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Esboço da Lição
Introdução
I.
A Natureza da Carne
II. A
Verdade sobre a Santificação
Palavras-chaves
Carne;
Espírito; Santificação.
I. Introdução
O
capítulo 8 trabalha em diversos níveis para reunir várias
linhas teológicas de partes anteriores da carta. Retoma onde
foi deixado em Romanos 7.6, que contrastava o velho modo
debaixo da lei com o novo modo do Espírito. Paulo descreverá
agora com detalhes gloriosos o que é a vida no Espírito.
Quando ele descreve o papel do Espírito Santo em atualizar a
obra de Cristo para o crente, ele aborda outra vez conceitos
achados nos capítulos 5 a 7.
Romanos 8.1-17 dá continuidade à argumentação começada no
capítulo 6 de que a era da graça não implica a extinção
da justiça, pois o Espírito Santo torna possível a vida de
justiça. Os temas gêmeos de esperança e sofrimento, que
foram justapostos em Romanos 5.3,4, tornam-se os temas
dominantes de Romanos 8.18-39. A vida é tão transformada na
era da graça que até o sofrimento é colocado dentro do
reino da esperança.
Os
primeiros treze versículos seguem um padrão que nos é
conhecido pelo capítulo 6. Uma discussão sobre o que é
verdade para os crentes — o novo estado dado aos que foram
transferidos da era de Adão para a era de Cristo — é
seguida por uma declaração sobre o que lhes deve verdade na
prática. Diferente do capítulo 6, o papel do Espírito Santo
em causar os benefícios da morte e ressurreição de Cristo
nos crentes agora é colocado em primeiro plano.
II.
O
Espírito de Vida que Dá Poder sobre o Pecado e a Morte
(8.1-13).
“Portanto,
agora, nenhuma condenação há para os que estão em Cristo
Jesus” (v. 1).
Em
resposta à objeção do versículo 1, de que o pecado também
pode ser encorajado se ocasiona mais graça — objeção que
surge da declaração em Romanos 5.20 de que à medida que o
pecado aumentou, a graça aumentou ainda mais — Paulo
imediatamente vai ao âmago do assunto: O crente não pode
permanecer no pecado porque ele morreu para o pecado (v.2).
a)
“Portanto”
está declarando uma conclusão, mas de quê? É difícil
determinar qual parte do argumento precedente Paulo tem em
mente. Ele está pensando em Romanos 7.7-25, em Romanos 7.6,
ou à argumentação exposta nos capítulos 5 a 7 ? Ou é um
sumário do tema exacerbante da carta (i.e., a justiça de
Deus) que remonta a Romanos 1.17? O papel que o capítulo 8
desempenha como resumo e clímax da explanação sobre a
justiça de Deus para judeus e gentios, antes que o foco de
Paulo se estreitasse para a justiça de Deus a Israel,
indica que esta seção sumaria o tema predominante da
carta.
b)
“Condenação” (cf.
também Rm 5.16,18) é termo jurídico, o qual neste
contexto denota o resultado do julgamento de Deus. Como a
morte, com a qual está unida em Romanos 5.12-21, diz
respeito à separação eterna de Deus. Os que estão “em
Cristo Jesus” podem se alegrar porque tal horror não os
aguarda no julgamento. De fato, o capítulo 8 termina com a
grandiosa declaração de que nada pode nos separar de Deus
e Cristo — nada no presente e nada no futuro.
2.1.
O fundamento da declaração. A
base da declaração de que não há nenhuma condenação
é dada no versículo 2. Os crentes não enfrentam as
conseqüências que aguardam os que estão debaixo do
poder do pecado (i.e., morte ou condenação), porque eles
foram libertos “da lei do pecado e da morte”. Como em
Romanos 7.21-25, onde Paulo usou a “lei” para denotar
algo que não a lei mosaica, ele varia o sentido desta
palavra para insistir neste ponto.
