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Esboço da Lição
Introdução
I.
O Amor Cristão
II.
A Certeza do Fim
III.
A Salvação Plena
IV.
O Contraste entre Luz e Trevas
Conclusão
Palavras-chaves
Amor;
Conviver; Mandamento.
Introdução
Tendo
tratado sobre como os cristãos devem ser guiados pelo
pensamento renovado nas suas interações com os que os
perseguem e as autoridades administrativas, Paulo termina a
discussão sobre a resposta cristã à sociedade voltando-se
à relação do crente com o próximo (Rm 13.8-10). Enquanto o
crente deve temor e uma quantia em dinheiro em impostos ao
governo, sua dívida contínua ao próximo é o amor (v. 8).
Paulo reapresenta um tema que ele usava para definir a
resposta cristã à perseguição. O amor define a interação
do cristão com o mundo, quer ou não esse amor seja recíproco.
1.
A Relação com o Próximo (13.8-10).
Paulo
entrelaça os dois temas de amor e lei — o primeiro, o tema
dominante da seção parenética, o último, um tema principal
na parte anterior da carta. A idéia de que o amor é o
cumprimento da lei agrupa Romanos 13.8-10. Reflete os
pronunciamentos de Jesus concernentes, por um lado, à sua
missão de cumprir em vez de abolir a lei (Mt 5.17-20), e, por
outro, à essência da lei do Antigo Testamento como amor a
Deus e ao próximo (Mc 12.28-34). Jesus citou Levítico 19.18b
para chegar ao ponto desejado de que o amor ao próximo é um
dos dois mais importantes mandamentos (Mc 12.31). Assim, nesta
seção, onde Paulo está concluindo o ensino sobre a interação
do crente com o mundo, ele invoca este mesmo versículo para
definir a maneira na qual o crente pode cumprir a lei agindo
em amor na vida cotidiana (cf. Rm 8.4).
A
fim de defender sua afirmação de que “quem ama aos outros
cumpriu a lei” (v. 8), Paulo alude a quatro mandamentos (as
proibições contra o adultério, o assassinato, o roubo e a
cobiça) que são pertinentes às relações sociais, e
argumenta que estes mandamentos são resumidos no mandamento
de amar o próximo como a si mesmo (vv. 9,10).
2.
Vivenciando as Relações com a Urgência Escatológica
(13.11-14).
“E
isto digo, conhecendo o tempo” (v. 11a). Antes de Paulo
voltar a atenção mais uma vez às relações na comunidade
cristã (Rm 14.1—15.13), ele ressalta a intensidade das
advertências já feitas alertando os romanos à urgência do
tempo em que vivem. Ao longo das cartas, Paulo reforça os
imperativos éticos com urgência escatológica destacando vários
acontecimentos iminentes no calendário do tempo do fim; por
exemplo, o retorno iminente de Jesus (Fp 3.17—4.1; Cl 3.4; 1
Ts 5.1-11), a proximidade da ressurreição (1 Co 15.51-58) e
o julgamento vindouro (Cl 3.6).
Este
mesmo modo de exortação aparece nos escritos dos pais da
igreja primitiva — um corpo de umas quinze composições
escrito entre 90 e 140 d.C. Estes documentos, que “podem ser
considerados um eco bastante imediato da pregação dos apóstolos”,
estão repletos de exortações éticas estabelecidas dentro
de um contexto escatológico (e.g., 1 Clemente 21—23; Didaquê
16; Efésios de Inácio 11; 2 Clemente 3.2-4).
O
interesse particular disto para os pentecostais acha-se no
fato de que o movimento pentecostal moderno começou em um
ambiente de destacada expectativa da proximidade da Vinda de
Cristo. A restauração dos dons do Espírito foi vista pelos
primitivos pentecostais como sinal de que os últimos dias
tinham chegado; a profecia de Joel, citada no sermão de Pedro
no Dia de Pentecostes, estava sendo cumprida na vida deles:
“E nos últimos dias acontecerá, diz Deus, que do meu Espírito
derramarei sobre toda a carne” (At 2.17). Como resultado
disso, a ênfase no viver santo que foi trazida no pentecostalismo
primitivo por suas raízes no Movimento de Santidade do século
XIX, foi sustentada nos círculos pentecostais pelo tema
constante de que os crentes têm de se purificar antes do
retorno iminente de Cristo.
