Lições Bíblicas para Jovens e Adultos
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição A Igreja e Sua Missão


Lição 09 - Aconselhamento Cristão: a missão aconselhadora da igreja



Leitura Bíblica em Classe

Colossenses 3.12-17

Esboço da Lição

Introdução

I. O Aconselhamento espiritual

II. Propósitos do Aconselhamenmto interpessoal

III. A Igreja, um corpo ajustado

Conclusão


Tema deste Subsídio

O que É Aconselhamento Bíblico?

Autor

Wayde I. Goodall

Palavras Chaves

Aconselhamento;  Terapia; Psicologia pastoral
.

 

Introdução

Freqüentemente as pessoas me perguntam: “O que é aconselhamento cristão?” Ou: “O que você quer dizer quando diz que devemos aconselhar as pessoas segundo a Bíblia?” Será que estamos nos referindo a citar alguns versículos bíblicos quando estamos aconselhando?

Será que nunca divergimos das verdades encontradas na Palavra de Deus quando aconselhamos os outros? Há alguma confusão sobre esse assunto. Conheço pessoas que têm de citar algum versículo da Bíblia sempre que dão conselhos. Sei de alguns que parecem usar a Bíblia como uma arma e, na verdade, repelem as pessoas em vez de ajudá-las a descobrir o quanto Deus as ama e quer ajudá-las. Deus mostra a pastores atenciosos maneiras maravilhosas de ajudar os que estão em necessidade — maneiras únicas que são criativas e vão direto à jugular.

Rememore, por um momento, a maneira como o conselheiro de Davi, Natã, confrontou-o acerca do pecado na vida do rei. A Bíblia relata o pecado devastador no qual Davi se envolveu, depois de haver cometido adultério com Bate-Seba. Parece que Davi ia tentar esquecer, quando foi informado por ela de que estava grávida. Davi tinha um verdadeiro dilema nas mãos, sem mencionar o que Bate-Seba estava enfrentando. Davi sentia que precisava encobrir o pecado e engendrou um plano que resultou na morte do marido dela. Ele ordenou aos seus líderes militares que colocassem o marido de Bate-Seba, Urias, na linha de frente da batalha, depois, retirassem a tropa de apoio, permitindo assim que o inimigo o matasse. O plano de Davi deu certo. Urias morreu na guerra. Ele era homem bom, marido fiel, soldado dedicado e cidadão leal. Depois de sua morte, Davi estava livre para casar com Bate-Seba. Ainda que estivesse grávida, Davi também pôde evidentemente esconder esse detalhe. Davi estava em casa, livre — ou não estava?

Davi, obviamente, tinha esquecido que Deus estava vendo tudo. Deus viu a luxúria, as mentiras, o adultério, o assassinato, o orgulho e a racionalização (2 Sm 12). Davi permitiu que uma barreira se erguesse entre ele e Deus. Ele não quis enfrentar o problema de frente e corrigi-lo.

Em cada passo que Davi dava, ele poderia ter parado. Ele poderia ter parado quando começou a desejar Bate-Seba ou antes de fazer o convite para o adultério. O indivíduo pode parar de pecar em qualquer ponto, pode acertar as coisas com Deus e ter um recomeço total. É o inimigo de nossas almas que nos faz pensar que precisamos continuar pelo caminho do pecado, encobrindo nossos rastros. É ele quem nos mantém escravos nessa trajetória.

O problema de Davi parecia estar resolvido e esquecido, mas Deus se lembrou. Deus falou com Natã, amigo e conselheiro de Davi. De alguma maneira, Deus revelou a Natã todos os detalhes e informou-o como Ele se sentia sobre o fracasso do líder de Israel. Deus também mandou Natã falar com Davi de maneira confrontante e adverti-lo. 

Natã amava Deus e amava seu amigo Davi. O dilema do profeta era que Davi poderia continuar negando o problema e, possivelmente, mandar matar Natã por fazer tal acusação. Natã também deve ter sentido algo que todo verdadeiro amigo precisa sentir: a alma eterna de um amigo é mais importante do que uma amizade terrena. É melhor ganhar um amigo para Jesus e ajudá-lo a acertar o seu relacionamento com Deus do que manter uma amizade. 

