|
Leitura
Bíblica em Classe
1 Pedro 2.5-10;Romanos 12.1
Esboço da
Lição
Introdução
I.
O que é adoração
II.
A natureza da adoração
III.
Adoração e o serviço cristão prestado a Deus
Conclusão
Tema
deste Subsídio
Crescendo à Semelhança das Crianças
Autor
David Jeremiah
Palavras
Chaves
Adoração; Crescimento; Crianças.
Crescendo à Semelhança das Crianças
Se queremos adorar em espírito e em verdade,
precisamos redescobrir a capacidade de nos maravilharmos, a
qual Deus colocou dentro de cada um de nós. Ela foi
distorcida pelo pecado, de forma que nossas percepções foram
confundidas. O oposto preciso de maravilha é ceticismo, e eu
duvido que alguma vez houve um tempo mais caracterizado por
ceticismo que este em que vivemos. Se não tivermos cuidado,
cairemos nesta armadilha. Afinal de contas, o ceticismo está
no ar cultural que respiramos diariamente. A menos que você
viva em uma ilha deserta, passa mais tempo exposto a atitudes
céticas do que comendo ou se exercitando. Pense em nossos
programas de televisão. Considere os filmes a que nossos
jovens assistem e a música que pulsa em seus fones de ouvido.
Depois de 11 de setembro de 2001, houve muita
discussão na mídia sobre “a morte da ironia”, mas na
realidade pouco mudou. Há uma cultura do sarcasmo que tem, há
décadas, se infiltrado em nossa mídia e chega até nós
através de muitos de nossos líderes a fim de infectar a
todos. Freqüentemente digo que não vejo como um servo
compromissado com Cristo pode manter uma atitude sarcástica a
título de humor, porém temos muito poucos outros modelos
diante de nós. Depois de um tempo, não nos maravilhamos mais
com Oz, o Grande e Poderosos – estamos esticando nossos
pescoços para achar o pequeno homem encolhido atrás da
cortina. Estamos certos de que deve haver um, pois tudo parece
ser uma fraude e subterfúgio. Enquanto o pregador está nos
falando sobre Deus, estamos desejando saber quanto pagam a ele
para pregar o sermão. O ceticismo é uma infecção mortal
que corrói nossa habilidade pueril de sermos surpreendidos e
nos maravilharmos. Ele corrói nossos canais de adoração, e
esta é uma doença terminal.
Este não é um problema novo, naturalmente. Jesus
enfrentou os céticos a cada esquina. Não só os fariseus
eram incapazes de participar da experiência maravilhosa dos
seus milagres e ensinos, mas até mesmo os seus próprios discípulos
constantemente falhavam em alcançar um entendimento maior.
Tantas das suas parábolas convidavam os ouvintes a se
maravilhar ante à grandeza do Reino de Deus, mas quase todos
não entenderam o essencial. Finalmente, como não pudessem
ver o quadro maior, Ele lhes deu um pequeno. Pôs em seu colo
uma criancinha. Os discípulos foram surpreendidos; eles
achavam que as crianças não eram merecedoras do tempo do
Mestre, e geralmente as mantinham à parte:
Mas
Jesus, chamando-as para si, disse: Deixai vir a mim os
pequeninos e não os impeçais, porque dos tais é o Reino de
Deus. Em verdade vos digo que qualquer que não receber o
Reino de Deus como uma criança não entrará nele.
¾
Lucas 18.16,17
O
tema principal aqui, naturalmente, é a humildade. (Mateus 18
nos fala que os discípulos estavam discutindo – outra vez
– sobre quem seria o maior no Reino de Deus.) Todavia,
humildade e maravilha andam de mãos dadas. Nossa fé precisa
ser pueril, não infantil. Precisamos redescobrir o temor de
Deus. Muito do cristianismo contemporâneo, como nós
percebemos, se refere a Deus em termos casuais, como o
principal Melhor Amigo – o que, naturalmente, Ele é. Mas se
não tivermos cuidado, nós o colocamos do nosso tamanho. Então
nosso Deus se torna muito pequeno.