A lei do pecado e da morte não é a lei judaica, vista do
lado negativo, mas um “poder” ou “autoridade” que
coloca homens e mulheres em escravidão. Semelhantemente,
“a lei do Espírito de vida” representa o poder do Espírito
Santo, que livra a humanidade da tirania do pecado e da
morte. A frase “a lei do Espírito de vida” não
ocorre em nenhuma outra parte nas cartas de Paulo. Deve
ser a causa de Paulo cunhar esta frase aqui, porque ele
está continuando o jogo de palavras com “lei” que ele
começou no capítulo anterior.
2.2.
A lei mosaica.
A lei de Moisés entra em vista no versículo 3. Podemos
estar seguros de que é a lei judaica que Paulo tem em
mira neste versículo, porque, diferente do versículo 2,
não há frase modificadora ligada à palavra “lei” (nomos)
para indicar de outro modo. Outrossim, o teor do versículo
recapitula o que Paulo disse sobre a lei no capítulo 7. O
que a lei mosaica não podia fazer era tratar do problema
do pecado; é o que Deus fez ao enviar seu Filho, ou seja,
enviar Cristo para morrer por nossos pecados. Pela cruz,
Deus “condenou o pecado na carne”.
*
Carne.
É difícil decidir qual “carne” Paulo tem em mente
aqui: É a carne de Cristo ou nossa própria carne
pecadora? Talvez esta pergunta tenta dividir o que Paulo
viu como duas partes de um todo. Cristo, como nosso
substituto, suporta a condenação por nós na sua carne.
Como resultado disso, a condenação que afronta todas as
pessoas na carne é removida.
A
morte sacrifical de Cristo também é mencionada pela
frase que a NVI traduz por “como oferta pelo pecado” (lit.,
“concernente ao pecado”). Os tradutores da NVI concluíram,
como nós, que “concernente ao pecado” (“do
pecado”, RC) denota uma oferta pelo pecado, visto que
esta expressão era usada assim na LXX (veja Moo, Fee). Em
suma, a condenação não virá sobre os que estão em
Cristo, porque a ira de Deus já caiu em outro lugar —
em Cristo.
Este
versículo teologicamente denso precisa de mais dois
comentários:
1)
É significante a qualificação de Paulo de que Cristo
entrou “em semelhança da carne do pecado” em vez de,
como ele poderia ter dito, “na carne pecadora”. A
palavra grega homoioma (“semelhança”) é usada para
preservar uma distinção. Paulo quer afirmar que Cristo
era um substituto apropriado para a humanidade, porque Ele
veio na carne humana, mas o apóstolo também quer evitar
o pensamento de que Cristo ficou pecador na encarnação.
Por conseguinte, ele diz que Cristo veio em semelhança da
carne pecadora.
2)
A
idéia que a lei “estava enferma pela carne” retoma a
discussão no capítulo 7, onde Paulo argumentou que a lei
não podia nos livrar do pecado. De fato, o aparecimento
da lei deu ao pecado a oportunidade de se fixar fortemente
na esfera humana (Rm 7.7-11). De modo similar aqui, embora
a lei seja santa e boa (Rm 7.12), a humanidade não é. A
“carne” humana está em escravidão ao pecado e morte,
e tal escravidão a lei não tem força para quebrar.
O
propósito em condenar o pecado na carne é para que “a
justiça da lei se cumprisse em nós” (v. 4). A impressão
de que Paulo poderia ter dado de que o propósito de Deus ao
dar a lei tinha sido completamente evitado pela pecaminosidade
humana é dissipada. Como Dunn argumenta: “Aqui, Paulo
deliberada e provocativamente insiste na continuidade do
propósito de Deus na lei e pelo Espírito”.
Há
duas linhas primárias de pensamento acerca de como este
cumprimento (“se cumprisse”) ocorre. Elas se dividem em
se é Cristo ou o crente que é ativo no cumprimento desta
exigência:
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1)
Numa visão, Cristo cumpriu as exigências da lei por
sua obediência perfeita.
Por sua morte, Ele tomou nossa condenação. Isto
permite um “intercâmbio”: “Cristo se torna o
que nós somos para que nós nos tornemos o que Cristo
é” (Moo).
