Lições Bíblicas para Jovens e Adultos
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

Subsídios extras para a lição A Igreja e Sua Missão


Lição 02 - Evangelização. A missão máxima da Igreja



Leitura Bíblica em Classe

Mateus
28.19,20; Marcos 16.15-20


Esboço da Lição

Introdução

I. Definição de termos

II. A Base da Evangelização

III. A Evangelização Urbana e Transcultural

Conclusão


Tema deste Subsídio

A Tarefa de Ganhar Almas

Autor

Valdir Bícego

Palavras Chaves

Evangelização; Igreja; Almas; Evangelismo.

A TAREFA DE GANHAR ALMAS

1. AS RAZÕES QUE NOS DEVEM IMPULSIONAR À TAREFA DE GANHAR ALMAS 

1.1.   Ganhar almas foi a grande finalidade da vida do Senhor Jesus: Jo 3.16. 

Ele “veio para buscar e salvar o que se havia perdido”, Lc 19.10.

Todo o seu ministério foi dedicado à conquista das almas, pois Ele as via como “ovelhas que não têm pastor” (Mt 9.36), como ovelhas “longe do aprisco” (Jo 10.16), como doentes necessitados de médico: Mt 9.12. Por esta razão, Ele as ensinava e as curava (Mt 9.35); expulsava demônios (Lc 4.35,36), ressuscitava os mortos: Jo 11.42-44. O seu amor para com as almas era tão grande (Mc 10.21; Lc 19.41), que para comprá-las para Deus (Ap 5.9), Ele viveu uma vida de obediência até à morte (Fp 2.8), dando voluntariamente a sua própria vida como preço do resgate delas (Ef 1.7), fazendo-se pecado por elas (2Co 5.21), para libertá-las do pecado (Jo 8.32-36), das potestades das trevas (Cl 1.13), da ira (Rm 5.9), do medo da morte (Hb 2.14), e do medo da condenação (Jo 5.24; Rm 8.1); para torná-las “filhos de Deus”, Jo 1.12.

1.2. O nosso mundo está perdido: Pv 24.11,12.

“O mundo jaz no maligno”, 1Jo 5.19. Com a entrada do pecado, Satanás tornou-se o “deus deste século” (2Co 4.4), e o “príncipe deste mundo”, Jo 14.30; 16.11. O pecador está preso nos “laços do diabo” (2Tm 2.26), e é dominado pelo “príncipe das potestades do ar, do espírito que agora opera nos filhos da desobediência”, Ef 2.2. Dominado totalmente por Satanás, o pecador está entregue a toda sorte de práticas desagradáveis aos olhos de Deus: faz a vontade da carne e dos pensamentos (Ef 2.3), é dominado pelas concupiscências de seu coração (Rm 1.24), e pelas “paixões infames”, Rm 1.26. Os pecadores estão entregues “a um sentimento perverso, para fazerem coisas que não convêm. Estando cheios de toda a iniqüidade, prostituição, malícia, avareza, maldade; cheios de inveja, homicídio contenda, engano, malignidade; sendo murmuradores, detratores, aborrecedores de Deus, injuriadores, soberbos, presunçosos, inventores de males, desobedientes aos pais e às mães; néscios, infiéis nos contratos, sem afeição natural, irreconciliáveis; sem misericórdia”, Rm 1.28-31.

É devido a essa situação caótica em que se encontram os pecadores, que o Senhor, que não pode suportar o mal (Hc 1.13), já tem determinado o castigo dos que se  recusarem a receber a graça de Deus: 2Pe 2.4-9. Porém, os que crêem são libertos desta “geração perversa” (At 2.4) e passam a ser propriedade de Deus, pois foram comprados do mundo com o sangue de Jesus (Ap 5.9) e “os que são de Cristo crucificaram a carne com suas paixões e concupiscências” (Gl 5.24), e assim podem viver “neste presente século uma vida sóbria, justa e pia. Aguardando a bem-aventurada esperança e o aparecimento da glória do Grande Deus e nosso Senhor Jesus Cristo (Tt 2.12,13), o qual nos levará deste mundo para a sua gloriosa missão, nos céus”, Jo 14.1-3.

1.3. A salvação do mundo depende de nossa responsabilidade: Ez 33.8-11; 1Tm 2.4.

O Senhor nos  salvou para anunciarmos as suas virtudes (1Pe 2.9), isto é, para pregarmos “o Evangelho a toda criatura” (Mc 16.15), dando, assim, de graça o que de graça recebemos: Mt 10.8. Se hoje somos salvos, é porque alguém sentiu  o peso da responsabilidade de nos falar do amor de Deus, e nos anunciou o Evangelho. Quando começamos a pensar que outrora éramos pecadores perdidos (Rm 3.23), que estávamos destinados “à matança” (Pv 24.11,12), isto é, ao “lago de fogo” do Inferno (Ap 20.14,15), onde iríamos padecer eternamente (2Ts 2.3), isto é motivo de despertarmos para realizar a missão para a qual fomos chamados, e ai de nós, se não anunciarmos o Evangelho, pois a nós “é imposta essa obrigação”, 1Co 9.16.