Não
precisamos de um deus conveniente e compacto. Precisamos
daquEle que nos faça nossos olhos brilharem com seu fogo e
nos despeça como pessoas transformadas. E precisamos deste
Deus a cada momento do dia.
Redescobrindo
a Maravilha
Enceraremos
este capítulo com cinco princípios para repor a maravilha em
nossa adoração. O que precisamos saber para nos achegarmos a
Deus uma vez mais como criancinhas?
·
Devemos estar “apaixonados” sobre viver cada
momento na maravilha da adoração. Neste mundo, estaremos
nadando contra a corrente se quisermos viver na presença de
Deus. Você de fato tem uma atitude de humildade para conhecer
a Deus intimamente? Está desejoso por passar cada dia em um
relacionamento íntimo com Ele? Essas são as perguntas
fundamentais para você hoje. O caminho começa com a paixão.
·
Temos de conhecer a Deus em vez de simplesmente saber
sobre Ele. Este ponto é óbvio, mas essencial. Espero que você
esteja mesmo empolgado com a informação contida neste livro,
porém você pode memorizar cada palavra e ainda assim não
ter nenhuma experiência da presença de Deus – a menos que
você finalmente deixe de lado o livro e chegue ao trono. Sua
mente é o começo, mas sua viagem até a maravilha passa pelo
seu coração. Esta é a parte que Deus mais deseja de você.
·
Temos de servir a Deus em vez de simplesmente nos
identificarmos com Ele. Crescer na fé significa fazer as
coisas que Jesus faria. Os fariseus se identificavam com Deus
e tinham toda informação certa. Mas haviam perdido contato
com as necessidades das pessoas. Sirva a alguém hoje e amanhã,
e veja se você não encontra a Deus de um modo mais poderoso.
Quase paradoxalmente, retirar-se em profunda comunhão com
Deus, no final das contas significa ter mais experiência com
as pessoas. Esta é a agenda dEle. O serviço irá ajudá-lo a
restabelecer a maravilha em sua adoração.
·
Temos de adorar a Deus diariamente, o que requererá
ajustes e sacrifícios. Como veremos, sacrifício é o âmago
da adoração. Viver cada momento na maravilha da adoração
mudará o modo como você vive diariamente. Isto requererá
alterações em seu pensamento, suas prioridades e suas
atitudes em cada aspecto de sua vida. Algumas destas serão
dolorosas. Você estará construindo um perfil de obediência,
e estará tirando impedimentos que bloqueiam a visão
maravilhosa. No fim, você contará isto tudo como perda para
a perfeita alegria do conhecimento de Deus.
·
Colheremos as recompensas de viver na maravilha da
adoração. À medida que a sua vida muda neste caminho, você
sentirá uma profunda alegria interior que nunca pensou ser
possível. Você será mais dedicado a Deus e mais unido à
sua família e aos amigos. Você estará mais centralizado e
dirigido em seu trabalho. O ceticismo incapacitante se
dissipará, e você será fortalecido pelo poder da fé viva.
Há todas estas recompensas e mais.
Porém,
o melhor de tudo, você se tornará novamente uma criança, em
todo o bom sentido de ser uma criança. Todos os dias serão
manhãs de Natal, e toda respiração e oportunidade serão
presentes luminosos para deixá-lo maravilhado, tudo para levá-lo
a adorar a Deus mais e mais. E então, acredito, a luz de sua
alegria começará a derreter o desespero e o ceticismo das
pessoas cujos caminhos você cruzar.
O
brilho em seus olhos excederá em brilho qualquer coisa nos
olhos daqueles repórteres no lançamento do foguete em 1975.
tudo o que eles puderam ver foi um objeto rumo aos céus. Porém,
você já habitará lá – cada momento de todos os dias. JEREMIAH,
David. O Desejo do meu Coração. CPAD: Rio de Janeiro, 2006.
|