe
1.15, 16; 2 o 7.1; 3.17, 18).
9. A santificação progressiva do crente em si
mesmo. Esta é outra ministração do Espírito ao
crente (1 Pe 1.15, 16; 2 Co 7.1; 2 Co 3.17, 18). Daí, haver
crentes mais ou menos santos.
10. A vida de oração no Espírito Santo pelo
crente (Rm 8.26, 27; Ef 6.18; Jd v.20; 1 Co 14.14,
15; Zc 12.10). Este é outro ministério que o Espírito Santo
quer exercer no crente: Capacitá-lo a orar, inclusive
intercessoriamente.
11. Louvor, adoração e ações de graças no
Espírito Santo (Ef 5.18, 19; Cl 3.16; 1 Co 14.15; 1 Ts 1.6).
O Espírito Santo capacita e equipa o crente para este
realmente adorar a Deus.
12. Os dons espirituais pelo Espírito Santo (1 Co 12.4-11, 28-31; Rm 12.6-8). São dons do Espírito Santo
para a edificação da igreja, como está explanado em 1 Co
14.
13. A renovação espiritual constante do
crente. Esta é outra ministração do Espírito Santo
ao crente (2 Co 4.16; Rm 12.2; Ef 4.23; 5.18).
CONCLUSÃO
Voltemos sempre, todos, ao Cenáculo para um novo e contínuo
Pentecostes. At 2.1 “E cumprindo-se o Dia de Pentecostes”
(cf. Lv 23.16, 17). Pentecostes é mais do que uma data para
ser historiada. Pentecostes é mais do que um fenômeno
espiritual para estudo, concernente ao primeiro derramamento
do Espírito Santo sobre a Igreja de Deus, cinqüenta dias após
a ressurreição de Cristo.
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