Lições Bíblicas para Jovens e Adultos
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição A Igreja e Sua Missão


Lição 11 - Comunhão dos santos: a missão conciliadora da Igreja



Leitura Bíblica em Classe

At 2.42-26; Ef 4.1-6.

Esboço da Lição

Introdução

I. Significado de "comunhão" no Novo Testamento.

II. Cinco expressões da comunhão em Cristo na Igreja.

III. A comunhão através dos dons espirituais.

Conclusão


Tema deste Subsídio

A comunhão dos santos

Autor

Setor de Educação Cristã (CPAD)

Palavras Chaves

Comunhão; Unidade; Igreja.

 

A comunhão dos santos

O termo comunhão, de acordo com sua procedência neotestamentária, procede do substantivo grego "koinōnia". Literalmente significa "tendo em comum", e, por extensão", "companheirismo" e "sociedade". Já o adjetivo "koinōnos", que quer dizer "tendo em comum", é traduzido em 1 Coríntios 10.18 por "participantes.

Entre os usos empregos do termo koinōnia em o Novo Testamento encontramos:

a)      Designação das experiências e interesses comuns dos cristãos (At 2.42; Gl 2.9);

b)      Participação no conhecimento do Filho de Deus (1 Co 1.9);

c)       Compartilhamento na realização dos efeitos do sangue e do corpo de Jesus, conforme afirmado pelos emblemas da Santa Ceia do Senhor (1 Co 10.16);

d)      Participação no que é derivado do Espírito Santo (2 Co 13.13; Fp 2.1);

e)      Participação nos sofrimentos de Cristo Jesus (Fp 3.10);

f)        Compartilhamento na vida da ressurreição possuída em Cristo e, por conseguinte, do companheirismo com o Pai e o Filho (1 Jo 1.3,6,7).

Portanto, de acordo com os textos acima, a comunhão representa a unidade espiritual que liga os crentes a Jesus Cristo e uns com os outros (Jo 5.1-10; 17.21,23; Ef 4.3-16). Esta forma de comunhão transcende os laços puramente naturais ou familiares (Gl 3.28; Cl 3.11), embora não venha abolir as diferenças providenciais entre os crentes (1 Co 7.20-24; Ef 6.5-9).

A comunhão, isto é, a unidade espiritual que liga os crentes a Jesus e uns com os outros, pode ser interrompida ou perturbada pelo pecado do crente individualmente (1 Co 5.1-7; 1 Jo 1.6-15), ou por algum erro de conduta (2 Ts 3.6-15), ou em relação à doutrina (1 Jo 2.19; 2 Jo 9-11). Logo, é muito importante e necessário para o crente guardar a sua vida espiritual e, principalmente, a comunhão com Cristo, com o máximo de zelo possível.

Na vida atual, a comunhão dos santos encontra sua maior realização na comunhão com Deus Trino (1 Co 1.9; 2 Co 13.14; Fp 2.1; 1 Jo 1.3).

 

Hierarquia da Comunhão Cristã

A Bíblia apresenta em várias passagens que a comunhão do cristão é em primeiro lugar com Deus (1 Jo 1.6); com Cristo (1 Co 1.9), com o Espírito santo (Fp 2.1; 2 Co 13.13). Em segundo lugar a comunhão do cristão é para com os domésticos na fé, isto é, com os companheiros cristãos (Jo 15.12; 1 Jo 1.3,7).

Portanto, a comunhão do cristão com os homens, deve, porém, ser baseada, em primeiro lugar, em sua clara confissão de que Cristo é o Messias prometido e que verdadeiramente teve um corpo humano de carne e ossos (1 Jo 4.2,3; 2 Jo 7-11). Em segundo lugar, o cristão não deve estar em comunhão com aqueles que vivem em pecados patentes, tais como a fornicação, idolatria, embriagues e cobiça (1 Co 5.11). Contudo, o cristão inevitavelmente terá que conviver com não-salvos que praticam esses pecados, mas jamais associar-se a eles. O cristão é proibido associar-se com os incrédulos em 2 Coríntios 6.14-18.

 

Meios de Comunhão entre os santos

1.      A comunhão por meio da Santa Ceia do Senhor (1 Co 10.16-21). Por meio desta o crente, em comunhão com o corpo de Cristo, professa a sua fé no sangue expiatório de Cristo e manifesta sua morte até que Ele volte.

2.      A comunhão dos crentes como membro do Corpo de Cristo (Ef 2.14-16). O Senhor Jesus fundou sua Igreja, estabelecendo uma unidade vital entre os membros desses corpo com Ele mesmo, fazendo tanto os judeus como os gentios um novo homem ou corpo. 

Portanto, a igreja que está unida a Cristo, cresce à medida que o crente se fortalece. O nascimento e desenvolvimento biológico de um ser vivo é um processo que dura um longo período. Pelas leis naturais espera-se que o ser em desenvolvimento chegue à plenitude de suas forças físicas em alguns anos. Na vida espiritual de uma igreja acontece um processo semelhante em direção à maturidade. A Igreja de Cristo é comparada a um corpo (1 Co 12.27; Ef 1.23) e, como tal, necessita que cada membro em particular seja fortalecido na fé em Cristo (1 Co 12.14). Assim como um corpo possui vários membros com funções específicas, Deus pôs cada crente com uma função singular na igreja: "Deus colocou os membros no corpo, cada um deles como quis" (1 Co 12.18). O corpo é uma unidade na diversidade (1 Co 12.12, 19,20). A unidade do corpo de Cristo é formada pela diversidade de dons, ministérios e operações divinas que edificam a Igreja (1 Co 12.4-11). Todo membro é importante para a saúde e crescimento do corpo (1 Co 12.14-20). Nenhum membro é mais importante do que o outro e, aquele que parece ser o mais fraco, é o mais necessário (1 Co 12.22) e, o que aparenta ser menos honroso, é o mais honrado (1 Co 12.24,25). Assim como o Deus-Oleiro moldou o barro na criação (Gn 2.7), fazendo-o "à sua imagem e semelhança" (Gn 1.26), deseja modelar com suas maravilhosas mãos cada crente em Jesus Cristo, pois "assim sois vós na minha mão, ó casa de Israel" (Jr 18.6). Portanto, "Fortalecei-vos no Senhor e na força do seu poder" (Ef 6.10). 

Referência Bibliográfica

 

PFEIFFER, Charles F. (et al). Dicionário Bíblico Wycliffe. Rio de Janeiro: CPAD, 2006.

VINE. W.E. (et al). Dicionário Vine. Rio de Janeiro: CPAD, 2002.

 

 


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