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2)
Os cristãos cumprem a lei à medida que vivem
“segundo o Espírito” (v. 4b). De acordo com esta
visão, a segunda parte do versículo explica como o
cumprimento é feito. Não é que nós obedeçamos à
lei, mas cumprimos seu propósito, que era causar
justiça. Ainda que haja muito a ser dito sobre a
primeira visão, parece que a leitura mais natural do
versículo é considerar a frase subordinada que começa
com “que não andamos” como explicação do tipo
de cumprimento que ele quer dizer. Esta posição não
tira a ênfase no que Deus faz e a coloca no que
homens e mulheres fazem.
Como Fee mostra, a ênfase ainda está no que o Espírito
Santo faz para nos capacitar a viver em justiça.
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2.3.
Contraste entre carne e espírito. Nos
próximos nove versículos (vv. 5-13), o contraste entre a
“carne” (sarx) e o “espírito” (pneuma) domina a
discussão, à medida que é explicada a diferença entre
andar segundo a carne em oposição a andar segundo o Espírito
(v. 4b). O foco dos versículos 5 a 8 está naquele que
vive na carne; o foco passa para o crente nos versículos
9 a 11. O dualismo carne/espírito é escatológico, não
antropológico. É um contraste entre estados de existência
em duas eras — a era de Adão e a era de Cristo (veja Rm
5.12-21). Não é sobre duas naturezas conflitantes dentro
do indivíduo, mas uma comparação entre os que vivem e
os que não vivem em Cristo.
Os
quadros antes e depois exibidos aqui — da vida antes e
fora de Cristo e depois da vida em Cristo — são
descritos como opostos extremos. Tal nítido contraste
fixa imagens vívidas na mente do leitor. Paulo quer que
os cristãos romanos tenham um quadro claro do que eles
eram em oposição ao que eles se tornaram. O propósito
das imagens contrastantes nos versículos 5 a 11 é instigá-los
a adotar um estilo de vida proporcional ao seu novo estado
(vv.12,13).
a)
Mente ou vontade. Paulo começa comparando as
orientações diferentes da mente ou da vontade (vv. 5,6).
O que está sendo discutido é em que a mente é “atiçada”
— não tanto no que a pessoa pensa, mas qual é sua
orientação. A orientação de alguém na carne é deste
mundo; a mente é fixa nos valores de um mundo que
rejeitou Deus. O não-cristão, em outras palavras, pode
ser definido como alguém que é inimigo de Deus (v. 7).
Isto não significa, obviamente, que todos os incrédulos
agem conscientemente em inimizade para Deus. Mas no forte
contraste dos dois modos de existência apresentados aqui,
a pessoa é dirigida ao mundo da carne ou ao mundo do Espírito
(cf. Mt 12.30: “Quem não é comigo é contra mim”).
Paulo descreveu uma orientação semelhante e mundana em
Romanos 1.18-32. A humanidade rejeita o conhecimento de
Deus que lhes está disponível, resultando num ciclo de
pensamento e ação que é uma perversão de tudo que Ele
quis para a humanidade. Em suma, as pessoas com tal
orientação “não podem agradar a Deus” (v. 8).
b)
Agradar a Deus. Devemos notar que agradar a
Deus não nada tem a ver com ser uma pessoa “boa” ou
“má” em si. Há incrédulos de bom caráter e
integridade e há os que são maus. O ponto aqui, como tem
sido desde Romanos 1.18, é que agradar a Deus não está,
no final das contas, relacionado com o que fazemos, mas
com o que Ele fez por nós em Cristo. Ou, dizendo de outra
maneira, é sua justiça ou atividade salvadora que é a
base da relação que temos com Deus.
c)
A morte. O destino dos que são inimigos de Deus
é a “morte” (v.
6), que é a morte espiritual com conseqüências físicas
(veja Rm 5.12-21). A morte espiritual (ou separação de
Deus) pode ser experimentada em ambos os lados do
sepulcro. A alienação de Deus no presente se torna um
estado eternamente permanente para os que permanecem fora
de Cristo.