Os anjos queriam pregar o Evangelho (1Pe 1.12), porém Deus reservou esta tarefa para os seus servos. Não tendo corpo como o nosso, os anjos, que ao espírito (Hb 1.14), não podem pregar que Jesus os salvou, curou, livrou da tentação e do perigo; mas nós os salvos, podemos tudo isso, pois temos tido essas experiências em nossa vida.

Deus nos tem dado diversos talentos para trabalhar (Lc 19.12,13) e Ele espera que façamos a obra, pois, sendo longânimo, não quer “que alguns se percam, senão que todos venham a arrepender-se”, 2Pe 3.9. Ele “quer que todos os homens se salvem e venham ao conhecimento da verdade” (1Tm 2.4), portanto, amado irmão, “não temas, mas fala e no te cales”, pois Deus tem “muito povo nesta cidade”, At 18.9,10.

1.4. Como crerão se não há quem pregue? Rm 10.14.

É ouvindo a Palavra de Deus que o pecador tem condições de crer, pois a “fé vem pelo ouvir, e o ouvir pela Palavra de Deus”, Rm 10.17. A Bíblia registra uma forma interessante em Ez 37.1-11. O profeta havia contemplado, em sua visão, um grande vale de ossos secos. Em seguida, conforme a determinação do Senhor, cada osso começou a juntar-se ao seu osso; vieram os nervos; cresceu a carne, mas ainda não tinham vida. Porém, quando Deus soprou o espírito, eles viveram, colocaram-se em pé, formando assim, um grande exército.

Realmente, quando o pecador ouve a Palavra de Deus, começa a ter a possibilidade de crer.

Às vezes, o pecador até possui uma Bíblia, mas é necessário que alguém lhe explique a respeito da salvação, pois ela é um mistério de Deus: Mt 16.17. O eunuco mencionado em At 8.27-33 é um exemplo claro disso: Ele viajava no seu carro lendo o livro do profeta Isaías, mas não entendia o significado do que lia; somente quando Filipe “começando nesta Escritura, lhe anunciou a Jesus” (v.35), é que creu no Senhor e foi batizado.

Outro modelo claro deste assunto está registrado em Jo 5.1-5: O homem estava enfermo havia 38 anos, deitado numa cama, esperava que, quando o anjo agitasse a água do tanque, ele pudesse descer para ser curado. Porém, quando as águas eram agitadas, outra pessoa, certamente auxiliada por alguém, era colocada no tanque, sendo curada instantaneamente. Que desilusão para esse paralítico, pois teria de esperar mais um ano. Certamente este homem não tinha mais nenhuma esperança; porém Jesus chegou ali, viu a aflição dele e lhe falou. A palavra dita por Jesus chegou ao coração; ele adquiriu fé, e em seguida, Jesus o curou: a fé vem pelo ouvir.

Quando Pedro pregou a Palavra na casa de Cornélio, todos ouviram, creram, foram salvos e até batizados com o Espírito Santo: At 12.42-48. Portanto, vamos pregar a Palavra (2Tm 4.2), “quer ouçam quer deixem de ouvir”, Ez 2.7. Certamente alguns crerão: At 17.32-34.

1.5. É uma ordem que o Senhor nos deu: Mt 28.19,20; Mc 16.15-18.

O Senhor nos ordenou pregar o Evangelho, pois Ele quer que a sua mensagem chegue em ‘todas as aldeias” (Mt 9.35), a ‘todas as gentes” (Mc 13.10), a “todo o mundo” (Mc 16.15), a “todos os homens” (At 17.30), a “todo o lugar”, At 17.31. Ele “amou o mundo” (Jo 3.16), e quer que “homens de toda a tribo e língua, e povo e nação” (Ap 5.9) “venham a arrepender-se” (2Pe 3.9), para que todos sejam salvos: 1Tm 2.4.

Alguns recebem determinação de começar a trabalhar “de madrugada”, outros na “hora terceira”, isto é, às 9 horas; outros “perto da hora sexta”, ou seja, entre 11 e 12 horas; e outros “perto da hora undécima”, Mt 20.1-6. O Senhor espera que sejamos “filhos obedientes” (1Pe 1.13), por isso nos ordena: “Filho, vai trabalhar na minha vinha!” Mt 21.28. Quem desobedecer terá grande perda, mas os que obedecerem e levarem a mensagem receberão galardão: Jo 4.35,36.

BÍCEGO, Valdir. Evangelismo. Estudo sobre as razões e métodos de evangelização. Rio de Janeiro: CPAD, 2006. pp.11-6.         

 


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