Lições Bíblicas para Jovens e Adultos
Produzidos pelo Setor de Educação Cristã

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Lição 08 - A Eleição e o Futuro de Israel



Esboço da Lição

Introdução

I.   Eleição de Israel.

II.  Deus não Rejeitou o Seu Povo.

III. O Futuro Glorioso de Israel.


Palavras-chaves

Israel; Endurecimento; Eleição; Remanescente; Gentios. 

 


Introdução

A pergunta de abertura do capítulo 11 nos informa que Paulo ainda está preocupado em defender a declaração que ele fez em Romanos 9.6 — a Palavra de Deus não falhou. Para parafrasear a pergunta: Se Deus se revelou aos gentios e eles estão respondendo, mas os judeus — a quem Deus estendeu as mãos — não estão (Rm 10.19-21), então Deus põe de lado os judeus? 

Paulo não é o primeiro judeu a fazer essa pergunta, durante tempos dificultosos na história de Israel, se Deus rejeitou os israelitas — nem seria o último (cf. 2 Rs 21.14;
Jr 7.29). A resposta de Paulo aos judeus é enfática, visto que ele é prova viva de que o contrário é verdade: Deus não o rejeitou. Ele é parte do remanescente de Israel (veja Rm 9.27-29), e há outros também, como ilustra a história de Elias (Rm 11.3-5).


I. Salvando o Remanescente; Endurecendo os Outros (11.1-10). 

Os israelitas ainda são o povo de Deus, argumenta Paulo, porque Deus os conheceu de antemão (v. 2; cf. Rm 8.29). Quer dizer, a posição dos judeus apóia-se na eleição e não no fazer (veja Rm 9.10-16). A conclusão a que chegamos é esta: Se Deus os escolhe sem consideração pelo que fazem, então Ele não os rejeitará com base nisso. Há um termo teológico para esta ação da parte de Deus, e Paulo a usa quatro vezes em Romanos 11.5,6: graça. É somente pela graça que um remanescente está sendo preservado.

A figura de Elias é alguém com quem Paulo se identifica prontamente. Pois assim como Elias foi resistido pela maioria dos judeus (“e só eu fiquei, e buscam a minha alma”, Rm 11.3), assim Paulo também foi resistido pela nação. Ademais, ambos tiveram a vida ameaçada. E finalmente, como Elias, Paulo foi chamado por Deus num momento crítico da história da nação.

1.1.  O endurecimento de faraó e o de Israel.

O que foi indicado no capítulo 9 — que Paulo estava levantando a idéia do endurecimento de faraó para explicar o que ocorreu no Israel nacional —, agora está explícito. Assim como Deus endureceu o coração de faraó para promover o propósito soberano (Rm 9.17,18), assim agora Ele está fazendo a nação sofrer perda de sensibilidade espiritual (Rm 11.7-10), a qual Paulo explica aqui.

a) Fundamentos na Escritura Hebraica. Em concordância com a argumentação rabínica, Paulo justifica a posição citando textos do que se considerava as três partes do Antigo Testamento: 

1. A Torá (Dt 29.4 é citado em Rm 11.8b: “Olhos para não verem e ouvidos para não ouvirem, até ao dia de hoje”); 

2. Os Profetas (Is 29.10 supre a frase: “Deus lhes deu espírito de profundo sono”, em Rm 11.8a); 

3. Os Escritos (Sl 69.22,23 é citado em Rm 11.9,10). 

Estes textos do Antigo Testamento servem de prova de que a Palavra de Deus não falhou (Rm 9.6); a rejeição do evangelho por Israel está de acordo com a revelação da Escritura.

II. O Presente e o Futuro de Deus para Israel (11.11-32). 

Esta seção do capítulo apresenta numerosos retornos surpreendentes para o argumento começado em Romanos 9.1. 

1. A palavra de Deus não falhou. A coisa mais importante é que Paulo enceta nova linha de argumento em defesa da tese de Romanos 9.6 de que a Palavra de Deus para os judeus não falhou. O apóstolo já argumentou que Deus se mostra fiel à sua Palavra preservando um remanescente de Israel. Agora ele dá mais um passo no argumento, afirmando que o pano futuro de Deus para a restauração do remanescente de Israel também estabelece a verdade da palavra do concerto de Deus.