A palavra de Cristo na cruz: “Deus meu, Deus meu, por
que me
desamparaste?” (Mt 27.46), sugere que
Cristo conheceu não só a morte física, mas também a
espiritual, quer dizer, separação da presença de Deus.
Ele experimentou a morte completamente para que nós não
precisássemos experimentá-la.
d)
Oposição entre a vida dos que estão em Cristo e em Adão.
O modo de existência daqueles que estão em Cristo é
oposto aos que estão em Adão. Aqueles cuja orientação é
Deus, ou “para as coisas do Espírito” (v. 5), conhecem a
vida e a paz (cf. Rm 5.1,12-21). Tendo sido libertos da lei do
pecado e da morte, eles vivem numa relação com Deus por meio
do “Espírito de vida” (v. 2). Há paz em vez de inimizade
entre eles e Deus (cf. Rm 5.1). Paz e vida caracterizam o que
podemos desfrutar hoje e o que saberemos para sempre, pois nem
mesmo a morte pode nos separar de nossa relação com Deus
(cf. Rm 8.35-39).
2.4.
Andar conforme o Espírito. Nos
versículos 9 a 11, a tônica passa para os que andam
conforme o Espírito. Considerando que os não-crentes são
caracterizados por estar na carne, os crentes estão “no
Espírito”. É um novo tipo de existência, onde o poder
do Espírito, em vez do poder do pecado e da morte, está
em ação. E, como declara o meio do versículo 9, os
crentes são aqueles em quem o Espírito, e não o pecado
(cf. Rm 7.20), mora. Concluímos, então, que o Espírito
toma o lugar do pecado, tanto quanto na esfera na qual
vivemos (i.e., o poder que nos controla) quanto na presença
que habita em nós.
a)
Espírito de Deus. A mudança de “o Espírito de
Deus”
(v. 9a; cf. v. 11) para “o Espírito de Cristo”
(v. 9b) reflete a ênfase dos versículos 9b e 10 na obra de
Cristo. A frase “se Cristo está em vós” (v. 10a) não
significa que Cristo e o Espírito habitam no crente, nem que
os dois são indistinguíveis. Com Cranfield entendemos que
“pela habitação do Espírito o próprio Cristo está
presente em nós”. Dizer que Cristo está presente em nós
pelo Espírito não é tirar a ênfase da natureza pessoal de
nossa relação com Cristo. O Espírito pode representar
Cristo tão completamente, porque o Espírito também é uma
pessoa. Não somos habitados por uma força, mas por um ser
pessoal.
b)
Espírito de vida. O ponto central dos versículos
9 a 11 é fazer mais elaborações sobre “a lei do Espírito
de vida”
(v. 2a), que é o poder do Espírito Santo em ação,
dando vida agora e para sempre aos que estão em Cristo. O
versículo 10 fala da vida no presente, ao passo que o
versículo 11 trata da vida no futuro. Embora “o corpo
[...] [esteja] morto por causa
do pecado”, o Espírito é vida por causa da justiça. O
corpo está sujeito à morte por causa do pecado; a morte
passou a todas as pessoas pelo pecado de Adão (Rm 5.12).
Contudo, o Espírito é vida por causa da justiça; a vida
para todas as pessoas pela justiça de Cristo (Rm 5.18).
c)
Espírito Santo. No versículo 10,
é preferível a interpretação de pneuma (espírito)
como o Espírito Santo em lugar de o espírito humano.
Barrett argumenta que esperaríamos que Paulo dissesse que
“o espírito vive” (RC) se ele quisesse se referir ao
espírito humano. Mas o que lemos no original grego é:
“o espírito é vida”, o que nos lembra imediatamente
de “o Espírito de vida” (v. 2). O versículo 11
explica o significado da frase que estamos examinando, e há
o Espírito que está sendo discutido.