Natã pensou num modo único para confrontar o rei Davi. Ele começou

contando uma história: Havia numa cidade dois homens, um rico e outro pobre. O rico tinha muitíssimas ovelhas e vacas; mas o pobre não tinha coisa nenhuma, senão uma pequena cordeira que comprara e criara; e ela havia crescido com ele e com seus filhos igualmente; do seu bocado comia, e do seu copo bebia, e dormia em seu regaço, e a tinha como filha. E, vindo um viajante ao homem rico, deixou este de tomar das suas ovelhas e das suas vacas para guisar para o viajante que viera a ele; e tomou a cordeira do homem pobre e a preparou para o homem que viera a ele.

Então, o furor de Davi se acendeu em grande maneira contra aquele homem, e disse a Natã: Vive o Senhor, que digno de morte é o homem que fez isso. E pela cordeira tornará a dar o quadruplicado, porque fez tal coisa e porque não se compadeceu (2 Sm 12.1-6).

Davi tinha pronunciado seu próprio julgamento. Quando Natã percebeu que Davi tinha entendido a moral da história, declarou: “Tu és este homem” (2 Sm 12.7). Depois de repreensão adicional e advertência de Deus, Natã informou Davi sobre como Deus ia disciplinar o rei. Então Davi disse: “Pequei contra o Senhor” (2 Sm 12.13a). Nata entregou a seu amigo a mensagem de Deus: “Também o Senhor traspassou o teu pecado; não morrerás. Todavia, porquanto com este feito deste lugar sobremaneira a que os inimigos do Senhor blasfemem, também o filho que te nasceu certamente morrerá” (2 Sm 12.13b,14).

A história é trágica, mas a lição sobre como Natã confrontou Davi é brilhante. Só Deus poderia ter dado a Natã esse plano. Às vezes os ministros precisam de um plano original de Deus, enquanto se esforçam sinceramente em ajudar aqueles com quem se importam.

Ao aconselhar as pessoas, a liderança espiritual precisa entender alguns princípios bíblicos básicos sobre aconselhamento. A seguir apresentamos dez importantes princípios.

1. Santidade e saúde mental são sinônimas. Quanto mais estáveis as pessoas se tornam como cristãs e quanto mais entendem como aplicar as verdades da Palavra de Deus em suas vidas, melhor será a saúde mental que terão. Viver da maneira como Deus planejou simplesmente dá certo. Jesus declarou: “Eu vim para que tenham vida e a tenham com abundância” (Jo 10.10). Deus deseja que as pessoas tenham uma vida saudável e realizada, livre de confusão mental. Ele nos deu sua Palavra para nossa orientação. Os princípios e verdades da Bíblia ajudam as pessoas, não as prejudicam. Davi disse: “Como purificará o jovem o seu caminho? Observando-o conforme a tua palavra” (Sl 119.9). “Lâmpada para os meus pés é tua palavra e luz, para o meu caminho” (Sl 119.105).

Quando os pastores, através da Palavra de Deus, dão os conselhos de Deus, eles oferecem algo que ajuda não só espiritualmente, mas também emocional e mentalmente.

2. O aconselhamento não deve apenas atender às necessidades das pessoas, mas também ajudá-las a ter um relacionamento com Deus. As adversidades ou disciplina na vida da pessoa pode ser a maneira de Deus levá-la a ter um relacionamento correto com Ele, um ato de amor da parte de Deus. Os conselheiros pastorais não podem tirar as aflições da vida das pessoas, mas podem ajudá-las a tirar lições do sofrimento que passam. Ao entenderem a necessidade de serem sensíveis e compassivos, os pastores procuram meios de ajudar as pessoas a crescer através das experiências negativas da vida. O escritor aos Hebreus diz: Se suportais a correção [disciplina], Deus vos trata como filhos; porque que filho há a quem o pai não corrija? Mas, se estais sem disciplina, da qual todos são feitos participantes, sois, então, bastardos e não filhos. Além do que, tivemos nossos pais segundo a carne, para nos corrigirem, e nós os reverenciamos; não nos sujeitaremos muito mais ao Pai dos espíritos, para vivermos? Porque aqueles, na verdade, por um pouco de tempo, nos corrigiam como bem lhes parecia; mas este, para nosso proveito, para sermos participantes da sua santidade. E, na verdade, toda correção [disciplina], ao presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela (Hb 12.7-11). Em toda experiência dolorosa da vida, valiosas lições podem ser aprendidas.