Paulo
conclama os crentes romanos a oferecer o sacrifício de amor
nas praças, porque “a nossa salvação está, agora, mais
perto de nós do que quando aceitamos a fé” (v. 11c) e “a
noite é passada, e o dia é chegado” (v. 12a). Esta ênfase
dupla no retorno iminente de Cristo mostra que Paulo tinha
retido no seu último ministério um tema que marcou o ministério
de Jesus e que apareceu nas primeiras cartas do apóstolo
(e.g., 1 Co 7.29; 16.22; 1 Ts 4.13—5.11). A noite, que
representa esta era do mal, está em seus estágios finais; o
dia, que significa a inauguração do Reino, é iminente (cf.
Jo 1.4,5).
A
“salvação” que os crentes esperam é a salvação final
(veja Rm 8.18-25). Há um sentido no qual o crente já foi
salvo, o qual começou no ponto “quando aceitamos a fé” (Rm
13.11c). Contudo, há outro sentido no qual o crente está
sendo salvo, que é à medida que a justiça ou a atividade
salvadora de Deus continua trabalhando a seu favor. Este
processo de salvação será completado quando Cristo voltar
(veja Rm 5.9,10).
Por
trás da visão “já, mas ainda não” acha-se o
entendimento escatológico de Paulo que vivemos no período da
história humana na qual duas eras se sobrepõem: A era de
Cristo irrompeu na era de Adão (Rm 5.12-21). Como crentes, já
experimentamos algumas das bênçãos da era de Cristo, a qual
ainda deve vir em sua plenitude, enquanto ainda permanecemos
afetados pelas condições da era de Adão que está passando.
Paulo conclama os crentes a viver de acordo com a realidade da
era de Cristo a despeito da presença contínua da era de Adão.
Neste
período de transição, o crente deve despertar do sono para
viver como se o dia já tivesse chegado. Isto significa
rejeitar “as obras das trevas” e vestir-se “das armas da
luz” (v. 12b). Estas ações são dadas numa lista de vício
de três parelhas de versículos (v. 13); estes seis pecados
representam o alcance da tentação que os crentes romanos têm
de resistir. A provisão dada aos crentes, enquanto esperam a
consumação da salvação, são as armas da luz (cf. Ef 6.11;
1 Ts 5.8). Embora a batalha decisiva contra o pecado tenha
sido ganha na cruz (Rm 3.21-26), e nós estejamos mortos com
Cristo para o pecado (Rm 6.2), continuamos a ser influenciados
pelas condições pecadoras de nossa era. Neste entretempo,
nos engajamos em repetidas escaramuças com o pecado.
Para
completar seus comentários sobre o que nos permite lutar com
sucesso, no versículo 14 Paulo volta ao conceito de vestir
roupas (cf. a primeira referência no v. 12). Desta vez, o apóstolo
nomeia a vestimenta da batalha última para o crente: o Senhor
Jesus Cristo (Gl 3.27; Ef 4.24). Paulo está usando esta
imagem para transmitir a responsabilidade contínua que temos
de viver de acordo com a imagem de Cristo, à qual estaremos
completamente transformados algum dia (Rm 8.29).
Como
temos argumentado em outras instâncias onde a palavra grega sarx
aparece (e.g., Rm 7.5,6), é preferível entender que
“carne” (v. 14b) denota não uma parte de nós — como se
ainda houvesse uma natureza pecadora em nós —, mas o poder
da velha era de Adão. Este poder continua a nos atrair a
existir dentro do seu reino de destruição. Outrora vivíamos
na carne, mas agora estamos em Cristo. É somente vivenciando
nossa associação com Cristo que é possível responder com
amor sacrifical, o qual é a antítese da satisfação egoísta.
Para
saber mais:
ARRINGTON,
F.L.; STRONSTAD, R. Comentário
Bíblico Pentecostal.
Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
BENTHO,
Esdras Costa. Hermenêutica
fácil e descomplicada.
3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
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