2. A extensão da compreensão paulina. É óbvio que o público-alvo do autor nesta exposição extensa sobre Israel não são apenas os judeus. 
No versículo 13, ele notifica os leitores que agora está se dirigindo ao contingente gentio em Roma. Paulo mostra profunda preocupação sobre a atitude dos gentios para com os judeus. A natureza do argumento dá a entender que ele está ciente de que o papel cada vez mais dominante que os gentios estão assumindo na Igreja crescente tem afetado negativamente a resposta que eles dão a cristãos e não-cristãos judeus. Esta é uma das razões por que Paulo declara repetidamente ao longo destes capítulos que tem uma paixão pessoal pelo estado dos seus companheiros judeus (Rm 9.1-3; 10.1). E é por isso que ele diz aos gentios que ele diligentemente prossegue seu trabalho como evangelista para os gentios, porque ele acredita que o sucesso que terá levará alguns judeus a ficar com ciúmes (Rm 11.14). O que Paulo quer corrigir é o conceito equivocado de que o apóstolo dos gentios rejeitou o seu povo.

III. O Propósito do Endurecimento (11.11-16). 

É seguro conjeturar que os gentios, que ouviram esta seção da carta, imaginaram que esta era primariamente uma discussão entre Paulo e os crentes judeus. Antecipando-se a isso, Paulo dita o versículo 13 para Tércio (cf. Rm 16.22): “Porque convosco falo, gentios...” O apóstolo para os gentios quer que eles prestem atenção e sejam afetados pela abordagem que ele fizera do povo judeu, e ele mantém a atenção deles usando “vós” ao longo do restante desta seção. Depois de prender a atenção, Paulo declara sua esperança de que o sucesso do ministério entre os gentios venha a promover a meta da aceitação judaica do evangelho.

a) A rejeição dos judeus significa bênçãos aos gentios. Paulo redeclara
(vv. 14,15) o que ele declarara nos versículos 11 e 12 para que eles ouçam tudo outra vez: A rejeição dos judeus ao evangelho significa bênção para os gentios (o evangelho foi proclamado para eles), mas Deus ainda não terminou de tratar dos judeus. De fato, o futuro dos crentes gentios, como também a criação em si, permanece sujeita ao futuro da nação judaica. Quando os judeus aceitarem Cristo, terá o resultado de numa bênção ainda maior para todos os cristãos — a ressurreição. 

Quatro pontos precisam ser apresentados sobre estes versículos importantes. 

1) A pergunta de abertura (v. 11) permite Paulo declarar que o endurecimento falado nos versículos 7 a 10 não é permanente. 
A salvação dos gentios não é o resultado final (ou o único propósito de Deus) do endurecimento de Israel, porque Deus usará a salvação dos gentios para restabelecer Israel (v. 11). Paulo tira a idéia de Deuteronômio 32.21 (citado em Rm 10.19) de que a extensão da misericórdia de Deus para os gentios provocará ciúme em Israel. Em suma, o endurecimento dos corações dos judeus é uma fase temporária no plano mais amplo de Deus trazer os gentios à salvação, o que por sua vez resultará na salvação dos judeus.

As duas metáforas no versículo 16 servem para enfatizar duplamente que o que Deus começou com os judeus Ele continuará até o fim. Os comentaristas discordam sobre o referente de cada metáfora (e.g., as “pri­mícias” se referem aos patriarcas, como “a raiz” na metáfora correspondente? ou, eles representam o remanescente dos judeus cristãos? Não obstante, o ponto global está claro. A segurança da salvação futura dos judeus acha-se no que Deus já iniciou entre seu povo. 