3. Associar o Espírito de Deus e a Palavra de Deus ao povo de Deus ajuda as pessoas a crescer. À medida que crescemos em Cristo e começamos a compreender e aplicar a Palavra de Deus em nossas vidas, o Espírito Santo nos ajuda a entender nossa posição em Cristo e o que Deus fez por nós. Comunhão com um grupo de crentes numa igreja local também é necessário. Pessoas precisam de pessoas para encorajá-las na fé. Se os ministros procuram ajudar as pessoas que estão em necessidade, o maior bem que podemos fazer por elas, depois de ouvir e demonstrar compreensão, é apresentá-las a Jesus Cristo. Como pastores, temos de incentivá-las a ler e a estudar a Bíblia todos os dias e fazer com que estejam ligadas a uma igreja e a tudo o que ela oferece.

Quando me reúno com pessoas chamo essa ocasião de “encontro divino”. Quero apresentá-las ao Deus Criador e ajudá-las a conhecer o Deus que as ama e satisfará todas as suas necessidades. Quero que entendam que Deus nos deu um livro, a Bíblia, que explica os caminhos de Deus e como Ele planejou que as pessoas vivessem. Também quero que saibam que há lugares onde os filhos de Deus se reúnem para ouvir a Palavra de Deus e adorar a Deus de comum acordo. Quero fazer isso não apenas porque creio que essa é a vontade de Deus, mas também porque sinto sinceramente que é o que todo ser humano precisa para crescer espiritualmente.

4. As pessoas têm satisfação na vida somente quando têm um relacionamento

correto com Cristo. Aqueles que buscam as coisas do mundo para satisfazer seus desejos mais profundos (coisas como riqueza, possessões materiais, satisfação sexual imoral etc.) satisfazem-se apenas temporariamente e nunca satisfarão suas mais íntimas necessidades. Só um relacionamento com Deus, através do seu Filho Jesus Cristo, pode dar plena satisfação. O bispo John Taylor Smith, ex-capelão-geral do exército britânico, relatou uma pregação que fez numa grande catedral usando o texto de João 3.7: “Necessário vos é nascer de novo”. A fim de deixar a questão inequivocamente clara, disse: “Meus prezados irmãos, não troquem o ‘novo nascimento’ por nada. Pode ser que você seja membro de uma igreja, até da grande igreja da qual sou membro, a histórica Igreja Anglicana, mas fazer parte do rol de membros de uma igreja não significa ter nascido de novo, e ‘aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus’”. 

Sentado à esquerda do pregador, estava o reitor eclesiástico. Apontando em direção a ele, Smith disse: “Qualquer um de vocês pode ser um clérigo, como meu amigo reitor aqui, e não ter nascido de novo, e ‘aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus’”. À esquerda do pregador, sentou-se o arcediago em seu lugar reservado. Apontando diretamente para ele, Smith afirmou: “Você pode ser até um arcediago como este meu amigo sentado no lugar de honra, e não ter nascido de novo, e àquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus’. Você pode ser até um bispo, como eu, e não ter nascido de novo, e ‘aquele que não nascer de novo não pode ver o Reino de Deus’”.

Um dia ou dois depois dessa pregação, Smith contou que recebeu carta do arcediago, a qual dizia: “Meu prezado bispo: Você me achou. Tenho sido clérigo há mais de trinta anos, mas nunca experimentei nada das alegrias de que os crentes falam. Nunca pude entender isso. O que faço é trabalho duro e legalista. Não sabia o que estava acontecendo comigo, mas quando você apontou diretamente para mim e disse: ‘Você pode ser até um arcediago e não ter nascido de novo!’, foi que, de um momento para outro, percebi o que havia de errado comigo. Eu ainda não nasci de novo”.

Ainda na carta, o clérigo dizia que era desgraçado e miserável, não conseguia dormir a noite inteira e solicitava uma entrevista, se o bispo pudesse arranjar algum tempo para falar com ele.

“Claro que podia”, disse o bispo Smith. “No dia seguinte nos reunimos em torno da Palavra de Deus e, depois de algumas horas, ambos estávamos de joelhos, o arcediago, como pobre e perdido pecador, tomando seu lugar diante de Deus e confessando ao Senhor Jesus que confiaria nEle como seu Salvador pessoal. Daquele dia em diante tudo foi diferente”.[1] Billy Graham sempre fala de um vazio que todo coração humano tem. O vazio só pode ser enchido por Jesus Cristo. Não há substituto. Por mais que tentem, as pessoas só se sentem verdadeiramente satisfeitas na vida quando têm um relacionamento correto com Jesus.