d)
Relativo à vida no futuro No v. 11, sabemos
de Romanos 6.5 que, pelo fato de termos morrido com
Cristo, também seremos ressuscitados com Ele. Aqui é
identificado o papel do Espírito de vida em tornar certo
este futuro para o crente. Deus efetua a ressurreição
dos crentes pela agência do Espírito Santo. Paulo
especifica que a ressurreição envolve até nossos corpos
“mortais” — os mesmos corpos que no versículo 10
foram destinados à morte. A ressurreição envolve a
totalidade
da pessoa, não apenas o espírito. Uma ressurreição
“espiritual” é o que os coríntios imaginavam,
provavelmente em resultado da influência da idéia grega
da imortalidade da alma. Acreditava-se que na morte a
alma/espírito era liberta do corpo, o qual era descartado
(1 Co 15). Escrevendo de Corinto, com a localização
servindo de lembrança de uma controvérsia anterior,
Paulo afirma que até o corpo é ressuscitado. (A formação
de outros aspectos do mundo físico é descrita nos vv.
19-21.)
O
imperativo (vv. 12,13) que serve de resumo a um extenso
discurso sobre o que é verdade cerca dos crentes (vv. 1-11)
é um padrão conhecido nos escritos de Paulo. Como em
Romanos 6.1-14, o apóstolo começa descrevendo o que
Deus/Cristo fez por nós (Rm 8.1-11) e finda argumentando o
que temos de fazer em resposta aos seus atos graciosos (Rm
8.12,13).
A
idéia imperativa, em concordância com o que vem antes, está
estruturada pelo contraste entre o Espírito e a carne, como
também entre a vida e a morte. E, em concordância com o
que vem antes, o Espírito e a carne se referem a dois modos
contrários de existência. Quer dizer, esta seção da
carta não diz respeito à luta interna no crente entre o
lado dirigido a Deus e o lado dirigido ao pecado. Estar no
Espírito em oposição a estar na carne é ser cristão em
oposição a ser não-cristão.
A
importância do que Paulo está a ponto de dizer é
transmitida pela volta do emprego da palavra “irmãos”
(veja Rm 7.1,4). Ele está escrevendo sobre uma obrigação
incumbente aos crentes, que não é a mesma obrigação que
outrora pressionava os que estavam debaixo do domínio do
pecado e da morte. Voltar à vida anterior — quer dizer,
viver de acordo com a carne — significa morte hoje e para
sempre
(v. 13a). Isto não quer dizer que a morte espera o
cristão que comete um único pecado. O tempo presente do
verbo “viver” na frase “se viverdes segundo a carne”
aplica o aviso à pessoa que continua no pecado, que
constantemente se comporta como se ela ainda estivesse na
carne.
A
obrigação do crente é viver como alguém que está no Espírito.
Portanto, é imperativo que “as obras do corpo” sejam
mortas. Esperaríamos ler “as obras da carne”, visto que
Paulo tem usado a carne com relação ao pecado e à morte.
Fee comenta que “corpo” é apropriado aqui, porque os
cristãos já não estão na carne (1994, p. 558).
Se
quisermos evitar o desespero por causa de nossa contínua
tentação ao pecado e nossa prática muito freqüente de
ceder ante a tentação, temos de prestar atenção
particular à expressão “pelo Espírito” (ARA).
A noção
de que a pessoa é salva pela graça, mas conservada por
esforços próprios, é estranha a este texto. Se fosse
assim, então estaríamos vivendo precariamente, e não com
alegria, como que nos balançando constantemente à beira do
abismo. Mas da mesma maneira que não ganhamos a salvação,
assim não a mantemos por iniciativa própria. Em nós
mesmos, somos impotentes para fazer o que Deus requer, mas o
Espírito nos capacita a matar as más ações. Agora é
dada a resposta ao problema do poder do pecado, que foi
levantado em Romanos 6.1 e, desde então, esteve na
vanguarda da discussão:
É o Espírito.
Para
saber mais.
ARRINGTON,
F.L.; STRONSTAD, R. Comentário
Bíblico Pentecostal.
Rio de Janeiro: CPAD, 2003.
BENTHO,
Esdras Costa. Hermenêutica
fácil e descomplicada.
3.ed., Rio de Janeiro: CPAD, 2005.
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