2) Paulo não faz elaborações sobre como o endurecimento dos judeus leva à salvação dos gentios (v. 15). Uma teoria comum diz que Deus removeu os judeus para abrir espaço para a entrada dos gentios — “a lógica do deslocamento espacial” (Donaldson, p. 223). Mas é difícil entender por que não há lugar suficiente para judeus e gentios no Reino de Deus. A visão de Donaldson é preferível, pois diz que a rejeição de Israel tornou disponível a salvação para os gentios, porque lhes deu tempo para se arrependerem antes do fim desta era — “a lógica da demora temporal”. 
O fato de Cristo ser aceito pelos judeus está associado no versículo 15 com a ressurreição. Portanto, Donaldson argumenta que é a demora nessa aceitação dos judeus — este período de endurecimento — que deu aos gentios uma janela de oportunidade para entrarem no Reino antes da ressurreição e do fim desta era. Se os judeus tivessem aceitado a Cristo imediatamente, o fim desta era teria chegado e os gentios não teriam tido tal oportunidade. 

3) Os judeus cumprirão papel divinamente designado.A relação descrita entre a nação de Israel e os gentios no plano de salvação de Deus sugere que Paulo pensa que os judeus cumprirão seu papel divinamente designado de trazer bênçãos para as nações (Gn 12.3b) de dois modos diferentes: (a) Como já estava acontecendo, a transgressão dos judeus dá tempo de salvação para os gentios. Certamente Israel previa que seria sua fidelidade a Deus e a bênção divina ao responderem que atrairia as nações para o Senhor. Mas mesmo na transgressão é preservada a centralidade de Israel para a salvação de Deus às nações. (b) O fato de Israel aceitar Cristo significará riquezas ainda maiores para as nações (v. 12), isto é, a ressurreição (v. 15). A bênção grande e final de Israel para o mundo será desencadeada no final desta era e no começo do mundo porvir. 

4) O conceito apocalíptico de “plenitude” (pleroma) é aplicado a judeus (v. 12) e gentios (v. 25). Podemos entender sua palavra no sentido qualitativo, como cumprimento, ou no sentido quantitativo, como número completo. Certamente o último significado que é apropriado em relação à plenitude dos gentios, visto que o versículo 25 se refere à plenitude como algo que está vindo. Esta palavra sugere que há um número predeterminado de gentios que devem ser salvos antes que o período do endurecimento dos judeus acabe. Se a plenitude dos gentios está relacionada com um número preordenado, então podemos conjecturar que o mesmo diz respeito com a plenitude dos judeus no versículo 12. Assim, certo número de judeus deve ser salvo antes que o mundo acabe. Era concepção comum entre os escritores apocalípticos que a inauguração do mundo dependia da consecução de certo número de eleitos a quem Deus tinha predeterminado que fossem salvos (e.g., 4 Esdras 4.35-37; 1 Enoque 47.4).

IV. Como Ver os Judeus (11.17-24).

Paulo continua nesta seção a lidar com a atitude dos gentios para com os judeus — tanto os de dentro quanto os de fora da Igreja. É como se o apóstolo estivesse mirando uma arrogância espiritual, nascida pelo fato de que a presença gentia na Igreja crescia, ao passo que a dos judeus declinava. Pelo atual padrão de crescimento da Igreja, pode ser tentador os gentios concluírem que o próprio Deus retirou sua atenção salvífica dos judeus e a colocou nos gentios. O que perturba Paulo é que os gentios poderiam cair no mesmo pecado de orgulho espiritual que infestava os judeus (veja Rm 2.17).

Ele desafia com três considerações a atitude de superioridade dos gentios. 

1) Eles têm uma dívida de gratidão e respeito para com os judeus que vieram antes. Os judeus são a raiz; eles foram escolhidos por Deus para ser seu povo e com quem Ele estabeleceu uma relação baseada no concerto. 
É através deles que Deus mais uma vez estende para os gentios privilégios exclusivos do povo do concerto. Assim, Paulo assevera que os judeus são quem sustentam os ramos (os gentios) que foram enxertados (vv. 17,18). 