5. O Senhor necessariamente não apaga as experiências dolorosas da vida ou as lembranças dessas experiências (por exemplo, maus-tratos feitos por pai ou mãe, a morte de um ente querido), mas o Senhor sensibiliza os crentes por meio de experiências dolorosas, usando-as para ajudar outros que estejam passando por lutas ou estejam sofrendo.  A Escritura diz: “Bendito seja o Deus e Pai de nosso Senhor Jesus Cristo, o Pai das misericórdias e o Deus de toda consolação, que nos consola em toda a nossa tribulação, para que também possamos consolar os que estiverem em alguma tribulação, com a consolação com que nós mesmos somos consolados de Deus” (2 Co 1.3,4). O ministério Desafio Jovem revelou que os ex-viciados em drogas são singularmente aptos a ajudar aqueles que lutam com problemas com drogas. O programa que esse ministério pratica tem uma das mais altas porcentagens de sucesso (pois aqueles que se submetem ao programa não voltam às drogas) em relação a qualquer outro programa contra drogas existente no mundo. Os governos de países em que há Desafio Jovem, estão pedindo o envolvimento desse organismo por causa das excelentes taxas de sucesso do programa. O segredo do Desafio Jovem é básico: apresente um indivíduo a Jesus Cristo. Depois, por meio de oração, grande porção de amor e a retirada do indivíduo do seu ambiente (infestado de drogas), ele é liberto de seus trágicos problemas. O grupo entende que quando alguém com problema com cocaína é liberto ao entregar-se a Jesus e ao aprender novos hábitos, tal indivíduo também tem a habilidade única de ajudar outros que estejam no mesmo problema. Por quê? Porque o Deus da consolação o consolou, e ele, por sua vez, consola outros com aquele mesmo consolo. Que tremenda verdade a entender! Pessoas que tenham sofrido experiências abusivas obtêm consolo de nosso Deus compassivo e ajudam outras pessoas que foram abusadas. Pessoas com problema com álcool podem fazer o mesmo. Pessoas que foram assaltadas recebem consolo de Deus e, em troca, ajudam outras pessoas que foram assaltadas. As lembranças sempre estarão presentes, mas o Senhor tira a dor que as lembranças evocam, e ficam apenas as lembranças. Com as lembranças, as pessoas se tornam mais sensíveis aos seus semelhantes e os alcançam.

6. As Escrituras sempre estão certas. Não importa o que os sentimentos ou as emoções indiquem, nunca é apropriado aconselhar algo contrário à Palavra de Deus. Muitas vezes as pessoas pensam que podem sair de uma relação extraconjugal sem qualquer ferimento, quando as Escrituras ensinam o contrário (por exemplo, Pv 6.27: “Tomará alguém fogo no seu seio, sem que as suas vestes se queimem?”). Alguns julgam que a Bíblia permite o divórcio por qualquer razão, quando na verdade não o permite. O crente sempre deve obedecer as Escrituras ao fazer aconselhamento. Certa ocasião fui tentado a descobrir uma maneira que se ajustasse ao que as pessoas queriam fazer, embora a Bíblia aconselhasse o contrário ao que queriam. Senti-me inclinado, porque as pessoas apresentam seus problemas com tanta emoção, com tanta sinceridade! Às vezes as pessoas dizem que querem se divorciar, porque não amam mais o cônjuge; porque são muito infelizes e têm o direito de ter um novo começo casando-se com outra pessoa. Ainda que minhas emoções me instiguem a dizer-lhes que façam o que estão querendo, não posso me permitir, pois ao fazê-lo estaria indo contra o conselho de Deus. Tenho aconselhado homossexuais que sinceramente sentem que Deus os criou desse jeito e que, portanto, não tiveram escolha alguma no assunto.

Embora tal argumento possa estar imbuído de sinceridade e emoção, sei que não é válido. Deus não cria as pessoas para serem homossexuais. O estilo de vida homossexual é uma escolha — uma escolha muito errada. E as pessoas podem ser libertas disso — com a ajuda de Deus. Como é que sei disso? Porque as Escrituras ensinam esse fato em numerosos lugares.

As Escrituras sempre estão certas. Os conselheiros pastorais podem ter total confiança de que Deus sabe o que está fazendo. Ele nos criou e Ele nos deu um projeto de vida para viver: Suas Santas Escrituras.

7. O aconselhado sempre é responsável por fazer o que é certo. É da responsabilidade do ministro dizer ao indivíduo a verdade bíblica, mas é da responsabilidade do indivíduo agir e fazer a coisa certa. Se um aconselhado resolve não seguir o conselho bíblico, o ministro não está em posição de ajudar muito além do que já foi aconselhado. Cada um de nós é responsável pelo próprio comportamento; cada um de nós decide fazer o que é certo ou o que é errado, a obedecer ou desobedecer. Há ocasiões em que as pessoas não sabem mesmo o que fazer, mas assim que entendem o que a Bíblia exige, elas precisam fazer a escolha bíblica.

O pastor não deve se sentir culpado quando a pessoa aconselhada resolve não aceitar o conselho. As pessoas não podem ser presas em um quarto até que façam a escolha certa (isto é, a menos que sejam criminosas; então a sociedade pode colocá-las na prisão). Os ministros apresentam a verdade, procuram incentivar o aconselhado a fazer a coisa certa, dão apoio e encorajamento na direção certa e, depois, deixam que a pessoa tome a decisão. 

Se a decisão certa não é tomada, o pastor está num impasse. Os ministros podem (e devem) continuar amando e orando pela pessoa. Em última instância, entretanto, é a pessoa a responsável pelos próprios procedimentos.

8. O aconselhado, referente ao seu problema, tem a capacidade de escolher uma resposta bíblica e que honre a Jesus. Qualquer que seja o problema que alguém tenha, sempre há uma resposta que honre a Jesus. Podemos escolher glorificar a Jesus em todas as situações da vida. Quando estiver diante de um novo dia ou de nova decisão, é bom perguntar: “O que Jesus faria?” Há ocasiões no aconselhamento matrimonial em que um casal não tem mais motivação para continuar vivendo junto.

Ambos querem desistir porque é mais fácil. Nem A nem B os convencerá a tentar um pouco mais. Nessas situações freqüentemente faço as perguntas: “Vocês tentariam ir um pouco mais adiante por Jesus?” “Vocês fariam um esforço conjunto para a glória de Deus?” “Vocês estariam dispostos a tomar a decisão que mais agradaria a Jesus Cristo?” As pessoas têm a capacidade de decidir responder a essas perguntas na afirmativa.

9. Todo indivíduo, pouco importando qual seja seu problema pessoal, é uma pessoa de valor, feita à imagem de Deus. Pessoas são preciosas, sejam elas culpadas de homossexualidade, incesto, assassinato ou molestamento de crianças; qualquer que seja seu pecado ou problema, elas têm valor aos olhos de Deus. Deus as ama e as criou para a sua glória. Jesus deseja mudar os seres humanos, independente de qual estilo de vida hajam mantido ou mantenham. Deus pode mudar e ajudar a resolver todo tipo de problema que as pessoas enfrentem. Há esperança para todos. Nós, do ministério, não podemos deter-nos a examinar o comportamento das pessoas, devemos ver o quanto o Senhor quer ajudar cada indivíduo.

10. Toda verdade é, na realidade, a verdade de Deus. Vez ou outra a ciência médica anuncia que descobriu uma nova maneira de ajudar as pessoas, um novo medicamento, uma nova vacina ou uma nova técnica de aconselhamento. Se for verdade (e às vezes não é), tal descoberta teve origem em Deus. O que ocorre é que os seres humanos apenas não tinham notado a solução ou a verdade. Novas estrelas são rotineiramente descobertas no Universo. Essas estrelas pertencem à pessoa que as descobriu? Elas simplesmente apareceram? Não, as estrelas todo o tempo estavam lá, porque Deus lá as colocara. Com freqüência novos microorganismos são descobertos. Eles são realmente novos? Não, eles sempre existiram. Se um médico, mediante sua perícia, pode ajudar alguém, então devíamos ser-lhe gratos por isso. Agradeça a Deus sempre que a sua verdade é descoberta. Se os indivíduos que procuramos ajudar precisam de atenção médica, devíamos enviá-los a um competente médico. Se precisam de ajuda psiquiátrica, devíamos incentivá-los a trabalhar com um psiquiatra que desse aconselhamento sem violar as convicções religiosas do cliente.

Toda verdade pertence a Deus, e nós lhe agradecemos por isso.

Conclusão

Esses dez princípios são princípios divinos. Eles funcionarão para trazer cura e saúde à medida que, pelo aconselhamento, os ministros alcançarem aqueles que estão em necessidade.

Referência Bibliográfica

 

GOODALL, Wayde I. O que é aconselhamento bíblico? In: CARLSON, R.; TRASK, Thomas E. (et al.) Manual O pastor pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 1999, p. 541-3.

 


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Veja também:
- Outras lições
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