2) Visto que os gentios se tornaram parte do povo de Deus pela fé, eles também podem ser tirados por falta de fé (vv. 19-22). Por conseguinte, temor, e não arrogância, é a postura que os gentios devem assumir 
(v. 20). Temer a Deus não é viver com um sentimento de terror (veja Rm 8, com suas garantias concernentes à nossa adoção na família de Deus). Mas conota, em concordância com o conceito do Antigo Testamento, a atitude reverente de alguém que nunca esquece que o Senhor é Deus e todo o mais não. Acerca deste aspecto, note também que a fé se expressa respondendo à graça de Deus — “se permaneceres na sua benignidade” (v. 22). Isto foi tratado teologicamente nos capítulos 6 a 8 e será tratado em condições práticas nos capítulos 12 a 15. Romanos 12.1 declara que a misericórdia de Deus é o altar no qual o sacrifício de nossa vida deve ser oferecido. 

3) Se Deus fez o milagre de enxertar os gentios (ramos de oliveira selvagem) numa base judaica, então há alguma razão para Deus não poder enxertar os judeus de volta na sua própria árvore (oliveira cultivada)? A aplicação de tudo isso para nós é óbvia. Talvez a tentação que esses primeiros gentios enfrentavam nos seja até mais pungente. Pelo menos os crentes em Roma poderiam dar uma olhada ao redor e ver um contingente saudável de cristãos judeus, que seriam lembrança ininterrupta de que a fundação da Igreja fora posta na obra de Deus com os judeus. Quanto mais difícil nos é lembrar disso quando vivemos num mundo cristão quase inteiramente gentio! Mas recordação não é o bastante. Precisamos de paixão semelhante à de Paulo. Se Deus não se esqueceu dos judeus, então nós também não.

V. A Salvação de Israel (11.25-32). 

Como conclusão para a discussão dos capítulos 9 a 11, Paulo revela o que lhe foi revelado — um “mistério” (mysterion). É freqüente Paulo se referir à revelação de um mistério quando ele fala sobre algum aspecto do plano de salvação de Deus
(Rm 16.25; Ef 1.9,10; Cl 1.26,27; 2.2). O termo mistério[1] nos escritos de Paulo não denota algo misterioso, além da compreensão humana. Antes, diz respeito a algo previamente escondido dos mortais na deliberação de Deus, mas que agora é revelado nos últimos dias ao seu povo. Não é óbvio o que Paulo considera que seja o teor deste mistério. É o endurecimento de Israel, o número completo dos gentios que aceitam a salvação, ou é a subseqüente salvação de “todo o Israel”? Se aventarmos que o apóstolo está revelando o que ele não discutiu anteriormente na carta, então deveríamos pensar que o mistério envolve o papel gentio no reavi­vamento do tempo do fim entre os judeus. Afinal de contas, o endurecimento de Israel e sua ulterior restauração já foram discutidos neste capítulo. Paulo está revelando o conceito de que o número completo dos gentios deve ser alcançado antes que cesse o endurecimento dos judeus.

Como mencionado no comentário sobre Romanos 11.12, os escritores apocalípticos judeus diziam que Deus tinha em mente um número de eleitos que seria salvo antes que o fim viesse. Mas para eles os eleitos eram os judeus; era a salvação deles que iniciava o fim. Paulo, é verdade, fala sobre a plenitude dos judeus que precede o momento da ressurreição (Rm 11.12-15), mas aqui é destacado o papel essencial dos gentios na história de salvação. Os judeus não aceitarão a salvação em grande medida até que os gentios já a tenham aceitado.

O ponto que Paulo está impingindo na audiência gentia é que a missão gentia, a qual ele espera que eles venham apoiar quando ele passar para a Espanha, promove uma faceta maior do plano de Deus. A salvação dos gentios não é o clímax da história de salvação, mas seu acontecimento penúltimo. Assim, aos gentios está sendo dada a oportunidade de serem uma bênção espiritual para os judeus. À medida que promovem o evangelho, o número dos gentios fica cada vez mais perto do total necessário para que todo o Israel seja salvo.

 

“Todo o Israel” é o Israel como um todo, ou seja, não apenas o remanescente de Israel, mas os demais também — os ramos que foram cortados (Rm 11.17). A citação nos versículos 26 e 27 combina Isaías 59.20,21 com uma frase de Isaías 27.9 (“quando eu tirar os seus pecados”). A modificação nesta citação, a qual é bem parecida com alguns manuscritos da LXX, é que em Romanos 11.27 o Libertador virá de Sião, ao passo que no texto hebraico de Isaías 59.20, Ele entra em Sião. Esta pode ser tentativa em reforçar o ponto abordado no início de toda desta discussão em Romanos 9.5, que aquele a quem os judeus rejeitavam era um do seu povo. Mas Paulo dá a garantia de que virá o dia em que eles perceberão que Jesus é Messias. Naquele momento, o Senhor completará a relação baseada no concerto feito com os judeus, o qual foi estabelecido com os patriarcas (Rm 11.28,29), perdoando-lhes os seus pecados (v. 27).

Nos versículos 28 a 32, encontramos resumo sucinto dos capítulos 9 a 11. Paulo reconfigura o paradoxo que lançou a discussão. Aqueles a quem Deus chamou irrevogavelmente para ser seu povo, e a quem Ele deu os dons do privilégio advindo pelo concerto (veja Rm 9.4,5), são aqueles que são indispostos contra o evangelho ou lhe são inimigos (Rm 11.28,29). Paulo redeclara como Deus está usando a desobediência dos judeus para trazer os gentios à salvação, e como, por sua vez, Ele usará a misericórdia que teve dos gentios para oferecer essa misericórdia aos judeus. Note que nos versículos 30 e 31, o meio pelo qual Deus oferece a misericórdia é a desobediência judaica, mas é a misericórdia de Deus, e não a obediência dos gentios, que figura no outro lado da equação. Não é a justiça dos gentios que alcança os propósitos de Deus, mas apenas a misericórdia de Deus.

A frase “para também alcançarem misericórdia” (v. 31) indica que era expectativa de Paulo que o período temporário do endurecimento judaico terminasse logo. É com esta convicção em mente que Paulo determina fazer grande parte do seu ministério aos gentios, “para ver se de alguma maneira posso incitar à emulação os da minha carne e salvar alguns deles” (Rm 11.13,14). Para esse propósito, ele está em relação a Jerusalém, então Roma e depois Espanha.

Numa declaração final, que introduz uma doxologia, Paulo declara o plano misericordioso de Deus: Encerrar “a todos debaixo da desobediência, para com todos usar de misericórdia” (v. 32). Em uma frase ele resume três capítulos e reforça um tema dominante da carta: a igualdade de judeus e gentios em termos da ira de Deus e em termos da sua graça. E a misericórdia soa a primeira nota da seção parenética da carta que começa em Romanos 12.1.

6. Em Louvor a Deus (11.33-36). 

Paulo usa doxologias para pontuar partes da carta em vez de concluí-las (e.g., Gl 1.5; Ef 3.21; Fp 4.20; 1 Tm 1.17; 2 Tm 4.18). De fato, a única carta onde uma doxologia forma a conclusão é Romanos (Rm 16.25-27), embora haja disputa quanto ao fato desta doxologia realmente concluir a carta original. As cartas de Paulo eram lidas em público, quando os crentes se reuniam para o culto; assim, as doxologias, como também as bênçãos, cumpririam a função de exaltar o serviço de adoração.

A doxologia de Romanos 11.33-36 expressa louvor a Deus e maravilha diante dos mistérios e sabedoria dos seus julgamentos. Ainda que Paulo tenha recebido revelação sobre o desdobrar do plano salvífico de Deus (Rm 11.25), isso é apenas um vislumbre parcial do grande mistério da vontade divina. Dunn observa que louvar a Deus por receber insight sobre seus caminhos era resposta tipicamente judaica.


Para saber mais:

ARRINGTON, F.L.; STRONSTAD, R. Comentário Bíblico Pentecostal. Rio de Janeiro: CPAD, 2003.

BENTHO, Esdras Costa. Hermenêutica fácil e descomplicada. 3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2005.

 


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Veja também:
- Outras lições
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